Amargo Lar
22 Capítulo Vinte e Um — Beijar
Notas iniciais

Isabella Swan
Renesmee dormiu não muito tempo depois de Edward sair do quarto, cansada e ainda com dores no corpo. Eu liguei para Sue e, mesmo minha chefe sendo uma mulher horrível, ela concordou em me dar aquele dia de folga, contanto que eu fosse trabalhar no domingo para cobrir o dia perdido, era mais do que eu poderia esperar dela, então aceitei prontamente.
Afaguei o rosto de Nessie, odiando vê-la em uma cama de hospital. A noite passada tinha sido longa e cheia de medos. Eu ainda sentia meu coração doer em pensar que poderia tê-la perdido por conta do choque anafilático, minha vida não faria mais sentido algum se eu a perdesse.
Minha irmã era tudo para mim, foi a pessoa que me livrou de James, a pessoa que me fez amar de forma honesta e saudável. Imaginar uma vida sem Renesmee era doloroso, frio e assustador.
— Você vai ficar bem, Ariel — sussurrei, sentindo uma lágrima deslizar por meu rosto, inclinei-me sobre minha irmã e depositei um beijo em sua bochecha. — Eu te amo muito, pequena.
Quando Edward voltou para o quarto, estava acompanhado de Esme. Sua tia tinha lágrimas nos olhos e, veio imediatamente até a cama de Nessie, acariciando os cabelos dela e virando-se para mim.
— Ah querida, isso deve ter sido tão difícil para você. — Esme me envolveu em seus braços, então eu senti o choro em meu peito crescer e desabei em seu colo.
Ela tinha um filho, criou o sobrinho, Esme sabia muito bem como era amar tanto alguém e ficar com medo de que algo acontecesse. Eu nem podia imaginar como ela deve ter se sentido quando Edward sofreu o acidente quando adolescente.
— Vá para casa descansar um pouco, Bella — Esme disse. — Ficarei com Nessie até que você e Edward voltem, juro que qualquer complicação ligo para vocês no mesmo instante — falou para mim, limpando meu rosto.
Assenti, olhando para Edward parado perto da porta. Ele parecia mais cansado do que eu, principalmente levando em conta que não tinha dormido nada e, esteve em plantão durante a segunda-feira.
— Tudo bem — concordei com Esme. — Por favor, qualquer coisa me ligue.
Edward foi até Renesmee e depositou um beijo na testa dela, arrumou o cobertor envolta do corpo dela, despediu-se da tia, então nós dois saímos do quarto. Eu praticamente me arrastei atrás dele até o elevador, cansada e me sentindo mal por deixar Renesmee ali.
— Você conseguiu sua folga? — ele perguntou apertando o botão para o térreo.
— Sim — respondi vestindo meu casaco, apoiando a cabeça na parede fria do elevador enquanto o mesmo enchia no andar da pediatria com funcionários do hospital e pacientes. — Mas Sue me mandou trabalhar no domingo, para cobrir o dia perdido. E você?
— Consegui sim. — Edward sorriu de forma presunçosa, enquanto apoiava-se na parede também, dando mais espaço as pessoas que entraram ali.
— Edward, olá! — Uma médica loira o cumprimentou ao parar perto de Edward.
— Olá Rachel! — Edward a cumprimentou de volta.
— Aro pediu que eu cobrisse seu plantão nos dois próximos dias, como você vai me compensar por isso, Doutor Masen? Que tal um jantar no sábado? Tem um restaurante grego muito bom em Port Angeles. — Sorriu maliciosamente para Edward, pondo a mão no ombro dele.
Olhei para ela, alta, loira e com peitos tão grandes quanto os de Rosalie. Quis desaparecer no fosso do elevador por ela estar dando claramente em cima dele, até mesmo propondo um jantar, em uma cidade uma hora de distância dali.
— Desculpe, Rachel, mas acho que só vou poder te recompensar cobrindo algum de seus plantões futuramente — Edward disse calmamente, mas parando de sorrir.
O sorriso no rosto dela morreu também e, Rachel se voltou para seu celular, o ignorando por completo. Edward desviou seu olhar para mim, mas me concentrei na cabeça careca do homem a minha frente pelo resto do caminho até o térreo.
Nós seguimos em silêncio até seu carro no estacionamento e, eu me senti absurdamente bem ao sentar no banco macio, sentindo o quanto minhas costas doíam. Edward suspirou do banco do motorista, tão cansado quanto eu.
— Você está bem para dirigir? — perguntei preocupada.
— Sim. — Ligou o carro. — Vou te deixar em casa, então ir para a minha. Posso ir te buscar ao meio dia para voltarmos para o hospital? — questionou guiando o carro para fora do estacionamento.
— Tudo bem — concordei, fechando os olhos.
Eu claramente dormi, já que quando abri os olhos novamente, estava levemente confusa e já diante minha casa. Edward repetiu nosso cronograma, então deixou com que eu saísse de seu carro.
Sabia que nós dois tínhamos muito que conversar, mas o tempo não era dos melhores. Não com Nessie internada e com nós dois exaustos, nós teríamos de esperar para ter uma conversa decente.
***
Ao meio dia Edward parou seu carro na minha frente, eu pulei para dentro dele, grata por sair da chuva fina que começava a cair sobre Forks. Eu tinha dormido um pouco, então acordado às onze e meia, tomado um banho e comido qualquer coisa para que pudéssemos voltar para o hospital e liberar Esme, ela não tinha ligado, então eu acreditava que estava tudo bem por lá.
— Você conseguiu descansar? — perguntei a Edward, colocando o cinto.
— Sim, o melhor e pior sono da minha vida — respondeu começando a dirigir para o hospital.
— Como assim?
— Estava tão cansada que dormir foi maravilhoso, mas fiquei acordando periodicamente por pensar em Ariel. Liguei para Esme antes de sair de casa, Renesmee teve um pouco de febre no meio da manhã, mas já passou. Ela estava almoçando, nossa sorte que Esme apenas com um olhar consegue fazer você comer qualquer coisa que esteja em seu prato, até mesmo vegetais de aparência duvidosa.
Sorri, colocando minhas mãos na frente do aquecedor. Edward estava com uma expressão convencida e, eu sabia muito bem o que ele queria dizer.
— Sim, talvez eu tenha frio, você não precisa passar o resto da minha vida jogando isso na minha cara, mas ainda odeio dormir de pés cobertos.
— Não se preocupe, eu deixarei seus pés descobertos — falou, sem olhar para mim, mas com um sorriso brincando em seus lábios.
Entendi perfeitamente sua insinuação, sentindo minhas bochechas queimarem com aquilo. Mas fiquei de boca calada, eu queria conseguir rebater com alguma provocação, mas ele claramente tinha ganhado aquela etapa do jogo.
Renesmee estava acordada quando Edward e eu entramos no quarto, depois dele precisar convencer a enfermeira que estava tudo bem que ela tivesse mais de um acompanhante. Senti falta de Hilary que já tinha encerrado seu plantão, ela era fácil de lidar e ignorava as nossas faltas com as regras do hospital.
— Oi Ariel, como você se sente? — Edward perguntou a Renesmee, indo até ela na cama.
Aparentemente Renesmee estava melhor, sentada a cama com Esme ao seu lado, minha irmã tinha o rosto mais rosado e, os olhos menos fundos.
— Bem — Nessie respondeu a ele, devolvendo o abraço que Edward deu nela.
— Obrigada por ficar com ela, Esme — agradeci.
— Não precisa agradecer — Esme disse, sorrindo para Nessie. — É sempre um privilegio passar um tempo com ela. — Beijou a bochecha de Renesmee, então saiu da cama. — Eu vou me encontrar para almoçar com Carlisle, mas posso voltar logo em seguida se precisarem — falou de mim para Edward.
— Obrigado, tia, mas pode ir para casa descansar um pouco também — Edward falou, assumindo o lugar ao lado de Renesmee na cama. — Ariel deve receber alta em breve, então eu a levo para casa com Bella.
— Okay — Esme cedeu. — Mas me liguem se precisarem de qualquer coisa. — Ela voltou a beijar Renesmee. — Fique bem logo, viu Nessie?
— Pode deixar — Nessie sorriu para ela.
— Vejo você depois, Bella. — Esme beijou meu rosto também, pegou sua bolsa e saiu do quarto.
Assumi meu lugar no sofá, com Edward claramente pronto para ficar ao lado de Ariel pelo resto do dia. Eu não seria a maluca em tentar afastá-los.
A nova enfermeira responsável por Nessie apareceu, falando sobre o estado dela, que estava progredindo muito bem em seu tratamento. Então, voltou a nos deixar sozinhos.
Renesmee estava deitada sobre o peito de Edward, com ele afagando a cabeça dela, enquanto a garota tinha uma crise de tosse. Ele sussurrava, a mantendo calma diante a crise e o incomodo que aquilo causava.
Levei água para ela, a ajudando a controlar a tosse.
— Melhor? — Edward perguntou, Nessie assentiu, voltando a abraçá-lo e a fechar os olhos.
Sorri para os dois, tocando no rosto de Renesmee, então olhando para Edward. Ele tinha fechado seus olhos também e, não foi preciso de muito para saber que o sono dele aquela manhã tinha sido mesmo defeituoso.
Os deixei descansar, velando o sono deles, como Edward tinha feito por mim e por ela naquela madrugada.
***
Benjamin apareceu no meio da tarde, ocasionalmente Renesmee e Edward tinham acordado. Ela precisou tomar mais remédios e, ele foi até a lanchonete buscar café para nós dois. Então, eles passaram o resto do tempo jogando algo no celular dele, com Edward perdendo todas as partidas para Renesmee, o que eu suspeitava ser armação para vê-la contente com a vitória.
Ele iria estragá-la com tanto mimo, mas eu não podia impedir algo que também faria. Nós dois estávamos ferrados nas mãos daquela menina.
— Parece que alguém está pronta para ir para casa! — Benjamin exclamou para Renesmee, depois de terminar de examiná-la.
— Sério? — perguntei aliviada, eu realmente queria levar Nessie para casa, deixá-la mais confortável do que naquele hospital branco e frio.
— Sim. — Benjamin conferiu o resultado da temperatura dela. — Ei cara, calma, eu também tenho um diploma — falou bem humorado para Edward, que se esticou para ver a temperatura dela também.
— Foi mal. — Edward riu.
— Bom, eu vou assinar a alta dela e tratar para que ela possa ir para casa logo, meu plantão termina em duas horas e, ela iria demorar muito para ser liberada pelo próximo médico. — Benjamin seguiu para fora do quarto.
— Eu vou poder ir ao balé amanhã? — Renesmee perguntou esperançosa.
— Já conversamos sobre isso, Ariel — Edward disse sério. — Sem esforço pelo resto da semana, você precisa se recuperar.
Renesmee suspirou, mas não disse mais nada, aceitando a água que ele entregou a ela.
Não muito depois a enfermeira entrou no quarto com o prontuário assinado com a alta de Renesmee, receitas e, mais um papel que fez com que minha espinha gelasse.
— E aqui a conta médica. — Entregou o papel para mim. — Você pode ver a melhor forma de pagar na recepção, pode vir pagar amanhã caso estejam com muita presa de ir para casa.
Como se eu tivesse aquela grana. Eu simplesmente tinha ignorado aquele detalhe durante o dia inteiro, estava preocupada demais com Renesmee para pensar na conta que eu receberia do hospital pelo tratamento dela.
O que eu faria com aquilo? Tinha acabado de receber dinheiro de Esme para pagar a conta pelo tratamento de Charlie, então tinha uma semana depois a de Renesmee.
— Obrigada Justine — Edward agradeceu a enfermeira depois de eu ficar muda, ela assentiu, indo embora, antes entregando um saquinho a ele com algo dentro que não vi o que era.
Edward tirou toda a papelada da minha mão, eu o encarei e ele me encarou de volta. Mas, nós não dissemos nada.
Fui ajudar Renesmee a se arrumar para sairmos, então a levei para o banheiro e, nós três saímos do quarto. Edward fez questão de pegá-la no colo para que não se esforçasse, mas toda a papelada, inclusive a conta do hospital, continuava em suas mãos, por mais que eu tenha tentado pegar dele.
Ele ignorou completamente o caminho até o estacionamento, seguindo até a recepção do hospital. Sentou Renesmee no balcão, o que pareceu diverti-la, então se voltou para uma das meninas que trabalhavam ali.
— Pode processar o pagamento dessa conta, por favor — ele pediu, entregando o papel a atendente.
Eu senti meus olhos encherem de lágrimas com aquilo, grata, irritada e com mais uma porção de sentimentos conflituosos. Renesmee notou e, eu forcei um sorriso a ela, querendo tranquilizá-la do choro que escondia para mim, no interior do meu peito.
Todo o processo foi muito rápido, menos de dez minutos depois Edward pagava a conta com o cartão e, recebia o comprovante de pagamento. Só então ele devolveu todos os papeis para mim e, voltou a pegar Renesmee no colo.
Ele me deixou dirigir seu carro, enquanto ia com Renesmee no banco de trás. Não falei nada, ainda que quisesse agradecer pelo que ele tinha feito, mas ao mesmo tempo brigar e dizer que não tinha necessidade alguma daquilo.
— Eu posso ver TV? — Nessie perguntou quando entramos em casa com ela.
Concordei, ligando a televisão, enquanto Edward a sentava no sofá.
— Vou fazer algo para você comer — falei para Renesmee, seguindo para a cozinha.
Eu estava começando a fazer uma sopa para ela, quando Edward entrou ali.
— Bella...
— Você não precisava ter feito aquilo — falei, encarando a mesa.
Ele arrastou uma cadeira, sentando ali, podia sentir seus olhos sobre mim, mas não tinha coragem de olhá-lo.
— Você não tinha o dinheiro.
— Eu poderia arranjá-lo. — Respirei fundo, mantendo o choro só para mim.
— Bella, me olhe, por favor — Edward pediu, então olhei para ele, que parecia torturado. — Eu só estou tentando ajudar, sei que isso não deve ser agradável para você, mas eu não te deixaria sair de lá com uma divida. Renesmee está doente, você teve uma noite horrível com tudo aquilo, isso só seria o acréscimo de mais um problema.
Sentei em outra cadeira, mantendo meus olhos sobre seu rosto.
— Edward, eu não posso deixar que você assuma as minhas despesas.
— Não estou assumindo suas despesas, você é capaz de se sustentar, mas tem uma criança dependendo de você e, nem sempre conseguirá lidar com todos os gastos de Renesmee sozinha. Eu amo Ariel, Bella, sabe disso muito bem. Se ela precisar de dinheiro para comprar um sapato, ou grana para despesas da faculdade, quero que saiba que pode contar comigo para tudo isso.
— Obrigada — sussurrei. — Mas...
— Não adianta discutir, Bella — Edward declarou. — Estou totalmente envolvido nisso e, não há mais volta agora, eu não quero que aja uma volta. Vou cuidar de Renesmee tanto quanto você, eu quase entrei em colapso noite passada ao vê-la daquele jeito, seria impossível me manter longe daquela menina. Eu a amo. — Edward suspirou, desviando os olhos para suas mãos sobre a mesa. — Bella, eu amo Renesmee como se ela fosse minha filha — afirmou e, aquilo não me pegou de surpresa, inconscientemente eu já tinha noção daquilo, era só a constatação de algo.
— Você teria sido um pai muito melhor para ela do que Charlie foi. — Passei a mão pelo meu rosto.
— Não estou indo embora, Bella. — Edward voltou a me olhar, os olhos cheios de lágrimas. — Eu não estou indo embora da vida de Renesmee, muito menos da sua. Sei que nunca serei um pai para Renesmee, ela teve Charlie, ela conviveu com ele apesar de tudo. Mas eu quero cuidar dela o tanto que for possível. E, se o que eu falei para você ontem, se o que fizemos, se qualquer dessas coisas impedir você de continuar me deixando ver Renesmee, eu prometo nunca mais tocar no assunto.
Arregalei os olhos, Edward estava mesmo achando que estar apaixonado por mim faria com que eu o afastasse de Renesmee? Eu não poderia fazer aquilo, por nenhum dos dois, sabia muito bem o quanto aquela separação doeria em ambos.
— Não, eu não vou mantê-la longe de você, já conversamos sobre isso antes — falei, sem entrar no outro assunto, aquele que envolvia nós dois tendo sentimentos um sobre o outro, ainda que eu não soubesse como tratar os meus.
— Obrigado. — Edward assentiu. — Bella, ela precisa de um seguro médico, não só para emergências, mas caso precise realmente fazer a cirurgia para a retirada das amígdalas. Eu infelizmente não posso incluí-la no meu como minha dependente por questões jurídicas, mas faço questão de pagar um a ela, espero que você não veja problemas nisso, então, por favor...
— Você pode fazer o seguro — concordei, o que o pegou de surpresa. — Você está certo, ela precisa de um, para o bem dela e minha saúde mental. Eu não vou conseguir respirar em paz sabendo que ela pode ficar doente novamente e passar por tanta coisa como aconteceu essa madrugada, o seguro dará estabilidade e estrutura para ela, então sim, você pode pagar por isso se realmente quiser.
Edward sorriu, concordando com um aceno de cabeça.
— Vou deixá-la cozinhar em paz — Edward disse, se levantando.
— Edward? — o chamei antes dele sair, levantando também
— Sim? — Se voltou para mim.
— Nós ainda temos de conversar, sobre o outro assunto — murmurei. Ali, na cozinha de casa, quase no fim da tarde, tudo parecia muito diferente.
Eu tinha o beijado no hospital, mas não sabia o que fazer depois daquilo, nem sabia como ele continuava se sentindo. Era tudo uma grande confusão em minha mente.
Edward contornou a mesa, parando diante de mim, segurando em minha mão.
— Foi um dia longo Bella, nós podemos conversar sobre isso em um momento mais calmo, okay?
— Tá bom.
Edward levou sua mão livre até meu rosto, me levando para mais perto dele, enquanto se inclinava para mim. Seus lábios tocando no meu, então suas mãos foram até minha cintura, fazendo com que nossos corpos colidissem.
Eu era absurdamente baixa perto dele, mas aquilo parecia tão bom que nem a diferença de altura incomodou. Retribui o beijo, adorando não só a boca dele na minha, como a sensação de suas mãos em minha cintura, sendo que um dos lados da minha camisa estava levantado o suficiente para que ele estivesse em contato direto com a pele do meu quadril.
— Eu pensei que só conversaríamos depois — falei, ainda zonza com o beijo, sem me afastar dele que continuava me sustentando em seus braços.
— Conversar — Edward disse, distribuindo beijos no canto da minha boca e na mesma. — Beijar está liberado, eu simplesmente não posso ficar sem te beijar, isso é bom demais para que não aconteça — falou, fazendo com que eu sorrisse e voltasse a beijá-lo.
Eu tinha de concordar, era bom demais, nós poderíamos nos beijar mais um milhão de vezes antes da grande conversa séria e adulta que alguma hora teríamos de ter. Ser adulta era um saco, mas eu podia beijá-lo e isso era divertido.
Ouvimos Renesmee começar a tossir e, interrompemos o beijo, mas continuamos um nos braços do outro.
— Vou lá ficar com ela — Edward disse, colocando seu rosto em meu pescoço, dedicando sua boca aquela parte do meu corpo.
— Você deveria estar indo para a sala agora — murmurei quando ele beijou o ponto atrás da minha orelha, fazendo com que eu suspirasse. — Edward — gemi, enrolando meus dedos em seu cabelo.
— Isso não está ajudando muito — falou contra minha pele.
— Desculpe. — Nos afastei, normalizando minha respiração, eu sabia que minhas bochechas deveriam estar queimando de tão coradas. Edward afagou meu rosto, deslizando seus dedos sobre meus lábios e eu tive de me conter para não gemer novamente com aquilo. — Saia da minha cozinha, homem — ordenei, o fazendo rir do meu tom de voz lamuriante.
Edward tirou de suas mãos de mim e, eu o empurrei para fora da cozinha. Sorrindo como uma idiota quando ele se foi, mas o sorriso desapareceu quando pensei em James, como tudo aquilo acabou tão ruim, então apenas esperei que minha conversa com Edward tivesse bons resultados e, que nenhum afetasse negativamente Renesmee.
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