Amor E Inocência II-Uma Nova História d'Amor HIATU
4 Capítulo 4
Notas iniciais

Quando chegamos ao vilarejo, olhares de curiosos nos encaravam, uns até comentavam. O barulho do carro era um pouco incomum por aqui, até porque poucas era as vezes que passava um. Nós usamos mais cavalos, carruagem ou carroça.
Meu pai e minha mãe logo saíram de casa assim que o carro parou de frente. Papai como sempre, ficou com uma cara de irritado ou zangado quando um rapaz está comigo, e mamãe escondia um sorriso. Desci do automóvel e logo o agradeci.
– Não vai nos apresenta o seu amigo, filha? – Perguntou mamãe se aproximando.
– Mãe, foi o Sr. Eugênio que pediu para que ele me trouxesse por causa da hora. – Logo expliquei. Pareceu que por um momento papai ficou um pouco aliviado.
– Me desculpe pelo incomodo senhora...
– Sou Amu Tsukiyomi. – Disse mamãe com o seu sorriso. – E este é o meu marido, Ikuto.
– Tsk! – Não perdeu a pose de zangado.
– Ahn... – Por um misero momento, pensei que ele havia ficado um pouco surpreso. – Meu nome é José Antônio, mas podem me chamar de Toni. Bom, eu agora tenho que ir. Boa noite Sr., Sra e Srt. Tsukiyomi.
– Boa noite. – Respondemos, eu e mamãe e papai nos encarando.
– Você viu Ikuto? Que moço mais encantador.
– Qual é a relação entre vocês? – O homem mais velho me perguntou enquanto entramos na nossa casa. Senti minhas bochechas esquentarem.
– Ne-Nenhum pai.
– Mais ele é um bom partido filha! É lindo e educado também. – Fiquei completamente vermelha quando mamãe falou isso, e papai a encarou com uma das sobrancelhas arqueadas.
– Humf. – Bufou ele de ciúmes.
Nós três formos nos deitar, já que estava um pouco tarde, e amanhã teríamos que ir lá na mansão da Tia Miller. Sempre no meu aniversário ou da Misa vamos pra lá passar dois dias. E amanhã é domingo, dia da minha folga.
~ No quarto do casal ~
– Amu... – Chamou Ikuto se deitando ao lado da mulher. – Aquele rapaz. Digo o nome dele... Não lembra alguém?
– Sim. – respondeu a sua esposa se apoiando no peitoral do marido. – Se for mesmo ele, talvez ele não se lembre de nós. Já faz tanto tempo...
Na manhã seguinte, papai arrumava a carruagem e mamãe uma cesta. Enquanto termina de me arrumar, eu vi a carta que a Srt. Sophia fez, e eu teria que entregar pra minha mãe e a mesma teria que responde-la para que as duas se encontrem.
Suspirei.
– Mãe. – Chamei ela assim que me aproximei. A mesma se vira e eu estendo a carta. – A Srt. Sophia escreveu para antiga Lady Hotori.
– Eeeh?! — Ela parecia muito surpresa com isso, já que esse assunto tinha morrido e enterrado. – Como assim?
– Ela quer visitar a antiga Lady Hotori, tomar chá essas coisas. O que parece é que ela sabe um pouco da sua história e gostaria de te conhecer.
– Entendi, e pelo o visto você não contou que é a minha filha? – Ela guarda a carta, para que depois ela respondesse.
– o Sr. Eugênio sabe da senhora, só que também não contou. – Nós saímos da casa para poder entrar na carruagem que nos aguardava, e claro, o papai era quem iria nos levar. – A Srt. Sophia é uma dama muito bela, porém muito mimada que as vezes chega ser arrogante com pessoas de classe baixa.
– Hmm. Já passei por isso e minha mãe me ensinou que todos nós somos iguais. Bom, vamos deixar esse assusto para outra hora! – Sorriu. – Hoje é um dia especial.
Não demorou muito para que a gente chegasse na mansão. Eu e mamãe decidimos ficar em casa, já papai e Misa foram à cidade comprar umas coisas. Chegando lá, começaram a procurar as coisas, até podiam ver uns soldados. Enquanto papai fazia o pedido, Misa ficou olhando a vitrine de uma loja de brinquedos. Encarava um brinquedo de madeira.
– Você quer? – Perguntou um homem loiro bem vestido, a mesma nem tinha percebido ele ao seu lado.
– Ahn... Na-Não. – Respondeu ela.
– Vamos, aceite. – Ele entrou na loja, pediu o brinquedo ao dono e logo deu a menina de cabelos azulados. – Aqui.
– Misa! – Chamou Ikuto a procurando.
– Obrigada. – Agradeceu ela indo em direção ao seu pai, o homem loiro a observou e logo se daquele moreno. Colocou as mãos no bolso e saiu dali.
– De onde você conseguiu este brinquedo? – Perguntou o pai com a sobrancelha meia arqueada.
– Um senhor muito bondoso me deu. – Ela se vira para mostra-lo. – Ué. Ele não esta mais aqui.
– Filha, preste atenção. – suspirou — Você não deve aceitar coisas de pessoas estranhas. Você entendeu?
Terminam as compras e assim voltaram para a mansão. Papai abriu a porta e foi para a sala de visita, assim que ouviu a sua esposa rindo de uma voz masculina.
– O senhor de agora a pouco... – Disse Misa parada ao lado de papai.
– Vocês voltaram rápido. – Se levantou mamãe assim que eu me aproximava com uma bandeja de chá.
– Espero não estar atrapalhando algo em família. – Falou o Tio Tadase. Foi uma grande surpresa quando ele veio nos visitar, já fazia bastante tempo que não o via.
– Lorde Hotori. – Ikuto o cumprimentou.
– Sr. Tsukiyomi. – Apertaram as mãos
– Ah, na verdade não esta. Hoje é o aniversário da Aika, e iremos fazer um jantar. – Respondeu minha mãe. – Logo, logo chegará nossos amigos. Se você quiser pode nos acompanhar.
– Ah sim. Claro. Muito obrigado. – agradeceu o convite.
– Para tudo! Deixa-me ver se entendi. – Exclamou a Misa que estava quase sem entender. – Ele é Lorde Hotori, ex-marido da mamãe, tio da Aika e rival de papai?!
– Misa! – Falaram papai e mamãe ao mesmo tempo. E o loiro ria sem graça.
– O que? Só quero saber se é isso mesmo.
Depois que esclarecemos tudo para a pestinha da minha irmã ela entendeu. Nem um dos nossos pais nos esconderam nada de seus passados. Só não explicaram direito para ela como que foi, até porque ela só nasceu depois que formos morar no vilarejo. Nunca chegou a conhecer o Tio Tadase ou a tia Miller.
Enfim, logo chegaram os nossos amigos como a mamãe havia citado. Tia Rima acompanhada com o Tio Nagihiko e com seus dois filhos, Rikki loiro dos olhos claros 2 anos mais velho do que a Misa e uma menina de dois aninhos também loira dos olhos claros nos braços do pai; Tia Yaya grávida de kairi que também veio. Tia Utau e nem o Kukai puderam vim, pois estavam viajando, mas Vovô e vovó vieram.
Todos se reuniram na mesa de jantar com um enorme baquete que fizemos. Claro que temos alguns empregados que mesmo depois que mamãe decidiu ir morar no vilarejo. Eles cuidam da mansão enquanto não estamos por aqui.
E foi assim o dia do meu aniversários de 17 anos.
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