Amargo Lar
1 Prólogo
Notas iniciais
1. As postagens regulares aqui, que acontecerão uma vez por semana, começarão com o fim da minha outra história, Moon River, que deve acontecer até Agosto.
2. É uma fanfic muito voltada para relações familiares, geralmente em minhas histórias isso é algo muito presente. Isso quer dizer que teremos romance, mas também teremos muito de relacionamento familiar sendo tratado.
3. É um drama também, então teremos momentos tristes pra caramba. Mas não se preocupem, tenho senso de humor que fará a história ter momentos engraçados. E, teremos momentos doces que lhes darão diabetes. Então, vamos ver como Amargo Lar é uma história que podia muito bem estar acontecendo com nossos vizinhos, porque ela tem muita realidade em seu conteúdo.
Espero que gostem de Amargo Lar, tenho um carinho muito grande por essa história. Lembrando que as postagens para valer começam com o fim de Moon River, então peço paciência e calma quanto a isso.
Boa leitura! ♥

Ela era estranha.
Só ficava dentro daquele berço, dormindo, ou chorando. E, isso a tornava estranha.
Quando papai disse que eu ganharia uma irmãzinha, pensei que teria alguém para brincar de bonecas comigo, ou para correr pela rua, mas aquela coisa no berço não fazia nada além de dormir, chorar e soltar puns fedorentos. Eu não gostava nenhum pouco dela, as brigas e os gritos só aumentaram depois que ela chegou.
— Você é chata! —falei para o bebê no berço, que chupava o dedo, enquanto me encarava. — Muito, muito chata! — resmunguei, cruzando os braços, mostrando a língua para ela.
Então, ela começou a chorar, o que estava demorando muito para acontecer aquela noite. Me afastei do berço, antes que mamãe entrasse ali e me brigasse por acordar a sua nova filha, por sorte papai não estava em casa aquela noite e, não estaria ali para me brigar também.
Voltei a sentar em minha cama, enquanto ela chorava, chegando a ficar com as bochechas vermelhas por isso. Fiz uma careta, o choro dela era bem alto, já estava na hora de mamãe vir até meu quarto — que aquela intrusa tomou conta — e, levá-la dali.
Ouvi passos no corredor, como o barulho de rodinhas, então algo batendo nos degraus da escada. Confusa, querendo saber o motivo de mamãe ainda não ter aparecido para consolar a filha caçula dela, sai do quarto, deparando-me com mamãe já no fim dos degraus, carregando uma pesada mala.
— Mamãe? — chamei por ela, falando mais alto do que o choro do bebê.
Ela parou, então lentamente virou para mim.
— O que foi, Isabella? — O tom dela me assustou, me encolhi em meu pijama da Barbie, com medo de como ela tinha falado comigo.
— Para onde vai? — perguntei inocentemente como qualquer outra menina de dez anos. — Posso ir junto? Está viajando para a praia? — Eu sempre quis ir à praia, mas não a de La Push, uma praia de verdade, na Califórnia.
— Você não pode vir comigo, Isabella — mamãe afirmou. — Vai ficar aqui com Charlie e Renesmee.
— Mas...
Ela voltou a subir até o topo da escada onde eu estava, tirou o colar com um pingente em formato de coração em seu pescoço, o colocando em mim.
— Mãe?
— Eu preciso ir, Isabella — disse, sem hesitação alguma.
— Mamãe...
— Adeus, Isabella! — Renée exclamou, voltando a descer as escadas, tomando sua mala em mãos, para sair de nossa casa.
Eu a vi partir, mas naquele tempo não entendi nada do que estava acontecendo. Não sabia dizer o porque mamãe estava nos deixando para trás em plena véspera de natal. E, tudo que sobrou aquela noite foi a intrusa em meu quarto, ainda chorando.
Fui até ela, a erguendo do berço. Estávamos sozinhas naquele momento e, aquilo era apavorante, foi a primeira vez que senti que aquele lugar não era meu lar.
Notas finais
Bom, já tem uma ideia da história a partir do prólogo. Eu espero que tenham gostado, volto para cá assim que Moon River acabar.
Beijos!
Lola Royal.
17.07.16
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