Amor Celestial
4 Inesperado
Notas iniciais
POV. Bella
Os anos passaram tão rapidamente que isso era inacreditável. Alice já estava com seus 18 anos. Devo dizer que ela ficou uma linda e espetacular mulher. Seus olhos eram azuis, um lindo e penetrante azul celestial. Seu corpo parecia esculpido por anjos, e olha que eu não mexi em nada!
Alice estava um pouco aflita hoje, andava pelas ruas da cidade sem perceber por onde andava e atropelava as pessoas. Quase foi atropelada por uma moto, sorte que consegui desviar sua atenção para outra coisa e fazer parar bem a tempo.
– DEUS! – Colocou a mão no coração ao ver o que aconteceria com ela. – Eu sei que tem alguém me protegendo, e sei que hoje estou dando muito trabalho! – Ri dela.
– Não imagina o quanto, minha pequena!- Sussurrei.
– Bella? – Arregalei os olhos e ela se virou em minha direção. Como ela ainda se lembrava? Melhor, como ela OUVIU minha voz? – Eu sei que foi você, já é milésima vez que me salva! – olhou para o céu e suspirou. – E eu ainda fico na esperança de lhe abraçar novamente. – Sorri. – Mas fazer o que se nem tudo é perfeito?
É verdade minha pequena, nada é perfeito...
Alice resolveu prestar atenção no caminho de volta para casa, o que me deixou MEGA aliviada, e quando abriu a porta para entrar...
– MARY ALICE CULLEN! – Pelo visto a minha pequena se deu mal...
– Mãe? – falou com receio e se aproximou de Esme.
– Onde estave ontem à noite? – Perguntou dura. – Por que está chegando somente agora em casa? – questionou.
– Eu estava na casa da... Jessica. É, casa da Jessica. – Esme deu uma olhada firme e dura.
– Não minta para mim, lhe carreguei nove meses e sei quando está mentindo ou não. – Abaixou a cabeça e sentou-se no sofá.
– Estava na casa do Jasper. – Confessou. Um aperto no meu coração me fez arfar. Como assim na casa do Jasper?
Sim, ontem à noite resolvi deixa-la se divertir sozinha, não iria me meter na vida dela tanto assim.
Mas não entendo o porquê dessa dor em meu coração ao saber que ela se deitou com um humano... Não é a primeira vez, disso eu sei, mas dessa vez foi diferente, eu sentia que foi diferente.
– Filha... Você perdeu...? – Perguntou receosa. – Filha, por que não se abre comigo? Por que não consegue confiar em mim? – Esme sentou-se ao seu lado e pegou em suas mãos. – Eu fiz de tudo para lhe dar a vida e nem tua confiança eu mereço? – Perguntou triste.
Alice e Esme tem um relacionamento diferente, não é como Edward e Emmett, há sim respeito, mas não aquela relação de amizade.
– Esme, a senhora é minha mãe e não me sinto a vontade em dizer com quem ou quantos eu transei. – Falou olhando em seus olhos.
– Por quê? Eu sempre fui liberal com você e seus irmãos. Sempre apoiei suas decisões e a aconselhei. Por que não pode simplesmente me pedir conselhos enquanto a isso? – perguntou chateada.
– Me perdoe mãe, mas eu realmente tenho vergonha. – Abaixou a cabeça. Aproximei-me dela e a abracei delicadamente. Ela se arrepiou e suspirou.
– Vocês se protegeram? – Alice arregalou os olhos e suspirou. – Não me diga que...?
– Eu não me lembro, mãe. Estávamos bêbados ontem e acabou acontecendo. Eu só me lembro de acordar nua na sua cama! – ficou assustada. – Mãe, eu não quero engravidar, não agora! – ficou assustada. Esme a abraçou e aquela dor em meu peito aumentou.
Então era isso? Por isso eu estava tão aflita?
– Alice, você não poderia ter feito isso comigo! – lamentei. – Tendo esse filho eu nunca mais poderei lhe ver. – Abaixei a cabeça e uma lágrima escorreu por meu rosto. – É uma regra, eu deveria ter tentado lhe falar... Ah, como se você fosse me escutar, mesmo com um alto falante você não escuta ninguém! – Revirei os olhos e me ajoelhei em sua frente. Coloquei a mão em sua barriga e me concentrei. – Ainda é cedo, não dá para saber... – lamente.
– Calma, calma querida. – Esme beijou sua testa e a puxou para o seu peito. – Tudo ficará bem, ok?
– Mãe, o que o papai vai dizer sobre isso? Nem os meninos têm filhos ainda, Edward tem cinco anos a mais que eu! – Isso era verdade.
– Calma pequena, eu estou com você. – Alice relaxou quando falei acariciando seus ombros.
– Não se preocupe. – Esme beijou sua testa. – Vá tomar um banho, minha pequena.
Alice subiu as escadas e subi logo depois dela. A vi retirar sua roupa e uma nova onda surgiu em meu corpo. Essa onda era muito diferente de tudo que já senti. Durante esses 18 anos que estou com Alice nunca senti, nem mesmo quando era humana!
Ver Alice se despindo lentamente fez meu corpo arrepiar e minha respiração arfar. Era como se eu estivesse hipnotizada por seu corpo. O par dos seus seios era perfeito, barriguinha sarada, cintura ideal e uma... Er... FOCO Bella, FOCO!
– Aquele momento que você sente que está sendo observada. – Alice riu consigo mesma e eu engoli em seco.
O que era aquilo que eu estava sentindo? Como anjo eu não deveria ter sentimentos humanos. Quer dizer, parece que eu senti ciúmes de Alice quando falou que deitou com Jasper, agora me pareceu... Her... Desejo!
– O que está acontecendo comigo? Por que estou sentindo isso? Por que estou desejando Alice dessa maneira? – perguntei a mim mesma.
– Ela é linda, não? – Tomei um susto ao ver Gabriel ao meu lado. Mas depois do susto me deu uma tremenda vontade de soca-lo. – Qual o problema, Bella? – Riu da minha cara.
– Não a olhe! – a possessão começou a me tomar. – Perdão. – pedi sem compreender o porquê daqui.
– Você está mesmo desejando sua protegida? – neguei e afirmei. – Decida Bella.
– Eu não sei, eu realmente não sei o que é isso! – Andei até Alice e passei pelo Box de vidro, passei minhas mãos por suas costas nuas e ela novamente se arrepiou. – Eu não posso desejar aquilo que não posso tocar, certo? – Perguntei para ele, mas com os olhos fixos no corpo de Alice.
– Mas você pode amar aquilo que lhe é proibido. – sugeriu.
– Eu não posso amar Alice. Além de ser uma enorme violação eu estarei pecando! – o olhei triste. – Alice é tudo para mim. A vi dar seu primeiro passo, a arrancar seu primeiro dente, a falar, a andar de bicicleta. Seu primeiro beijo, primeiro amor... – sai de lá e sentei na cama. – Alice é uma humana perfeita. Eu nunca pensei que iria me apegar tanto a uma protegida como estou com Alice... – Suspirei.
– Não, Alice não nasceu para ser perfeita.
– Para mim ela é! – fiquei nervosa.
– Acalme-se, sim? -Pediu. – Você não estará cometendo nenhum pecado, sabia? – o olhei incrédula. – Lembra o que falei quando lhe mandei para protegê-la?
– Que ela tinha uma grande missão aqui na Terra.
– Sim, e você sabe qual é a missão dela? – Neguei. – Olhei para você mesma, bem fundo. Sinta seu coração. Diga-me o que ele diz!
– Que está confuso com tudo que está falando! – riu. – Eu tenho um sentimento, um extinto de proteção por ela! Um amor incondicional e intenso!
– Esse amor, me defina ele!
– Ele é sincero, verdadeiro, amigo, maternal, fraternal... – me calei.
– Tem mais algum? – perguntou me olhando intensamente.
– Eu a amo, isso não é bastante? – negou. – O que queres de mim?
– Que você admita a verdade para você mesma, que você aceite a sua atual condição e tente muda-la! – levantou. – Quando você aceitar e lutar por ela, quem sabe a missão de Alice estará chegando ao fim?
– Por que você teve que me aparecer agora, depois de tantos anos, apenas para me deixar louca? – questionei.
– Bella, você sabe que constantemente passamos por testes, Ele faz de tudo para manter-te na linha e ao seu lado, e você tem que demonstrar todas as vezes que não caiu em tentações... – Suspirei.
– Está querendo me dizer que a missão da Alice é me testar? Ele a está usando? – Falei confusa e com raiva ao final.
– Não, a missão dela é outra, Alice nasceu com um dom lindo, você verá quando ela estiver mais madura e tiver esse filho. – Suspirei triste. – Por que ficou triste? É mais um pequeno anjo que volta para Terra. – Questionou.
– Um anjo aparece para ela e a anja aqui some de sua vida... – deite-me na cama.
– Eu falei que você voltaria para Terra, certo? – Assenti. — Por que acha que lembrará dela? – Sorri.
– Então eu ainda vou continuar com ela? – assenti.
– Mas lembre-se, Alice está confusa e com medo, você precisa ganhar a confiança dela...
– Isso eu consigo, tenho certeza! – Me levantei quando Alice surgiu no quarto. Sorri para ela e acabei sussurrando.
– Eu sempre estarei ao seu lado, pequena! – Minha alegria era tanta que havia me esquecido que ela me escutava.
– Como? – Olhou em volta.
– Como isso é possível, Gabriel? – Questionei.
– Acredita em destino? – me olhou intensamente.
– Se ele for traçado por Ele, sim, acredito. – Sorriu.
– Digamos que seu destino cruza com o dela.
– Gabriel, se eu fosse humana hoje eu estaria com 40 e poucos anos, o máximo que eu seria era uma professora chata e rabugenta. – fiz careta e ele riu.
– Bom, eu tenho que ir. – Assenti. – Anthony, ele voltará para Terra como filho de Alice. – Sorri ainda mais.
– SÉRIO? SERIO MESMO? – Questionei e ele riu da minha afobação. – Então ele já está na Terra. – Assentiu. – Então eu logo, logo estarei lá também...
– Sim, se prepare, antes dela completar seus três meses você descerá a Terra.
– Sim, sim... – Fitei Alice carinhosamente. Vi como ela estava com medo e apreensiva. Fui até ela e me deitei ao seu lado. Alice relaxou e sorriu. – Gabriel, pode me explicar por que me sinto tão dependente dela? Não é o que está pensando, tenho certeza, eu só quero o bem dela, só quero estar sempre ao seu lado e protege-la de tudo e de todos! – beijei sua testa.
– Amor. Agora qual deles isso é você que nos dirá... – E sumiu.
– Ok, não irei “correr” atrás de você, estou feliz demais para isso. – Respirei fundo e fitei minha pequena preciosa fechar os olhos e descansar.
Pouco tempo depois Esme entrou no quarto e sorriu triste para a filha.
– Que Deus lhe proteja, pequena... – foi para o outro lado e Alice tombou para o seu peito.
– Deus me mandou para isso, Esme, e o farei com muito amor e carinho. – Sorri.
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