Amargo Lar

28 Capítulo Vinte e Sete — Bolo


Notas iniciais
Olá pessoas, um capítulo doce para vocês, espero que gostem ♥ Capítulo dedicado a maravilhosa Buverlita que sempre me emociona com suas palavras e que emocionou mais recomendando Amargo Lar :D

Isabella Swan

Eu estava aconchegada nos braços de Edward quando meu celular tocou indicando uma mensagem, ele soltou um resmungo, mantendo seu braço ao redor de mim impedindo que eu me mexesse. Nós estivemos em volta daquela bolha depois de tudo que tínhamos feito, ele tinha me vestindo em sua camisa e minha calcinha, enquanto colocava apenas sua cueca.

Sem duvida estar com ele ali foi a melhor parte do meu dia, eu não estava realmente planejando levá-lo ao sexo, ou parte disso, quando fui me encontrar com ele no hospital. Mas, queria que ficássemos um tempo juntos sozinhos e acabou sendo muito melhor do que o esperado.

Tudo que Edward tinha me feito sentir, eu simplesmente nunca tinha me sentindo daquela forma. James...Eu realmente gostava do sexo com ele, ou pensava gostar até estar com Edward.

Eram completos opostos, tão conflitantes que até um cego poderia ver as diferenças. James estava em busca do seu próprio prazer, pensando em si primeiro. Enquanto Edward cumpriu o que tinha dito, me dando, me colocando em primeiro lugar, mas não era como se eu estivesse sozinha, era louco, mas eu sabia que mesmo me proporcionando tanto prazer, ele estava contribuindo para o seu.

Eu não podia estar mais apaixonada por ele, antes era algo sentimental, obviamente ele era lindo e tudo mais, mas eu não estava tão ligada a isso. Aparentemente tudo mudou e, eu tomei plena consciência do seu corpo, da forma como o meu reagia ao dele e, tudo ganhou cor novamente.

Um colorido que eu pensei que nunca mais ia ter a oportunidade de ver.

— Eu preciso ver quem é, Edward — murmurei esticando-me até o celular jogado no chão junto com minha calça.

— Não, ou a realidade vai nos atingir.

— Desculpe, pode ser importante. — Soltei-me de seus braços, ganhando um biquinho dele, então pulei da cama, achando o celular, logo voltei para a cama, sendo difícil demais ignorar o corpo de Edward chamando pelo meu.

Ele levantou a coberta, deixando com que eu voltasse para debaixo dela e para seus braços. Desbloqueei a tela do celular, a foto de papel de parede chamando a atenção de Edward.

— Isso é doce — ele disse em meu ouvido, vendo uma foto dele e de Renesmee no Halloween ali.

— Não se gabe. — Lhe dei uma cotovelada de leve, ganhando uma risada baixa dele e um beijo na cabeça.

Abri a mensagem de Rosalie.

Rose: Levarei Ness de volta pra você em uma hora, ela realmente está detonando com Alec no vídeo game e, eu não posso perder a alegria dela agora. Poder feminino, garota! Por favor, você e esse ruivo ai estejam descentes quando chegarmos, eu não preciso ver vocês nus e ter pesadelos pelo resto da semana.

— Você contou a ela sobre ontem à noite? — Edward perguntou, lendo a mensagem.

— Aham, ela disse que nós fomos completamente descuidados e, que devemos manter uma porta de distância entre Renesmee e a gente quando decidirmos brincar de fabricar bebês.

— Fabricar bebês? — ele perguntou rindo. — Isso é como Rose chama sexo? Oh, Emmett está encrencado, eu finalmente terei algo para tirar sarro deles.

Ri, jogando o celular sobre a cama.

— Mas, ela está certa — falei, apoiando-me em seu peito nu. — Nós precisamos estar decentes quando Ness voltar para casa, ou nós iremos traumatizá-la para todo o sempre.

— Ainda temos uma hora, o que acha de um banho? — Edward perguntou. — Eu realmente preciso de um.

— Sim. — Mordi o lábio. — Você, água quente e espuma, isso é irrecusável — falei, já saindo da cama, sendo seguida por Edward. Peguei toalhas limpas para nós dois no armário, então fomos até o banheiro.

Edward puxou a camisa dele que eu usava para fora do meu corpo, ficar nua na frente dele ainda era constrangedor, mas não era como se ele já não tivesse visto e provado de tudo. Um sorriso provocador brincando em seus lábios quando ele deslizou a calcinha para longe de mim, então devolvi a provocação arrancando sua cueca, colocando meu corpo perto do dele quando me inclinei para ligar o registro do chuveiro, a água quente deslizando sobre nós dois.

Os braços dele me envolveram, enquanto ele fechava os olhos, sentindo a água sobre si. Eu o apreciei naquele momento, a forma como seu rosto era marcado, a barba devidamente aparada, seu cabelo comprido caindo sobre sua testa por conta da água.

Sim, era impossível que eu conseguisse aumentar ainda mais a carga dos meus sentimentos por Edward. Eu já estava perdidamente apaixonada por tudo nele.

— Pare de me encarar Bella, eu me sinto em Psicose — ele disse, fazendo com que eu risse. Apoiei minha testa em seu peito, sentindo o corpo de Edward por todo o lado. — Okay, vamos começar com isso antes que a gente acabe com a água mundial. — Edward desligou o chuveiro e senti falta imediata da água quente. — Claro que você tem shampoo de morango — falou revirando os frascos de shampoo e sabonetes ali.

Ele despejou um pouco em sua mão, então levou o liquido até meu cabelo, o esfregando em meu couro cabeludo. Eu gemi uma ou duas vezes, ganhando mais sorrisos provocadores dele com isso.

Peguei o shampoo quando ele terminou, esticando-me para seus cabelos também.

— Você precisa cortá-los?

— Sim — Edward concordou, segurando na base das minhas costas para que eu não caísse. — Você pode cuidar disso?

— Definitivamente não — respondi, negando com um aceno de cabeça. — Eu seria capaz de arrancar sua orelha, no mínimo.

Continuei massageando sua cabeça, o cheiro de morangos inebriando o banheiro.

— Deus, isso é tão bom, eu estou apaixonado por suas mãos. — Ele me puxou para mais perto, o suficiente para que eu sentisse sua ereção. Liguei o registro do chuveiro, a água caindo sobre nós, mas a ducha era pequena demais para nos livrar perfeitamente do shampoo, então Edward nos trocou de lugar, deixando com que eu cuidasse daquilo primeiro, então foi a vez dele.

Ele estava de costas para mim, então peguei sabonete e despejei na esponja, começando a passá-la em suas costas. Ele tinha ombros largos e, algumas pintas por toda sua costa e, uma cicatriz perto das costelas.

— O que é isso? — perguntei tocando ali.

— Marca do acidente — murmurou. — Apenas um corte com o vidro, mas o suficiente para a cicatriz não desaparecer.

Passei a mão sobre a fina linha, então continuei a ensaboá-lo, o colocando de frente para mim. Esfregando seu peito e barriga, onde uma nova cicatriz existia, mas aquela eu tinha ideia sobre o que se tratava.

— Apendicite? — perguntei, tentando ignorar sua ereção, mesmo que isso não fosse fácil.

— Sim, eu tinha dez anos.

Foi a vez dele de começar a me ensaboar e, eu fui fraca demais gemendo em suas mãos quando elas entraram em contato com meu corpo. Ele aproveitou aquilo, claro, tocando em meus seios e em todo o resto como se estivesse descobrindo um mundo novo.

Querendo vingança, levei minha mão até seu pau, começando a masturbá-lo ali mesmo. Edward soltou uma série de palavrões baixos, enquanto me colocava contra a parede, sua cabeça pendendo para a frente, mas suas mãos nunca parando de trabalhar em mim, a esponja esquecida em algum lugar aos nossos pés.

Ele estava beijando e mordendo meu pescoço, suas mãos dividas entre meus seios e minha boceta, quando gozou em minhas mãos. Sussurrando meu nome em minha pele molhada, me beijando de forma mais intensa, antes de voltar a sua atenção ao que estava fazendo lá embaixo.

Colocou dois dedos dentro de mim de uma só vez, fazendo com que eu praticamente desfalecesse ali mesmo. Com a mão que antes estimulava meus seios, ele me manteve em pé, trazendo sua boca do meu pescoço para meus lábios, enquanto metia em mim rapidamente, o que me fazia arranhar suas costas com minhas unhas curtas, enquanto rebolava para ele.

Quando atingi mais um orgasmo aquela noite, a água já estava ficando fria por toda nossa imprudência. Edward recuperou a esponja, então voltamos a nos limpar, focando apenas nisso daquela vez.

Ele saiu do box primeiro, enrolando uma toalha em sua cintura, enquanto me enrolava na outra. Eu já estava morrendo de frio, então agradeci quando suas mãos, com dedos longos demais para minha sanidade, esfregaram meus braços.

— Tudo bem? — ele perguntou.

— Sim — concordei, seguindo com ele para meu quarto.

Rapidamente sequei meu corpo, enfiando-me em calcinha e sutiã, uma calça moletom e uma regata. Edward estava na beira da cama, ainda na toalha, apenas olhando para mim com um sorriso bobo no rosto.

— Você precisa de roupas, não é?

— Sim, mas eu acho que nenhuma sua caberá em mim — ele falou brincando, quando me livrei da toalha que usei e passei rapidamente um pente pelos cabelos molhados. — No entanto, eu tenho roupas extras no carro, você pode ir até lá buscar para mim?

— Por que você tem roupas extras no carro? — perguntei, pegando a calça jeans dele de antes e pegando as chaves do carro de lá, onde ele tinha guardado quando chegamos.

— Emergências, nunca se sabe quando uma morena vai pedir que eu passe a noite. — Piscou para mim. — Está no porta malas, uma mochila.

— Okay. — Sai do quarto, então de casa, depois de me envolver em meu casaco para enfrentar o frio lá fora. Voltei rapidamente para dentro, deixando a mochila com ele, então saindo do quarto para lhe dar um momento sozinho, eu estava migrando para a cozinha, morrendo de fome, quando batidas na porta e risadas chegaram até mim, checando o horário vi que já era Rose com Ness.

— Olá! — Saudei quando abri a porta, elas estavam com Alec, parecendo muito emburrado do lado da minha irmã. — O que foi baixinho? — perguntei a ele, quando os três entravam, Renesmee riu e, Rose segurou uma risada, ajudando Ness a tirar seu casaco e entregando sua mochila a ela.

— Nessie ganhou de mim, duas vezes! — Alec protestou quando chegamos a sala. — Isso é injusto, tia Bella.

Eu adorava como ele facilmente me chamava de tia, mesmo que eu tivesse surgido em sua vida a pouco tempo. Da mesma forma que Jane não chorava ao vir para meu colo e, gostava de puxar meu cabelo.

— Oh, sinto muito, mas ela é boa demais. — Pisquei para Ness, que sorriu para mim, ela e Alec sentaram no sofá, discutindo o jogo.

— Aqui. — Rose estendeu uma vasilha com o que parecia lasanha dentro.

— Ah, você me trouxe comida? Eu te amo! — exclamei, sentindo meu estômago revirar.

— Fale baixo, ou as pessoas vão pensar que eu sou boa. — Ri, pegando a vasilha da mão dela. — Onde está seu homem?

— Cala a boca! — Corei. — Lá em cima — respondi por fim.

— Fiquem ai crianças, tentem não se matar! — Rose gritou para Ness e Alec, segurando em meu cotovelo e me arrastando para a cozinha, coloquei a comida sobre a mesa e, me virei para ela. — Então, cabelo molhado, cara corada, olhos brilhantes. Isabella Swan foi bem fodida? — Rose perguntou sorrindo maliciosamente, fazendo com que eu me engasgasse com a própria saliva.

— Você e Alice não tem filtro algum — falei depois de receber tapinhas em minhas costas para a tosse passar. — Mas sim, não sexo completo, mas tivemos um bom momento.

— Eu me sinto como um cupido! — Rose exclamou convencida. — O nome da sua filha terá de ser Rosalie.

— Em seus sonhos. — Bufei. — E esperar que a menina seja como você dona da verdade? Já tenho Edward e Renesmee, não preciso de mais uma pessoa sendo tão sabichona assim. — Calei a boca, me tocando que eu estava até mesmo pensando em filhos com Edward.

Rosalie apenas riu, preferindo não comentar meu devaneio.

— Obrigada por ficar com Ness — agradeci por fim, naquela tarde no almoço, quando me encontrei com ela, contei para Rose sobre meu encontro no sábado, então o flagra de Renesmee no domingo, ela riu da minha cara por dez minutos, então disse que levaria a garota com ela para casa depois da aula de balé, para que Edward e eu pudéssemos ter um tempo.

Bom, talvez eu realmente devesse nomear o bebê imaginário em minha mente de Rosalie.

— Não há de quê. — Rose voltou-se para a porta da cozinha quando ouvirmos alguém entrando, era Edward. Em Jeans e camiseta, eu definitivamente preferia a versão sem roupas dele. — Cabelos molhados, né? — Rose cantarolou. — Vocês nem se dão ao trabalho de esconder. Já vai para casa, vizinho?

— Não, vou dormir aqui — Edward respondeu contente. — Você pode checar vovô para mim?

— Já fizemos isso, Ness e eu, ela estava animada demais por sair da quarentena da gripe e foi visitá-lo. Está tudo bem, você pode ficar aqui com sua namorada e aproveitar o chuveiro dela, não se esqueçam que a primeira filha de vocês deve se chamar Rosalie.

— Eu nunca nomearia minha filha de Rosalie, para ela acabar como você? — Eu não consegui conter o sorriso idiota em meu rosto ao ver Edward e eu combinando com aquilo, mesmo que nós dois soubéssemos que bebês e casamentos não estavam mesmo nos planos, pelo menos não estavam até o dia anterior.

— Okay, mas se eu não for a madrinha de casamento, vocês terão de lidar com minha fúria e não vão querer isso. — Ela começou a rumar para fora da cozinha e, fui atrás, Edward distraindo-se com a lasanha que ganhamos.

Alec e Rosalie se despediram, então saíram, com o menino implorando que Ness não contasse a ninguém sobre sua vitória no vídeo game. Claramente ela contaria, para desespero dele.

— Eddye vai dormir aqui mesmo? — Renesmee perguntou quando eles foram embora, o rosto preso em uma expressão empolgada.

— Vai sim — confirmei. — Você já jantou?

— Sim, tia Rose fez lasanha — respondeu.

— Eu vou jantar com Edward, pode ir se arrumar para dormir quanto isso, nós estaremos lá em cima com você em breve.

Renesmee concordou, ela já estava nas escadas logo depois que acabei de falar, mas parou no meio dessas e se voltou para mim. Eu fui atingida pela semelhança das posições, era como a noite que Renée foi embora, então lágrimas salpicaram meus olhos, mas as ignorei.

— Bells?

— Sim? — perguntei baixinho.

— Eu te amo muuuito! — ela exclamou.

Eu sorri, as lágrimas desaparecendo. E, diferente de Renée, eu não passei por aquela porta, subi as escadas e fui até Renesmee, a abraçando e beijando.

***

Edward e eu colocamos Renesmee para dormir depois que jantamos, ambos famintos, concentrados apenas na maravilhosa lasanha de Rosalie. Talvez eu tivesse uma ideia melhor e, devesse ter bebês dela, pelo menos eu sabia que os genes dela eram bons.

Renesmee não demorou nada para dormir, sem nem dar tempo de Edward e eu lermos uma página sequer de Pollyanna aquela noite. Certamente cansada depois de voltar a escola e as aulas de balé e, de ter passado o resto do dia brincando com Alec.

— Você ainda tem a sua escova de dente da semana passada aqui — falei para Edward quando entramos no banheiro novamente, eu queria arrastá-lo para o box, mas não era mais seguro com Ness em casa.

— Então você estava guardando minha escova de dente? — provou, apenas o ignorei, começando a escovar meus dentes, ele fez o mesmo tomando sua escova, sem tirar os olhos do meu reflexo no espelho.

— O que foi? — perguntei confusa com ele segurando em meu braço quando eu estava prestes a deixar o banheiro.

— Só fique ao meu lado por um momento — ele pediu em um tom de voz baixo, envolvendo minha cintura com seu braço, olhando para nós dois refletidos no espelho.

Ele era absurdamente alto comparado a mim, mas nós parecíamos nos encaixar. Edward ruivo, olhos claros, todo cheio de luz. Enquanto eu tinha cabelos e olhos escuros. Tão diferentes, mas ainda assim funcionando juntos, como nunca pensei que daria certo.

— Isso parece bom para você? — perguntou por fim.

— Sim — respondi, ainda observando nós dois lado a lado. — Muito bom na verdade. — Apoiei minha cabeça em seu peito, vendo meu reflexo fazer o mesmo.

Parecia outra Bella ali, da última vez que me observei com detalhes na frente daquele mesmo espelho foi quando James tinha me espancado. Então, eu estava ali, a pele intacta, coberta apenas pelos beijos e afagos de Edward de mais cedo aquele dia.

— Vem, vamos dormir — Edward sussurrou, me conduzindo para fora do banheiro.

Eu entrei em meu quarto, então ele foi até o de Nessie mais uma vez checar se ela estava bem. Quando foi para meu quarto, se uniu a mim na cama, livrando-se das roupas ficando apenas de cueca, enquanto eu já estava apenas em minha calcinha e regata, livre do sutiã e da calça.

Edward pareceu gostar daquilo, mas nós apenas nos colocamos um nos braços do outro e, ele cantou I Want To Hold Your Hand para que eu dormisse, o que logo aconteceu. Aquela, sem duvida, se tornando uma das minhas noites preferidas.

Nós acordamos estupidamente atrasados no dia seguinte, meu despertador não tocou e, o celular de Edward estava sem bateria. Ele teria de trabalhar aquela manhã também, então tivemos de dispensar mais um banho juntos, enquanto eu preparava o café, para depois ir tomar o meu e, deixar Edward se arrumando e, enquanto eu ia me arrumar, ele ia acordar e cuidar de Ness.

Saímos as pressas de casa, Renesmee e eu mau humoradas demais para acompanhar Edward contente aquela manhã. Nós duas não éramos nada matinais, ele teria de lidar com aquilo.

— Estamos atrasadas, Bells — Ness disse da picape, estava tarde demais para que Edward a deixasse na escola e me levasse para o trabalho, enquanto Edward e eu nos beijávamos da calçada. — Por que vocês se beijam? Isso é nojento! — ela afirmou quando Edward e eu nos afastamos.

— Você vai entender quando for mais velha — falei para ela, pegando minha bolsa de Edward, que tinha deixado em seu carro no dia anterior.

— Eu não vou ter um namorado — Nessie fez uma careta.

Edward sorriu ainda mais aquela manhã ao ouvir aquilo.

— Não se iluda, ela só tem dez anos, em quatro anos já vai ter mudado de ideia — falei para ele, seu sorriso morrendo rapidamente.

— Okay, posso lidar com isso daqui a quatro anos — resmungou. — Até mais tarde, Ariel, vou buscá-la na escola, okay? — Ele beijou a bochecha dela, já sentada em seu lugar na picape, então beijou minha têmpora, correndo até seu carro.

— Bells, eu vou ter um namorado? — Ariel perguntou com uma careta quando me uni a ela na picape.

— Daqui a muitos anos, eu espero, para minha sanidade e da de Edward — falei.

— Eca, eu não quero beijar! — Ela entortou ainda mais o rosto, afaguei seu braço, Edward não era o único querendo mantê-la como a doce Renesmee de dez anos para sempre. Mas, eu só podia esperar que Nessie tivesse um namorado bom no futuro, alguém que realmente a merecesse.

***

Eu estacionei a picape na frente de casa no fim do dia poucos segundos antes de Edward estacionar o dele, mas para minha surpresa, quem deixou o banco do motorista foi Jasper. Renesmee saiu do banco de trás e Edward do carona, os três rindo.

— Olá priminha! — Jasper me saudou, eu rolei os olhos, mas sem conseguir deixar de sorrir para o apelido.

— Oi, linda! — Edward beijou minha bochecha.

— Vocês vão ficar pra jantar com a gente? — perguntei a ele, vendo Ness e Jasper recostados no carro de Edward.

— Não. — Edward fez uma careta. — Ariel e eu estivemos na casa de tia Esme de tarde, então Jasper me convocou para uma noite de garotos. — Bufou. — Ou seja, ele e vovô vão ficar vendo filmes de guerra, enquanto eu fico entediado com todo aquele sangue, como se já não visse o suficiente no trabalho.

— Sinto muito por você. — Ri. — Mas tudo bem, Ness e eu teremos uma noite de garotas também. — Comecei a planejar algo. — Te vejo na quinta?

— Sim. — Edward se inclinou para me beijar. — Vai ser o plantão mais longo da minha vida, odeio isso.

— E eu estarei sozinha na minha cama — provoquei, o fazendo gemer baixinho em meu ouvido.

— Ei vocês dois! — Jasper gritou quando voltei a beijar Edward, nós olhamos para ele, que cobria os olhos de Renesmee. — Tem uma criança aqui. — Apontou para ela. — Procurem um quarto.

— Por que eles tem que procurar um quarto? — Renesmee perguntou inocentemente ainda de olhos tapados.

— Valeu Jazz — Edward resmungou.

Edward me beijou mais uma vez antes de se afastar, ele disse tchau para Ness, eu mandei Jasper tomar conta do meu namorado, então eles foram embora.

Renesmee e eu jantamos, então reuni todos os esmaltes que eu tinha para brincarmos um pouco, ela estava pintando as unhas dos meus pés de cores diferentes, quando anunciou.

— Vai ser o aniversário da Lucy no domingo, eu posso ir?

— Claro — concordei. — Não vai ser festa do pijama, né?

— Não, vai ser de manhã.

— Okay, então.

— Tia Kate disse que você pode ir também — Renesmee falou contente. — E que pode levar o Eddye. — Eu tinha conhecido Kate um tempo atrás, quando fui deixar Ness na escola e ela apresentou Lucy a mim, então a mãe dessa.

— Você gosta que Edward e eu estejamos juntos? — perguntei com cautela.

— Sim! — Ness exclamou empolgada. — Eu amo vocês dois!

Eu sorri, notando o que ela tinha dito.

— Você ama Edward? — Ela me olhou, desviando o olhar das minhas unhas coloridas.

— Amo — sussurrou.

— Deixe-o saber disso, okay? — falei, sabendo como ele ficaria louco de felicidade quando Renesmee dissesse que o amava.

***

Quarta-feira só se tornou um dia bom de noite quando Renesmee e eu seguimos para a casa de Edward para fazer o jantar do senhor Masen, bom pelo menos para mim, a pequena tinha tido sua aula de balé e ficado com Esme até que eu terminasse de trabalhar. Edward e eu tínhamos nos falado por alguns minutos durante meu horário de almoço, ele estava tendo um dia cheio no hospital.

Na quinta-feira o dia já começou agitado demais quando Ângela falou para Rosalie e eu que teria uma bela reunião escolar na sexta-feira, só que de noite. Eu fiquei na mesma hora irritada por isso, que droga era aquela de ter que fazer uma reunião de noite? E, para completar ainda era algo como uma festa para as mães, pois todo mundo tinha que levar alguma comida.

— O que você vai fazer? — Rose me perguntou no horário do almoço na quinta, enquanto ignorávamos Alice e Jasper dividindo um sanduiche com sons eróticos de trilha sonora a cada mordida deles.

— Algum bolo ou algo assim. — Dei de ombros. — Ei Jasper, procurem um quarto, tem uma criança aqui! — Apontei para Jane no colo de Rose.

Renesmee e eu chegamos a casa de Edward naquele dia antes dele, senhor Masen — que ainda tinha sua bengala decorada com adesivos da Barbie —, e minha irmã logo se distraíram vendo televisão. De alguma forma louca ele não reclamava dos desenhos animados dela, fui prepara algo simples para o jantar, logo voltando minha atenção para o bolo que eu teria de levar a reunião na noite seguinte.

Eu estava fazendo a cobertura, com muito chocolate, quando senti mãos em minha cintura e um beijo em minha nuca livre por conta do coque que usava. Gemi baixinho, Edward deslizando suas mãos para dentro da minha camiseta, ficando mais perto.

— Eu senti sua falta — sussurrei, ganhando mais um beijo em minha nuca.

— Eu também. — Ele colocou beijos em meu ombro, suas mãos chegando em meus seios cobertos pelo sutiã.

— Renesmee e seu avô estão no cômodo ao lado — lembrei com a voz trêmula.

Virei de frente para ele, tomando cuidado para que minhas mãos sujas de chocolate não o sujassem.

— Olá Doutor Masen — cantarolei sorrindo.

— Por que você está coberta de chocolate? É um tipo novo de provocação? — perguntou observando minhas mãos, antes que eu pudesse responder ele lambeu o chocolate da palma de uma delas, os olhos verdes fixos nos meus.

— Ah Edward. — Ele riu comigo arfando.

— Desculpe — pediu, lambendo os lábios e se afastando um pouco de mim. — Oh, você está fazendo um bolo? — perguntou notando a bagunça que eu tinha deixado sua cozinha.

— Sim, desculpe a confusão — falei. — É que vai ter essa reunião na escola de Nessie amanhã e, aparentemente é um jeito de confraternizar também porque todos devem levar algo para comer. — Bufei.

— Quer que eu vá com você? — ele perguntou.

— Não — neguei. — Alguém tem que ficar com Renesmee e, aquilo promete ser a maior chatice da semana, quer dizer, depois de ter ficado dois dias sem você por perto, Doutor Masen.

— Posso colocar meu jaleco agora mesmo se você quiser — brincou, eu ri e o mandei para fora da cozinha, tendo que terminar de fazer o bolo.

Nós quatro jantamos entre risos e conversas, Edward voltou cheio de histórias do hospital, Ness tinha as delas e Senhor Masen e eu estávamos discutindo sobre a segunda guerra mundial. Edward depois do jantar se voluntariou a ir deixar Ness e eu em casa, mas ele estava claramente exausto do plantão, então dispensei isso.

Na sexta-feira Rosalie e eu estávamos entediantemente sentadas lado a lado em carteiras escolares, ouvindo Ângela falar sobre os alunos, a escola e alguns eventos e provas. Nós duas também estávamos irritadas, porque Emm, Edward, Alec e Renesmee tinham aproveitado a tarde e a noite livres para dirigirem até Port Angeles para verem algum filme no cinema, enquanto Alice tinha levado Jane consigo e Jasper para a casa de Esme.

Todos aparentemente estavam se divertindo, menos nós duas. Quis quebrar os óculos de Ângela por ter marcado aquela reunião em plena sexta-feira.

— Emmett é um idiota, olha só o que ele mandou para me causar inveja. — Rose virou a tela do seu celular para mim, depois da reunião, quando todos se reuniam para comer tudo que tinha sido levado.

Era uma foto de Emmett, com Alec, Ness e Edward patinando no gelo. Eu os invejei também, entendendo o lado de Rose.

— Bella! — Kate se aproximou da gente, com um pedaço do meu bolo em mãos, ela era alta, com olhos azulados e cabelos claramente pintados de loiros. — Foi você quem fez essa maravilha? — Gesticulou para o bolo.

— Sim — respondi constrangida com o elogio. — Está realmente bom?

— Bom? É como comer um pedaço do céu! — Kate disse empolgada. — Eu preciso de você, Bella.

— Ela já tem um namorado — Rose disse.

— Oh sim, eu aceito perdê-la nesse quesito — Kate brincou. — Mas só se você fizer o bolo de aniversário de Lucy, a confeiteira que ia fazer deu pra trás de última hora, eu posso contar com você, Bella?

— Está brincando, né? — Arregalei os olhos. — Kate, nem pensar, eu não posso fazer um bolo de aniversário.

— Mas você fez o da Esme — Rose falou.

— Totalmente diferente — afirmei. — Era apenas um bolo pequeno para os Cullen, não para uma festa como vai ser o aniversário de Lucy. — Renesmee não parava de falar naquela festa nos últimos dias, como Lucy tinha convidado a turma inteira e, vários outros amigos, o que levaria pais e familiares a casa dos Denali também.

— Bella, você só precisa fazer um bolo desse em tamanho maior — Kate insistiu. — Com algum glacê cor de rosa, ou algo assim. É o aniversário de dez anos de Lucy, eu não posso deixá-la sem um bolo e, o seu é definitivamente o melhor da cidade. Eu juro, se eu fosse tentar fazer um bolo iria estar tudo arruinado. Vou te pagar é claro, você pode até ir cozinhar lá em casa se quiser.

— Kate, não, eu não posso lidar com isso — murmurei.

— Você está sendo boba, Isabella! — Rosalie exclamou. — Seu bolo é incrível, você pode sim fazer o de aniversário da Lucy. Além do mais, vai ganhar algo com isso, mais dinheiro, você pode até tirar um dia de folga do restaurante com a grana extra.

— Então, o que me diz? — Kate indagou hesitante.

Olhei para Rose, que fez um sinal de positivo para mim.

— Tudo bem — concordei. — Eu faço o bolo.

Notas finais
Vejo vocês nos comentários, beijos! Lola Royal. 19.08.16