Amor E Inocência II-Uma Nova História d'Amor HIATU
3 Capítulo 3
Notas iniciais

Já fazia algumas semanas que eles chegaram...
Já fazia alguns dias que ele me encarava...
Já fazia dias que eu sempre fugia dele e de seu olhar...
Posso estar nervosa? Nervosa de descobrir algo!
Talvez até mesmo eu esteja com raiva? Raiva de ele for mesmo o Toni que conheço, e ele não tenha me mandado uma única carta!
Ou apenas eu esteja com medo? Medo que não seja o meu Toni. Até porque ele foi levado novo, vai que ele não tenha aguentado e... e...
– Arg! O que estou pensando? – murmurei enquanto apoiava minhas mãos na pia da cozinha enquanto eu abaixava minha cabeça soltando um longo suspiro.
– Você! – Estava voz masculina me assustou e assim fiz um pequeno barulhos com as louças que estavam próximas as minhas mãos, me virei para vê, e era aquele soldado.
– Sim, senhor? – perguntei, logo abaixando minha cabeça assim que ele começou a me encarar.
– Não precisa de tanta formalidade comigo senhorita. – Disse se aproximando aos poucos. – Pode se referir a mim de ‘você’.
– Sim, senh... Quero dizer... Tudo bem. – Concordei um pouco desconfortada. – Vo-Você quer algo?
– Um pouco d’água, por favor. – Ele pediu e então atendi o seu pedido, peguei um copo cheguei perto de uma jarra enquanto colocava água no copo ele havia parando atrás de mim sem ao menos eu ter percebido. – Qual é o seu nome?
– Aika... – Falei enquanto me virava como não sabia que estava atrás de mim, eu o molhei. – Me desculpe!
– Esta tudo bem. – Disse ele.
– Realmente eu sinto muito. – Falei pegando um pano e passando na roupa molhada dele.
– A culpa não é sua, eu que estava perto. – Falou sorrindo.
– Aika... –Uma loira aparece na cozinha e nos encara. – Meu Deus! Toni o que ouve?
– Ah, não foi nada Srt. Sophia. – ele se afasta. – vou me trocar, com a sua licença.
Quando ele saiu, a expressão da loira de preocupada passou pra raiva. Ela veio na minha direção muito rápida e assim segurou um de meus pulsos com muita força.
– O que você pensa que está fazendo?! – Disse ela quase gritando.
– Na-Não foi a minha intensão senhorita... – respondi com um dos meus olhos fechado. Poderia parece uma dama mais ela tinha força nas mãos. –Sinto muito por ter molhado o Toni...
– Oras sua insolente! – Ela levantou a outra mão, fazendo com que eu fechasse os dois olhos fortemente, esperando o pior.
– Sophia! – Ouvi a voz do Sr. Eugênio, quando olhei, ele estava segurando a mão da garota. – O que está fazendo com a Aika?
– Estou a colocando no lugar dela. – Disse ela agora soltando o meu pulso. – Quem ela acha que é para tratar os outros com tanta aproximação. Ela é apenas uma empregada qual...
– Calada! – Falou o senhor em um tom de voz alto. – A Aika não é empregada ela é uma ajudante. E mesmo que ela fosse uma empregada, você não poderia trata-la assim. Ela é um humano também.
– Hmf! – Ela deu as costas e saiu da cozinha
– Você está bem? – Ele se virou pra mim.
– Sim. — Respondi
Depois de um tempo, as outras serviçais estavam colocando a janta na mesa, e eu estava encarregada como sempre do jantar do Sr. Eugênio. Ele como está velho sua saúde ficou fraca então como a minha mãe e a vovó Lena me ensinaram como se deve preparar e o próprio medico dele me deu uma receita de sua dieta, enquanto as cozinheiras fazem a comida normal para os convidados eu faço ao do Sr. Eugênio.
– E então minha filha, o que está achando desta cidade? – Perguntou o Sr. Edmundo, pai da Sophia.
– Interessante. – Respondeu ela enquanto cortava algo de seu prato. – Quero visitar vários lugares, algumas damas da região também.
– Quais, por exemplo? – Perguntou o pai, logo depois colocou o alimento em sua boca.
– Ah, talvez a antiga Lady Hotori. – Respondeu.
Como assim a antiga Lady Hotori? A tia do meu tio Tadase faleceu, que no caso quem fica sendo a antiga Senhora é a minha mãe! E o sr. Eugênio sabe disso e mesmo assim não falou nenhuma palavra, e isso que dizer que eu também não poderei falar nada e mesmo assim terei que leva-la para conhece-la. Céus! No que isso vai da?
– Então será melhor escrever uma carta, não acha? – Disse o militar, limpou a sua boca. – Será falta de educação chegar a casa dela sem ter avisado.
– Claro papai. – sorriu a menina.
Assim que o jantar acabou, todos foram para seus aposentos. E claro que acompanhei a Sophia Smith. Ela já tinha trocado de roupa por sua camisola, a mesma estava sentada perto da mesinha enquanto escrevia a sua carta para a antiga Lady Hotori.
– Aika você sabe onde ela mora?
– Sim. – Falei com uma enorme gota na cabeça. Eu sei muitas coisas dela.... Eu pensava.
– Assim que ela responder esta carta e ela falar o dia, você irá me levar até ela.
– Sim senhorita. – Concordei pegando a carta que ela me entregava. Ela queria que eu a colocasse no correio.
Peguei a carta e fui ao quarto do Sr. Eugênio, o mesmo estava sentado na cama enquanto tomava o seu remédio, e avisei que eu já iria para a minha casa. Dado o recado, fui saindo pela a porta da frente, que nessa hora não havia problemas de sair pela a mesma e assim dei de cara com o soldado encostado em um dos carros militar, o mesmo abre uma das porta.
– O Sr. Eugênio me pediu para te levar até a sua casa.
– Ahn... Mas...
– Foi um pedido do Sr. Eugênio e não meu. Ele está preocupado com a hora.
– Ah, entendo... – E assim eu entrei no carro, e o Toni fechou a porta e foi para a frente.
Nós não sabíamos que uma garota estava nos observando de uma janela de um dos quartos...
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