Amor Celestial

6 Isso foi um erro


Notas iniciais
Então, com quase 90 reviews e 4 recomendações em 5 capitulos, eu realmente fico inspirada rapidamente, mesmo quase morrendo aqui ><'
Thamib, voce é uma linda, muito obrigada!

Gente, eu acho que sou uma pessoa um tanto que enrolada... é... eu sou enrolada, pq esse é o sexto capitulo e eu não finalizei a história... OK VOCES ESTAVAM CERTOS, LARY SWAN, LARALINE MATTOS NÃO SABE ESCREVER SHORT FIC --', oh vida heim, OH VIDA. Mas de 10 não passa, nem q para isso eu escrever um cap de 10mil palavras cada u.u kkk'

E bom, estou trabalhando nos capitulos das outras fics tbm, ok?? agora a dor de cabeça deu uma tregua eu estou pensando melhor, mas não garanto postar nada por agora, somente essa fic q é mais light e tranquila, ok??

Boa leitura a todos, qualquer duvida pergunta q eu respondo ><'

POV. Bella.

O meu dever de proteger Alice com certeza está destruído! Eu não conseguia ficar ao seu lado sem sentir meu coração acelerar e minha respiração ficar ofegante. Eu fazia de tudo para não ter uma parada cardíaca!

– Bella? – E falando nela...

– Alice! – Sorri feliz ao vê-la novamente no consultório da Dra. Denali. – Como vai a paciente mais linda desse hospital? – Ela ficou corada e riu levemente.

– Bem, com tanto elogio impossível não ficar.

– Não por isso. – respirei fundo. – Tem consulta marcada para hoje? – Dei a volta no balcão e a abracei carinhosamente e tomando cuidado com sua barriga linda de seis meses.

– Não, eu vim conversar com você. – Meu sorriso triplicou de tamanho.

– Comigo? Quanta consideração! – beijei suas mãos e ela ficou sem jeito. — E o que um ser tão perfeito tem a falar comigo? – ela ficou sem fala, respirou fundo e disse.

– Eu queria te chamar para jantar lá em casa hoje... Se é que você pode... – Perguntou envergonhada.

– Será um prazer, Alice. – Vi sua expressão ficar triste e logo acariciei seu rosto. – Por que minha pequena está desse jeito? – Ela deu um pequeno sorriso, suspirou e respondeu.

– Depois da minha gravidez eu realmente fiquei sem amigos, Bella, você é a única que me trata bem e até mesmo com carinho. Quem eu pensei que poderia contar a todo o momento foi a primeira a me virar as costas e falar mal de mim. – Soluçou. Logo a puxei para o meu peito e beijei sua testa.

– Não fique assim, pequena, eu estou aqui com você e para você, ok? – assentiu e sorriu em meio às lágrimas. – Você veio sozinha? – Assentiu. – Então me espere por dez minutos, sairei mais cedo e a levarei para casa, não está em condições de dirigir. – Suspirou e assentiu.

Fui até a sala da Rose, sim, a minha cunhada era a diretora geral desse hospital, eu sei, eu também fiquei surpresa com isso.

– Rose... – Cheguei de mansinho em sua sala e logo me olhou sorrindo.

– Bells, o que deseja?

– Que você me libere agora... – Me olhou séria.

– Sabe que não posso fazer isso... Dar-lhe esses privilégios...

– Mas é que a Alice está ai e... – E ela sorriu maliciosa, o que me fez ficar arrepiada.

– Alice, é? – Assenti. – Pois bem, sendo assim há uma enorme exceção! – Sorri.

– Ela me chamou para jantar...

– Ótimo, vai com tudo, Bells. – piscou e me jogou a chave extra da mansão. – Não precisa chegar cedo em casa, amanhã você não trabalha.

– Você já está pensando coisas inapropriadas, certo? – fez cara de santa e ri. – Não é...

– Nada disso que eu estou pensando? – assenti. – Hurum. E eu sou uma anja. – Sorri internamente, a anja aqui sou eu, sai Rose. – Vá logo, não a deixe esperando.

Sai da sala e logo encontrei Alice. A abracei e sai assim do hospital.

– Aquele é o meu carro. – apontou para um lindo Porsche amarelo. – Você dirige, certo? – peguei as chaves de sua mão e abri a porta do passageiro. – Acho que sim. – ri e beijei sua testa. Entrei no lugar do motorista e tirei o carro do estacionamento. – Eu moro... – Me passou o endereço.

– Então, como você está, Alice? – A perguntei tranquilamente durante o percurso.

– Levando a vida, não é? – acariciou sua barriga.

– E como está o pequeno? Decidiu o nome? – perguntei sorrindo e acariciando sua barriga. Ela se arrepiou e sorriu.

– Não... Eu realmente não queria ter esse filho, está estragando a minha vida. – suspirou.

– Não diga uma coisa dessas, um filho nunca vem para estregar à vida de ninguém, apenas completa-la e a tornar ainda mais especial. – olhei em seus olhos quando paramos no sinal.

– Mas não na adolescência. Bella, minha faculdade... Eu iria cursar moda, agora com um filho para criar não tem como... – fungou.

– Claro que têm, quantas mães solteiras existe pelo mundo? Quantas mães tem que trabalhar, estudar, deixar de comer para sustentar o filho e não deixa-lo morrer de fome? – me olhou com os olhos arregalados.

– Acho que meu pai estava certo ao dizer que me mimou demais. – peguei em sua mão e a beijei.

– Um lindo anjinho está dentro de você, valorize e o ame o quanto puder, ele ainda lhe dará muitas alegrias, felicidades e orgulho! – sorriu.

– Está vendo? Só você consegue me animar desse jeito. Nem minha mãe tem esse poder sobre mim. – sorri de lado.

– Fico feliz com isso. – Voltei minha atenção para estrada, mas olhei para ela novamente quando riu. – O que foi?

– Nada, é que me veio uma ideia absurda agora.

– O que é? – Sorri. – Me fala. – pedi.

– Quando eu era pequena eu achava que tinha uma anja da guarda, e por coincidência ou não, ela tinha o mesmo nome que você. – respirei fundo e tentei manter a calma. – Eu acho que a vi uma única vez, e ela era a SUA CARA. – riu consiga mesmo. – Mas acho que isso é coisa da minha cabeça, impossível ser, e além do mais eu tinha o que... Cinco anos! – respirou fundo. – Eu ouvia muito uma voz falando comigo de vez enquanto, e aquela voz me lembrava você.

– Bom, quem me dera ser um anjo. – rimos. – Mas se eu fosse eu viveria para lhe guardar... – falei sem pensar e ela olhou intensamente em meus olhos.

– E como não é vive para me amar? – riu. Fiquei tensa. – Estou brincando, Bella. – acariciou meus ombros.

– Her... Eu sei. – suspirei. – Então, que tal você ir pensando em alguns nomes? – perguntei mudando de assunto.

– Sei lá, sou péssima com isso. – fez careta e eu ri.

– Posso lhe ajudar. – assentiu.

– O que sugere?

– Eu tinha um amiguinho, ele era lindo, seu nome era Anthony. – sorri de lado e a vi sorrir.

Você está a manipulando Gabriel falou comigo.

Fazer o que, não tem nome mais perfeito para esse pequeno respondi mentalmente.

– Esse nome é lindo, gostei, mas e se for uma menina? – perguntou animada.

– Menina? Tenho certeza que é um menino! – sorri de lado.

– Nem a medica sabe, como você tem tanta certeza? – perguntou me olhando séria, o que me fez rir.

– Confia em mim. – pisquei.

– Não sei porque, mas confio a minha vida em suas mãos e de olhos fechados! – sorri com isso e estacionei em frente a sua casa.

– Chegamos. – desci do carro e abri a porta para ela.

– Obrigada. – Sorriu e pegou meu braço quando o estiquei para ela. – Que cavalheira. – rimos e entramos em sua casa. – Espero que você goste da comida, minha mãe cozinha muito bem. – me puxou para sala onde estava sua família inteira reunida.

– Alice, quem é sua amiga? – Edward perguntou olhando intensamente para mim.

– Família essa é Isabella Swan. Bells, esses são: Emmett e Edward, meus irmãos, Carlisle e Esme, meus pais. – os apresentaram, como se já não os conhecesse bem o suficiente.

– Olá, boa noite e é um prazer conhece-los. – Fui educada. Esme logo veio e me abraçou carinhosamente.

– Olá e seja muito bem vinda a minha casa. – me deu um beijo no rosto e eu peguei suas mãos a beijando carinhosamente.

– Obrigada por me receber tão bem. – corou levemente e logo foi à vez de Carlisle, que também me abraçou, logo em seguida Emmett e por ultimo Edward.

– Olá, Isabella, tudo bem? – perguntou visivelmente interessado em mim.

– Tudo sim, e com você, Edward? – ele pegou em minha mão e a beijou delicadamente.

– Bem. – sorriu de canto, um sorriso bem sedutor, mas não me senti atraída por ele, apenas um sorriso me fazia ficar presa e hipnotizada, e esse sorriso era o da minha Alice... Minha? Pera ai, da Alice.

– Her... Bella! – Alice me chamou um pouco enciumada. – Vamos para o meu quarto enquanto o jantar não fica pronto? – Sorri para ela e logo entrelaçou nossas mãos. Olhei para elas e gostei do que vi.

– Claro, vamos? – logo me puxou. – Com licença. – Pedi a todos que riram da afobação da minha pequena. – O que foi isso – perguntei ao ser jogada na cama.

– É que... Não gostei do jeito que Edward lhe olhou, apenas isso. – sentou-se na cama e emburrou.

– Hey, ciúmes de mim? – Brinquei com ela.

– Não, apenas não gostei. Você é MINHA amiga e não dele. – sorri e engatinhei ate ela. Acariciei sua barriga e a beijei levemente. Vi Alice ficar arrepiada e sorri com isso.

Eu não sei porque, mas adoro as sensações que causo nela, me deixam feliz.

– Sabe, você é bem possessiva. – Ri. Nesses três meses com os humanos eu aprendi muitas coisas, principalmente com a Rosalie.

– Não... Não sou. – neguei rindo. Voltei a acariciar sua barriga e a beijá-la delicadamente.

– Você é tão linda, Alice. – Falei sem pensar. – Gravida fica ainda mais perfeita.

– Obrigada. – agradeceu e acariciou sua barriga. – Só você para me elogiar. – olhei para cima e a vi sorrindo.

Levantei-me e fui subindo lentamente até ficar na sua altura, sorrimos uma para outra e acariciei seu rosto com minha mão direita.

– Sabe, você é perfeita em todos os aspectos... – ela sorriu.

– Sabe, desde quando a minha barriga começou a aparecer que não sou elogiada. – sorri de lado.

– Como não elogiar um ser tão perfeito como você? – ela inspirou fundo e se ajeitou na cama.

Inconscientemente eu me aproximei mais dela, perto o suficiente para sentir nossas respirações se misturando e fazendo o meu mundo girar. O hálito quente e com um frescor maravilhoso invadiu minhas narinas me fazendo ficar vidrada em seus lábios carnudos e aparentemente suculentos.

Eu nunca beijei ninguém, mas beijar Alice com certeza não seria a coisa certa a fazer. Posso listar vários motivos: 1: Eu sou sua protetora; 2: Não posso me envolver com ela em hipótese alguma; 3: Ela é uma mulher, eu devo seguir as regras impostas a mim, isso é errado, nunca poderia me relacionar com uma...

Mas eu veria ter pensado nisso antes, antes de ter tomado a consciência novamente e notar que eu estava com meus lábios sobre os de Alice, os movendo em perfeita e maravilhosa sincronia.

Seus lábios se moldavam aos meus com tanta perfeição que pensei ser surreal. Eles eram macios e tão quentes que me fizeram perder o ar. Sua língua vasculhava a minha boca com tanta agilidade que eu fiquei até sem jeito, eu não sabia beijar. Mas assim que ela agarrou minha nunca, ah, foi como se algo me ligasse no automático. Eu agarrei a sua também e retribui ainda mais intenso o seu beijo, fazendo nossas línguas se encontrarem e ficarem se acariciando de uma maneira incrivelmente incrível.

Era errado o que eu estava fazendo? SIM, E MUITO. Mas o que posso fazer se eu não conseguia controlar aquilo?

– Bella... – Alice nos separou quando o ar se fazia necessário. Abri meus olhos e encarei aquela imensidão perfeita e azul.

– Alice... – Acariciei seu rosto, parando bem em cima dos seus lábios, e sorri. – Uau. – ela sorriu de lado.

– Eu que deveria dizer isso. Uau! – sorrimos. Deitei-me ao seu lado e ela se virou para deitar em meu peito. – O que foi isso? – perguntou se referindo ao beijo. – Eu nunca me senti tão atraída por uma mulher... Quer dizer, eu nunca me senti atraída antes. – beijei sua testa.

– Isso vai contra todos os meus princípios e ensinamento. Onde o ser humano tem que crescer e se multiplicar... – Ela riu. – Eu sempre fui criada assim, sobre os ensinamentos sagrados e nunca desobedeci a nenhum deles, mas você... Você me fez quebrar uma regra tão grande que não sei explicar como isso aconteceu ou quando isso aconteceu.

– Digamos que somos duas... – Alice sussurrou. Acariciei sua barriga.

– Você... Você está carente, essa é sua explicação. – suspirei.

– Você está certa. – Ela olhou para frente e sentou-se na cama. – Há muito tempo que não sou tratada com carinho por ninguém sem ser da família, a primeira foi você e eu já fui te agarrando mesmo sendo mulher... – Uma tristeza me invadiu. – Eu realmente gostava do Jasper, mas depois do que me fez... – Chorou. Sentei-me ao seu lado na cama e a puxei para o meu peito.

– Calma, eu sempre estarei aqui para você, mesmo que queria apenas me usar para esquecer essa dor. Eu não me importo. – beijei sua testa a consolando. Ela deitou sua cabeça em meu ombro e ficou assim por algum tempo.

– Meninas, vamos jantar? – Esme perguntou entrando no quarto e logo se assustou ao ver sua filha em meus braços chorando. – Alice o que...

– Nada mãe, nada demais... – Suspirou e levantou. – Vamos jantar, Bella? – Sorriu minimamente e assenti. Levantei e enxuguei suas lágrimas delicadamente. Beijei sua testa e descemos de mãos dadas.

O jantar foi realmente divertido, Emmett era uma figura, um crianção.

– Emm, quantos anos você tem? – perguntei, como se eu não soubesse...

– Eu tenho 25 anos, faço 26 amanhã. – Sorriu.

– Desculpa, mas nem parece. – Todos riram.

– Obrigado Bella. – fez bico.

– Não... Não me entenda mal, é que você tem um espírito bem jovem para um corpo de adulto, entende? – tentei me safar.

– Tenta na próxima, Bella. – ri.

– Bella, você mora sozinha? – Edward perguntou-me encarando sem nenhuma descrição. Alice apertou minha mão e deu uma encarada feia no irmão.

– Moro com minha cunhada e minha sobrinha.

– Então você tem namorado? – Edward voltou a perguntar. Alice afrouxou o aperto e me encarou.

– Você tem namorado?

– Não, ela era mulher do meu irmão. – ela suspirou de alivio e olhei um pouco se entender. Ela me deixa confusa. Uma hora ela concordava que o que fizemos lá em cima foi um erro e agora ela me vem com ciúmes?

– Como assim ela era? – Emm perguntou.

– Meu irmão morreu há dois anos no serviço. – respirei fundo. Nem poder abraça-lo novamente eu pude...

– Sinto muito. – Alice me abraçou carinhosamente.

– Tudo bem, eu só fico triste por saber que passei tantos anos sem vê-lo e quando eu finalmente reencontro a sua família... Ele já foi para o outro lado. – Uma lágrima escorreu por minha face. Alice delicadamente a secou e sorriu para mim.

– Não sei o que lhe dizer. – Ela ficou muda.

– Tudo bem, não precisa dizer nada. – devolvi seu abraço.

– Chega de coisas tristes? – Como sempre o Emm quis quebrar o clima tenso, isso que sempre me alegrava nele. – Amanhã eu já tenho que ir para o Alaska para fazer a manutenção daquelas maquinas, ficarei um mês fora de casa, não quero chorar hoje. – rimos.

O resto do jantar foi realmente incrível, ao lado de Alice, com as piadas de Emm, as broncas de Esme, as risadas do Carlisle, mas o que mais me incomodou foi os olhares de Edward...

Já estava na minha hora, já era quase meia noite quando paramos de conversar.

– Alice, já está tarde e você precisa descansar, você come e dorme por dois. – Falei preocupada com ela.

– Ah... Não quero dormir...

– Mas vai! – revirou os olhos e assentiu. – ótimo, está na minha hora também. – Me levantei.

– Você está de carro? – Edward perguntou.

– Não, mas eu me viro aqui, não se preocupe. – sabia que ele iria insistir para me levar.

– Pode... – quando ele ia falar foi cortado pela Alice.

– Leve o meu carro, amanhã eu não tenho aula, passo no hospital, amanhã é minha consulta, e o pego. – Eu até agradeceria se não fosse pelo tom possessivo e enciumado que usou ao sugerir isso.

– Ok... – Rimos. – E o que ainda está fazendo aqui? – levantou e me abraçou forte.

Retribui seu abraço com carinho e muito amor. Seu corpo quente macio era maravilhoso, eu não queria a soltar nunca.

– Boa noite, Bella. – sussurrou em meu ouvido.

– Boa... Noite, Alice. – Respirei fundo. Acariciei sua barriga e a vi sorrindo. – Boa noite, pequeno. — Beijei sua testa e me virei para sua família. – Boa noite a todos. – me despedi de cada um dando um abraço e um beijo. Edward foi o mais atrevido e tentou dar um beijo no canto da minha boca, mas virei o rosto e sussurrei em seu ouvido. – Por favor, não tente. – se desvencilhou de mim e logo subiu as escadas pisando duro.

Fui para o carro de Alice e dirigi para casa.

Mas quem disse que eu conseguia esquecer aqueles lábios tocando os meus?

Mas quem disse também que eu conseguia esquecer suas palavras após o beijo?

Notas finais
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