Amor Marginal
4 Capítulo IV
Notas iniciais
EMMA SWAN
Primeiro dia desaparecida
Acompanhei o detetive Graham e a policial Lily até a delegacia da cidade. Era um lugar pequeno comparado com as delegacias de Boston. Nós mal chegamos no lugar e eu fui conduzida até uma sala com ambos para uma "conversa", que na verdade era uma espécie de interrogatório para obterem mais informações sobre Regina afim de entenderem o que havia acontecido com ela. Se ela havia sumido por livre e espontânea vontade, ou...
Tive que aguardá-los por uns quarenta minutos, o que foi muito difícil para mim, pois precisei ficar parada, e eu odiava ficar parada. Fingi estar calma e quando os dois entraram e se sentaram em minha frente, tive vontade de rir. Tudo aquilo era muito surreal, parecia mais um programa de TV. Aquela era a mesma sala que eu tinha visto no canal a cabo tarde da noite nos últimos anos, e os dois policiais — cansados, intensos — agiam como os atores. Absolutamente falso. Delegacia Epcot. Graham estava inclusive segurando um copo descartável com café e uma pasta de papelão que mais parecia um elemento cênico. Cenário policial. Eu me senti tonta, senti por um momento que todos éramos de mentira: Vamos brincar de Esposa Sumida!
— Tudo bem, Emma? — perguntou Graham.
— Tudo bem, por quê?
— Você está sorrindo.
— Lamento, é que é tudo tão...
— Eu sei. É estranho demais, eu sei — disse Graham, lançando-me um olhar que era como um tapinha na mão. Depois pigarreou. — Para começar, queremos ter certeza de que você está à vontade aqui. Se precisar de alguma coisa, é só dizer. Quanto mais informação puder nos dar agora, melhor, mas você pode ir embora a qualquer momento, isso também não é um problema.
— Tudo o que você precisar.
— Certo, ótimo, obrigado — disse ele. — Ahn, certo. Quero primeiro eliminar as coisas chatas. As besteiras. Se sua esposa realmente foi sequestrada, e não sabemos disso ainda, mas se for isso, queremos pegar o cara, e quando pegarmos o cara queremos pegá-lo em cheio. Sem saída. Sem manobra.
— Certo.
— Então temos de descartar você rápido e facilmente. Para que o cara não possa vir e dizer que não descartamos você, entende o que quero dizer?
Eu confirmei com um aceno de cabeça, mecanicamente. Na verdade não entendia o que ele queria dizer, mas queria parecer a mais cooperativa possível.
— Tudo o que você precisar.
— Não queremos assustá-la — acrescentou Lily — Só queremos ter todas as informações.
— Por mim, tudo bem.
É sempre o marido, ou nesse caso, "a marida", pensei. Todo mundo sabe que é sempre o marido, então por que eles não podem simplesmente dizer isso? Suspeitamos de você porque você é "o marido", e é sempre o marido. É só assistir o Dateline.
— Certo, ótimo, Emma — disse Graham — Primeiro, vamos pegar uma amostra da parte interna da sua bochecha para podermos eliminar todo o DNA da casa que não seja o seu. Tudo bem com isso?
— Claro.
— Também gostaria de amostras de suas mãos para verificar resíduos de pólvora. Mais uma vez, só para...
— Espere um pouco. Vocês encontraram alguma coisa que os leve a pensar que minha esposa foi...
— Não, não, não, Emma — interrompeu Lily.
Ela levou uma cadeira até a mesa e se sentou nela com o encosto virado para a frente. Fiquei pensando se os policias realmente faziam aquilo. Ou será que algum ator esperto fez isso e então os policiais começaram a fazer porque viram os atores interpretando policiais fazerem isso parecer legal?
— É só o protocolo — continuou Lily — Tentamos cobrir tudo: verificar suas mãos, pegar uma amostra de DNA, e se também pudéssemos examinar seu carro...
— Claro. Como eu disse, tudo o que precisarem.
— Obrigada, Emma. Eu realmente agradeço. Algumas vezes os caras... Os maridos tornam as coisas difíceis para nós só porque podem.
Jogamos conversa fora, os policiais e eu, sobre os fogos do Quatro de Julho e o clima, enquanto minhas mãos eram examinadas em busca de resíduos de pólvora e o interior de minha bochecha era raspado com um cotonete. Fingindo que era normal, uma consulta com o dentista.
Quando terminou, Graham colocou outro copo de café na minha frente e apertou meu ombro.
— Lamento por isso. A pior parte o trabalho. Você se importaria de responder algumas perguntas agora? Isso nos ajudaria muito.
— Sim, claro, pode mandar.
Ele colocou um estreito gravador digital na mesa em frente a mim.
— Você se importa? Dessa forma não terá de responder às mesmas perguntas o tempo todo...
Ele queria me gravar falando para que eu ficasse presa a uma única história. Eu devia chamar um advogado, pensei, mas apenas pessoas culpadas precisam de advogados, então confirmei com um aceno de cabeça: sem problema.
— Então: Regina — começou Graham — Há quanto tempo vocês moram aqui?
— Há quase dois anos.
— E ela é de Boston.
— Sim.
— Ela trabalha, tem um emprego? — perguntou Lily.
— Não. Ela costumava atender como psicóloga, tinha um consultório.
— Tinha?
— Em Boston. Aí nos mudamos e ela não quis abrir um aqui. Ela meio que fica em casa no momento.
— Ah, vocês têm filhos, então? — gorgorejou Graham, como se tivesse ouvido uma boa notícia.
— Não.
— Ah. Então o que ela faz a maior parte do tempo?
Essa também era minha pergunta. Regina um dia fora uma mulher que fazia um pouco de tudo o tempo todo. Quando fomos morar juntas, ela estudara intensamente a culinária francesa, exibindo rapidíssimas habilidades com facas e um boeuf bourguignon inspirado. No aniversário de trinta e quatro anos dela, voamos para Barcelona e ela me espantou com longos discursos em espanhol, aprendido em meses de aulas secretas. Minha esposa tinha um cérebro brilhante e explosivo, uma curiosidade voraz. Mas suas obsessões tendiam a ser alimentadas pela competição: ela precisava surpreender as pessoas e deixá-las com inveja. Ela precisava ser Regina Exemplar o tempo todo.
— Ela... — pensei por alguns instantes — Regina é uma leitora assídua. Não vive sem um bom livro em mãos.
— O que mais? Uma mulher com tantos títulos... — Graham me olhava como se me analisasse.
— Não sei. Ela se mantém ocupada — forcei um sorrisinho.
— Ocupada com o quê?
Meu olhar alternou entre ele e Lily e ambos esperavam uma resposta minha. Uma resposta plausível. Dois anos morando em Storybrooke e minha esposa não fazia nada? Era uma resposta um tanto quanto absurda, ainda mais levando-se em conta de que ela era Regina Mills.
— Há dias longos, Emma. Não quero ofender, mas talvez sua mulher pudesse estar bebendo, se drogando. Conheço donas de casa que começam a beber ao meio dia, ou remédios... Píulas.
— Garanto que não é isso — falei, um tanto quanto desconfortável.
— Regina tem amigas íntimas? — Graham anotava tudo o que eu lhe dizia em uma caderneta.
— Ah, hm... Não, na verdade.
— Sem amigas na cidade? — ele me olhou como se duvidasse, um olhar de: é sério isso?
— Ela era amiga da minha madrasta antes dela falecer — de repente algo veio em minha cabeça — Há muitos indigentes na vizinhança. Deviam verificar isso.
— Investigaremos — garantiu a policial Lily, que eu pressentia não gostar de mim nem um pouco.
— Você foi ao Black Swan por volta das 11h. Onde esteve antes?
— Em casa... Saí às 9h30, levei café e jornal. Fui ler na praia.
— Encontrou com alguém lá? — continuava anotando, o que me deixava ansiosa, fazendo minha perna balançar em baixo da mesa.
— Fui para a praia para ficar sozinha — expliquei, forçando um sorriso.
— Então... Sua esposa não tem amigas. Ela é meio arredia? Intelectual? Irrita as pessoas? — me encarou.
— Ela é... Bostiana... — foi a melhor forma de responder que encontrei. — É complicada. Tem padrões muito altos.
— Tipo A? — o detetive bonitão sorriu para mim. — Enlouquece quem não é igual — trocou olhares com sua policial — Você parece descontraída... Tipo B. Falando nisso, qual é o tipo sanguíneo de Regina?
— Eu não sei. Teria de ver — disse, simplesmente.
— Não sabe se tem amigas, não sabe o que faz o dia todo, e não sabe o tipo sanguíneo! — Graham olhava-me totalmente descrente.
— São mesmo casadas? — Llily perguntou com um sorrisinho.
— Talvez O — murmurei.
— Os pais são de Boston?
— Sim.
— Conseguem chegar para a coletiva amanhã?
— Amanhã? Não sei. Não os avisei.
— Não ligou para os pais da sua esposa? — Graham parecia não acreditar em minhas atitudes suspeitas.
— Bom, não tem sinal aqui. Vim falar com vocês.
— Ligue, por favor. Emma, agora! — se exaltou um pouco.
Com toda coragem que me restava, fui até o orelhão da delegacia telefonar para os Mills. Cora quase enlouqueceu do outro lado da linha com a notícia de que sua filha exemplar, seu prodígio, havia desaparecido.
— Desculpa, Cora. Eu não sabia o que estava acontecendo. Estou na delegacia, a polícia está na casa, é sério, e estou ligando. Há muitas suposições no momento — falei um pouco nervosa e vi Graham se aproximar de mim.
— Estou do lado do investigador Graham Humbert, que é o encarregado do caso. E ele..
Nem terminei de falar, só obedeci a voz do outro lado da linha.
— Minha sogra quer falar com você — disse a ele, estendendo o telefone.
De repente uma porta se abriu ao lado em que estávamos e reconheci a voz do meu pai, que apesar de não ser mais um bêbado, agora era um velho mal criado e desmemoriado que eu e minha irmã havíamos internado na clínica mais cara de Storybrooke.
Ele dizia, irritado, que queria ir para casa.
— Pai? — adentrei a sala. — Ele é meu pai, o que aconteceu? — perguntei à policial que estava ali.
— Sério? Você é Emma Swan? Tentamos contato a tarde toda.
— Eu estava aqui! Minha esposa sumiu! — expliquei, atravessando o balcão e me aproximando do meu pai.
— Vaca — meu pai xingou.
— Não! — o repreendi.
— Seu pai fugiu do asilo depois do almoço. Foi achado na rota 79 desorientado. Tentamos ligar...
— Não tem sinal nesse prédio! — elevei o tom de voz, ficando irritada — Estou sentada a 5m de você!
— Senhora, por favor, não fale assim comigo! — a policial ficou nervosa.
— Vaca burra — meu pai xingou.
— Pai, pare! — gritei.
Só então que me dei conta de que Graham nos observava, seus olhos azuis acinzentados continham uma grande desconfiança sobre mim.
— Quer levá-lo para casa? — perguntou ele.
— Seria uma boa ideia. Obrigada.
Dirigi em silêncio até o asilo Confort Hill. Eu e meu pai não trocamos nenhuma palavra, sequer olhares. Agora, mais velho, David Swan havia se tornado um pai ainda pior, totalmente despreocupado comigo ou com minha irmã, que sustentávamos sua estadia no asilo.
Fui conduzi-lo até a entrada, pondo a mão em seu ombro e o meu querido papai, que me deixou ser abusada durante anos pela minha madrasta, disse-me, irritado:
— Tire a porra das suas mãos de mim!
— Que se foda... — murmurei, vendo um enfermeiro se aproximar para levá-lo.
Eu estava cansada. Cansada do meu pai babaca, que só sabia xingar todas as mulheres de vaca, principalmente Regina. Era impressionante, mas sempre que ele a via, ele dizia: vaca, vaca, vaca. Ou vaca estúpida. Seu repertório era limitado. Minha esposa dava o seu melhor sorriso de Regina Exemplar, inabalável, fingia-se gentil e cuidava do meu pai, assim como cuidou da puta da minha madrasta antes que ela morresse, algo que eu jamais entenderia... Regina cuidando da minha madrasta, que ela sabia que havia me feito muito mal...
Eu jamais entenderia minha esposa.
REGINA MILLS SWAN
Anotação em Diário
Novembro de 2008
Resolvi não citar o dia, ou melhor, os dias. Novembro por completo foi um mês bem agitado para mim. Um mês cheio de aventuras perigosas envolvendo eu e Emma Swan, a caminhoneira de sorriso infantil, dentes tortos, jaqueta de couro e uma ousadia descomunal.
Apesar do nosso beijo no outro dia, Emma ficou hesitante, faltando na sessão seguinte, mas logo ela estava de volta, batendo à minha porta como um cão perdido retornando ao lar, com olhos verdes pidões, implorando por mim, implorando para que eu lhe ajudasse.
À primeira vez que fizemos uma sessão, ela estava praticamente em pânico. Emma não respirava direito. Tentei deixá-la o mais a vontade possível, usando um tom de voz brando, diminuindo a luz da sala. Não exigi demais dela, sabia que as coisas precisavam ser feitas de forma lenta e gradual.
Retirei sua jaqueta, a blusa e o sutiã. Estendi seus braços e os deixei presos com braçadeiras para cima. Emma me olhava com o corpo estremecido ao me ver vestida de dominatrix — uma roupa toda preta em látex. O único destaque em mim eram meus lábios pintados de vermelho.
— Muito bem — levei alguns instantes para escolher o meu xicote, pegando um preto, com várias tiras de couro. — Vamos ver se você entendeu até aqui... Qual a palavra de segurança?
— Maçã — murmurou, com o peito subindo e descendo enlouquecidamente, os lábios quase secos, como se estivesse sedenta por água.
— E quando você irá dizê-la?
— Quando eu chegar no meu limite... Quando não puder mais... Aguentar.
— Ótimo. Mas você não irá dizê-la, não é, Emma? — fui me aproximando devagar, dando a volta pelo seu lindo corpo, reparando na curva de seus seios empinados, seus mamilos rosados estavam rígidos. — Você vai ser uma boa garota e vai aguentar, não vai? — sussurrei em seu ouvido, parando atrás do seu corpo, passando minha mão por seu abdômen definido, sentindo suas costelas se expandirem, seus músculos se contraindo.
— Eu... Vou... — ela nem conseguia respirar e isso me fez gargalhar.
— Eu vou bater em você algumas vezes, vou bater com força — avisei, tomando distanciamento de seu corpo. — Está preparada?
— Sim... Senhora...
"You let me violate you
Você me deixa te violar
You let me desecrate you
Você me deixa te profanar
You let me penetrate you
Você me deixa te penetrar
You let me complicate you
Você me deixa te complicar."
Acertei uma chicotada em cheio no meio de suas costas, fazendo um risco vermelho formar-se em sua pele alva e Emma gemeu quase choramingando.
— É majestade, não senhora. Sou sua majestade, entendeu? — agarrei seus cabelos com força, dando um puxão para trás que a fez gemer novamente.
O som de seu gemido me levava para outro nível de prazer. Um nível inexplorado.
— Sim... Majestade... — sussurrou.
Meus olhos se fixaram em suas costas perfeitas. A cova que Emma tinha era totalmente excitante, e o seu tom de pele tão branco me deixava ainda mais interessada em marcá-la.
Segurei firme no chicote e acertei suas costas em cheio mais uma vez, fazendo-a se projetar para frente, como se fosse cair, mas sendo impedida pelos seus braços presos. Sua pele ia ficando cada vez mais vermelha, cheia de linhas que não faziam sentido algum, mas que me excitavam extremamente.
Acertei-lhe mais uma vez, com mais força, e Emma gritou. Gritou e apertou suas coxas, esfregando suas pernas trêmulas e cobertas pelo jeans. Eu sabia que ela estava excitada, e eu também. Profundamente excitada.
Dei mais algumas chicotadas, lhe fazendo gritar e gemer. Seus gemidos eram agudos e tão deliciosos, como daquelas ninfetas de filme pornô, que gemem manhosamente para os machos que fodem suas pequenas bucetas rosadas. Eu me perguntava se a buceta de Emma seria igual.
Larguei o chicote, jogando-o ao chão e abracei Emma pela cintura, por trás, admirando as marcas que estavam em sua pele alva. Firmei minhas mãos sobre seus seios e seus mamilos estavam bem rígidos. Encostei minha boca no ouvido de Emma, que ofegava de olhos fechados.
— Eu nunca tive uma paciente tão gostosa quanto você — sussurrei. — Sei que isso deveria ser apenas uma prática terapêutica, mas eu estou louca para te foder, Emma Swan.
Ela se inclinou para trás, colando seu traseiro em mim e gemeu alto em resposta, virando o rosto o suficiente para poder encontrar meus olhos. Apertei seus seios com mais força e desci as mãos pela sua barriga definida.
— Me foda, Regina. Eu quero que você me foda.
Largando qualquer sinal de sanidade, dei meia volta e os olhos verdes e cintilantes acompanharam meus movimentos. Alcancei um strapon que sustentava um dildo preto, grande e grosso e o vesti. Emma me olhava com seus lábios rosados entreabertos, parecia surpresa, chocada, mas sobretudo hiper excitada.
Caminhei em sua direção de maneira decida, segurei seu rosto e a beijei com sofreguidão, sugando sua língua deliciosa até roubar todo o seu fôlego. Quando parei de beijá-la e me afastei dois centímetros, ela resmungou.
— Eu preciso sentir você... — reclamou, balançando os braços que estavam presos no alto.
— Cala a boca — ordenei de forma autoritária. — Você vai receber o que eu quiser, entendeu? — agarrei seu queixo. — Se eu achar que você merece...
— Sim, majestade.
— Boa menina — dei um tapinha leve em seu rosto e selei seus lábios com força.
Abri sua calça jeans e me abaixei. Puxei lentamente o cardaço de suas botas para depois tirá-las, assim como suas meias e por fim livrei-me da calça e da calcinha em uma tacada só, deixando seu corpo todo despido. Ajoelhada diante de Emma, forcei suas coxas, abrindo-as e vi que ela tinha exatamente a buceta pequena e rosada de ninfeta pornô, que deixava os homens loucos.
Que me deixaria louca.
"(Help me)
Me ajude
I broke apart my insides
Eu me quebro em pedaços por dentro
(Help me)
Me ajude
I've got no soul to sell
Eu não tenho alma para vender
(Help me)
Me ajude
The only thing that works for me
A única coisa que funciona comigo
Help me get away from myself
Me ajude a ir para longe de mim mesmo."
Levantei-me do chão e apertei seu quadril com força, deslizei as mãos por suas costas e fiz questão de arranhá-la sobre as cicatrizes do chicote, fazendo Emma soltar gritinhos e chorar, com lágrimas escorrendo pelo rosto.
— Dói, não dói? — perguntei em um sussurro, roçando meus lábios carnudos nos seus lábios finos.
— Demais... — choramingou, trêmula.
— Mas você gosta...
Encarou-me profundamente e vi um esboço de sorriso em seus lábios.
— Você sabe que sim...
Dei um tapa forte em sua cara, marcando todos os meus dedos ali, fazendo seu cabelo voar e o rosto virar com força.
— Não me chame de você, nem de senhora, ou de qualquer porra do gênero! — gritei, agarrando-a pelo queixo novamente, encarando seus olhos úmidos — Eu sou sua Rainha, sua Majestade. A autoridade máxima aqui e você é minha súdita, a minha escrava.
— Sim, majestade. Sou sua escrava. Me desculpa.
— Desculpas são não suficiente — disse com autoridade.
Agarrei as coxas trêmulas de Emma, erguendo-as abertas para mim e rapidamente ela prendeu suas pernas no meu quadril. Toquei sua buceta rapidamente, sentindo o quão molhada ela já estava... No ponto certo! Enfiei dois dedos lá dentro e Emma gemeu baixinho. A putinha além de tudo era apertada.
Tirei meus dedos de seu interior e os levei para sua boca.
— Chupa — mandei e ela obedeceu como uma boa escrava, abrindo sua linda boquinha e sugando meus dedos com prazer, enquanto me encarava.
Quando ela parou, segurei seu queixo com força, minha outra mão apertava sua bunda, mantendo-a colada em mim, suspensa do chão.
— Agora eu vou fodê-la — avisei — Eu vou fodê-la com muita força.
— Oh meu...
"I wanna fuck you like an animal
Eu quero te fuder como um animal
I wanna feel you from the inside
Eu quero te sentir por dentro
I wanna fuck you like an animal
Eu quero te fuder como um animal."
Emma nem teve tempo de concluir a frase, enfiei o pênis grosso dentro de sua entrada estreita e o empurrei com força para dentro, fazendo Emma gritar feito doida, seu rosto explicitando seu prazer e sua dor.
— Vou acabar com você, putinha.
Segurei firme em suas coxas torneadas e passei a mover meu quadril de forma cadenciada, estocando meu pau dentro dela, fazendo Emma gemer sem parar e se contorcer toda, tentando puxar os braços do alto, sem conseguir se soltar.
Eu metia rápido e de forma profunda, fazendo o grande dildo preto desaparecer em seu interior, abrindo-a toda para mim. Seu corpo balançava e eu a segurava em meus braços, apertando suas coxas e nádegas com muita força.
Logo soltei suas mãos e Emma praticamente caiu os braços sobre meus ombros, como se estivesse cansada daquela posição. Com o dildo afundado em seu interior, eu a carreguei em meu colo até o sofá, onde fiz Emma se ajoelhar de costas para mim, amarrei suas mãos com cordas para trás, e ela inclinou sua bunda branca em minha direção. Dei alguns tapas fortes em suas nádegas, que instantaneamente ficaram marcadas e então voltei a mover meu quadril, lhe fodendo com força.
Emma gemia muito alto, gritando às vezes. Ela apertava os dedos repuxando suas mãos presas e deixou a cabeça apoiada na parte superior do sofá, e eu podia ver um fio de suor escorrendo por suas costas marcadas. Agarrei seus cabelos com uma das mãos e a outra eu apertava sua cintura com muita força.
— Aguente firme, querida. Nós mal começamos.
Depois de um tempo, deitei Emma na mesa de madeira, de bruços, com as pernas para fora dela. Mantive suas mãos amarradas para trás, embora ela me implorasse para que eu a soltasse.
Caminhei lentamente até onde meus chicotes estavam pendurados e com esforço notei ela movendo a cabeça para me acompanhar com o olhar, um olhar curioso, ao mesmo tempo cheio de medo e desejo.
Escolhi um chicote de hipismo e voltei a me aproximar, dando a volta pela mesa lentamente, dei uma leve batidinha com o chicote em suas costas, o suficiente para fazê-la deitar ainda mais na mesa, apertando os olhos.
— Vamos testar sua bundinha... — deslizei suavemente o chicote por suas costas até alcançar suas nádegas. Esfreguei ele sobre a nádega direita, como se a preparasse e Emma se remexia toda, apertando suas coxas então acertei um golpe certeiro na outra nádega, lhe fazendo gritar.
Uma mancha vermelha surgiu em seu lindo traseiro e aquilo me fez sorrir.
Quando eu estava em uma sessão de BDSM, era como se o mundo todo lá fora se apagasse de minha mente. Meus pais, meu emprego, meus títulos, minha vida. Eu não era ninguém além da Rainha Regina, perfeita por definição, muito mais perfeita que a porra da Regina Exemplar.
Eu não costumava transar com ninguém durante uma sessão, mas Emma Swan era a exceção. E eu nem imaginava que ela seria a minha exceção de tudo na vida.
Aquela mulher causava-me sensações que eu nunca havia experimentado e só se eu fosse uma louca para deixá-la escapar. Nem que Emma quisesse ela não escaparia de mim, não ilesa.
Dei várias chicotadas em suas nádegas e ela gritava e se remexia toda, fazendo aquela carinha de menina que sofre, ao mesmo tempo que não parava de empinar seu traseiro para mim, dizendo com esse gesto: é seu. Bata.
Logo me cansei da brincadeira do chicote e o joguei longe. Segurei sua cintura com força e meti o pau dentro de sua vagina melada com brutalidade, dando estocadas tão velozes e brutas que Emma não conseguia parar de berrar.
Eu estava terrivelmente apaixonada pela minha escrava...
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