Notas iniciais
Não deixem de ler A INTOCÁVEL https://fanfiction.com.br/historia/706698/A_Intocavel/ e PAR PERFEITO https://fanfiction.com.br/historia/706139/Par_Perfeito/ Boa leitura! ♥

Renesmee Swan

Eu balançava meus pés ao ritmo da música do David Bowie que tocava na rádio local de Seattle, enquanto continuava fazendo minha maquiagem diante ao grande espelho do camarim. Estava absurdamente nervosa, mas minha mão continuava firme enquanto eu fazia os traços em meus olhos.

Aquilo era mesmo real? Eu era a primeira a bailarina de Seattle de verdade? Ou era um pesadelo? Tinha um longo histórico de pesadelos em minhas costas e, Edward sempre cuidava deles quando eu era criança aparecendo em meu quarto e conversando comigo até que estivesse calma suficiente para voltar a dormir.

Eu ia acordar no meio da noite na nossa casa em Forks e perceber que era tudo um pesadelo? Ou melhor, um sonho tão bom que só podia ser isso, um sonho? Minha vida estava indo tão bem, não podia ser real, devia ser um sonho.

Interrompi a maquiagem, suspirando enquanto tocava no medalhão em meu pescoço. O tirei com cuidado, então olhando a foto ali dentro. Enquanto a família ia aumentando, eu tinha de ir a trocando, pois sempre parecia injusto deixar quem quer que fosse de fora.

Sorri para todos ali, implorando que eles aparecessem logo e me convencessem de que tudo que eu estava vivendo era real.

— Ness? — Olhei pelo espelho, vendo tia Rose entrar no camarim. — Você precisa de alguma ajuda? Ou está pensando em inovar a maquiagem do cisne e usar apenas um lado de delineador?

Eu ri, tia Rose sempre manteria seu humor debochado e sarcástico.

— Estava apenas dando um tempo. — Voltei a maquiagem. — Como conseguiu entrar aqui?

Foi a vez dela de rir, sentando a cadeira ao meu lado. Eu era a primeira bailarina da companhia de Seattle, então tinha um camarim só para mim. Sim, isso era um sonho, não podia ser de verdade.

— Querida, você ainda se admira? Além do mais, eu conheço todos dessa companhia, não sou uma estranha.

— Você é a melhor! — exclamei, sorrindo para ela pelo espelho. — Sério, eu devo grande parte disso a você. — Parei novamente com a maquiagem. — Obrigada por ter me apresentado ao balé — agradeci.

— O balé te faz muito feliz, então eu me sinto grata por isso, eu adoro vê-la feliz, querida. — Tia Rosalie afagou minha mão. — Vou deixá-la se arrumar em paz e, fazer Emmett parar de importunar as pessoas lá fora falando sobre flexibilidade, vou pedir a Bella e Edward que venham assim que chegarem.

— Obrigada.

Deus, eu precisava mesmo deles ali.

***

Quando a porta se abriu mais uma vez, eu estava de olhos fechados, já finalizada a maquiagem, esperando apenas o horário da apresentação. Eu não precisei de muito para saber quem era quando senti as mãos em meus ombros, as toquei, os dedos dele se entrelaçando aos meus.

— Você está linda! — Alec exclamou.

— Eu sei — brinquei, o fazendo gargalhar. — Estou tão nervosa! — exclamei abrindo os olhos, localizando os azuis de Alec pelo reflexo no espelho. — Ei, você também está muito bonito! — falei encantada ao vê-lo de terno. — Mal posso esperar para te ver em um smoking em Julho. — Abri um grande sorriso ao pensar em nosso casamento dali a alguns meses.

— Você já me viu em um smoking, Ness. — Ele disse, colocando-me de pé.

— Sim, no casamento da Bells e do Eddye, você tinha 11 anos e eu ainda não era apaixonada por você! — Afaguei seu rosto, desejando poder beijá-lo, mas aquilo destruiria minha maquiagem.

— Acho que você já era sim — ele provocou.

— Não, eu não era. — Aproximei-me mais um pouquinho dele.

— Deus, sério, você está fantástica. — Alec suspirou.

— Eu estarei mais em meu vestido de noiva.

— Eu não duvido disso. — Alec beijou minha mão e, eu sabia que eu tinha encontrado o amor da minha vida no meu melhor amigo.

***

Era uma noite fria de abril, estava no meu quarto resolvendo problemas matemáticos, amaldiçoando meu professor, quando ouvi o barulho da bola de basquete vir da rua. Espreitando pela janela do quarto, vi Alec jogando na garagem da frente da sua casa.

Convencendo-me de que eu não iria conseguir resolver aquelas contas, sai do quarto. Cruzando com Bella e Lizzy no corredor, a pequena de quatro anos desmaiada nos colos da minha irmã.

— Onde você vai? — Bella perguntou me vendo enfiar uma camisa extra por cima da cabeça.

— Falar com Alec — respondi.

— Ah sim, faça isso, foi uma semana difícil para ele — Bella disse, Lizzy remexeu-se em seu colo e ela entrou no quarto das meninas para colocá-la na cama.

Desci as escadas, encontrando Edward e vovô Sam na sala vendo TV, com a pequena Clara, que mesmo com apenas dois anos estava se sustentando acordada diferente da irmã mais velha.

— Vou falar com Alec, me empresta seu carro? — Debrucei-me sobre o sofá para pedir a Edward, que tinha desistido de manter Clara sentada, deixando-a ir para o chão brincar com Marley.

— Alec mora aqui do lado, você não precisa de um carro — ele ironizou.

— Você entendeu. — Revirei os olhos, o fazendo sorrir.

— Aqui! — Ele me estendeu as chaves do seu carro. — Cuidado! — alertou.

— Por favor, eu aprendi a dirigir com o melhor, sou incrível no volante! — exclamei, dando um beijo na bochecha de Edward. — Clarinha, não puxe o pelo do Marley, vai machucar — falei para a garotinha.

— Ness! — ela cantou. Mandei um beijo para ela e sai de casa. — Hey McCarty! — chamei por Alec, que tinha acabado de fazer uma cesta. — Olha só, você melhorou seu arremesso, mas aposto que ainda ganho de você.

— Há há, muito engraçada. — Ele jogou a bola mais uma vez, errando. — Eu estava indo muito bem antes de você chegar.

— Vamos, entra no carro! — Apontei para o carro de Edward.

— Eu dirijo!

— Nem brincando, o carro é do Eddye, ele morreria se algo acontecesse e sabemos que você é um péssimo motorista. — Entrei no banco do motorista, com Alec entrando no do carona. — Como você está indo? — perguntei enquanto dirigia sem um destino exato, apenas rodando pela cidade.

— Sei lá, ainda é tão estranho. — Suspirou. — Em um dia eu acordei e meus pais vieram e falaram: Hey Alec, Emmett não é seu pai de verdade, mas ninguém se importa com isso.

— Você definitivamente não devia se importar — falei. — O seu pai biológico...

— Royce — falou quando esqueci o nome.

— Isso, Royce sabe-se lá o sobrenome, era um grande filho da puta.

— Oh, eu adoraria ver tia Bella ouvindo a garotinha dela chamando um palavrão.

Eu ri.

— É sério, não mude de assunto. E, eu já tenho 16, Bells deve ter em mente que já posso chamar alguns palavrões e, cresci com vovô Sam, sei uma dezena deles.

— Sim, eu sei que não devia me importar. Nem estou sendo um adolescente rebelde que vai odiar todos agora porque não sabia disso antes, na verdade eu concordo com mamãe, ela fez bem em não ter dito nada disso antes, eu seria novo demais para entender. Avós que queriam que ela abortasse, ou me entregasse a adoção, um pai biológico que caiu fora. Você consegue imaginar algo assim?

— Claro? — Fiz uma careta. — Esqueceu de Renée e Charlie?

— Não, claro que não, desculpe — pediu constrangido. — É que quando penso em Renesmee, eu vejo como sua família os Cullen e os Masen.

— Bom, eu também, sendo franca. Não tenho lembrança alguma de Renée e, Charlie cada vez mais se torna uma lembrança fria no fundo da minha mente.

Percebi que dirigi até a confeitaria, então manobrei o carro para ficar parado ali na frente, desejando ter a chave para que pudéssemos entrar e roubar alguns doces.

— Eu amo meu pai — Alec afirmou. — Nunca irei vê-lo de outra forma, Emmett sempre esteve lá e, mamãe foi tão foda largando tudo e me assumindo sozinha no começo. Eu só penso se devo ir atrás de Royce, sei lá, quem sabe eu tenha outros irmãos. Você tem alguma vontade de ir atrás de Renée?

— Nenhuma. — Tirei o cinto, virando-me no banco para ficar de frente para ele. — Eu tinha antes, no entanto, quando não sabia sobre ela. Mas, Bella me contou sobre Renée. Lembra da minha primeira apresentação em Seattle?

— Quebra Nozes? Claro, você não parou de falar nisso por meses.

— Bom, Bella a viu em Seattle aquela noite. Três horas de distância daqui, onde a filha dela de apenas dez anos estava. Então, não, eu não posso ir atrás de uma mulher que largou as próprias filhas para trás. E, tenho minha irmã e Edward, não preciso de uma mãe como Renée tendo pessoas maravilhosas como eles ao meu lado. Como sua melhor amiga, posso dar minha opinião e te dizer que não acho que deva procurar por Royce. Ele não deu a mínima para tia Rose e, nunca foi atrás dela, não crie laços com alguém como ele, não vale a pena. E, bom, sim, você pode ter uma dezena de irmãos por parte dele, mas tem Jane ao seu lado e, ela é mais sua irmã do que qualquer um desses possíveis irmãos seriam.

— Você está certa. — Alec sorriu, pensando na irmãzinha.

— Eu sempre estou certa. — Inclinei-me para beijar sua bochecha, errando e beijando sua boca por dois segundos. — Ah merda! — praguejei pega pelo susto, Alec encarava-me chocado, então começamos a rir.

No dia seguinte, enquanto íamos para a escola, Alec me beijou. Não rimos depois disso, apenas nos beijamos mais.

***

Alec e eu estávamos namorando desde então, mesmo comigo indo para Juilliard estudar balé e, ele para Massachusetts sendo um grande nerd da tecnologia que ingressou no MIT. Nós simplesmente dávamos tão certo juntos, que nem distância foi o suficiente para nos separar.

No meu aniversário de vinte cinco anos, alguns meses antes, ele tinha me pedido em casamento e, eu na mesma hora aceitei. Teríamos um belo casamento de verão e, eu estava pronta para passar o resto da minha vida namorando meu melhor amigo.

Acho que era toda essa felicidade e certeza que também estavam estampadas na cara de Bella quando ela casou com Eddye.

***

Enquanto eu caminhava até o altar, cumprindo meu papel de daminha de honra, observei Edward e seu grande sorriso ali. Ele piscou para mim e, sorriu. Fiz o mesmo de volta, enquanto seguia atrás de tia Rose e tia Alice, que eram as madrinhas de casamento de Bella.

— Você está incrível, Ariel! — Edward beijou minha bochecha quando me posicionei no altar como vovó Esme tinha me coreografado um milhão de vezes. Ela estava na primeira fila junto de tio Carlisle, segurando o pequeno bebê de tia Alice e tio Jasper em seu colo, Noah Brandon Cullen, que surpreendentemente não estava chorando.

Nós nos viramos para a entrada da igreja, onde Bells surgiu com vovô Sam. Ele tinha chorado quando ela perguntou se ele a levaria até o altar, mas, na mesma hora topou, fingindo nunca ter chorado. Eddye e eu prometemos sempre lembrá-lo daquilo, ele nos bateu com a bengala e ficamos quietos.

Bells estava linda, ela parecia uma princesa no vestido branco que usava. E, o sorriso no rosto dela era imenso. Olhei para Edward, o vendo concentrado nela, o mesmo sorriso no rosto dela, tinha no dele e, achei aquilo fofo, mesmo sabendo que eles sempre acabavam se beijando, o que era nojento, quando se olhavam daquele jeito.

— Oi amor — ela sussurrou quando vovô Sam colocou a mão dela sobre a de Edward.

— Cuide bem dela, garoto! — vovô exclamou para Edward.

— Eu vou — ele disse, beijando a boca de Bells, como eu suspeitava.

— Ei, ainda não é hora para isso, seus apressados! — tio Emm exclamou, enquanto ia ajudar vovô Sam a se sentar, tio Jasper, também no altar, rio, calando-se quando tia Alice o encarou.

— Aqui, pequena, segure para mim. — Bells me entregou seu buquê, posicionando-se no altar com Edward. Eles não deixaram de sorrir durante toda a cerimônia e, adorei saber que estavam felizes.

***

Alec tinha me deixado sozinha por um instante, indo falar com nossas famílias lá fora. Não que toda a minha família já estivesse ali, Bells tinha mandado uma mensagem e dito que chegariam em cima da hora, mas que estariam ali.

Eu voltei a pegar meu medalhão, rindo ao ver a careta de Elizabeth na foto, enquanto Marley lambia seu rosto. Elizabeth tinha sido um sopro de novidade em nossa casa e, eu a amava como se fosse minha irmã, não minha sobrinha, mas levando em conta o tanto que todos nós éramos apegados, rótulos não nos importavam.

Ainda lembrava com exatidão do dia que Bells contou para mim que estava grávida.

***

Marley correu para cima de mim no momento que eu entrei na sala, ele quase me derrubou no chão, estava grande demais. O afastando, antes que ele realmente conseguisse me derrubar, eu subi as escadas, chamando por Bells.

Era domingo e ela não estava trabalhando, Eddye tinha levado vovô Sam para fazer alguns exames rotineiros no hospital, aproveitando que estava de folga.

— No quarto, Ness! — Bells gritou lá de dentro, então entrei no quarto dela e de Eddye, a vendo sorridente.

— Estou entediada — falei. — Já lavei a louça, posso ir jogar vídeo-game com Alec?

Estávamos em janeiro, quatro meses do casamento de Bells e Eddye e, não tinha condição alguma de ficar do lado de fora sem congelar. Então, eu estava confiante que ela me deixaria ir jogar um pouco.

— Querida, eu tenho de te contar algo! — Bells exclamou.

— O quê?

— Estou grávida — falou, tentando conter seu sorriso, mas ele só aumentou ainda mais ao dizer a última palavra.

— Tem um bebê ai?! — Apontei para sua barriga, chocada.

— Sim, não me faça repetir de novo toda aquela conversa de bebês, já falamos disso quando Noah nasceu.

— E-Eu...Eddye já sabe?

— Não, na verdade não. — Bells respirou fundo. — Você pode me ajudar a contar a ele? Planejei uma surpresa.

— Sim! — exclamei empolgada. Eu adorava brincar com Jane e Noah, ia adorar ter um bebê em casa.

Bella riu, pegando uma caixa dentro do seu armário e tirando duas camisetas de lá de dentro.

Olá papai!

Elas diziam.

Nós as vestimos, então esperamos por Eddye voltar do hospital com vovô Sam. Quando ouvimos eles no andar debaixo, descemos, vestindo jaquetas por cima para esconder o que tinha escrito nas camisetas.

— Oi, foi tudo bem lá — Eddye disse quando entramos na sala, ele estava no sofá com Marley em seu colo. — Vovô foi tirar um cochilo em seu quarto.

— Bells, nós podemos contar agora? — perguntei empolgada.

— Contar o que? — Eddye perguntou confuso.

— Isso. — Abri minha jaqueta, sendo seguida imediatamente por Bells que mordia seu lábio.

Eddye ficou parado por muito tempo, eu estava quase explicando a frase na camiseta, quando ele, chorando, perguntou para Bella.

— Nós vamos ter um bebê?

— Nós vamos ter um bebê. — Ela chorava também, indo abraçá-lo e beijá-lo.

***

Elizabeth, ou Lizzy como chamávamos, nasceu em setembro daquele ano, uma semana antes do meu aniversário. Completando o trio de aniversariantes de setembro que formávamos junto com Bells, eu adorei tê-la em casa já no meu aniversário de 12 anos.

Clara veio um tempo depois, quando eu já tinha 14 e Lizzy 2. Clarinha nasceu dois dias depois do Natal, o que fez Bells declarar o feriado o seu novo feriado preferido, deixando o Halloween em segundo lugar.

***

Eu estava na fria sala de espera com vovó Esme e tia Rose, as únicas que aguentaram passar a madrugada acordadas, enquanto Bells estava tendo seu novo bebê, quando tio Carlisle chegou com Lizzy pela manhã. Ela logo veio para meu colo, se aconchegando em mim, ainda sonolenta, não matinal como Bells e eu.

Algum tempo depois Edward apareceu, ele tinha o mesmo sorriso bobo no rosto quando dois anos antes apareceu naquela mesma sala de espera anunciando que Lizzy tinha nascido. Eu sorri para ele, que veio até mim e a filha nos abraçar, depois de receber cumprimentos de tia Rose, Carlisle e vovó Esme, que já chorava emocionada.

— Oi amorzinho, você veio ver sua irmã? — ele perguntou a ela, encaixando-a em seus braços. — Ariel, ela é linda, querida! — Eddye beijou minha testa. — Venha, você e Lizzy serão as primeiras a verem ela.

Eddye nos levou até o quarto onde Bells estava com o novo bebê. Minha irmã tinha esse pequeno embrulho rosa em seus braços e, conversava com ele, o rosto de Bells tomado por lágrimas de felicidade.

— Bebê? — Lizzy perguntou apontando para o colo da mãe, onde a bebezinha de olhos fechados resmungava, definitivamente bisneta de vovô Sam.

— Sim, linda, é sua irmãzinha — Eddye respondeu, dando um beijo na bochecha de Lizzy.

— Quantas fraldas vocês ainda pretendem trocar? — perguntei a Edward, que riu junto com Bells. — Parabéns, Bells! — Fui até minha irmã a abraçando com cuidado. — A bebê é linda.

— Obrigada, querida! — Bells beijou meu rosto, o afagando depois.

— Vocês já escolheram o nome? — perguntei de Bells para Eddye.

— Clara — responderam juntos, me pegando de surpresa. Uma semana antes do natal, eu tinha mais uma vez me apresentado como Clara no Quebra Nozes, só que daquela vez em um grande festival que aconteceu em Forks.

— Sério?

— Sim. — Bells sorriu para a bebê. — O que você acha? — Os olhos dela, castanhos como os meus, se voltaram para mim.

— Eu amei. — Afaguei com cuidado o rostinho de Clara. — Bem vinda ao mundo, Clarinha!

— Você é uma irmã mais velha incrível! — Edward falou para mim e eu olhei para ele, Lizzy se esticava em seus braços para ver Clara melhor.

— Obrigada, pai! — Bells fungou, chorando alto, dizendo algo sobre hormônios.

***

Alec me enviou uma foto de todos reunidos para me assistirem aquela noite, era véspera de Natal e, eu me apresentaria mais uma vez em Seattle. Só que daquela vez, como a primeira bailarina de uma grande companhia.

Sorri para a foto vendo vovó Esme, tio Carlisle. Meus sogros, Jane. Tio Jasper e Alice com Noah. Eu não via os três últimos tinha muito tempo, já que eles estavam morando em Chicago, onde tinham uma galeria de artes, mas eles tinham vindo passar as férias de inverno com todos.

Mas, ainda faltava minha irmã, Eddye e as meninas. E, o tempo estava cada vez mais curto, eu não iria falar com eles antes da apresentação.

Uma batida na porta soou, antes de eu ver as duas garotas entrando apressadas no camarim, seguidas por Bells.

— Ah, finalmente! — exclamei aliviada.

— Desculpe, desculpe, nós nunca mais nos atrasamos! — Bella prometeu, ia beijar meu rosto, mas se deteve quando notou a maquiagem. — Eu te encho de beijos mais tarde — ameaçou, me fazendo sorrir.

— Ei, vocês não vão me cumprimentar? — perguntei para Clara e Lizzy, já com seus 11 e 13 anos, respectivamente, que estavam vendo meus outros figurinos ali.

— Ness, eu vou ser uma bailarina tão importante quanto você? — Clarinha perguntou, seus olhos castanhos, algo herdado de Bella, brilhando em expectativa. Os cabelos dela também eram iguais aos da mãe, só que totalmente lisos.

— Vai sim, Clarinha — prometi, ela tinha começado balé com tia Rosalie dois anos antes e, estava gostando.

— Você está muito bonita, ela não está muito bonita, mamãe? — Lizzy falou, observando minha maquiagem mais de perto.

Lizzy era uma cópia exata de Edward, mesmos cabelos acobreados indisciplinados e olhos verdes e, muito alta para sua idade. Ela, depois de crescer ouvindo histórias sobre a primeira Elizabeth Masen, tinha declarado que seria uma médica como a avó e o pai, Eddye estava muito contente com isso.

Clara e Lizzy não podiam ser mais diferentes, enquanto a mais velha era a certinha da família, totalmente compenetrada em seus estudos, Clara com 11 anos já dava indícios de um gênio forte demais para ser domado. Mas, as duas ainda eram doces e amáveis.

— Sim, muito bonita! — Bells esticou a mão para tocar em meu cabelo, mas se deteve.

— Cadê o Edward? Ele devia estar aqui!

— Clarinha, vá chamar seu pai, filha — Bells pediu a caçula, que saltitando saiu do camarim.

— Ela não anda mais, só saltita! — Lizzy falou, revirando os olhos. Eu sorri para ela, afagando seu rosto.

Então, olhei para a porta, onde Clara passou, sendo seguida por Edward empurrando a cadeira de rodas do vovô Sam.

— Ah meu Deus! — exclamei chocada, ficando de pé, fazendo Lizzy rir.

— Vovô, o senhor veio! — Fui até ele, ignorando minha roupa e o abraçando.

Ele já tinha noventa anos, eu não contava que ele fosse ir. Eddye tinha dito que ele ficaria em Forks com sua cuidadora.

— Você me enganou! — acusei o pediatra, que apenas riu.

— Queríamos surpreendê-la — ele se defendeu. — Você está muito bonita, Ariel.

— Obrigada. — Segurei na mão de Eddye. — Vovô, sei que deve ter sido um grande esforço vir aqui hoje, mas não tem ideia de o quão grata estou por sua presença!

— Não chore, menina — vovô Sam reclamou. — E, eu não perderia sua grande noite.

— Renesmee, você entra em dez minutos! — Uma das assistentes de direção falou do corredor.

— Claro, muito obrigada!

— Posso falar com você e a Bells por alguns minutos? — perguntei a Eddye, que concordou.

— Lizzye, vá com sua irmã levar o vovô Sam para os nossos lugares. Emmett está do lado de fora dos bastidores esperando.

— Vamos vovô, quebre a perna, Ness! — Lizzy desejou antes de sair com Clarinha e vovô Sam. Eu fechei a porta, me virando para Edward e Bella, que já estavam lado a lado, com as mãos entrelaçadas.

— Muito obrigada, por tudo — falei para eles. — Eu não estaria aqui sem o apoio de vocês. — Contive o choro para não estragar a maquiagem. — Vocês fizeram tanto por mim, são como meus pais, sabem disso, não é?

— Nós sabemos, Ariel. — Edward entregou um lencinho a Bells.

— Você não sabe o quanto estamos orgulhosos de vê-la realizando seu sonho — ela disse, limpando o rosto.

— Eu estou tão nervosa, fico pensando que é tudo um sonho, fico com medo de estragar tudo.

— Não, Renesmee, você está preparada para isso, nada vai dar errado — Bella falou convicta.

— O palco é seu lar, querida — Edward sussurrou, fazendo com que eu o olhasse.

— Amo vocês! — peguei meu medalhão, entregando a Bella. — Guarde o pra mim?

— Sempre. — Ela sorriu. — Nós devemos ir agora, Ness.

Eu os abracei, sentido-me confiante para ir ao palco. Eles saíram, então algum tempo depois eu fui. Edward estava certo, aquele palco era meu lar e, eu não estava sonhando, era real.

Notas finais
Okay, nós já podemos chorar...Sério, vocês não fazem ideia de o quanto Amargo Lar significa para mim, eu vou acordar amanhã e sentir um vazio por não estar por aqui escrevendo com esses personagens que amo tanto. Bella, Edward e Renesmee aqui me ensinaram muito e, eu estou muito feliz por ter investido nessa história, mesmo que ela tenha um ritmo muito distante do qual eu estava acostumada. Eu simplesmente amo AL e, quero agradecer a todo mundo que esteve aqui me apoiando com ela. Muito obrigada por toda a motivação. Vocês assim como a história estão em um pedacinho muito especial no meu coração. Espero que tenham gostado de toda a história e, agora, em especial com esse capítulo. Ele é importante demais para mim, como já disse para algumas pessoas Renesmee e Edward são meus personagens preferidos da Saga e, Ness/Ariel era fundamental para AL, vê-la finalmente assumir o comando por aqui foi muito bom hahah E, o que acharam da Lizzy e da Clarinha? Tô aqui morrendo de amores pelas duas! Um beijo em cada um de vocês, muito obrigada pelos comentários, recomendações e tanto carinho. Espero poder ver vocês em minhas outras histórias, sejam elas Beward ou Reneslec. Até mais ♥ Lola Royal. 04.09.16
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!