Amor Proibido.
16 Briga.
Ficaram se encarando por vários minutos que para os dois pareciam uma eternidade, até Amu se levantar com dificuldades e ir até Ikuto que estava já estava sentado na ponta da cama, logo recebendo um abraço delicado, que retribuiu delicadamente por ter medo de machuca-la.
– Você esta bem ? – Ela perguntou, depois de alguns minutos.
– Estou, mais eu que deveria ter perguntado isso primeiro. – Disse divertido, arrancando uma risadinha dela.
– Claro que não seu bobo. – Ela sorriu para ele. – Eu fiquei preocupada quando acordei e perguntei de você para o médico. – Disse numa expressão triste.
– Hey, não fique assim, já disse que estou bem, logo poderei ir para casa. – Disse levantando o queixo dela para que o encarasse.
– Não esta tudo bem, Ikuto. – Disse chorando. – Você esta aqui por minha culpa, você se machucou por minha culpa, eu deveria...
– Você não deveria nada Amu, você fez tudo certo, eu não me arrependo de tela a salvado, se eu não a tivesse, ai sim eu não sei o que faria, mais me sentiria culpado.
– Você, nunca iria ser o culpado Ikuto... – Sussurrou o nome dele, ambos se olhavam e se perdiam no olhar um do outro, ambos desejavam a mesma coisa, ambos se aproximavam devagar faltando poucos milímetros para que pudesse sentir o beijo um do outro, a porta se abre, fazendo Ikuto virar a cara rapidamente, fitando a janela que lhe parecia à coisa mais interessante do mundo, e Amu se afastar naturalmente e virar a cara raivosa para a enfermeira que lhe cortara o clima em que estavam.
A enfermeira, quando viu que tinha atrapalhado alguma coisa ficou envergonhada, mais antes que pudesse se desculpar suas palavras sumiram ao se deparar com o lindo homem de olhos de safira a fitando intensamente, ao perceber a demora e o silencio irritante que estava à sala, a enfermeira até esqueceu-se da outra pessoa que se encontrava na sala.
O mesmo cogitou em falar alguma coisa, após um longo minuto que se estendeu da enfermeira o encarando, mas resolveu ficar quieto após a enfermeira soltar um suspiro discreto e deu um meio sorriso com isso fazendo a enfermeira ficar levemente corada e dar um passo adiante.
– Como está se sentindo Ikuto ? – Perguntou após olhar a prancheta e ficar sabendo do nome do Deus grego que estava a sua frente jogando toda a etiqueta medica pela janela e o chamando pelo nome mesmo, sem formalidades.
– Estou bem, só com algumas dores. – Respondeu educadamente para a e enfermeira que sorriu com isso. – Acho que precisa me dar uma nova dosagem para as dores, pois o efeito da anterior está passando.
– Que não seja por isso. – Sorriu maliciosamente. – Se preferir tem um novo jeito que eu com o maior prazer posso fazer para que estas dores desapareçam. – Disse tentando parecer inocentemente sexy, querendo que ele intendesse nas entrelinhas suas segundas intenções.
Que não passaram despercebidas por Amu que fechou os punhos irritados pela ousadia daquela vaca em dar em cima do Ikuto, seu ikuto.
Esse ato não passou despercebido pelo dono das safiras que olharam discretamente para a garota que se encontrava vendo aquela cena, o fazendo dar um sorriso de lado discretamente pelo ciúme que ela estava tendo dessa cena, o que fez com que com os olhos da enfermeira que estava a sua frente brilhassem de uma forma até obscena.
A enfermeira jogou seus cabelos para o lado tentando parecer sensual oque fez com que o moreno olhasse para ela com esse ato, vendo ela se aproximar lentamente indo para trás dele de encontro aos seus ombros sentindo ela se aproximar, cada vez mais, decidiu dar um fim nisso, quando ia pronunciar algo, alguém, ou melhor, ela foi mais rápida.
– Nem pense em tocar nele sua vadia !
A garota de cabelos rosados segurava um dos braços com firmeza enquanto lhe lançava um olhar frio para a mesma que a olhou espantada, tirando a mãe rapidamente.
– O que você disse, garota ? – Perguntou ofendida.
– Isso mesmo que você ouviu VA-DI-A. – Soletrou a ultima parte.
– Você deveria ter mais cuidado, com o que diz garota se não... – A cortou
– Se não oque ? – perguntou com um sorriso sínico nos lábios. – Vai me bater, por que se for fazer isso eu processo você e esse hospital.
A mulher que olhava Amu espantada engoliu em seco.
– Não iria te bater ! – Afirmou.
– Ainda bem, mais se bem que eu ainda posso te denunciar para esse hospital. – Sorriu sombriamente com esses pensamentos.
– Oque? Por favor não faça isso. – Implorava.
– Você deveria ter pensado nisso, antes de dar em cima do seu paciente, você desrespeitou a conduta ética, moral e profissional, com o seu ato. – Falava com frieza.
– Por favor, eu te imploro não me denuncie. – Falava desesperada quase cogitando a ideia de se ajoelhar.
Ikuto via a cena toda em silêncio, estava atordoado, nunca vira Amu se comportar assim, e isso era culpa dele, de um jeito ou de outro, deveria ter parado a enfermeira quando viu as intenções dela.
– Amu. – A voz dele soou baixa, mais ela ouviu e virou para ele. – Não faça isso, esse não é seu jeito, não é o jeito da minha Amu, da menina que eu conheço. – Ela o ficou o encarando friamente e então se virou de novo para ela e sorriu cinicamente.
– Deveria agradecer a ele depois, pois não vou te denunciar, mais nunca mais quero te ver na minha frente esta me entendendo. – Disse gélida, para e enfermeira que tremeu de leve.
– Si- sim. – Falou, antes de sair do quarto rapidamente, ficando os dois num silencio mortal, Ikuto fitava Amu de costa para ele de cabeça baixa para logo depois levantar a cabeça e dar passos decididos em direção à porta e quando tocou a maçaneta, ouviu ele a chamar de novo.
– Amu, eu...
– Cala a boca. – Ela pronunciou irritada para a surpresa dele. – Não quero mais te ver e muito menos ouvir alguma coisa saindo da sua boca. – Proferiu saindo do quarto deixando um Ikuto surpreso para trás.
Ele ficou sem reação por cinco minutos e então deu um murro no colchão.
– Droga... – Murmurou.
–---------------------------
Ela andava calmamente pelos corredores pouco movimentados, com a cabeça abaixada, tentava inutilmente não chorar, abafar a dor que vinha do seu coração por presenciar tudo o que ele não tinha feito para tentar impedir aquela enfermeira que vinha com segundas intenções para ele.
Não aguentava mais, segurar o que era inevitável naquela hora, às lagrimas começaram a escorrer se sua permissão pelo seu rosto e então saio correndo, não queria que ninguém a visse chorando e perguntasse o porquê, virou alguns corredores ouvindo a reclamação de algumas pessoas não se importava, não agora, olhou para o lado e viu a placa de escadas e logo avistou uma porta branca, empurrou- a e saiu pulando o máximo que podia de degraus, quase tropeçando ou se desequilibrando, estava ofegante, quando finalmente abriu a porta que dera para o telhado, deu alguns passos e então caiu de joelhos chorando e gritando tudo que podia, não sabia quanto tempo havia estado ali mais nãos e importava, a dor havia passado, e se sentia melhor agora, levantou a cabeça e olhou o céu e suspirou, se levantou mais sentiu uma pontada nas costelas e se ajoelhou, respirava rapidamente tentando diminuir a dor que vinha.
– '' Droga, não deveria ter corrido isso só piorou minha recuperação. ''
– Pensou, se levantando devagar, trincando os dentes pela dor que isso dava e suspirou pesadamente, foi dando um passo de cada vez, até que finalmente chegou a seu quarto, onde viu que estavam seus pais lá, conversando com o médico com expressões preocupadas e quando a viram suavizaram expressão e correram até ela a abraçando com força, mais logo a soltando quando ouviram ela gemer de dor.
–Filha onde você estava ? – Perguntou à senhora Hinamori. – Ficamos preocupados com você !
– Não se preocupe pai, mãe, já estou bem ! – Disse sorrindo, mesmo que no fundo isso não fosse verdade.
– Que bom minha filha. – Sorriu a mulher.- Agora entre, e descanse um pouco, esta com uma aparência abatida.
Ela entrou e deitou na cama, e lá ficou conversando com os pais até que eles tiveram que ir embora, resolver uns problemas, e lá se viu sozinha naquele imenso quarto, não conseguindo tirar dos pensamentos o que lhe fazia ficar triste a cada lembrança aquilo a deixa com uma ferida em seu coração, mais irritada, com mais vontade de chorar, mais não choraria não mais, pensou enquanto olhava o céu pela janela do quarto e então adormeceu.
Foi acordada, com alguém a balançando delicadamente.
– Hey amu acorde ! – Falava Utau, que quando a viu abrir os olhos se afastou um pouco sorrindo.
– Finalmente acordou bela adormecida. – Falou Kukai humorado. – Como você está ? – Perguntou.
Foi então que ela percebeu que todos estavam ali, Kukai, Utau, Rima, Tadase, Kairin e Nagihiko.
– Minna. – Sorriu.
– Como você está Amu ? – Perguntou Tadase.
–Estou bem. – Dei um sorriso meio falso, os meninos pareceram não perceber, mais claro que a Rima e a Utau perceberam e ficaram em silencio.
Continuamos conversando até que Tadase e Kukai tiveram que ir embora.
– Utau você vão ficar aqui ? – Perguntou Kukai a namorada.
– Vou sim meu amor. – Respondeu Utau.
– E você Rima ? – Perguntou Nagihiko.
– Eu também vou ficar. – Sorriu para o namorado e deu um selinho nele.
–Você também vai ficar Yaya ? –Perguntou Kairin um pouco corado.
– S-sim.- Sorriu indo até ele e o abraçando sendo correspondida.
– Meu pai ira nós buscar depois. – Sorriu Utau explicando para eles. Depois ela foi até o namorado e o beijou. – Até amanhã.
– Okey... – Responderam os meninos e foram embora.
– Pronto Amu, pode começar a falar. – Começou a Utau depois que fechou a porta e se virou.
Eu suspirei e comecei a contar tudo que tinha acontecido para elas e quando terminei elas estavam com expressões de surpresa e um pouco de choque.
– E-eu nem sei o que dizer. – Disse Rima surpresa, e eu dei um sorriso fraco para ela.
– E ele não fez nada quando ela começou a se aproximar dele ? – Yaya perguntou.
– Não, não fez nada. – Disse com um nó na garganta, por querer chorar de novo.
– Ai amiga. – Utau disse me abraçando e logo tanto Rima e Yaya começaram a me abraçar e eu chorei de novo.
– Não chora por ele não, cadê aquela Amu forte e determinada que eu conhecia ? – Falou Rima quando nós separamos.
Olhei para ela e sequei as lágrimas, ela tinha razão, onde estava aquela menina determinada, forte e que sempre mantinha um sorriso no rosto ?
– Você tem razão Rima ! – Exclamei. – Não vou mais chorar por ele, quer saber, se ele gosta de mim ele que venha me procurar. – Sorri para elas.
– Essa é a Amu que eu conheço. – Falou Yaya feliz.
Despois disso, logo elas foram embora e me vi sozinha de novo, mais dessa vez não iria chorar como antes, se o Ikuto pensava que eu iria o perdoar por aquela cena da enfermeira ele estava muito enganado, se ele pensava que eu iria correr atrás dele haha ele estava redondamente mais redondamente enganado, se ele quer assim, tudo bem é assim que vai ser, ele depois das vezes que me tratou de forma indiferente e até friamente, esta na hora dele receber o troco, esta na hora desse jogo mudar e uma nova pessoa comandar !
Com esses pensamentos acabei por dormi.
Fale com o autor