Amor Celestial
5 Primeiro Contato
Notas iniciais
Vanessa Cullen, Isabella Swan e Lavina... Eu realmente não sei como agradecer voces, muito obrigada por cada palavra das recomendações de voces ><'
E eu vou parar de enrolar aqui, espero que voces gostem ><'
Ah, obrigada a todos que me desejaram melhoras ><' E sinto muito informar, mas do jeito que eu estou, cap de A.D não sairá tão cedo... Desculpem-me :'(
Boa leitura.
POV. Bella
Quase três meses havia se passado e eu revendo todo o meu conceito e sentimentos que havia por Alice. A cada dia que se passava esse amor por ela se intensificava. Mas eu ainda não sabia dizer que tipo de amor era esse.
– Mãe. – Alice chegou desesperada em casa.
– O que foi, filha? – Perguntou alarmante. Estava ela, Carlisle e os irmãos em casa.
– Eu... Eu passei mal na escola hoje. – falou desesperada.
– O que você tem, mana? – Edward, ainda cursando medicina (para o orgulho de Carlisle.), foi logo se aproximando dela e a examinando.
– Eu me senti meio tonta e minha pressão baixou, vomitei todo o meu café da manhã. – Carlisle ficou preocupado assim como todos, menos sua mãe que abaixou a cabeça e suspirou.
– Vou lhe examinar melhor, mana. Vá para seu quarto e tome um banho. – Assentiu e subiu as escadas. – Mãe, a senhora já sabe o que ela tem, certo? – Edward a olhou sério.
– Infelizmente sim. – Carlisle entendeu e suspirou decepcionado.
– O que eu fiz de errado? Mimei demais ela? Foi isso? – Emmett logo o abraçou e o consolou.
– Calma ai velho, vamos cuidar dela. – beijou sua testa.
– Quem é ele? – Edward perguntou.
– Jasper. – Arregalaram os olhos.
– AQUELE FILHO DA PUTA!? – Emmett se exaltou e até eu me senti daquele jeito, nervosa e estressada. Minha pequena estava esperando outro pequeno. Mas pelo menos é o Anthony, isso é o meu único consolo.
– Sim, Alice disse que foi sem querer, estavam bêbados, mas... – respirou fundo e começou a subir as escadas.
– Mas eu mato aquele filho da puta! – Edward rosnou e foi segurado pelo irmão. – Ele tem seis anos a mais que ela! ELE É MAIS VELHO QUE EU! – Exclamou.
– Calma, temos Alice para conversar ainda. – assentiram e subiram as escadas.
– Mãe, eu realmente estou com medo, eu não posso estar grávida! – chorou no colo da mãe.
– Se estiver saiba que sofrerá as consequências! – Carlisle entrou e falou severamente. Nunca falou desse jeito com ela.
– Papai... – seus olhos cheios de lágrimas partiram meu pobre coração. Aproximei-me o máximo dela e beijei sua face.
– Calma minha pequena, estou contigo nessa! – ela suspirou.
– Infelizmente tudo indica que você realmente está gravida, Alice. – Edward falou com a irmã. – Apenas um teste daria a confirmação.
– Eu não quero essa criança! – esperneou e recebeu um tapa na cara do seu pai. O olhei incrédulo e uma ira enorme me atingiu.
– Ah se eu fosse humana... – Grunhi entre dentes.
– Você não tem que querer, fez porque quis, não se protegeu porque não quis! Não tirará uma vida de dentro de você por capricho! Meu maior erro foi ter a mimado de mais! – ela abaixou a cabeça e começou a chorar. – Não adianta derramar lágrimas, isso não fará o seu passado voltar e seu futuro ser diferente! – Carlisle infelizmente estava certo, a ideia louca da Alice de abortar era completamente absurda. – E saiba que terei uma conversa séria com Jasper, ele terá que assumir essa criança. – Alice chorou ainda mais.
– O que foi, pequena? – Esme perguntou carinhosamente a ela.
– Eu contei a Jasper da possível hipótese deu estar gravida, ele quase me bateu, disse que eu era a culpada se isso tiver acontecido. – Emmett praticamente rosnou e apertou fortemente as mãos. – Ele disse que eu fui apenas diversão para ele, que ele estava muito sóbrio quando... – Ficou quieta e fui acolhida pela mãe.
– Eu vou matar aquele desgraçado. – Edward começou a andar para a porta, mas parou quando ouviu sua irmã sussurrar.
– Ele já deve estar do outro lado do mundo agora. – ela não conseguia parar de chorar, e eu estava entrando em desespero.
– Não, não chora minha pequena. – Ah como eu já queria estar entre os mortais e poder abraça-la e dizer que tudo terminará bem...
– Onde ele está? – Carlisle perguntou raivoso. Os homens da família estavam descontrolados e raivosos, não tiro a razão deles.
– Ele recebeu uma proposta de emprego na Rússia, agora me lembrei. – Emmett sentou-se ao lado da irmã e a puxou para o seu peito. – Aquele desgraçado... Ah se eu o ver novamente... – Alice estava em desespero. Isso era notável.
– O que eu vou fazer? – perguntou baixinho ao irmão. – Eu estou perdida, Emm, estou perdida. – ele beijou sua cabeça e sussurrou de volta.
– Você sempre terá sua família, meu amor, lembre-se disso. – ela assentiu. – Pai, acho melhor leva-la a um hospital, vê se o feto está bem.
– Sim, vamos logo. – Carlisle ainda olhava duro para filha, e Alice ainda continuava a encolher os ombros quando olhava o pai.
Todos se prepararam para saírem, inclusive eu que estava ansiosa demais, mas fui parada por Gabriel.
– Juro que se eu pudesse e não fosse impossível, eu te matava! – Ele riu da minha cara e do “susto” que tomei.
– Isabella, você realmente continua com o seu mesmo senso de humor de quando humana. – Riu mais. – Mas estou aqui para lhe avisar que sua hora chegou. – O olhei divertida.
– Vai me matar antes deu descer para Terra? – Ri e me olhou com uma cara de tédio.
– RA RA RA, como você é engraçada, Isabella. – respirou fundo. – Vamos, enquanto Alice está no hospital você será mandada a Terra como humana.
– Ótimo... Ótimo... – Ele me mandou segui-lo e foi exatamente o que eu fiz. Fomos até o hospital onde Alice estava e o olhei confusa. – Por que não me deixou vir com eles?
– Porque você vai aparecer do nada para eles? – Me olhou divertido. – Como você já sabe, terá seu mesmo nome e aparência de quando era humana, detalhe é que você trabalhará como estagiaria no hospital, vai ser auxiliar da Dra. Que cuidará de Alice. – Sorri.
– Vou ficar mais perto dela. – Sorri. – E eu vou poder me socializar? Ser uma humana de verdade?
– Bom, o seu propósito é fazê-la seguir sua missão, sua tarefa aqui na Terra, o resto está tudo bem. – Assenti e Gabriel logo se despediu. – Irei aparecer quando quiser, basta me chamar, mas espero que isso seja um até logo bem longo, não vá dar mole dessa vez. – assenti. – Até, Isabella...
Antes mesmo que eu me despedisse dele uma luz azul, tão forte quando a que me trouxe a Terra, me envolveu e fui atacada com força ao chão.
– Ai... – Me levantei e coloquei a mão na cabeça. – Quanta delicadeza... – Respirei fundo e olhei para os lados, algumas pessoas olhavam divertidas para mim. – O que... – Olhei para o lado e vi que estava completamente descabelada e com a roupa amarrotada.
– Srta. Swan se arrume adequadamente, temos uma paciente que chegou agora, ande! – Uma mulher, completamente de branco, veio falar comigo raivosa.
Fiz o que me pediu, arrumei minha roupa e prendi meu cabelo adequadamente.
– Vamos. – me chamou e me puxou com brutalidade.
– Ai! – exclamei baixinho. Não lembrava que os humanos eram tão... Tão brutos.
– Dr. e Sra. Cullen, sejam bem vindos. – Ela sorriu para Carlisle e Esme. Pera ai, Carlisle e Esme?
– Dr. Denali, como vai? – Carlisle questionou.
– Bem, e vejo que se vieram aqui é porque mais um integrante da família estar por vim, certo? – Sorriu para Esme que não retribuiu.
– Sim, mas não é comigo. – Apontou para Alice. A Dra. a olhou assustada, mas logo sentou-se na sua cadeira e sorriu para ela.
– Como vai, Alice? – perguntou apertando sua mão. Fiquei um pouco no canto e observei tudo. A todo momento Alice era abraçada pela mãe e ouvia atentamente as orientações da médica. – Isabella, poderia pedir ao Alec que preparasse a sala de ultrassonografia? – Foi somente ali que Alice virou o rosto e se assustou a me ver.
– Não é possível... – Sussurrou e sorri para ela.
– Claro, Dra. Apenas isso? – Assentiu.
– Bom, Alice, seu pequeno está bem, de três meses e bem saudável. – a médica ia falando, mas Alice não tirava seus olhos de mim, confesso que também fiquei perdida naquela imensidão azul. – Srta. Cullen? – Carmen a chamou e olhou para onde ela olhava, ou seja, para mim. – Algum problema, Isabella? – Fiquei rígida e logo neguei.
– Não Sra. – respirei fundo.
– Poderia sair da sala? – suspirei e fiz o que me mandou e fiquei esperando do lado de fora.
– Desvantagens de ser humano... – bufei e uma criança ao meu lado riu. – Oi, tudo bem? – Perguntei a ela e recebi um lindo sorriso em troca.
– Sim, você é muito bonita. – Sorri para ela.
– Obrigada, voe é muito linda também, sabia? – perguntei acariciando seu rosto. Ela era um pouquinho morena, cabelo castanho claro e os olhos incrivelmente negros, bem escuro.
– Filha, você quer me matar do coração? – Uma mulher loira e bem bonita perguntou. – Me desculpe, é que ela é bem fujona. – ri.
– Tudo bem, sua filha é encantadora. – sorriu e pegou a pequena no colo.
– Ela é meu maior tesouro, não é pequena? – encheu-a de beijos. – Rosalie Hale. – Se apresentou.
– Isabella Swan. – Arregalou os olhos. – Algum problema? – Questionei.
– O pai da minha pequena se chamava Jacob Swan. – Respirei fundo, bem fundo mesmo. Era o meu irmão. – Você o conhecia?
– Her... Digamos que sim... Você saberia me dizer onde ele está? – perguntei sorrindo.
– Ele infelizmente morreu há dois anos. – Suspirei. COMO ASSIM ELE MORREU? – Ele trabalhava com eletricidade, em locais de altas tensões... Infelizmente... – começou a chorar. A abracei forte e a consolei.
– Calma, calma... – pedia fazendo carinho nela. – E Renée e Charlie? – perguntei dos meus pais.
– Morreram pouco tempo depois que me casei com Jake. – suspirou. – Quem é você? – questionou.
– Sou a irmã do Jake. – acabei falando sem pensar.
– Impossível, a única irmã que ele tinha era mais velha e morreu há 30 anos...
– Por favor, não me pergunte nada, não poderei responder, mas acredite em mim. – segurei sua mão delicadamente e passei o máximo de tranquilidade para ela. – Mas você me parece nova, meu irmão deveria estar com seus 35 anos... – ela riu.
– Eu tenho 26 anos... Ele era mais velho que eu, sim, mas era tão lindo e carinhoso comigo que não resisti aos seus encantos. – suspirou.
– Imagino como ele deve ter ficado lindo. – olhei para a criança, MINHA SOBRINHA e sorri para ela. – E você é a cara da sua mãe e os olhos do pai. – aqueles olhos pretos penetrantes.
– Sim, sim. – me olhou emocionada. – Você trabalha aqui há muito tempo? Nunca lhe vi.
– Não, não mesmo. – sorri.
– Mora onde? – questionou. Pelo jeito já conquistei minha cunhada.
Numa pensão Alguém sussurrou para mim.
– Numa pensão, não tenho muito dinheiro então... – ela sorriu. Deu-me medo agora...
– Eu moro sozinha na casa que meu marido deixou para minha filha e eu, venha morar conosco, por favor. – Pediu.
– Você me conheceu agora, tem certeza disso? – perguntei olhando dentro dos seus olhos.
– Não sei porque, mas confio em você, você trás paz e não maldade para nós. – Sorri.
– Meu expediente acaba daqui a pouco, quer me deixar o seu endereço? – Perguntei.
– Não, eu lhe espero. – Assenti sorrindo.
– Dr. Cullen, sua filha e seu neto estão ótimos, não se preocupe. – Carmen falou ao sair da sala com os Cullen. Olhei atentamente para eles até que meus olhos se encontraram com os da Alice. Um arrepio diferente subiu pela minha espinha e foi direto para o meu coração, fazendo-o se acelerar de uma maneira incrível, diferente e maravilhosa.
– Obrigado, Carmen. – Eles se despediram e veio em minha direção. Alice passou e acabou deixando cair sua bolsa. Abaixei-me rapidamente, mas só que ela se abaixou junto comigo e acabamos ficando cara a cara.
Sua respiração era quente e envolvente, nunca pensei que fosse assim, tão encantadora.
Seus olhos novamente foram de encontro aos meus e ficamos assim por um bom tempo até que ela sorriu e perdi meu folego. Nos levantamos lentamente e entreguei sua bolsa.
– Obrigada. – Sua voz fez meu corpo se arrepiar por completo.
– Não por isso. – Sussurrei e a vi ficar da mesma maneira que eu. – Srta. Cullen.
– Alice, me chame de Alice. – sorriu de lado, o sorriso que sempre me encantou.
– Então espero que me chame de Bella. – apertei sua mão e pude sentir, pela primeira vez, a maciez e a temperatura de seu corpo.
– Muito prazer, Bella. – me cumprimentou. Quando eu enfim recuperei meu ar e voltei à realidade, olhei para ela, sorrido, e retribui.
– O prazer é inteiramente meu. – beijei sua mão levemente, não sei porque fiz isso, mas foi impulso. A vi ficar corada e logo sair com sua família.
– Você é lésbica? – Rosalie perguntou chocada.
– O que? Não... Her... – Me embolei e ela riu.
– Se você for tudo bem, eu nunca tive preconceitos enquanto a isso. – arregalei os olhos.
– Mas isso não é certo, não? – Me virei para ela.
– Se você se interessou por ela, vai fundo. – deu de ombros e acabei rindo.
– Humanos... – respirei fundo e olhei novamente para onde ela havia ido. Seus olhos azuis não saiam da minha mente... – Não posso perder meu foco, não agora...
Notas finais
Bsus, Lary ><'
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