Amargo Lar

13 Capítulo Doze — Acidente


Notas iniciais
Olá pessoas, espero que gostem do capítulo, boa leitura! ♥

Edward Masen

Era um milagre não estar chovendo naquela manhã de sábado em Forks, obviamente estava frio, mas suportável para que pudéssemos jogar basquete. Eu estava cansado do plantão de dois dias, mas ainda assim animado com aquele tempo de folga que eu poderia ter com Emmett, Alec e principalmente Ariel.

Bati na porta da casa de Bella antes das nove da manhã, eu sabia que ela teria de logo ir para o restaurante, então não queria atrasá-la. Não via ela e Ariel desde que estive ali na terça-feira, quando fui ajudar Renesmee com os deveres de casa.

— Oi Edward — Bella falou baixinho quando abriu a porta, sua expressão não era a das melhores, rosto pálido e cansado e, o corpo encolhido. — Ness está terminando de se arrumar, ela já vai descer — disse deixando com que eu entrasse na casa.

— Tudo bem? — perguntei preocupado com ela, Bella não parecia mesmo bem.

— Sim — murmurou, indo até a sala e sentando no sofá.

— Como está no trabalho? — perguntei ficando em pé, se eu sentasse iria acabar sendo sugado pelo cansaço.

— Bem — Bella continuou murmurando. — Sue obviamente é a pior chefe do mundo, mas eu ainda não enfiei a cabeça dela em alguma panela com água fervendo.

— Bella, o que você tem? — indaguei ao vê-la fazer uma careta de dor.

— Nada demais, não fique todo agitado. — Ela colocou as pernas sobre o sofá.

— Difícil, eu ingeri uma grande quantia de café nos últimos dias — falei. — Você está doente? As dores dos hematomas voltaram? — perguntei a última parte com a raiva crescente em meu peito.

— Não, não — ela respondeu alarmada. — Eu só estou com cólicas, Edward — sussurrou, fazendo com que as bochechas dela corassem.

— Ah claro, isso. Desculpe ser irritante. Vai conseguir trabalhar assim?

— Vou, já tomei um remédio, só estou esperando o efeito.

— Edward! — Ouvi o grito de Ariel, então me virei e a vi correndo até mim, se jogando em meus braços.

— Olá Ariel, pronta para aprender um pouco de basquete? — Ela torceu o nariz.

— Eu não sou boa com esportes.

— Vai ser divertido — prometi, beijando sua bochecha e a colocando no chão. — Bella, eu posso te dar uma carona até o trabalho — falei.

— Eu posso dirigir — ela disse.

— Não é muito recomendado dirigir sobre efeitos de remédios. Posso deixá-la e ir buscá-la mais tarde, então trago você e Ariel de volta para cá, não será um incomodo.

Bella me encarou, a vi dividida entre suas opções: Aceitar de uma vez, ou relutar mais e me ouvir falando sem parar até que ela cedesse.

— Vou buscar minha bolsa. — Foi tudo que ela falou, desaparecendo para a cozinha, voltando em seguida e seguindo comigo e Ariel para fora.

Passei o caminho até o restaurante dando explicações rápidas sobre basquete para Ariel e Bella, que assim como a irmã, deixou claro que não era boa com esportes.

— Se comporte, Nessie — Bella disse para a irmã quando estacionei na frente do restaurante. — Obedeça Edward e, pelo amor de Deus, não se machuque.

— Pode deixar, tchau Bells. — Bella se esticou até o banco de trás para beijar a testa da irmã.

— Obrigada pela carona, vejo vocês mais tarde — Bella falou para mim, então saiu do carro.

Renesmee aproveitou o caminho até minha casa para me colocar por dentro dos últimos acontecimentos em sua vida, durante o tempo que estive fora em plantão. Ela disse que tinha se saído bem em uma prova de matemática, o que fez Bella ficar radiante. Que ela tinha virado a melhor amiga de Lucy Denali — sobrinha da última garota com quem eu sai, Irina Denali — e que ela e Lucy tinham trançado o cabelo uma da outra e, disse que odiava tranças depois daquilo. Porém, ela falou principalmente de Bella, que a irmã lia para ela, tinha o melhor abraço e que ela a amava.

— Bells também me ama — Renesmee falou empolgada quando coloquei o carro na garagem. — Ela sempre diz que me ama antes de eu ir dormir — contou, a olhei pelo retrovisor e sorri. Eu entendia Bella, era um pouco complicado não amar Ariel.

Nós dois saímos do carro e a levei para o interior da casa pela porta de acesso que dava para a cozinha, vovô estava ali protelando em seu café da manhã e olhou assustado para Renesmee.

— Quem é essa? — me perguntou.

— Se lembra da Bella? Essa é a irmã dela, Renesmee.

— É, eu vejo a semelhança — vovô falou. — Café? — estendeu sua xícara para Ariel, que negou, ainda parcialmente atrás de mim, segurando em minha mão.

— Renesmee, esse é meu avô, Samuel. — A apresentei a ele.

— Oi — ela sussurrou para Samuel, ainda tímida.

— Sabe, eu levei um tiro — vovô falou e vi os olhos de Renesmee se arregalarem com a informação.

— Vovô, não, ela só tem dez anos, não precisa saber dessa história — falei rapidamente o proibindo de ir adiante.

— Um tiro de verdade? — Renesmee perguntou ainda assustada, mas interessada, eu tinha perdido, vovô contaria a história.

— Sim, eu estava no exército, participando de uma missão quando os disparos começaram. Joguei-me sobre um amigo, então recebi a bala no lugar dele. — Renesmee soltou sua mão da minha, para usá-la para cobrir sua boca, espantada com a revelação.

— Você não morreu? — ela perguntou inocentemente.

— Foi um tiro na perna, mas os médicos disseram que eu poderia ter a perdido — vovô falou e, eu sabia que ele estava aumentando a história. Ele nunca correu o risco de amputar a perna, teve sequelas, mas nunca chegou perto de perdê-la.

— Vovô, não a assuste — falei. —Vovô não correu risco algum de perder a perna, Renesmee — contei a ela.

— Você não estava lá, Edward. — Ele bufou.

— Mas você não iria perder a perna. Okay, vamos? — perguntei a Ariel. — Emmett e Alec já devem estar esperando por nós. Iremos jogar basquete, quem saiba queira ver um pouco, vovô — falei para ele, que me ignorou.

— Até depois vovô Sam! — Renesmee exclamou para ele, já familiarizada.

— É Samuel! — vovô a corrigiu.

— Eu prefiro Sam — Renesmee disse, fazendo com que eu risse.

Nós nos encontramos com Emmett e Alec na porta da garagem da casa deles, onde uma cesta de basquete tinha sido devidamente instalada para que ensinássemos as crianças a jogar. Rosalie estava dando aulas aquela manhã e tinha levado Jane consigo para o estúdio, então éramos apenas nós quatro ali.

Emmett, mais animado do que Alec e Ariel, explicou todas as regras do jogo, enquanto estávamos sentados no chão. Eu logo me distrai, pensando em meu pai. Vovô tinha o ensinado a jogar basquete e, papai sempre dizia que iria me ensinar algum dia.

O dia nunca chegou, ele morreu antes disso. Eu lembro que quando me disseram que ele estava morto, a primeira coisa que pensei foi na bola de basquete em meu quarto, esperando para ser usada, então fiquei irritado e bravo por ele ter me abandonado.

Quando fui morar com meus tios, Jasper era novo e, ainda não sabia jogar também. Mas, ele aprendeu na escola, Carlisle era péssimo com esportes. Então, vovô apareceu e me levou para sua casa e, me ensinou a jogar com a mesma cesta e a mesma bola que ensinou meu pai um dia. A raiva de papai ter morrido sem ter me ensinado passou ali, eu me senti um pouco mais ligado a ele daquela forma. Ele não me ensinou basquete, mas me ensinou a falar, ler e, a andar de bicicleta, eu tinha aprendido muito com ele.

— Edward, vamos! — Emmett jogou a bola para mim, despertando-me para o presente.

Eu levantei, então fomos jogar. Estava feliz por Emmett estar ensinando Alec e, mais feliz ainda por eu ter Ariel para ensinar.

***

Nós literalmente estávamos jogados no chão da sala dos McCarty depois de uma manhã jogando basquete, eu adoraria ter me esticado um pouco até o sofá confortável que eles tinham ali, mas Rosalie nos mataria se deitássemos suados lá. Emmett, provavelmente o único com energia para mais tempo de jogo, girava a bola de basquete em seu dedo, fazendo com que Alec o olhasse admirado por aquilo, querendo aprender com o pai aquele truque.

Eu sorri para eles, era bom saber que Alec tinha ganhado um pai como Emmett. O garoto definitivamente não merecia um cara como seu pai biológico. Por tudo que Rose e Emm disseram, Royce era um garoto mimado, cercado por dinheiro dos pais e que não dava a mínima para ninguém além dele mesmo.

Rosalie se odiava por ter caído nas garras dele, mas ela não se arrependia de ter engravidado. Ela amava Alec e, Emmett o amava na mesma proporção.

Emmett e Rosalie se conheceram no colegial e, eram amigos. Emmett se apaixonou por ela no último ano do colégio, mas ele nunca teve coragem de contar, então ela se envolveu com Royce e engravidou. Depois de todos os problemas com seus pais, Rosalie acabou sendo acolhida na casa de Emmett, os pais dele eram fantásticos como ela gostava de dizer e, quando ela estava com seis meses de gestação, Emm por fim revelou o que sentia.

Eu não sabia muito bem como tinha sido a mudança deles de amigos para namorados, mas aconteceu e Emmett quis assumir o filho dela como seu. Pouco mais de um mês depois do nascimento de Alec, Rosalie e Emm se casaram, no sábado seguinte seria aniversário de dez anos de casamento deles e, a família parecia cada vez mais forte.

— Gostou do jogo, Ariel? — perguntei a ela sentada ao meu lado.

— Eu prefiro balé — ela disse. — Mas foi divertido.

— Não foi quando você acertou a bola em mim — Alec resmungou, fazendo com que eu risse. Renesmee tinha tentado jogar a bola para mim em determinado momento, mas acabou acertando a cabeça de Alec.

— Você que se meteu na frente. — Ariel deu de ombros, eu ri ainda mais e Alec me olhou indignado.

— Desculpe, Campeão, foi engraçado — falei, fazendo Alec revirar os olhos.

— Okay, chega de choro, estou morto de fome! — Emmett se colocou de pé.

— Renesmee é capaz de jogar o prato em mim — Alec reclamou.

— Só se você colocar a sua cabeça grande na frente — ela rebateu, Emmett e eu rimos e, daquela vez Renesmee e Alec nos olharam indignados.

Emmett foi o responsável pelo almoço, diferente de mim ele sabia cozinhar, tinha aprendido entre os trabalhos da faculdade de direito, ajudar Rosalie com a casa e tomar conta do filho. Mas, não era um profissional, então apenas comemos algo simples, enquanto Alec e Renesmee trocavam mais farpas, era divertido ver os dois naquela briguinha.

Depois do almoço nós nos acomodamos na sala novamente, mas daquela vez para jogar vídeo-game e, foi o que fizemos pelo resto da tarde. Alec e eu jogamos contra Emm e Ariel e, ganhamos, isso devolveu ao garotinho a felicidade depois de perder para Renesmee no basquete quando levou uma bolada na cabeça.

— Você realmente se aproximou de Bella e Renesmee, não é? — Emmett comentou enquanto víamos Renesmee e Alec se enfrentando em uma nova partida de futebol no vídeo game, era bom que a bola fosse virtual, ou ela era capaz de jogar na cabeça dele por estar se gabando que estava ganhando de novo.

— Sim — respondi, ganhando um olhar travesso de Emmett. — Não é o que está pensando, McCarty!

— Você não sabe o que estou pensando, Masen — ele falou, desviando o olhar para a televisão, onde mostrava que Ariel tinha diminuído a distância do placar entre ela e Alec com mais um gol, o que fez o garoto ficar quieto e concentrar-se no jogo.

— Sei sim.

— Bom, você não sabe, então está apenas pensando em algo e, querendo jogar a culpa em mim.

— O quê? — perguntei confuso, me perdendo em seu raciocínio.

Emmett bufou, voltando a olhar para mim.

— Você está ou não envolvido com a Bella? — perguntou baixinho.

— Claro que não! — exclamei, Emmett fez uma careta.

— Sério?

— Sim, eu sou apenas amigo dela — deixei bem claro. — E estou ajudando com Renesmee. Ela acabou de sair de um relacionamento terrível, você sabe disso, não comece a fantasiar, Emmett.

Emmett voltou a bufar.

— Okay, então se prepare, Rose convidou Ângela para a festa do nosso aniversário semana que vem.

— Sua esposa é perversa — declarei. — Mas tudo bem, talvez eu acabe me interessando pela professora e a convide para um encontro.

— Vai lá garanhão! — Emmett bateu em minhas costas.

— É sério, você tem os piores apelidos, pare com isso — pedi constrangido, então o jogo acabou e Renesmee era a vencedora.

— Promete não contar para ninguém na escola que você ganhou de mim? — Alec perguntou em desespero a ela.

— Tudo bem. — Renesmee sorriu convencida. — Você mesmo pode dizer.

— Alexander, não tem problema nenhum em perder para uma garota — Emmett disse ao filho.

— Não? — Alec indagou nervoso.

— Não. — Emmett afagou os cabelos dele. — Parabenize Renesmee, ela foi muito boa e, você pode melhorar.

— Tá bom. — Alec assentiu. — Parabéns Renesmee.

— Obrigada — ela agradeceu. — Mas você não foi tão ruim.

— É. — Alec acenou. — Pode trazer ela aqui outro dia para uma revanche, tio Edward? — perguntou para mim.

— Vou providenciar isso — falei para ele. — Ariel, precisamos ir, Bella logo estará saindo do trabalho.

Renesmee concordou, nós nos despedimos de Alec e Emmett e fomos para minha casa. Vovô estava na sala lendo, mas parou a leitura ao nos ver.

— Já estão indo? — perguntou.

— Sim — Renesmee respondeu. — Tchau vovô Sam!

Vovô não a contestou daquela vez.

— Tchau menina!

Bella esperava pela gente do lado de fora do restaurante, tremendo de frio com a noite de Forks. Ela entrou no carro colocando suas mãos na frente do aquecedor, esfregando uma na outra.

— Pensei que você era invulnerável ao frio de Forks — provoquei.

— Eu estava virando uma pedra de gelo. — Ela riu. — Oi Nessie, como você está? — perguntou a irmã.

— O dia foi super divertido, eu ganhei de Alec no vídeo game e acertei a bola de basquete na cabeça dele. Vovô Sam não gosta de ser chamado assim, mas eu chamei...

Renesmee começou a falar tudo e vi Bella se esforçando para não perder nenhum detalhe da narração.

— Bella, cinto. — Lembrei, ainda parado na frente do restaurante.

Ela o colocou rapidamente, voltando a se concentrar na irmã, então eu pude dirigir com ela e Renesmee em segurança.

***

Eu me sentia uma criança no banco de trás do carro de Carlisle, mas estar com a família deixava isso algo mínimo. Jasper sentado ao meu lado falava com a mãe, sentada diante dele no banco do carona, sobre a visita que ele tinha feito a uma prima nossa de segundo grau durante sua passagem por Chicago, Carlisle dirigia em silêncio e eu tentava não dormir com a cabeça encostada no vidro da janela.

Estávamos indo para Seattle, um amigo de Jasper estaria expondo umas obras em uma galeria lá e, meu primo nos convidou para ir. Comigo e Carlisle de folga do hospital, concordamos em ir, tia Esme estava empolgadíssima em conseguir um tempo com todos nós juntos, eu não os via desde meu almoço com eles quando Jazz tinha chegado a Forks.

— Ashley não foi a garota do seu primeiro beijo? — perguntei a Jazz quando ele citou o nome dela.

Tia Esme se virou para encarar o filho, os olhos queimando de raiva.

— Jasper você beijou a sua prima?

— Valeu Eddye! — Jasper deu um soco no meu ombro e eu gargalhei da cara dele.

— Edward, ser um dedo duro não é muito melhor do que beijar a prima — tia Esme disse, mas todo o sermão dela foi interrompido com o carro freando bruscamente.

Mesmo com o cinto, meu corpo foi para frente e quase bati no encosto do banco de tio Carlisle.

— Ah meu Deus, vocês estão bem? — tia Esme perguntou em pânico, eu não consegui responder, apenas ouvi as respostas positivas de Jazz e Carlisle. Eu tentei controlar minha respiração, mas também não conseguia.

— Edward, está tudo bem. Apenas um carro cruzou meu caminho, nós não batemos. — Ouvi Carlisle falar com a voz calma. Fechei os olhos, me lembrando do acidente, o dos meus pais e o meu. Coloquei minha cabeça entre minhas mãos, tentando manter o mínimo do controle com aquela situação.

— Edward? — Senti a mão de tia Esme em meu ombro, então a olhei. Os olhos verdes familiares me dando um ponto de conforto. — Está tudo bem, querido — ela prometeu. — Você está bem, estamos todos bem. Respire fundo. — Fiz o que ela mandou. — Carlisle vai voltar a dirigir agora, nada vai acontecer.

Assenti.

— Então, eu beijei Louise também, a irmã de Ashley— Jasper disse, querendo descontrair o clima pesado.

Eu sorri, agradecido por ele estar ajudando.

Carlisle e Jasper circulavam pela exposição com o amigo dele, enquanto eu encarava uma escultura que não fazia ideia do que queria dizer. Ainda estava nervoso com o acontecido no carro a caminho dali, aquilo foi o suficiente para eu pensar em meus próprios pais naquele acidente, então no meu, alguns anos depois da morte deles.

— Aqui. — Tia Esme parou ao meu lado, entregando-me uma garrafinha de água, a aceitei de bom grado, bebendo boa parte de uma só vez. — Você está melhor? — ela perguntou.

— Estou.

Ela concordou com um aceno de cabeça.

— Eu não sei o que isso significa. — Apontou para a escultura que olhávamos. — Parece um corpo.

— Sério? Parece um pássaro para mim.

— Não vejo asas — ela disse. — Como foi sua semana? Você esteve sumido.

Eu contei a ela sobre Ariel e Bella, deixando de lado a parte do ex-namorado da irmã de Renesmee. Era um assunto particular que eu sabia que ela não queria que mais ninguém soubesse.

— Você tem sido muito gentil com elas, querido, isso é bom — Esme disse, enquanto nós dois andávamos pela exposição. — Elas parecem maravilhosas.

— São, muito — falei. — Você e Carlisle foram convidados para a festa de Rose e Emm, não é? Elas com certeza estarão lá — comentei. — Eu acho que você irá adorar Bella e, se apaixonar por Renesmee.

Esme sorriu para mim.

— Seus pais estariam muito orgulhosos de você, Edward — ela falou. — Não fique preso ao passado.

— Eu não consigo esquecer — murmurei.

— Tente, sei que perder seus pais foi horrível e que sempre irá sentir a falta deles. Que o acidente que você sofreu depois só piorou tudo isso, mas você não morreu, você está vivo, então viva.

Notas finais
Sim, aconteceram dois acidentes. O dos pais do Edward e o dele, algum tempo depois. Como isso aconteceu? Bom, vamos descobrir em breve, mas tem uma dica valiosa em um dos capítulos dele que já tivemos aqui. Beijos! Lola Royal. 01.08.16