Amor Celestial

8 Não tem porque esperar


Notas iniciais
Então, gatão muito obrigada pela recomendação, amei ela ><'

E obrigada a todos que comentaram, estou amando postar todos os dias para voces, mas sei lá, será que conseguimos chegar a 150 reviews no proximo capitulo??

Gente, essa fic eu estou postando todos os dias, então não sumam, sempre nesse horario deem uma olhada nela! Estou sentindo falta de pessoas que comentaram no 6 e não apareceram no 7!

Mas enfim, boa leitura

POV. Bella.

Depois daquelas declarações e trocas de beijos, Alice enfim pode sair do hospital e eu fiz questão de levá-la para casa.

- Bella, como vai ser agora? – Alice perguntou descansando sua cabeça em meu ombro.

- Agora? Agora eu não deixarei mais você sofrer e ser humilhada daquela maneira como foi hoje, pedirei a Rose para me colocar na mesma escola que você e na segunda mesmo eu começo. – sorriu e se apertou a mim.

- Bella, você já terminou o colégio. – fiz careta e ela riu.

- Repito, digo que quero aprender mais. – ela gargalhou.

- Sério, como você consegue isso? – A olhei sem entender. – Como consegue me fazer me sentir tão bem, tão viva e amada? – Parei o caro no sinal e me virei totalmente para ela.

- Porque eu acho que lhe amo desde o primeiro dia em que te vi! – Acariciou meu rosto e sorriu. – Alice, eu a observava de longe não podia lhe tocar, mas agora que lhe tenho ao meu alcance e posso lhe amar não quero perder mais tempo, quero passar cada segundo com você. – ficou emocionada.

- Bella...

- Eu... Eu quero me casar com você, isso, eu não quero perder tempo com você, quero que seja a minha mulher. – Arregalou os olhos.

- Bella, tecnicamente nos conhecemos há quatro meses e nós beijamos há um, hoje é o nosso primeiro dia como namoradas, você está apresando as coisa. – Se virou para frente e vi que o sinal abriu. Peguei em sua mão e a beijei.

- Eu sei tudo sobre você e mais um pouco. Reconheço todos os seus sorrisos, todos os seus olhares. Sei de todos os seus sonhos e vontades. Sei o que lhe agrada e o que lhe dá pavor. – Me olhou assustada.

- Você me conhece tão bem assim? – Perguntou.

- Sim. – Sorri de lado. Estacionei o carro em um parque e desci. Abri a porta para que descesse e a ajudei a sair. Andamos até um banco e fiquei de frente para ela enquanto se sentava, me ajoelhei e peguei em suas mãos. – Seus olhos brilham toda vez que vai fazer comprar, isso para você é um hobby tão prazeroso que você perder a noção das coisas quando sai para um shopping. – Riu assentindo. – Seus olhos também brilham quando vê um delicioso prato de lasanha, frango é sua predileta. – salivou. – Você ama ouvir musicas animadas, mas prefere as calmas e que tenham letras que lhe façam refletir ou simplesmente que lhe tragam calma. – beijei suas mãos. – Seu sorriso ao ver sua família reunida é acolhedor e maravilhoso, já o de quando vê alguém que você gosta, um cantor que admira, seu sorriso fica enorme, quase rasgando a cara, mas quando você me vê... Ah... Seu sorriso mudo, ele fica doce e meigo, ele fica inocente. – sorriu tímida. – Seus olhos direcionados para mim, ahh, esses também são bem diferentes, são mais intensos e penetrantes. – ela suspirou e ia falar alguma coisa. – Calma! – riu. – Sua vontade é cursar moda, mas você leva jeito com as pessoas, está pensando seriamente em fazer jornalismo! – assentiu. – Lhe agrada ficar em casa com a família, até mesmo comigo, o dia inteiro e só conversando, odeia ir à escola, odeia ser cercada de pessoas que só lhe deseja mal, todos na verdade, mas isso lhe dá mais pavor do que qualquer cobra.

- Você realmente me conhece, Bella. – me levantou e sentou-me ao seu lado. – Mas casar...

- Eu posso estar sendo precipitada, eu sei, mas essa é minha vontade, deixar claro que a farei me ver mais do que “eu acho que lhe amo” para um “sim, eu te quero para o resto da vida, pois tenho CERTEZA que lhe amo”.

- Você já está me fazendo mudar meus conceitos. – ri. – Mas minha família... Eu tenho medo do que eles possam dizer.

- Aro e Caius são cansados e seus pais não são contra.

- Meu pai e tio ficaram muito tempo sem se falarem...

- Eu sei, mas isso demonstrou que no final eles se acertaram.

- Mas não quero ficar sem minha família. – lamentou. – Mas não quero ficar sem você.

- Vamos fazer assim, um mês, nesse um mês vamos ver se você quer mesmo a mim, se sim, falarei com seu pai e serei sincera com ele a respeito dos meus sentimentos, se não... Voltaremos a ser amigas, não vou sair de sua vida. – me abraçou e ficamos assim um bom tempo.

- Você é perfeita.

- Não, perfeita somente você. – beijei sua testa e me levantei. – Vamos? Você precisa ir para casa e descansar.

Dirigi para sua casa com Alice deitada em meu ombro. A todo o momento a pegava fechando os olhos com meus carinhos.

- Desse jeito eu vou dormir. – ri.

- Eu lhe pego no colo. – me abaixei e beijei seus lábios levemente. – Chegamos. – saímos do carro e a retirei dele delicadamente.

- Vai entrar, né? – me abraçou e assenti.

- Claro, vamos. – Passei minha mão envolta da sua cintura e entramos em sua casa.

Esme e Carlisle estava juntos na sala e Edward e Emmett conversando com eles.

- Alice, demorou para chegar hoje, minha filha. – Esme falou preocupada, mas sorriu a me ver. – Bella, que surpresa boa lhe ver aqui. – Sorri para ela.

- Mãe, eu passei mal na escola, o de sempre. – A olhou preocupada e Edward logo se preparou para levantar, mas Alice logo prosseguiu. – Mas por sorte ou por Deus, Bella estava lá e me ajudou. – Se apertou a mim.

- Obrigada, Bella. – Esme veio até nós e a cumprimentei.

- Não por isso, Esme. – sorri para ela. – A levei para Dra. Carmen, ficou no soro e foi liberada, foi somente uma queda de pressão. Aquelas meninas da escola de Alice ainda vão me pagar pelo que fizeram... – fiquei um pouco nervosa e Alice logo acariciou meu braço, me passando tranquilidade.

- Calma, Bella, calma meu amor. – sussurrou a ultima parte em meu ouvido. Sorri com isso e respirei fundo.

- Eu acho que vou retira-la daquela escola. – Carlisle comentou.

- Pai, não temos condições de bancar uma particular, não agora. – Apesar de conseguir sua formação como médico e ter um filho se encaminhando na mesma área, Carlisle e sua família não haviam conseguido ergue um império como o de Aro. A casa da família era simples, mas aconchegante. Os meninos de pouco a pouco iam ajudando a melhora-la e fazer a história da família mudar. Emmett era o que mais ajudava, como era mecânico industrial, ganhava um bom salário e 80% dele era para as despesas e construção da casa.

- Se continuar desse jeito eu mesmo pago uma escola para você, Alice. – acariciei seu rosto. – Não quero que fiquei com pessoas que queira seu mal, sabe disso. – me olhou pasma. – Meu irmão deixou um império para minha cunhada e sobrinha, Rose disse que metade daquilo me pertencia, iludida. – Todos riram. – Mas faço questão de pegar o meu salário, que juro que não faço nada com ele, e pago uma escola para você. – sorriu emocionada.

- É meu ultimo ano, Bells, não se preocupe, falta pouco.

- Eu sei...

- Vem, sobe comigo. – me puxou escada a cima.

- Com licença. – Pedi a eles que riram da afobação da minha pequena.

Alice trancou a porta quando entrou no quarto e me jogou na cama. Sentou-se no meu colo e me beijou ardentemente. Um beijo bem quente e sensual. Ela passou suas mãos em minha nuca e eu prendi seu quadril contra meu colo.

Eu estava me sentindo diferente, um calor estava muito concentrado em minha intimidade. Ele era bem quente!

- Alice. – Me separei dela quando percebi que estava sentindo desejos por ela, que esse calor era excitação. – Uau. – Ela desceu seus lábios para o meu pescoço e deu um belo trabalho ali, me levando a loucura e me fazendo segurar meus gemidos. – Alice... – suspirei.

- Hum...? – mordeu minha orelha e lambeu meu pescoço.

- Alice, pare, por favor. – Implorei a soltando de mim e a fazendo olhar em meus olhos. – você está grávida, começamos hoje, não é isso que você disse? – acariciei seu rosto

- E você não queria se casar? – perguntou rouca. Alice sabia como deixar uma pessoa louca de tesão, seus olhos estavam escuros de desejo e seu sorriso tão malicioso quanto sua voz. – Sabe, há tanto tempo que não sou desejada e amada... – colocou sua cabeça no vão do meu pescoço e inspirou fundo.

- Alice, eu lhe desejo, lhe amo, lhe quero... Tudo o que você imaginar, mas no momento certo. – ergui sua cabeça e beijei sua testa. – Não me provoque, por favor. – implorei.

- Perdão. – saiu do meu colo e deitou na cama. Respirei fundo e me levantei para destrancar a porta. Voltei para cama e me deitei com ela a abraçando delicadamente.

Senti Anthony chutar forte e Alice se assustar e sorriu.

- Pelo visto alguém está feliz. – Acariciei sua barriga.

- Sim, bem animadinho. – descansou a cabeça na curva do meu pescoço e sorriu apreciando meu carinho. – Como será de agora em diante? – perguntou.

- Não sei, o futuro só a Deus pertence, somente nos pertencem o presente, nem o passado é nosso. – se virou e me olhou curiosa.

- Você filosofa muito, não? – sorri de lado. – Me explica essa.

- Seu passado você pode mexer? Você pode alterar? – negou.

- O que passou ficou para trás, nada pode traze-lo de volta. – assenti.

- E o seu futuro? Você pode dizer exatamente o que vai fazer amanhã? – Assentiu.

- Eu posso planejar o que posso fazer amanhã. – sorriu.

- Não, você sabe se estará viva amanhã? Você sabe se vai ou não ocorrer algum imprevisto? – concordou comigo.

- É, você está certa.

- O presente é seu, o hoje você pode alterar de todas as formas que quiser! – beijei o topo da sua cabeça. – Hoje eu alterei boa parte do meu futuro baseado em minhas decisões do presente, mas não posso planejar nada em cima disso, pois sei que tudo o que quero não acontece da forma que quero. – Alice me fitou encantada.

- Você é incrível. – beijou meus lábios e descansou sua cabeça no meu ombro.

- Descanse, você precisa disso. – assentiu.

Em pouco tempo nós duas acabamos caindo no sono profundo...

Viver ao lado de Alice realmente é algo incrível, sentir seus lábios macios e quentes sobre os meus é maravilhoso. Todos os dias antes de ir para o hospital eu vou até sua casa, a levo para escola e durante o almoço a levo a um restaurante, lhe dou uma boa alimentação e lhe deixo em casa.

Hoje não seria diferente, as sete em ponto eu já estava na sua porta a esperando.

- Bella, querida. – Esme me recebeu alegremente, como faz todas as manhãs. – Entre, Alice acordou um pouco tarde e indisposta hoje. – A olhei um pouco preocupada. – Não fique assim, não é nada. – suspirei.

- Fiquei assustada agora, Esme. – Sorriu e sentou-se ao meu lado.

- Você gosta muito da minha filha... – Assenti e meus olhos brilharam. – Você a ama. – assenti e logo falei.

- Minha melhor amiga, não é? – sorriu.

- Meu cunhado é gay e foi ele que salvou minha vida e da minha filha. – Poxa, dá um crédito ai sogrinha! – Eu realente não tenho esses tipo de preconceito, talvez Carlisle posso ficar um pouco triste, mas não vai fazer nada. – segurou em minhas mãos. – Você deu vida a nossa pequena, nesse tempo que vocês estão andando juntas ela sorri mais, ela só não pula pela casa por conta do pequeno Anthony, até o nome você ajudou! – rimos.

- Eu amo sim sua filha, Esme, e não é pouco. – Suspirei. – Você acha que tenho chances com o Sr. Cullen? Que ele permitiria namorar sua filha? – me olhou sorrindo.

- Por mim tudo bem, apesar de já achar que fazem isso... – sorri um pouco envergonhada e Alice logo apareceu no topo da escada. Vi que sua mochila aparentemente estava pesada. Levantei do sofá e fui até lá para pega-la para ela. Sorriu a me ver. Não perdi tempo e capturei seus lábios em um beijo profundo e carinhoso, um beijo cheio de amor.

- Bells... – Olhou para mãe um pouco chocada e a abracei por trás.

- Ela já sabe de tudo, impossível enganar dona Esme. – Esme sorriu e Alice relaxou em meus braços.

- Mãe...

- Eu quero sua felicidade, minha menina. – desceu as escadas e se abraçaram fortemente. – Apenas precisamos conversar seriamente com seu pai. – Assentiu. Desci as escadas e logo veio me abraçar novamente.

- Hoje à noite posso vir aqui? – Esme assentiu. – Então combinado, sogrinha. – beijei sua mão e ela riu.

- Vão com Deus, minhas meninas. – sorriu e entramos rapidamente no carro.

- Eu falei que sua mãe seria tranquila... – beijei seus lábios e acelerei para sua escola.

- Você sempre sabe tudo. – revirei os olhos. – Eu tomei um susto quando me beijou daquele jeito. – confessou.

- Foi tão ruim assim? – riu e me bateu.

- Idiota, eu amei aquele beijo, mas não na frente da minha mãe, eu não sabia que ela sabia sobre nós. – Estacionei o carro e abri a porta para ela.

- Que frase confusa, amor. – riu e me olhou sorrindo.

- Do que você me chamou? – Se apoiou no carro e me olhou nos olhos.

- M.e.u a.m.o.r – acariciei seu rosto e beijei sua testa. – eu queria beijar seus lábios. – confessei.

- Você sabe o que pode acontecer... – a calei com um dedo.

- Não quero ninguém lhe perturbando, eu sei me controlar, calma. – riu e prontamente pegou meu braço quando o estendi.

- O sinal já bateu e sua bolsa está pesada, eu vou lhe levar para sala. – me olhou rindo. – O que foi?

- Ok, mamãe, vamos para sala. – olhei para os lados e vi que não havia ninguém. A parei e beijei seus lábios com carinho e amor.

- Perfeito filhinha. – riu e a abracei.

Andamos pelo corredor até sua turma. Bati na porta e logo o professor veio nos atender. Olhou de cima abaixo para Alice, com cara feia, e depois para mim.

- Pois não? – o olhei um pouco feio e séria.

- Alice hoje passou mal, não teve como vir mais cedo. Poderia permitir a entrada dela na sua aula? – suspirou e deu passagem. – Se importa deu a acompanhar? Sua bolsa está um tanto que pesada. – assentiu.

Entramos e logo todos olharam para nós.

- Vergonha...! – Alice respirou fundo e eu ri. Sentou-se em sua carteira, a ultima da sala, e coloquei sua bolsa do seu lado.

- Evite carregar isso, peça ajuda a alguém. – a aconselhei.

- Bella, ninguém dessa escola gosta de mim. – falou triste. Olhei em volta e vi um rapaz que me pareceu bem simpático.

- Hey, você poderia vir aqui? – me olhou sem entender e logo o fez.

- Qual seu nome?

- Erik, por quê?

- Você hoje poderia ajuda-la? Só levar sua bolsa. Alice está de quase oito meses e não pode pegar peso. – assentiu.

- Será um prazer lhe ajudar, Alice. – Sorriu tímida.

- Viu, nem todos são idiotas. – falei alto o suficiente para que aquelas três idiotas escutassem, as mesmas que estavam aqui aquele dia. – Muito obrigada. – sorriu e foi para sua mesa. – Eu vou indo, se cuida, meu amor. – sussurrei em seu ouvido e beijei sua testa. Despedi-me dela e sai. – Obrigada, professor. – o mesmo não disse nada, apenas fechou a porta. – Grosso!

- Ok, você e Alice namorando e eu sou a ultima a saber? – Rose estava indignada. Já eram 18h e eu precisava ir a casa dela, falar com Carlisle.

- É... Falarei com o pai dela hoje. – peguei a caixinha contendo duas alianças douradas dentro. – A pedirei em casamento logo. – Me olhou assustada.

- Vocês se conhecem a 5 meses, Bella! – sorri.

- Mas ela é a única certeza que tenho na vida, Rose. – Terminei de me arrumar. Eu estava simples, uma calça Jeans escura, blusa social branca, um all Star e cabelo solto e meio cacheado. – Eu sei que não sou perfeita, mas ela é aos meus olhos. – Rose sorriu e me abraçou.

- Quero conhece-la formalmente depois, ok? – sorri assentindo.

- Irá conhecer a família toda, pode ter certeza. – beijei sua tesa. – Estou muito simples, certo?

- Está linda! Simples e perfeita.

- A família dela é simples, cheia de pessoas dotadas de dons maravilhosos, mas humilde.

- Está atrasada, Bella! – riu do meu desespero e logo corri para o carro.

- Calma Bella, calma... – Respirei fundo e apertei a companhia.

- Bella, boa noite. – Carlisle me atendeu. Sorri pra ele e o cumprimentei.

- Carlisle, como vai?

- Bem, entre. – me deu espaço e fiz o que me pediu. Ele começou a falar algo comigo, mas não consegui ouvir ao ver a minha linda Alice parada a minha frente, com aquele vestido azul que marcava sua linda e perfeita barriga de oito meses. Seus lábios estavam rosados, devido ao batom, e tinha um lindo e perfeito sorriso ali.

- Demorou. – Andou e abraçou-me forte.

- Perdão, estava um pouco receosa. – riu levemente e a apertei o máximo que pude sem machucar meu amiguinho lá dentro.

- Bella! – Emmett veio e me deu um abraço mega apertado. – Tudo bem? – ri dele.

- Sim e você? – quando ia me responder Edward chega e me cumprimenta.

- Bella, está linda. – beija minha mão. Vejo Alice perdendo a paciência com o irmão e bufando de raiva.

- Calma... – sussurrei e apertei sua mão. – Estou bem Edward, obrigada.

- Bella, minha querida, venha aqui, todos, vamos jantar. – Esme me abraçou e levou-me para a mesa.

O jantar foi animado e cheio de piadinhas, eu estava até me divertindo, como sempre, por causa do Emm, mas a ansiedade e nervosismo estavam dentro de mim, eu não conseguia esquecer aquilo. Depois do jantar fomos para a sala e ficamos conversando lá, Alice sempre ao meu lado e apertando minha mão.

Tome coragem, Bella, você consegue! Jake apareceu para mim. Sorri e agradeci mentalmente.

- Acho que está na hora, preparada? – perguntei olhando para Alice. Assentiu e chamei atenção de todos. – Carlisle, eu gostaria de falar com você, uma coisa muito séria. – respirei fundo.

- O que é? – perguntou sorrindo e sendo abraçado pela esposa.

- Preciso que o senhor tenha a mente aberta e que me escuta antes de mais nada. – pedi.

- Claro, fale.

- Eu... Eu desde o momento que vi sua filha me vi completamente apaixonada por ela. – Arregalou os olhos. – Eu... Eu sei que isso é errada e vai contra tudo que eu aprendi em minha vida. Mas infelizmente não pude ignorar isso que havia em meu peito, eu não posso simplesmente tirar esse amor que sinto por Alice de dentro de mim. Peço perdão, sei que não sou a nora que o senhor queria, afinal de contas sempre sonhou com um marido para sua filha, tenho certeza. Mas eu sinto a necessidade de cuidar dela, de ama-la, de viver ao lado dela. Eu quero ter Alice para mim todos os dias de minha vida, quero ajuda-la a criar Anthony, eu o terei como meu filho! Quero que Alice tenha meu sobrenome e que more junto comigo. Carlisle, sei que pode não ser fácil para o senhor, mas acredite, também não foi para mim. – Suspirei. – Eu... Eu só quero a sua benção, quero sua aprovação para poder ama-la, pois já compartilhamos esse sentimento e não queremos mais mantê-lo em segredo. – respirei fundo e aguardei sua resposta.

- Eu... – me olhou sem o que falar. – Eu não admito uma coisa dessas! Isso é um absurdo! – Suspirei. Alice tremeu do meu lado e logo a puxei para mais perto de mim. – A deixei entrar em minha casa para fazer isso? Levar minha filha para o mal caminho? – falou raivoso e levantou. – Saia de minha casa e suma da vida da minha filha! – ordenou.

- Não posso, eu já enfrentei muito mais que um pai preconceituoso para viver esse amor, o senhor pode apostar. Não serão suas poucas palavras que me afastaram de Alice. – me olhou incrédulo. – Pode não aprovar, mas não tem porque esconder algo que é óbvio, eu e Alice não nos deixaremos de ver.

- Amor, Alice somente voltou a sorrir com ela, você não vê como nossa menina é bem cuidada?

- MAS ISABELLA É UMA MULHER! – Gritou e Alice perdeu um pouco a cor.

- Calma, meu amor. – assentiu. – E Jasper era um homem, mas vê o que a mulher que levou sua filha para o mal caminho fez? Agora compara com o homem que o senhor poderia ter idealizado como o genro perfeito! O PAI DO SEU NETO! Fez. – Me extrapolei e levantei-me. – Eu estou dando amor, carinho e respeito a sua filha, em dois meses eu só soube ama-la e a querer bem, e mais de 10 anos aquele infeliz não soube dar nada disso e ainda a usou da pior maneira possível! – ele arregalou os olhos.

- Infelizmente você está certa. – abaixou a cabeça.

- Carlisle, eu só quero ter uma vida com Alice, quero que ela tenha meu sobrenome e que Thony me chame de mãe Bella ou até mesmo tia. – sorri. – Quero minha Alice Swan. Eu não pretendo namorar com Alice, eu pretendo casar com ela. – me olhou assustado.

- Você... – Retirei as alianças que estava em meu bolso e as mostrei a ele.

- Eu quero algo sério. – Alice levantou-se e se assustou ao vê-las.

- Bella... – tampou a boca e me olhou com lágrimas nos olhos.

- Eu não estava brincando quando disse que lhe conhecia o suficiente para querer-te sempre ao meu lado. – acariciei seu rosto e enxuguei suas lágrimas. – Carlisle, deixe-me fazer sua filha feliz, deixe-me cuidar dela... Dê-me a mão dela, estou lhe pedindo permissão para viver esse amor sem repressão por parte de vocês, que são os bens mais importante de Alice.

- Por mim tudo bem. – Emmett sorriu. – Você é legal e realmente percebi que ela mudou com você. — Sorri.

- Agora entendo porque não caia na minha... – Ri do Edward.- Mas você faz bem a ela, tem minha permissão. – sorri.

- Você já sabe minha opinião, mas acho cedo. – Esme suspirou. – Mas se é isso que vocês querem. – Alice me apertou e eu beijei sua cabeça olhando para Carlisle.

- Isso não é certo. – respirei fundo. – Alice deitou com qualquer um antes do casamento, engravidou e agora me aparece com uma namorada... – negou.

- Estou aqui para fazer tudo certo com ela, a única diferença é que sou mulher. Não vou me deitar com ela antes da sua benção e da nossa união estável. Não vou me casar com ela antes de colocar na certidão no nosso pequeno que ele tem duas mães. – Alice me olhou emocionada. – Carlisle, estou aqui para fazer sua filha feliz, esqueça isso e veja sua filha e não a sociedade.

Ele olhou nos olhos de Alice e viu a felicidade que estava ali.

- Tudo bem, mas que não me faça me arrepender. – Sorri e me virei para Alice. Ajoelhei-me a sua frente e mostrei as alianças.

- Você sabe do meu discurso, já o fiz uma fez. – mordeu os lábios e chorou antes mesmo deu falar alguma coisa. – Eu lhe amo, Alice. Acho que Amar não é simplesmente beijar e dizer coisas carinhosas. Mas sim viver e passar por coisas maravilhosas e por barras pesadas também. Alice, estou disposta a enfrentar todos os preconceitos, as criticas, as invejas e as maldades que esse mundo dos mortais tem a oferecer a quem ama de verdade. Mas não ligo para isso, pois estou ao seu lado, e estando com você nada mais me importa. – Sorriu. – É cedo? Muito, mas como sabe, eu lhe amo e a quero hoje e sempre. Não tenho duvidas enquanto a minha pergunta, mas tenho receio enquanto a sua resposta. – suspirei. – Mary Alice Cullen, aceita casar-se comigo? – Suas lágrimas banhavam seu rosto por inteiro.

- Eu... Eu... – Gaguejou. – Eu aceito.

Notas finais
Reviews? Recomendações?

Bsus, Lary ><'