Amargo Lar

41 Capítulo Quarenta — Doce


Notas iniciais
Okay, respira fundo. É mesmo o último capítulo, people. Ainda teremos o epílogo que *surpresa* será narrado pela Ariel, mas, estamos no fim da história e meu coração tá apertadinho com isso. Vou deixar os agradecimentos gerais pro epílogo, ainda não tô pronta para dizer adeus a AL. Capítulo super recomendando a thaharuno e Nadii que recomendaram, muito obrigada por todo o carinho! :D Agora, boa leitura! ♥

Edward Masen

Eu odiava apenas duas pessoas. O cara que bebeu e bateu no carro dos meus pais aquela noite de dezembro e, James. Mas, o homem que causou o acidente dos meus pais, morreu dois dias depois, vitima de sua própria irresponsabilidade, então na Terra, vivo, só restava James para odiar e, eu o odiava para valer.

Se ele não estivesse preso e, tivesse cruzado meu caminho, eu teria o matado com minhas próprias mãos. Em minha mente, eu ainda lembrava com exatidão de Bella machucada em minha cama, de Bella fragilizada, do choro de Renesmee com medo. Por isso odiava James e, eu continuaria o odiando pelo resto da minha vida.

Ainda assim, eu não podia deixá-lo passar. Foi como entendi porque Bella precisou vê-lo, algumas coisas precisam de um final definitivo.

Quando ela seguiu até a sala do delegado, indo falar com ele sobre todo o caos daquela noite e, sobre quando James a agrediu. Eu pedi para visitá-lo, fui levado para a sala de visitas onde Bella esteve antes, para onde trouxeram James.

Era um homem alto, mas parecia incrivelmente fraco. Com certeza tinha bebido e, eu sabia como drogas deixavam uma pessoa e, ele certamente também tinha influência de drogas pesadas.

Ele era repulsivo, mais nojento impossível.

O policial o largou ali, sobre uma cadeira velha, saindo da sala. Enquanto um algemado James, quase caia no chão, mal conseguindo manter seus olhos abertos.

— Você é um advogado, cara? — me perguntou, a voz arrastada. Completamente bêbado, ele cheirava de um jeito extremamente enjoativo.

— Não. — Cruzei os braços. — Sou o namorado de Isabella!

James me encarou, rindo em seguida.

— Claro, ela arranjou alguém para fodê-la.

Foi quando todo o ódio explodiu dentro de mim, agarrei James pelo colarinho de sua camisa, o chocando contra a parede. Com as mãos algemadas, ele não teve como se defender.

— Seu filho da puta, covarde. Eu devia matá-lo! — Soquei sua boca, conseguindo fazer com que ele sangrasse, minha mão latejava, mas eu pouco me importava. — Nunca mais vai chegar perto de Bella, entendeu? Você sequer tem o direito de pensar nela. — O joguei no chão, então chutei-o da mesma forma que ele tinha feito com ela, sentindo lágrimas em meus olhos. — Espero que você tenha uma vida deplorável daqui pra frente. — Cuspi nele, saindo da sala, o deixando gemendo de dor no chão.

— Ele está muito quebrado? — o policial perguntou.

— Vai sobreviver, infelizmente. — Balancei minha mão dolorida.

— Pode ir, nós cuidaremos dele — o homem disse, concordando, sabendo que a policia não se importaria como eu tinha deixado James, segui para fora da delegacia. O frio da madrugada me atingindo em cheio. Bella estava recostada em meu carro, me observando com muita atenção.

— O que você fez, Edward? — perguntou quando cheguei até ela.

— Eu também precisava vê-lo.

Bella simplesmente assentiu, enfiando sua mão no bolso da minha calça e tirando as chaves do carro de lá. Eu segui até o banco do carona, a deixando na direção. Nós fomos em silêncio para casa, ela parecia séria demais e, eu tinha medo de como aquilo iria afetá-la.

Estávamos indo tão bem, eu não queria retroceder.

— Tire isso tudo. — Apontou para minhas roupas quando chegamos ao nosso quarto, começando a tirar suas roupas também.

— Bella? — perguntei confuso.

Ela foi até o armário, voltando com uma sacola de loja vazia de lá, enfiando suas roupas ali, então tirando minhas roupas também.

— Bella?

— Não quero nada dele aqui, nada — afirmou. — Ele está finalmente fora do meu caminho, do nosso caminho. Quero qualquer coisa que tenha ficado milimetricamente perto dele, longe da gente, longe de toda podridão que ele tem.

Os olhos dela estavam cheios de lágrimas, então terminei de tirar minhas roupas e sapatos, os colocando na sacola com as dela.

— Vem, vamos tomar um banho. — A puxei para o banheiro.

A água quente nos acalmou, eu abracei Bella, deixando o corpo nu dela se moldar ao meu e, ficamos assim por um bom tempo. Até que eu tomasse um pouco de seu shampoo, deixando o cheiro de morango invadir o banheiro e, comecei a ensaboar seus cabelos, vendo-a com um pequeno sorriso no rosto enquanto eu fazia isso.

Depois de tirar o shampoo, eu a beijei, com o calor da água nos envolvendo. Bella me puxou para mais perto, gemendo em meus lábios e, a partir dali, eu sabia que seria apenas nós dois.

***

Estava saindo do trabalho quando Bella me ligou, ela parecia agitada e, eu podia ouvir as vozes de tia Esme e Jasper ao fundo. E, minha tia gritando algum palavrão para Jasper, o que imediatamente me fez rir.

— Amor? Você pode buscar Renesmee mais cedo hoje? — ela me perguntou apressadamente. — Ângela acabou de me avisar sobre as aulas só irem até o horário do almoço, algo que realmente não entendi. Mas, eu não posso ir até lá falar com ela, está uma loucura aqui pela inauguração amanhã. Sua tia já deve ter chamado uma dúzia de palavrões só nos últimos cinco minutos. E, eu juro que tem farinha até em meu pé — resmungou, eu ri.

— Se acalme, estou indo buscá-la. Boa sorte por ai, Esme chamando palavrão é uma coisa não muito bonita de se ver.

— Oh deus, sim, ela parece um demônio. — Bella riu e, tia Esme gritou algo com ela. — Estou brincando, estou brincando — Bella disse para minha tia. — Okay, vá buscar Renesmee, Edward, até mais tarde, você faz o jantar! — Desligou.

Entrei em meu carro, dirigindo até a escola de Renesmee.

Assim que entrei na escola, notei uma movimentação diferente em direção a quadra de esportes, tinha até música tocando. Eu não fazia ideia do que estava acontecendo.

— Oi Eddye, vamos! — Renesmee me encontrou, olhando para seus próprios pés.

— Hey, o que está acontecendo, Ariel? — A detive de continuar andando.

— Nada — murmurou com a voz trêmula.

— Renesmee, o que está acontecendo? — perguntei mais uma vez, ajoelhando-me diante dela, fazendo com que ela olhasse para mim.

— É o dia do Papai na Escola — revirou os olhos ao falar aquilo, parecendo muito com Bella com o gesto. — Podemos ir agora?

— Espere, você ainda tem mais o que falar, não é?

— Não — mentiu.

— Renesmee! — pressionei. — Por que você não falou sobre isso para Bella e eu antes?

— A filha da Sue, Leah, disse que eu não ia poder participar, porque não tenho um pai. Então, eu não contei para vocês.

E, nós não sabíamos disso porque Rosalie e Emmett tinham viajado com as crianças em mini férias, desde o fim de semana passado e, só voltariam naquela noite. Senti falta dos McCarty, eles sempre eram de muita ajuda.

— Bom, espero que essa seja a última vez que você escute conselhos de Leah — falei para Renesmee. — Você sempre tem de contar tudo para Bella e eu, entendeu? Nós somos uma família, precisamos saber o que acontece com você na escola.

— Okay, nós podemos ir agora? — perguntou ansiosa para dar o fora dali.

Olhei por cima de sua cabeça, vendo a movimentação na quadra de esportes.

— Ariel, eu sei que não sou seu pai. — Seus olhos castanhos avaliaram meu rosto quando disse aquilo. — Mas acho que ninguém me expulsaria se eu participasse do evento com você.

Os seus olhos se arregalaram e, Renesmee olhou para trás, vendo também a quadra de esportes cheia.

— Sério? — Se voltou para mim.

— Sério, querida. — Toquei no medalhão em seu pescoço, ela tinha colocado ali uma pequena foto de nós dois, com Bella, vovô e Marley no Natal. — Mas, só se você quiser, claro.

Renesmee sorriu, tentou esconder o sorriso, exatamente como no dia em que nos conhecemos, mas acabou sorrindo de vez, sem se importar em reprimi-lo.

— Acho que podemos fazer isso — falou por fim.

Foi minha vez de sorrir, dando um beijo na bochecha dela. Então, coloquei-me de pé e, segurando em sua mão a guiei até onde todos estavam reunidos.

Nos levei para onde Ângela estava, conversando com alguns pais, aparentemente não sobre algum filme israelense, ou eles estariam dormindo.

— Oi Edward! — me cumprimentou surpresa.

— Ângela, você podia ter nos falado sobre essa festa antes, não é? Bella esteve em suas reuniões, você não a deixou saber disso. — Peguei o bloquinho da mão dela, onde tinha uma cartela de adesivos.

Escrevi meu nome no campo pai e o de Ariel no campo filha, então repeti o processo em mais um adesivo. Colei um em minha roupa, então dei o outro para Renesmee, que ainda sorrindo colou em sua roupa.

— Vamos, querida, aparentemente temos muito o que fazer por aqui. — Levei Ariel até onde Garrett estava com Lucy.

Estava acontecendo muitos jogos ali e, oficinas de artes também. Renesmee e eu fomos ao máximo possível de todas elas e, eu me vi tão animado com tudo aquilo quanto ela. Nós riamos, brincávamos, fazíamos cara feia quando perdíamos algo e, no fim do dia eu sabia que poderia reviver cada momento com ela mais um milhão de vezes que não me cansaria.

— Então o Eddye e eu ganhamos a corrida de Leah e do pai dela! — Ariel contou animada para Bella e vovô aquela noite, enquanto jantávamos pizza, para finalizar o dia com o pé direito, até vovô tinha recebido a permissão de comer também.

— Isso deve ter sido tão divertido — Bella disse sorrindo, afagando o rosto empolgado de Renesmee.

— Foi, muito, muito, muito divertido! — Ariel afirmou. — Edward foi o melhor! — Ela sorriu para mim.

— Tenho certeza de que ele foi. — Bella piscou para mim. — Querida, por que não deixa Edward ir te colocar na cama? Eu vou arrumar essa bagunça e ajudar o senhor Masen a chegar ao quarto dele.

— Não preciso de ajuda — vovô resmungou, afagando o pelo de Marley deitado em seu colo.

— Vamos não seja teimoso, senhor Masen! — Bella riu. — Boa noite, pequena. — Beijou a cabeça de Renesmee, indo ajudar vovô a chegar ao quarto dele, com nosso cachorro os seguindo.

— Venha, bailarina, vamos escovar seus belos dentes.

Renesmee e eu seguimos até o banheiro do segundo andar que ela usava e, enquanto ela escovava os dentes, não parava de falar sobre nossa incrível tarde na escola. Com ela enfiada em seus pijamas da Barbie que tinha ganhado de Rosalie no Natal, eu a coloquei na cama, regulando o aquecedor e a cobrindo para que não sentisse frio algum.

Nós nos dividimos na leitura de Pollyanna, o livro estava quase acabando e, Renesmee queria que ele durasse para sempre, então estávamos lendo aos poucos para que não acabasse tão rápido.

— Eddye? — ela me chamou no meio da leitura que eu fazia.

— Sim, querida?

— Eu estou contente — falou, abrindo seus olhos, já sonolenta.

— Estou contente que você esteja contente, Ariel. — Afaguei seus cabelos.

— E-Eu — gaguejou. — Sei que você não é meu pai — tomou impulso em sua fala. — Mas se pudesse escolher iria querer que você fosse.

Senti meus olhos ficarem instantaneamente cheios de lágrimas com o que a garotinha disse. Marquei a página no livro, então o fechei, colocando sobre a mesinha ao lado da cama.

— E eu queria que você fosse minha filha, Ariel — falei, sentindo minha voz trêmula. — Na verdade, eu já a vejo como minha filha, querida. Nós não temos o mesmo sangue, você não tem meu sobrenome, mas saiba que eu a amo muito mesmo assim.

— Também te amo, Eddye. — Ela me abraçou, seu perfume de baunilha me fazendo sentir em casa, em um lar. — Eu te amo muito, você pode ser meu pai em todos os outros dias do Papai na Escola?

— Eu serei Ariel, em todos eles e em todos os dias, mesmo que não seja o dia do Papai na Escola — prometi, estendendo meu mindinho para ela, que entrelaçou o seu ao meu.

— Foi um dia triste quando papai morreu — ela murmurou, lágrimas escorrendo pelo seu rostinho. — Mas você e Bella apareceram...E, eu os amo muito e, vocês me fazem tão feliz.

Voltei a abraça-la, chorando junto com ela em silêncio.

— Você também nos faz muito feliz, Renesmee.

Olhamos para a porta do quarto, vendo Bella ali, a ponta do nariz vermelha e os olhos marejados.

— Bells? — Bella entendeu o pedido de Renesmee, se juntando ao nosso abraço.

A vida era completamente doce com elas.

Isabella Swan

Fui a primeira a chegar a confeitaria no sábado, o local estava silêncio, aquecido e cheirava muito bem. Liguei as luzes, vendo a decoração que tinha nos tomado tanto tempo, mas que tinha valido a pena cada investimento de dinheiro e tempo.

A confeitaria seguia um padrão de cores claras, salmão, bege e branco. O piso era de madeira clara e, todos os moveis, as cadeiras e mesas para os clientes, eram de design antigo, como se eu tivesse sido transportada diretamente para uma casa de bonecas.

O balcão, com controle de temperatura, já estava recheado de doces. Dos mais clássicos, as invenções que eu tinha criado para a inauguração. O cardápio tinha sido escrito em um quadro negro, com moldura dourada, por Jasper e sua letra muito bem feita de artista. Algumas pinturas do Cullen completavam o ambiente com harmonia.

Eu amava aquele lugar.

Doce Lar, dizia a placa atrás do balcão e, a escolha de nome de Esme nunca me pareceu tão certa quanto naquele momento. Era um grande feito em minha vida, um passo que eu estava dando para um futuro cheio de felicidade e amor.

James preso, Renée definitivamente longe de nossas vidas. Edward e Renesmee ao meu lado, amigos e família que tinha ganhado. Eu nunca tinha tido uma casa, um lar de verdade, estava tendo tudo isso e, era tão maravilhoso.

— Ah querida, que bom que você chegou! — Ouvi a voz de Esme logo depois do sino da porta soar, ela estava chegando com Alice e Jasper.

— Isso ficou perfeito, não é? — perguntei olhando ao redor.

— Sim, estou tão contente que tenha ficado como queríamos. — Esme afagou minhas costas. — Vamos para a cozinha, filha? Vou fazer um pouco de chocolate quente para a gente antes que a inauguração comece.

— Vamos, vamos sim! — Segurei em seu braço, a seguindo até lá.

***

Por trás do balcão eu observava todos, fingindo estar concentrada demais na arrumação dos bolos na vitrine, mas, por um momento, queria apenas ser a expectadora. Estavam todos lá, além de clientes que vinham e iam a todo instante, atraídos pelo marketing muito bem feito de Jasper.

Esme estava nos braços do marido, enquanto conversava com Alice e a cada minuto tocava na barriga, já bem visível, da nora. Jasper conversava com Emmett e, senhor Masen. Rosalie sentada a uma mesa com Alec, dividia um pedaço de bolo de chocolate com o filho mais velho, mantendo Jane em seu colo longe do doce.

Meus olhos percorreram o salão da confeitaria, indo até Edward e Renesmee sentados no sofá perto da grande janela que nos permitia ver a rua lá fora, tinha voltado a nevar e, enquanto bebiam chocolate quente e comiam cupcakes, eles conversavam e riam.

Debrucei-me sobre o balcão, sorrindo para as duas pessoas ali que eu mais amava.

Edward foi o primeiro a me notar os olhando, sorriu de volta para mim. Então, Renesmee seguiu seu olhar e, acenou para mim, com um sorriso em seus lábios também.

Acenei de volta, inspirando o cheiro açucarado a minha volta, aquele era meu lugar, meu lar. Onde eu estivesse com eles seria meu lar, pois sabia que com os dois sempre estaria feliz. Edward tinha me prometido sorrisos, ele estava cumprindo isso muito bem.

***

A Califórnia era tão linda e quente, quanto sempre fantasiei em minha mente. Então, no segundo dia ali, eu já estava trancafiada na biblioteca do pai de Edward, aproveitando o ar condicionado para me refrescar.

Era verão em San Diego e, nós estávamos em férias em família aproveitando as folgas de Edward e Renesmee, do hospital e da escola, respectivamente. Eu tinha ajudantes na confeitaria agora, um luxo que podia me dar sendo uma das chefes, mesmo sempre querendo estar na frente de tudo para que nada desse errado, mas me permiti algumas semanas em San Diego.

Edward venderia a casa depois daquele verão, então, caso decidíssemos voltar para lá, iríamos ter que buscar por um hotel ou algo assim. A casa era como ele sempre dizia ser, incrível.

Grande, iluminada e, tinha uma piscina que era a mais nova obsessão de Renesmee e Marley. Mas, ela não sabia nadar, então Edward estava aproveitando o verão para ensiná-la aquilo e, não era uma surpresa que a menina estivesse se saindo muito bem naquilo também.

Estávamos em julho e, ela passaria o resto das férias em uma escola de verão de balé em Seattle. Edward e eu tínhamos quase surtado com aquilo, ela ainda era nova e, ficaria três semanas fora em uma espécie de internato, mas Rosalie nos convenceu que era uma excelente escola e, que faria muito bem ao progresso de Renesmee no balé.

Olhei pela janela da biblioteca, vendo Edward pular na piscina junto de Marley, Renesmee na beira pulou com receio, logo emergindo e sorrindo, começando a tentar nadar sobre o olha atento de Edward. Em uma das espreguiçadeiras próxima a piscina, senhor Masen relaxava tomando um suco e, rindo de Renesmee desesperada dizendo que ia se afogar quando chegava perto demais da parte funda, mesmo que nós duas soubéssemos que ela não se machucaria com Edward por perto.

Ela estaria segura com ele, como Rose tinha dito desde o começo.

***

Senhor Masen ia a frente com Renesmee, que o ajudava a caminhar pela praia. Eu amava como ela entendia tão bem as limitações dele e, não era uma criança que reclamava sobre ajudá-lo. Ela o amava, ele a amava, então sabia que ela nunca seria esse tipo de pessoa.

Marley corria pela areia, estava tão grande, que eu não tinha ideia de como ele cresceu tanto desde o Natal. Ainda que ele subisse em colos e, agisse como um filhote como antigamente.

Edward, que segurava em minha mão, parou de andar, me confundindo. Ele nos virou em direção ao mar, enquanto ouvíamos os latidos de Marley e as risadas de senhor Masen e Ness.

— Por que vocês pararam? — Senhor Masen questionou olhando para trás, parando junto com Renesmee também.

— Edward? — o chamei.

Ele suspirou, enquanto tinha seus olhos verdes fixos no pôr do Sol.

— Eu te amo, Bella — falou, ficando de frente para mim.

— Também te amo. — Afaguei sua mão, Edward assentiu ansioso, então ajoelhou-se diante de mim. — Edward?! — arfei e ouvi senhor Masen soltar um palavrão e Renesmee um gritinho animado, Marley continuava latindo sem parar.

— Deus, isso é mais difícil do que imaginei — Edward sussurrou, pegando uma caixinha de joias do bolso do short que usava, a mesma caixinha onde ele tinha colocado a chave da nossa casa alguns meses antes. — Bella, eu amo você, amor. — Meus olhos se encheram de lágrimas. — Você é minha pessoa especial. — Lembrei-me de senhor Masen falando sobre sua esposa ser sua pessoa especial, como desde aquela conversa soube que Edward era a minha. — E, eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado. Você me deu muito mais do que imagina, trouxe cor ao meu mundo também. — Ele sorriu. — Você é meu lar, Bella, aceita se casar comigo?

— Sim, claro que sim! — exclamei chorando, Edward sorriu aliviado, colocando o anel de ouro branco com o que pareciam diamantes em meu dedo. — Ah Edward, eu o amo tanto. — O fiz ficar de pé, o puxando para um beijo.

Sim, sim, ele era meu lar também. Ele me fazia rir e, me fazia tão bem. Eu o amava, da forma mais pura que alguém podia amar alguém, eu confiava nele e, sabia que tudo aquilo era recíproco. Eu estive perdida por tanto tempo, mas finalmente tinha um doce lar onde me encontrava.

Notas finais
Eu não sei qual 'final' foi meu preferido. Sério, o momento da Ariel com o Eddye e a Bella, com todo esse amorzinho deles, o pedido de casamento...Ah, vou ali chorar de novo. Logo eu posto o epílogo, estive por quarenta capítulos me coçando para fazer um capítulo da Renesmee e, finalmente vai sair o/ Beijos ♥ Lola Royal. 03.09.16