Retiramo-nos e fomos para o intervalo, e como eu previa todo mundo estava olhando para mim e para o Tadase e cochichavam entre si, quando chegamos onde estavam nossos amigos, Utau, Rima e Yaya vieram logo ao meu encontro e me levaram ao jardim onde estavam pouco movimentados.

– Pode falar tudo. – Exigiu Yaya.

– Eu falei com Tadase, expliquei que não o amo e sim outra pessoa... – Suspirei. – Falei que tinha confundido os meus sentimentos em relação a ele naquela época e que só depois eu consegui entender o que ele significava para mim.

– E o que ele falou. – Disseram Rima e Utau juntas.

– Ele me ouviu atentamente e depois perguntou quem era essa pessoa que eu amava, e eu não quis responder, e bem ele falou que iria tentar me conquistar e....

– E... – Incentivou yaya.

– E eu pedi para ele desistir, pois no final não queria que ele sofresse e nem eu e que não gostaria de perder uma amizade como a dele !

– Caramba.

– Mais o que os outros alunos estão falando de nós ?

As meninas se olharam como que perguntasse que iria contar, e Rima se pronunciou.

– Eles ficaram sabendo que vocês chegaram atrasados para a escola e passaram duas aulas na diretoria...

– Mais isso era norma eles saberem. – Indaguei. – Eu mesma que falei isso na sala para poder entrar. – Interrompi Rima.

– Se você me deixar terminar de falar você vai saber do resto... – Me informou Rima.

– Desculpe. – Disse envergonhada.

– Bom e eles estão supondo que vocês estão namorando escondidos e que o Tadase pediu para namorar com você antes da escola por isso vocês se atrasaram, e o lance da diretoria foi que vocês queriam ficar mais um tempo juntos.

Meu queixo caiu e meus olhos arregalaram eu fiquei tipo assim °O°

Tudo bem eu tinha mais ou menos uma noção do que as pessoas pensariam mais mesmo assim é impressionante a imaginação das pessoas.

– Isso é o que eles pensam ?

– Sim. – Responderam as três.

– Droga, isso só vai fazer o Tadase ficar mais confiante ainda.

– E tem mais. – Falou Utau.

– Como assim ? – A olhei espantada.

– Não, tem a musica que você cantou ? – Falou Yaya, e eu balancei a cabeça concordando. – Tem algumas pessoas falando que essa musica foi inspirada no Tadase. – Arregalei os olhos, só podia ser brincadeira isso.

– O QUE ? – Gritei, sorte que estávamos sozinhas. – Só pode ser brincadeira, quando escolhi essa musica não estava pensando no Tadase e sim no Ikuto.

– Nos sabemos Amu, e tanto que quando vimos à tradução dela, se encaixava direitinho na sua situação com ele, o problema é que ninguém mais além de nós sabe do seu amor por ele, por isso eles estão comentando que a musica é do Tadase. – Comentou Rima.

– Mais será que o sensei, entendeu a indireta sua ? – Questionou Yaya, e agora ela me pegou de surpresa, na maior parte da musica eu fiquei de olhos fechados para me concentrar melhor nela que nem percebi isso.

– Ele percebeu isso. – Sussurrou Utau e minha atenção total foi direta a ela. – Quando você estava cantando, o sensei fechou os olhos quando ninguém estava prestando atenção nele, e o que eu percebi ele estava se concentrando na letra da musica depois ele estava sorrindo de canto, mais depois voltou ao normal antes que alguém visse ! – Não posso descrever a emoção que sentir depois que a Utau me contou isso, mais eu fiquei, hiper, mega feliz.

– Eba, isso quer dizer que eu tenho chances com ele. – Falei para mim mesma com os olhos brilhando, mais logo o sinal bateu e fomos para a sala de aula, as duas ultimas aulas eram de Educação Física, minha aula preferida, assim que saímos para a aula fomos para o vestiário para nos trocamos de roupa.

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Uniforme de Ed. Física.

Os uniformes das meninas era : Uma blusa branca regata meio folgada com o emblema da escola, um short curto azul também com o emblema, e qualquer tênis.

Dos meninos eram : Uma blusa regada com o emblema da escola, shorts até o joelho azul também com o emblema, e qualquer tênis.

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O esporte que iriamos praticar hoje era queimada, meninos contra meninos e meninas contra meninas, primeiro foi as meninas e eu a Utau caímos no mesmo Time, e consequentemente ganhamos a partida, depois foi a vez dos meninos e assim por diante, já estava na segunda aula quando eu finalmente eu fui beber água, até a professora me chamar e pedir para eu entregar um papel para o marido dela que era professor de Ciências, concordei e comecei a andar pelos corredores que estavam completamente vazios, tentando saber em que sala ele estava, quando fui virar o corredor acabei esbarando em uma pessoa e ela caiu em cima de mim, fechei por impulso os meus olhos e depois os abrir e me deparei com um par de safiras me encarando e me pedir no olhar dele de novo, acabamos ficamos nos encarando.

Eu desejava os lábios dele de novo, desejava sentir o gosto de menta na minha boca, desejava sentir como nossas bocas se encaixavam perfeitamente e jurava que podia ver um pequeno brilho de desejo no olhar dele.

Eu sabia que ele desejava meus lábios, tanto como eu desejava os dele, mais por algum motivo que eu não sei, ele se levantou num pulo e me ajudou a levantar, fiquei olhando para ele sem entender muito bem o que acabara de acontecer.

– Me desculpe Sr. Hinamori, foi minha culpa ter feito você cair ! – Ele disse rápido, e então se abaixou para pegar suas coisas (que não eram poucas.) que tinham caído na nossa queda e eu o ajudei, acabamos que quando fui pegar o ultimo livro nossas mãos se tocaram, mais ele tirou rapidamente.

Acabei levantando de novo e ele finalmente percebeu que roupas eu usava e não me passou despercebido quando ele me analisou de cima a baixo e depois corou quando eu percebi, e eu sorri de lado com isso e ele viu e corou mais ainda ! Ele fica tãoo fofo corado !!!

– Não era para você estar na aula de Ed.Física ? – Ele perguntou não me encarando.

– Sim, era ! – Afirmei. – Mais a professora, me pediu para levar um papel para o marido dela, o professor de ciências. Você sabe onde ele esta ?

– Hm... – Ele ficou pensativo. — Da ultima vez que eu falei com ele, ele me disse que estaria na sala dos professores.

– Obrigado Iku... — Parei, não podia ser tão intima com ele na escola, e se alguém escutasse. – Quer dizer Sensei Ikuto, mais e você não deveria estar na sala de aula ? – Perguntei desconfiada.

– Sim era. – Disse divertido. — Mais dia de segunda eu não dou aula nas ultimas duas aulas, eu fico na sala dos professores estudando o que eu vou dar na próxima aula – Ele disse por fim. – Bom você pode me entregar esse livros. – Disse se referindo aos que eu segurava.

– Não precisa, deixa que eu te ajude a levar até a sala dos professores, já que eu também estou me dirigindo para lá. – Disse sorrindo, ele só acenou positivo com a cabeça e prossegui em silencio.

Foi quando bateu o sinal do termino das aulas e vários alunos saíram das salas, e como sempre quando eu estava de uniforme de ginastica, alguns meninos assobiavam para mim, ou me chamavam de linda, ou de gostosa. – Revirei os olhos com isso, isso que da ser popular, quando olhei para frente pude ver o Ikuto olhar mortalmente para esses garotos que mexiam comigo sem que eles percebessem.

O corredor já estava vazio quando Ikuto virou para o próximo e nessa hora Carlos me para.

– Oie Gatinha. – Carlos me disse.

– O que você quer Carlos ? – Perguntei irritada para ele, será que ele não entendeu o que eu disse na ultima vez que ele me pediu para sair com ele ? Vocês não devem estar entendendo nada, vou explicar.

Carlos é da mesma séria que a minha mais estamos em salas separadas, é um menino metido que se acha o maioral e é um garoto mais rude que eu conheço já me pediu diversas vezes para sair com ele, mais eu sempre neguei mesmo ele sando um pouco bonito, não é meu tipo e nunca será.

– Amu, não fale assim comigo ! – Ele imitou estar chateado, revirei os olhos com isso.

– Carlos vai direto ao ponto, não tenho tempo para você.

– Vamos sair hoje, que tal ? Vou te levar para o cinema, depois para o seu restaurante favorito, e para completar a noite com chave de ouro que tal se depois você for dormi em casa. – Ele sorriu em malicia.

– Carlos será que você não entendeu o que eu falei para você da ultima vez que você me convidou ? Eu não vou sair com você mesmo que você fosse o último menino da faze da Terra e segundo eu nunca que iria dormi com você esta me entendendo, agora se me da licença eu tenho que ir. – Disse por fim me virando para ir para a sala dos professores mais fui impedida por uma mão segurando meu pulso com força me virei deparando com um Carlos visivelmente bravo.

– Eu não estou te pedindo Amu e sim mandando, você vai sair comigo por bem ou por mal, você escolhe. – Ele disse sombriamente, e isso me deixou com medo, mais não iria demostrar para ele.

– Não vou sair com você, agora me solte ! – Disse nervosa, e ele sorriu e me jogou na parede com tudo, não pude deixar de soltar um gemido de dor.

– Amu, Amu, Amu. – Ele falava pausadamente, enquanto mexia a cabeça negativamente. – Eu não queria fazer isso com você, mais já que você pediu, arca com as consequências.

E me beijou com força, eu tentava inutilmente o fazer sair de cima de mim, mais ele era muito mais forte, foi então que ele enfiou a língua dentro da minha boca, e depois eu sentir ele apalpando a mão em cima da blusa onde estava o sutiã e apertando com força, eu arregalei meus olhos, isso não podia estar acontecendo, tinha que ser um pesadelo, mais não era, não me contive e comecei a chorar.

Quando ele finalmente parou o beijo, eu gritei com todas as minhas forças por socorro e então ele me deu um tapa na cara, que me fez tossir sangue, eu não podia ficar parada, tinha que tentar me proteger, tinha que me lembrar das duas aulas de defesa que eu tinha feito.

Então ele arrancou a minha blusa e foi nessa hora que eu o chutei bem no meio das pernas, o que fez ele urrar de dor e sair de cima de mim, foi o que me deu tempo de sair correndo enquanto eu gritava desesperada pedindo socorro por alguns corredores, mais não demorou muito e ele me pegou e me prendeu na parede consegui soltar uma das minhas mãos e dar um soco nele, ele me olhou com raiva e me jogou no chão, e eu na queda acabei torcendo o pulso eu chorei mais ainda, não tinha mais força e sentia que estava começando a desmaiar, não podia, tinha que ficar acordada e lutar para não deixar ele me estuprar, então sussurrei o único nome que me vinha à mente no momento.

– Ikuto...

Então Carlos ficou em cima de mim de novo e depois tudo aconteceu rápido demais, vi Carlos ser jogado para a parede e alguém batendo nele e logo depois ouvi alguém me chamando e pisquei varias vezes até distinguir quem era.

– Ikuto... – Sussurrei feliz para ele que parecia preocupado e então gritou de dor e se jogou para o lado, percebi que Carlos tinha chutado ele e logo depois Ikuto levantou e deu um soco em Carlos, e veio me ver.

– Amu... – Ele disse tocando a minha face desesperado e eu chorei mais ainda, mais agora de alegria. – Tudo vai ficar bem, eu prometo. – Eu assenti e vi do lado de Ikuto, Carlo se levantando de novo e antes que eu o avisasse, vi um vulto se jogar em Carlos, Ikuto olhou para onde eu olhava, ouviu mais vozes se aproximando e então apaguei.