Amor Celestial
28 Conhecendo o amigo
Notas iniciais
POV. Bella
Família Gregory, uma das melhores e maiores famílias de caçadores que existe na face da Terra. Deus os chamava de anjos terrestres. Eles eram devotos e o obedeciam como servos fieis. Deus confiava à vida dos humanos em suas mãos. Mas algo aconteceu, uma briga com a líder da família com meu Deus.
O laço foi cortado, a parceria desfeita e cada um seguiu por um caminho. Antes, a família tinha um propósito, lutava por amor a Deus, mas hoje... Quem paga para se livrar de assombrações têm eles por perto. O material e Espiritual, foi esse o grande impasse que durou milênios, até hoje.
– Então, anja, o que Ele quer de nós? – Seu líder perguntou. Ele era um homem formoso, forte e alto. 1,80 de altura. Músculos bem marcantes e um olhar intenso. Qualquer mulher se jogaria aos seus pés para tê-lo para si. Ri de lado ao perceber que ele que me olhava intensamente.
Alice também percebeu isso, deu nossa pequena para o Thony e logo me enlaçou pela cintura, bem possessiva.
– Amor, quem são? – Fez questão de frisar bem a palavra amor. Ri mais e beijei sua testa.
– Esses são a família Gregory, meu amor. Uma longa história para apresenta-los formalmente e como merecem. Mas estamos sem tempo, então vou resumir. Essa família, por muitos anos, foi o braço direito de Deus. Mas certa vez o líder desse grupo, que na época era Jackson, se desentendeu com nosso Pai. A aliança foi quebrada e cada um seguiu por um lado. A família ficou meio dividida, temia a reação de Deus. Mas era claro que Ele nunca faria nada, foi escolha deles, o livro arbítrio já era da humanidade. – Todos de minha família prestavam atenção. – A família Gregory passou a não defender os humanos por amor ao nosso Deus, mas sim por dinheiro. A ganância invadiu o peito desses pobres homens.
– Seu deus nos abandonou quando mais precisamos, acha mesmo que continuaríamos a lutar por seu nome? – Uma mulher falou raivosa. Era ruiva, de cabelos cacheados, e olhos castanhos. Um corpo bem definido, mas era séria, o ódio era estampado em seus olhos.
– Meu pai nunca viraria as costas para um servo fiel. Coisa que vocês nunca foram! – Gabriel se meteu na discussão.
– Nunca fomos? Você por acaso sabe o motivo de nosso ancestral ter negado o pedido do seu pai? – Voltou a perguntar.
– Cale-se, Victoria! – O líder pediu.
– Como me calar, Dean? COMO? – Estava bem raivosa. – Esses anjos que não sabem o que se passa na terra e acham que o seu deus é o poço de bondade, o que não é a verdade! – Fitei aquela mulher, intrigada com o que dizia.
– Isso não é da alçada deles, Victória. – O seu líder, que descobri se chamar Dean, estava ainda mais sério e ficando nervoso. Ela respirou fundo e encolheu os ombros.
– Perdão. – Pediu voltando ao seu lugar.
– Fazer um sacrifício não é fácil para ninguém. – Falei. Ele me olhou sem acreditar. – Ninguém teria coragem de sacrificar seu próprio filho. – Respirei fundo e beijei a testa da minha esposa. – Eu sei como é isso. Meus filhos estão correndo esse risco, meu Anthony pode sofrer ainda mais. Meu peito está apertado, não culpo Jackson por ter negado.
– Como sabe disso? – Perguntou incrédulo.
– Poucos são os anjos que sabem disso, mas Ele confiou isso a mim. Eu preciso da ajuda de vocês.
– Por que devíamos ajudar anjos novamente? Por que deveríamos ajudar quem um dia quis tirar um dos nossos dos braços do pai? – Outro perguntou. Ele também era forte, mais alto que o Dean, e se parecia muito com o mesmo.
– Sam, acalme-se irmão! – Pediu sério. – Ele nos guiou aqui. Como mesmo disse, há muito tempo não temos contado ou algum sinal Dele. Algo grande e grave está acontecendo. – Assenti.
– Sentem-se, irei contar-lhes o que se passa. – Todos se ajeitaram da forma que deu naquela enorme sala, mas que no momento se tornava pequena.
– Pode começar. – Dean pediu.
– Primeiramente vou me apresentar. – Larguei minha esposa e fui ao centro da sala. – Sou Isabella, apenas uma anja da guarda. – Ouvi vários risos. – Sofri um acidente de carro, quando humana, onde apenas eu faleci. Passei anos de minha vida celestial cuidando de crianças e as protegendo, mas uma criança especial foi destinada a mim. – Olhei para Alice, sorrindo. – Essa criança tinha uma missão na terra, a qual não me foi revelada. Passei todos os dias ao seu lado, a cuidando e amparando-a. Evitando que o mal a cercasse e que nada de ruim acontecesse. Mas não pude evitar, ou ao menos desconfiar, que o mal estava em quem menos imaginava. – Lamentei.
– Além de ser uma anjinha da guarda, não faz seu trabalho direito. – A ruiva, Victoria, provocou.
– Está certa, eu não fiz meu trabalho direito. A minha protegida engravidou cedo, e o pai da criança era manipulado por Lúcifer. – Arregalaram os olhos.
– Um filho do mal? – Neguei.
– Um filho da luz. – Me olharam sem entender. – Era um enviado de Deus. Meu pequeno amiguinho. Anthony. – Olharam para o meu filho e logo ligaram Alice como a minha protegida.
– Você se apaixonou por sua protegida. Além de ser uma mulher, você quebrou as regras por ter ficado com uma humana. – Dean falou o óbvio.
– Sim para tudo o que disse, mas eu faria de tudo por essa mulher, ainda faço. – Ela voltou até onde eu estava e me abraçou. – Mas problemas surgiram enquanto estávamos juntas.
– Você foi expulsa do céu. Como ainda é anja? – Dean questionou.
– Não fui expulsa, fui mandada do céu a terra.
– COMO! – Ri.
– Ele me mandou, eu tinha que protegê-la, era meu dever. E com Alice grávida o meu poder de anjo da guarda não serviria de nada. – Assentiu. – E para cumprir meu papel... Aqui estou. – Alice riu.
Conte-lhes toda a historia, desde que cheguei a terra até o momento que descobri sobre Lúcifer.
– Então Lúcifer está entre nós! Como ele conseguiu sair daquela cela? – Sam questionou.
– Com certeza uma traição. Há muitos anjos caídos e de um tempo para cá o numero de rebeldades aumentaram. – Jake informou.
– E o que querem conosco? – Um deles questionou. Ele era ainda mais forte que o Sam, mas não como Dean. Olhos castanhos e cabelo loiro.
– Não é óbvio? – Questionei suspirando triste. – Precisamos de forças. Aliados. Vocês são poderosos, não posso negar. A desavença com Deus não pode ser maior que a vontade de proteger o seus. Se Lúcifer conseguir o controle do mundo, vocês serão extintos junto conosco! – Dean ficou tenso.
– E qual seria nossa utilidade? – Quis saber mais.
– Seus conhecimentos de como aniquilar demônios. Suas habilidades de como entrar e sair do inferno sem ser pegos. Suas estratégias de batalha e, o principal, sua lealdade a todos humanos. – Levantou-se e me encarou serio. Soltei-me de Alice e fiquei de frente a ele.
– Você é a líder? – Sorri.
– Não temos um líder a não ser Ele. Sou sua mediadora. Alice e Anthony são essenciais na vitória contra Lúcifer. Ela é a chave e ele a cura. Sem minha ajuda eles são inúteis, mas sem eles não somos nada. Somos uma equipe sem liderança, mas com parceria e lealdade. – Assentiu.
– Posso contar com você como representante de todos? – Olhei para minha família e os anjos ali presentes. Todos assentiram. – Não faço isso por seu deus, faço isso por minha família, por meu povo. – Assenti.
– Não temos nada material para lhe dar em troca. – Ele riu.
– Não somos mercenários ou algo do tipo. Somos humanos, precisávamos arrumar dinheiro para sobrevivermos. A vida de quem amamos já é um bom preço. – Sorri.
– Sabia que o coração de um Gregory não era tão frio assim. – Riu. – Mas espero que estejam cientes que haverá mortes, muitas. Não garanto que todos sairão inteiros.
– Já estamos acostumados com as sombras, Isabella. Não nos subestime. – Assenti triste. – E por onde começamos? – Quis saber.
– Que tal apresentando sua família? – Emmett sugeriu lá de fundo. Ri daquilo.
– Primeiramente vou apresentar a minha. – Ele assentiu. – Essa é Esme, matriarca da família. Mãe da minha esposa e cunhado. Seu marido, Carlisle, não se encontra mais entre nós. Lúcifer o matou junto com seu filho do meio, Edward. Isso é outra história, um final triste que não queremos relembrar. – Assentiram. – Edward tinha uma esposa e dois filhos, Ângela, Michel e Nathalia, respectivamente. – Os apresentei e assentiram tímidos. – O filho mais velho de Esme, Emmett. – Apontei para o grandão. – É casado com minha melhor amiga e ex-esposa do meu irmão, Rosalie. Nessa união nasceram os gêmeos Sara e Tyler. Mas antes do meu irmão falecer, Jacob. – Apontei para o meu irmão. – Eles tiveram uma filha, Letícia. – Ficaram confusos.
– Como assim “antes de falecer?” – Victoria questionou.
– Morri em um acidente de trabalho, mas devido a tudo que está acontecendo na Terra, Ele achou melhor, e para amparar minha irmã, que eu voltasse e ajudasse mais a fundo nessa guerra que estamos para entrar. – Assentiram compreendendo.
– Letícia namora Dylan, esse jovem rapaz que está disposto a nos ajudar. – Apresentei e ouvi uma risada.
– Esse ai não passa de uma hora pós-guerra. – O rapaz loiro comentou.
– Seu nome? – Questionei.
– James. – Abraçou a cintura da ruiva. Supus que eram casados ou algo do gênero.
– Nessa guerra toda ajuda é bem vinda. Se não quer ajudar não atrapalhe. Dylan pode nos surpreender. – Revirou os olhos. – Continuando. Anthony e Sophia são filhos de Alice, minha esposa, com Jasper... Jasper faleceu não tem muito tempo. Ele foi vitima de Lúcifer, mas nos ajudou muito enquanto pode se controlar. Morreu para salvar sua família. Um ato heroico. – Admiti ao finalizar as apresentações. – Essa é minha família terrestre. Esses anjos estão conosco há bastante tempo, são de confiança. Gabriel e Heniel em especial. – Assentiram.
– Sua família é carregada de história. Irmãos que voltam do céu, pessoas que morreram através de Lúcifer. Anjos enviados por uma gravidez... O fim do mundo está mesmo próximo. – Dean comentou. Ri concordando. – Minha família. Sam e James são meus irmãos biológicos. Susan e Victoria são suas esposas. – Susan era loira. Alta, mas não passava de 1,70, e tinha olhos claros. — Aceitaram nossa família e nos ajudam. Karla é minha companheira. – Karla era linda. Uma loira de dar inveja a qualquer um. Belos olhos azuis e um corpo perfeito. — Tem como irmãos Kaio e Marcelo. – Kaio era baixo, 1,60. Mas era bem dotado de músculos e um olhar sério, que dá medo. Sua cara de mal o dava um respeito que sua altura o tirava. Já seu irmão era o inverso dele. — Eles são ótimos lutadores e protegem a irmã mais do que tudo. São namorados de Jully e Katherina. – Jully e Katherina eram morenas e ambas com cabelos escuros. Diferença era que a Jully tinha olhos da cor de mel e a outra era um chocolate. — Carlos e Andrey. – Maduros, mas ainda em forma. Altos e corpo mediano. Olhos verdes e uma expressão cansada, mas mesmo assim determinada. — São os mais velhos entre nós. São como conselheiros. – Assenti. — Suas esposas, Anne e Lenny. – Anne era baixinha, 1,50 no máximo, já a outra, Lenny, era alta e mais forte. — Carlos é pai de Allana e Josh. – Os irmãos eram diferentes. A Allana mais parecida com a mãe, baixa e linda, já o Josh era parecido com o pai, alto e uma expressão misteriosa. — E Andrey tem somente Wanderson como filho. – Wanderson parecia quieto, mas notei que era bem observador. Olhos escuros e pele clara. Alto e não muito forte. — E para finalizar, esses são Phillip, Pedro e Paul. Meus melhores amigos e primos de primeiro grau. – Os últimos três eram bem parecidos. Morenos, altos e fortes. – Irmãos. – está explicado...
– A casa é grande, mas se torna pequena com tantos. Vamos dar um jeito de acomoda-los adequadamente. Espero que descansem e amanhã mesmo possamos começar nosso treinamento. Cada dia que passa com a Luz sem se manifestar é uma vitória para ele. – Assentiram.
– Conte conosco, Isabella. – Paul falou firme, olhando em meus olhos. – Se há alguém capaz de liderar bem uma coisa assim, esse alguém é o Dean. – Assenti. – E com ele no comando todos estamos juntos, uma família não se separa. Sorri.
– Assem espero. – Esticou sua mão e logo a apertei. – Sejam bem vindos, e durante todos esses dias que seguirão, até a grande batalha, seremos somente um. Não haverá desavenças, estamos unidos num só propósito e que as desavenças do passado sejam apagadas da memória. Precisamos de união, fidelidade e cumplicidade.
– Estou com a anja. – Dean falou. Revirei os olhos para a “anja”. – Nada de brigas, ok? – Todos riram e assentiram.
– Me chame de Bella e não anja. – Ele riu e concordou.
– Venham, crianças, arrumarei um canto para cada um de vocês. – Esme, como sempre prestativa, guiou os nossos visitantes pela casa, em busca de acomoda-los.
– Espero que isso dê certo. – Jacob falou.
– Não só você, meu irmão. Não só você. – Suspirei e abracei minha esposa bem forte. – O tempo está se esgotando e precisamos agir. – Ela me apertou e soluçou em meu ombro. – E eu vou te proteger. – Beijou meu pescoço.
– Não tenho duvidas nisso. – Selou nossos lábios.
– Eu te amo. –Dizemos juntas.
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