Utau Pov's.

Depois de mais de duas aulas jogando queimada, Amu me disse que iria beber água e eu assenti, e eu voltei minha atenção para os meninos que continuavam a jogar, logo em seguida vi Amu entrando na escola com um papel nas mãos e fui em direção à professora.

– Prof°, onde a Amu foi ?

– Eu pedi para ela entregar um bilhete para o meu marido o professor de Ciências.

– Atá... – Murmurei.

Finalmente a aula tinha acabado e eu fui para o vestiário e quando sai os meus amigos estavam esperando e eu estranhei que a Amu não tivesse aparecido ainda, o primeiro a perguntar sobre ela foi Tadase.

– Utau cadê a Amu ?

– Bom, ela foi entregar um bilhete da professora de Ed. Física para o seu marido o Professor de Ciências, e ainda não voltou.

– Ela deve não ter o achado ainda, por isso a demora. – Concluiu Nadhiko. – Vamos esperar por ela, aqui.

– Tudo bem... – Dissemos e começamos a conversar, mais já havia se passado quase 20 minutos e nada.

– Gente não é melhor procurarmos a Amu, ela esta demorando de mais. – Disse Rima impaciente.

– Tem razão, ela não é de demorar muito. – Concordou Yaya.

– Então vamos. – Disse Kukai, virando para entrar na escola e nos o acompanhando.

Começamos a andar no 1° andar, olhando todas as salas, mais nada dela, então subimos para o 2° andar e não achamos nenhum vestígio dela.

Eu juro que estava começando a sentir uma sensação estranha como se alguma coisa ruim estivesse a ponto de acontecer, e eu percebi que não era só eu porque Yaya e Rima, pareciam tenças como eu.

Então subimos para o 3° andar, e a cada passo que eu dava meu coração batia mais rápido e eu ficava mais tença ainda, alguma coisa estava a acontecer e não era boa coisa não.

– Rima, Yaya, vocês estão sentindo alguma coisa ? –Eu perguntei quase que em um sussurro, elas me olharam.

– Sim, como se alguma coisa ruim estivesse acontecendo. – Yaya respondeu séria, e assustou a todo mundo, raramente viemos ela assim.

– E eu acho que esse pressentimento envolve a Amu. – Disse séria também. – Mais espero que eu esteja errada. – Disse Rima.

– Do que vocês estão falando ? – Disse os meninos.

– Como vocês sabem, nossos pais eram grandes amigos um dos outros e quando nascemos fomos criadas praticamente juntas, por isso somos como ''irmãs''. – Disse Rima, sorrindo ao se lembrar do passado, mais logo voltando a ficar séria.

–Desde pequenas tínhamos um laço de amizade tão forte que podíamos sentir quando uma de nós estava triste, alegre, entre outras coisa... – Disse Yaya sorrindo, mais logo voltando a ficar séria.

– Por isso estamos sentindo que alguma coisa esta errada, como se alguma coisa ruim estivesse acontecendo. – Eu disse alarmada. – Conhecemos a Amu melhor do que ninguém, e sabemos que isso não é do feitio dela, demorar tanto assim.

– Mais e se ela já foi embora ? – Supôs Tadase.

– Não. – Neguei com a cabeça. – Ela não faria isso a conhecemos, mesmo se ela tivesse ido embora, ela teria ligado para uma de nos.

Foi então que ouvimos um grito de socorro e então todos gelamos, não poderia ser, era a voz da....

– Amu... – Todos falamos em um sussurro e saímos correndo.

Rima Pov's

Meu coração batia a mil e eu rezava para que nada de ruim acontecesse a ela, foi então que virando o corredor batemos de frente com alguém e todos fomos ao chão, e quando olhei para ver que tínhamos nos esbarrado eu arregalei os olhos.

– Sensei Ikuto. – Falei pausadamente, ele me olhou e olhou para todo mundo.

– O que estão fazendo aqui ? O sinal já bateu faz tempo. – Ele questionou parecia nervoso.

– Estávamos procurando a Amu, não a vimos desde que a professora a mandou entregar um bilhete para o professor de ciências que é marido dela, você sabe onde ela esta ? – Utau perguntou alarmada.

– Sim, nós esbarramos no meio do caminho e ela estava me ajudando a levar os livros para a sala dos professores, mais depois quando cheguei à sala ela não estava atrás de mim, foi quando eu ouvi um grito e parecia ela e sai correndo. — Ele falou depressa, mais eu podia ver que ele estava preocupado.

– Nos também ouvimos. – Disse Yaya. – Achamos que veio daquela direção, ela apontou, nos levantamos e começamos a correr, para a direção do grito que ouvíamos, foi então que quando viramos o corredor eu parei chocada.

Havia uma blusa rasgada no chão junto com sangue e livros, eu sabia que era da Amu e meu coração se apertou mais ainda, e então ouvimos mais um grito de socorro e vinha mais a frente.

– Rápido chamem a vice-diretora, eu vou mais a frente. – Disse Ikuto.

– Não vou com você. – Contestou Tadase.

Eu sabia não era hora para isso, Amu estava correndo perigo e a cada minuto ela corria mais perigo ainda.

– Tadase, não é hora para fazer birra, Amu está em perigo. – Ele me olhou mais ficou assustado com o meu olhar assassino para ele. – O sensei Ikuto, sabe o que esta fazendo. – Eu o olhei e ele me encarava. – Por favor salve a minha amiga. – Implorei para ele que acenou e saiu correndo. – Agora vamos. – Eu disse correndo para a secretaria e sendo acompanhada de todos.

Antes que virássemos o corredor a vice-diretora apareceu assustada.

Yaya Pov's

– O que vocês estão.... – Eu a cortei.

– Não a tempo para isso. – Eu a olhei. — Você precisa vim rápido com a gente, ouvimos um grito de socorro e temos certeza que é da nossa amiga. – Eu disse voltando a correr e a diretora junto com agente.

Foi então que chegamos ao último corredor e parei olhando a seguinte cena : Ikuto ajoelhado do lado de alguém, e quando eu focalizei melhor era a Amu, um menino que parecia o... Carlos pronto para bater no Ikuto e então um vulto passou do meu lado e se jogou para cima do Carlos.

– Meu Deus do céu ! – Disse ao ver que era o Tadase batendo com tudo em Carlos e sai junto com as meninas gritando o nome da Amu.

Quando cheguei lá me espantei, Amu estava desmaiada sem a blusa, sua cara estava manchada pela maquiagem e uma das suas bochechas parecia inchada, me ajoelhei do lado dela e as meninas também e começamos a chorar, foi então que vimos aguem gritar.

– Tadase chega, assim vai mata-lo. – Disse Kukai, tentando tirar ele de cima do garoto que parecia inconsciente.

– Me larga Kukai, ele merece morrer por tentar estuprar a Amu ! – Eu me assustei, nunca tinha visto Tadase desse jeito, ele estava com raiva, parecia possuído. Kukai e Nadriko tentava tirar o menino de cima do Carlos mais estavam com sérias dificuldades.

– Ikuto sensei. – Chamou a vice-diretora. – Ajude o os dois a tirar o Tadase de cima do Carlos que esta inconsciente. – Ordenou a vice.

Ikuto olhou para Amu e depois para o dois que estavam com sérias dificuldades para tirar Tadase, pude perceber que Ikuto segurava a mão de Amu com força.

E um pouco relutante soltou-a e foi para os dois, foi uma cena até que engraçada, mesmo nessa situação, não sabia se o Ikuto estava ajudando a tirar o Tadase de cima do garoto ou se o estava o ajudando a bater nele.

– Já chamei a ambulância e a policia. – Informou a Diretora, e olhou para Amu com tristeza, logo a policia e a ambulância chegaram e levaram a Amu, Ikuto e o Carlos para o hospital.

Eu e os outros não podíamos acompanhar a Amu, tínhamos que ficar e dar nosso testemunho sobre o que ocorrera há pouco.

Despois que todos deram seus testemunhos a diretora nos levou para o hospital, quando chegamos corremos para a recepção.

– Por favor, o quarto da paciente Hinamori Amu ! – Rima disse rápida, para a secretaria que levantou o olhar para ela e depois olhou para nos.

– Desculpe mais vocês são o que dela ? – Questionou a recepcionista.

– Eu sou a diretora do colégio onde estuda, e eles são os amigos dela. – Informou a diretora. – Agora se possível quero falar com o medico que esta responsável em atendendo ela, e mais dois outros pacientes: Tsukiyomi Ikuto e Carlos Hiashi.

– Desculpe informar, mais você não poderá falar com os médicos no momento, eles estão examinando os pacientes que você disse mais se quiserem a uma sala de espera no andar deles, e eu informaremos sobre vocês assim que os médicos terminarem os exames. – Terminou simpática.

– Tudo bem, mais qual é o andar ? – Disse Tadase impaciente.

– 4° Andar.

Pegamos o elevador e quando chegamos ao andar deles, fomos para a sala de espera e ficamos por lá.

– Diretora você informou os pais da Amu ? – Perguntou Yaya.

– Sim, eles pegarão o primeiro voo de amanhã para vim aqui, também avisei os pais de Carlos e eles estão vindo.

Utau Pov's

Passaram-se exatamente 20 minutos, mais para todos era uma eternidade.

Eu estava sentada e um sofá sozinha, enquanto Rima estava abraçada com o namorado chorando, Kairin estava abraçado com Yaya no mesmo sofá que Rima e parecia tentar a reconfortar, a vice-diretora estava um pouco afastada conversando com os pais do Carlos sobre o que ocorrera e senti penas deles, não mereciam um filho assim.

Kukai sentou do meu lado e me estendeu um pouco d'água.

– Como você esta ?

– Bem... – Menti, não gostava de preocupar os outros.

– Não minta para mim Utau, eu te conheço se quiser desabafar eu estou aqui.

Ficamos em total silencio até eu o quebrar.

– Eu estou com medo. – Disse por fim começando a chorar.

– Tudo bem... Tudo bem. – Ele me abraçou. – Você e as meninas conhecem a Amu melhor que qualquer um, ela vai ficar bem, você vai ver e depois vai rir dessa situação. – Eu ri com esse comentário, Kukai estava certo.

Foi então que o medico chegou.

– Por favor, os responsáveis pela paciente Hinamori Amu e Hizashi Carlos. – Disse se pronunciando.

Todos se levantamos e fomos até ele.

– Sou eu Doutor, a responsável pela Hinamori Amu. – Disse a vice. – Como ela esta ?

– Bem... – Disse olhando a planilha. – Ela ficara bem.

Nesse momento suspiramos aliviados.

– Ela só torceu o pulso, e fraturou uma costela, o inchaço da bochecha já diminuiu mais ela ficara aqui por dois dias e depois poderá voltar para casa mais ficara de molho, depois poderá voltar à ativa. – Informou o medico.

– Mais e o Sensei Ikuto ? – Perguntou Yaya.

– Bom o Sr. Tsukiyomi fraturou duas costelas e terá também que ficar em observação por dois dias e terá que ficar de molho também ao voltar para a casa, ele terá que tomar analgésicos como a paciente Hinamori por causa das costelas fraturadas, mais depois poderá voltar à ativa.

– E o Carlos ? – Perguntou a mãe dele.

– Bom, seu filho sofreu vários hematomas pelo corpo, mais nada que alguns remédios não resolvam, teve uma fratura na cabeça mais a primeira vista não é algo sério, mas mesmo assim terá que fazer alguns exames para ver se a algum dano.

– Podemos ver eles ? – Perguntou a diretora.

– Lamento mais não, o horário de visita já acabou e também todos os pacientes estão inconscientes devido aos analgésicos que tivemos que dar para eles para amenizar a dor, vocês poderão vim amanhã cedo, é só pedir informações para a recepcionista.

– Doutor. – Chamou uma enfermeira.

– Sim já estou indo. – Disse para ela que voltou a entrar no corredor que dava acesso aos quartos. – Bom preciso ir. – Disse por fim se retirando.

E assim tivemos que ir embora, mesmo querendo ficar.

No hospital.

Amu acabava de acordar, olhou em volta ainda meio tonta pra o quarto onde estava, e parou sua atenção para a janela onde mostrava que estava de noite, varias perguntas e imagens passavam por sua cabeça, mais foi desviada dos seus pensamentos pela luz que se acendera no quarto, piscou varias vezes até se acostumar e viu que um médio a olhava sorrindo.

– Vejo que já acordou Sr. Hinamori, como se sente ? – Perguntou ao chegar perto.

– Estou bem, só com umas dorzinhas pelo corpo, onde estou ?

– Esta no hospital.

– Como cheguei aqui, que eu me lembrei, estava na escola sendo salva pelo Ikuto. – Sua voz falhou ao pronunciar o nome dele e voltou a sua atenção para o medico. – Como ele esta ? Ele esta bem ? Esta aqui também no hospital ? – Perguntou tropeçando nas perguntas que saiam uma em cima da outra.

– Se acalme ! – Ordenou o medico, e prossegui-o quando viu que ela havia ficado quieta. – O Sr. Tsukiyomi está bem, ele só fraturou duas costelas, mais ficara novo em folha eu prometo. – Disse ao ver o olhar alarmado dela. – Ele foi trazido junto com você e o outro paciente Carlo. – Ela estremeceu de leve ao ouvir esse nome foi então que sentiu alguma coisa em seu pulso e o olhou.

– Você no incidente acabou torcendo o pulso e fraturando uma costela, então por isso eu peço para que não se mexa muito, mesmo que você esta sobe efeito de analgésicos para não sentir dor.

– Que horas são ? – Perguntou.

– 03:30 da madrugada. – Respondeu.

– Hm... – Mordeu o lábio inferior. – Será que eu posso ver ele ?

– Sinto muito mais não agora, descanse e quando acorda, eu o aviso que você quer ver ele.

–Tudo bem. – Disse a contra gosto, voltando a dormi.

Já haviam se passado 3 horas e meia, desde que Amu havia falado com o médico e já era, 6:30.

No quarto do Ikuto, ele acordava meio atordoado olhando de um lado para o outro até ver o medico na porta indo a sua direção.

– Como está se sentindo ? – Perguntou.

– Com um pouco de dor. – Informou.

– Vou pedi para a enfermeira para de darem um remédio para dor.

– Obrigada, mais o que aconteceu ?

– Você foi levado ao hospital junto com os pacientes Hinamori Amu e Hiashi Carlos.

– Como ela está ? – Perguntou desesperado.

– Ela fez a mesma pergunta sobre você, quando acordou. – Riu o médico e Ikuto corou.

– Mais como ela está doutor ?

– Bem... Ela fraturou uma costela e torceu o pulso.

Ikuto arregalou os olhos com isso.

– Mais ela ficara bem, não é !?

– Sim, eu garanto que ela ficara bem, ela terá que ficar dois dias aqui como você.

– E como eu estou ? – Perguntou.

– Bem... – Disse olhando na prancheta. – Você fraturou duas costelas, mais logo vai ficar novo em folha.

– Menos mal.... – Murmurou.

– Tudo bem se a paciente Hinamori, viesse aqui ?

– Não, mais por quê ? – Perguntou confuso.

– Ela me pediu. – Explicou. — Ela quer falar com você, tem algum problema se eu a deixar ?

– Nenhum.

– Tudo bem vou trazê-la aqui. – Disse se retirando.

No quarto da Amu, ela já estava acordada, e ouviu alguém batendo na porta e logo após o abrindo.

– Oi, doutor. – Disse sorrindo.

– Oi, como está se sentindo ?

– Bem, as dores melhoraram.

– Fico feliz em saber isso. – Disse se aproximando. – O paciente Tsukiyomi, acabou de acordar, e eu pergunte se você poderia ir até lá e ele concordou.

– Verdade ?

– Sim. – Concordou. — Bom levante com cuidado. – Disse a ajudando a se sentar na cama, enquanto uma enfermeira entrava no quanto com uma cadeira de rodas, onde Amu se sentou. – Vamos ?

– Vamos !

Assim foram passando pelos corredores, até chegarem ao quarto 326, onde o médico bateu algumas vezes e ouviram um entre, prosseguiu abrindo a porta e adentrando junto com a menina, que quando seus olhos se encontraram com os safiras a sua frente era como se o tempo tivesse parado, as pessoas tivessem sumido e seu coração como quisesse-se sair pela boca.

– I-Ikuto..

O médico vendo que viu que estava sobrando, saiu da sala fechando a porta em seguida.