Amargo Lar

20 Capítulo Dezenove — Bagunça


Notas iniciais
Até a metade desse capítulo vamos ver muito de como a Bella esteve na última semana antes do beijo, quando o Edward sumiu, então isso possa ser repetitivo para algumas pessoas. Eu não desaconselho a leitura, mas acho que se quiserem podem passar para a metade do texto. Capítulo com oferecimento de I'm a Mess do Ed Sheeran hahah Brinks, mas a música combina com todo o clima do capítulo. Boa leitura ♥

Isabella Swan

Eu estava uma bagunça.

Aquela tinha sido a semana mais confusa desde a semana que voltei para Forks, um mês antes, era como se tudo estivesse fugindo dos eixos mais uma vez e, eu estivesse perdendo os controles novamente.

Até Edward praticamente desaparecer do mapa, eu não sabia que sentiria tanto assim a falta dele, mas de uma forma normal. Não era a falta louca e insana que eu tinha quando James não estava por perto, não ter Edward perto era diferente.

Na sexta-feira da morte da garotinha que ele esteve cuidando, depois do beijo dele em minha testa, da minha cabeça rodando por tudo que Rose tinha dito e insinuado, eu quase não dormi pensando em tudo aquilo, convencendo-me que era loucura da minha mente cansada. E, quando por fim dormi, sonhei com Edward.

Era a primeira vez que sonhava com ele desde a vez que sonhei comigo, Renesmee e ele em San Diego. Mas, nós tínhamos conversado sobre o lugar aquele dia, fazia sentido, eu até estava na cama dele. Só, que naquela sexta-feira, em um contexto tão diferente, não achei legal sonhar com Edward, não aceitei tê-lo em minha mente até mesmo quando estava dormindo.

Não queria misturar as coisas, não queria deixar meu coração ser estúpido outra vez e insistir em um romance, Edward era apenas meu amigo. Sabia que de nós dois, a pessoa a sair machucada daquela situação, não fisicamente pois eu sabia que ele nunca me machucaria, era eu.

E, eu tinha Renesmee. Eu não podia criar um clima estranho entre nós dois, não podia envolvê-la em meus problemas.

Mas, por mais que eu lutasse contra, Edward esteve em minha mente pelos próximos dias também. Comigo acordada, ou dormindo.

No sábado ele não apareceu, sabia que estaria no enterro de sua paciente e, que depois iria querer ficar sozinho. Porém, no domingo, quando ele não apareceu na casa da própria tia para o almoço, me senti péssima.

Óbvio que ele sabia que eu estaria ali por conta da ligação de Esme e, se ele não quisesse me ver? Se ele estivesse farto de ter que ficar perto de mim? Ele era meu amigo, mas Rose e Emm também eram meus amigos e eu não ficava tanto tempo perto deles.

Na segunda eu não tive nenhuma noticia dele, ainda que Nessie insistisse que eu ligasse, mandasse uma mensagem ou se fosse preciso uma carta. Ela sentia a falta dele também, era óbvio, estava apegada demais para vê-lo desaparecer do nada e, era isso que eu temia. Edward estava fazendo justamente o que tinha prometido não fazer, ir embora. Fui pagar o hospital aquele dia pensando que iria encontrá-lo, mas não aconteceu.

Terça-feira ele mandou uma mensagem, estava doente. Foi quando me senti uma idiota, ele estava mal e eu agindo como uma vaca o xingando mentalmente por seu sumiço. Mas, eu não respondi, não sabia o que dizer sem correr o risco de dizer que sentia tanto a falta dele que estava o colocando em meus sonhos todas as noites.

Com ele no plantão na quarta-feira e na quinta, eu me senti um pouquinho melhor sem o medo dele aparecer em qualquer esquina e me pegar desprevenida. Como eu ia agir perto dele tão confusa como eu estava? Quando eu ficava pensando no simples beijo dele na minha testa, fantasiando que aquilo era um indicativo de algo maior, quando não era.

Rose quis conversar todos aqueles dias, mas quanto mais ela tentava arrancar algo, mas eu me fechava. Fui grossa com ela uma porção de vezes, mas eu estava com tanto medo de estragar minha amizade com Edward por estar imaginando coisas, ele era tão bom para Nessie, eu não queria que ela o perdesse.

Na sexta ele ligou e, seu nome piscando em meu celular fez com que eu me sentisse uma adolescente idiota recebendo a ligação do primeiro namorado. Mal falei com ele por estar apressada para o trabalho, mas também por estar morrendo de vergonha. E, quando ele apareceu naquela noite para trazer Renesmee, eu quis que ele ficasse tanto para o jantar, mas não conseguia nem olhar em seu rosto sem me lembrar de tudo que imaginei naquela semana.

Principalmente os sonhos, os sonhos eram piores. Eu estava tão feliz, tão sorridente, mas Edward estava sempre junto e, eu sabia que nada daquilo era verdade, muito menos seria. Nós não éramos um casal.

No sábado eu me senti bem por saber que ele estava passando o dia com Renesmee e, adorei saber que ele tinha a levado ao cinema com Alec e Emm. Mas, eu ainda estava me sentindo terrível por manter Edward longe quando ele estava querendo voltar depois de seus dias sumido, eu tinha sido tão covarde nem o convidando para jantar aquele dia.

Por que você e Edward estão estranhos? — Nessie perguntou enquanto jantávamos.

Não estamos estranhos — menti.

Vocês mal se falam — ela murmurou, remexendo os legumes em seu prato.

Não é nada, só estivemos ocupados. Coma todos os legumes, okay?

Renesmee assentiu, suspirando alto de forma teatral, me fazendo rir. Mas, eu ainda estava mal, a terceira cadeira vazia a mesa parecendo zombar de mim.

No domingo nós tivemos um dia de compras em meninas, foi divertido e eu me permiti parar de pensar em Edward um pouco. Até mesmo comprei algo para montar minha fantasia para o Halloween, como consegui encontrar a fantasia perfeita para Renesmee, que só me fez lembrar dele e, eu voltei a pensar no médico imediatamente.

Tem falado com Edward? — Esme me perguntou, segurando Jane em seu colo, enquanto Rose ia ajudar Renesmee a experimentar a fantasia.

Nos falamos ontem, rapidamente.

Rapidamente não é falar. — Esme sorriu gentilmente para mim. — Chame-o para o Halloween.

Esme?

Apenas um conselho. — Ela piscou para mim. — Ela não é fofa? Eu queria uns dez desses em casa — falou referindo-se a Jane.

Eu segui o conselho dela, realmente não seguir um conselho de Esme parecia uma estupidez. Então, Edward apareceu para o Halloween e, enquanto estivemos fora pedindo por doces com Renesmee e os McCarty, era como ter voltado duas semanas atrás, quando tudo era menos complicado para mim e quando ele não estava afastado.

Mas, tudo que aconteceu depois de voltarmos para minha casa me colocou naquela bagunça. E, eu não sabia como sair.

Gemi, encolhendo-me no sofá enquanto via alguns médicos na televisão socorrendo vidas. Por que diabos eu estava vendo uma série médica quando não parava de pensar no médico que tinha acabado de enfiar a língua na minha boca?

Não que eu fosse reclamar de Edward enfiando a língua na minha boca, mas não parecia certo. Eu nem sabia que ele estava querendo algo comigo até dizer que precisava de algo e, sua necessidade era me beijar.

O que nós estávamos fazendo? O que estávamos pensando? O que eu estava sentindo?

Éramos amigos, eu gostava de tê-lo como amigo. Eu morria de medo de ir por outro caminho com ele e estragar tudo, não queria perdê-lo. Não era só Renesmee que gostava dele, eu também gostava, Deus, eu gostava muito, certamente mais do que deveria.

Eu tinha pedido que ele fosse embora, tinha dito que eu não poderia lidar com aquela situação e, com certeza não podia. Tinha pouco mais de um mês que James tinha me chutado naquela mesma sala, naquele mesmo chão onde eu estive embolada com Edward.

Toquei em meus lábios, lembrando-me da sensação dos lábios de Edward ali. Era tão bom, a boca dele era tão quente e doce. Suas mãos seguravam em mim com firmeza, mas com gentileza e, quanto mais ele me beijava, mais eu queria.

Eu podia ter facilmente cedido aos meus desejos ali mesmo, naquela mesma noite, mas eu pensei em tudo que daria errado. E, eu não queria que desse errado. Não queria mais uma pessoa indo embora da minha vida e da de Renesmee.

Desliguei a televisão, já era uma da manhã e eu devia ir dormir para trabalhar algumas horas depois. Edward e eu iríamos esquecer aquele beijo, ou fingir que não tinha acontecido, então poderíamos seguir em frente sendo amigos. Ainda, que eu soubesse que esquecer dele com a boca em meu pescoço fosse algo difícil.

Estava quase entrando no meu quarto, quando ouvi um choro do de Renesmee. Eu nunca tinha a ouvido chorando de noite, ela nunca tinha falado sobre pesadelos, então aquilo me assustou pra valer e entrei rapidamente no quarto dela.

— Nessie, o que foi? — perguntei a vendo em sua cama, encolhida debaixo do lençol e aparentemente tremendo, mas o aquecedor estava ligado para ser simplesmente frio. — Renesmee? — Fui até ela, que estava com o rosto preso em uma aparência cansada.

Toquei em sua testa, tendo o primeiro susto da noite. Renesmee estava fervendo, queimando, eu nunca tinha sentido alguém com tanta febre quanto ela naquele momento.

— Renesmee, o que você está sentindo? — perguntei em desespero, com ela ainda tremendo.

— Tudo dói, Bells — murmurou, então começou a tossir e, no meio da tosse veio a ânsia de vomito. Eu a ajudei a colocar a cabeça para fora da cama, deixando com que ela vomitasse no chão, era apenas líquido, ela mal tinha tocado em seu jantar. — Bells. — Gemeu de dor.

— Vai ficar tudo bem, eu vou cuidar disso — murmurei mais para mim do que para ela, sentindo-me mais do que nunca uma inútil naquela situação. A acomodei de volta na cama, apertando bem os lençóis em volta de seu corpo pequeno, para sair do quarto dela até o meu, caçando o celular que eu tinha deixado ali antes de sairmos para pegar doces.

Eu sabia que podia ligar para um monte de gente no lugar de Edward, Esme saberia como cuidar de uma gripe, Rose e Emm também. Eu podia até mesmo ligar para Carlisle, mas não queria nenhum deles, eu precisava de Edward ali, estava desesperada e, sabia que ele podia me ajudar e me acalmar.

— Bella? — Ele atendeu no segundo toque, a voz cansada, mas aparentemente ainda estava acordado quando liguei.

— Renesmee está passando mal, ela está com febre, vomitando e tossindo. Disse que tudo dói. — contei chorando, eu queria me bater por ser tão idiota e não saber cuidar de uma gripe. Que droga de tutora imprestável eu era?

— Calma — ele pediu e ouvi portas abrindo e fechando. — Eu preciso que se acalme, okay? Eu estou trocando de roupas e em um minuto estarei no carro, em mais alguns minutos estarei ai com vocês. Bella?

— Sim? — Chorei mais.

— Você precisa ficar com a Renesmee — Edward falou suavemente do outro lado. — Eu preciso que você pare de chorar e, fique ao lado dela. Você pode fazer isso?

— Posso — respondi, limpando o meu rosto sujo de lágrimas com a manga do suéter, agradecida por ter tirado a maquiagem depois de Edward ir embora.

— Coloque o celular no viva voz — ele sugeriu e fiz aquilo, indo até o quarto de Nessie que continuava tremendo. — Renesmee? — Edward chamou, ouvi mais portas abrindo e fechando, então o alarme do carro dele sendo desligado.

— Eddye? — Ness virou em direção ao meu celular, ainda com uma aparência enjoada e tremendo muito. Sentei ao lado dela, afagando seus braços.

— Ariel, que madrugada agitada, não? — ele perguntou em um tom divertido, o ouvi ligando o carro e não pude acreditar que Edward dirigiria falando ao telefone. — Eu quero que faça algo para mim, sua irmã está muito nervosa com você doente, então quero que cante comigo para animá-la. Bella, enquanto isso você pode vestir Renesmee, juntar documentos e uma bolsa com itens necessários? Nós podemos ir a um passeio noturno, é bom estarmos preparados.

— Tudo bem — murmurei, deixando o celular ao lado de Renesmee, enquanto procurava por roupas confortáveis para ela ir ao hospital se fosse preciso e, arrumando uma pequena bolsa para ela com roupas.

— Ariel, cante comigo — Edward pediu e, ele começou a cantar a música de Frozen, eu não pude deixar de rir, principalmente quando Renesmee mesmo doente cantou com ele.

Estava terminando de juntar os documentos, depois de trocar o suéter felpudo do Halloween por um normal, quando ouvi a buzina do carro de Edward. Desci as escadas rapidamente, então abri a porta para ele, estava carregando uma maleta e, nem usava casaco.

— Oi. — Sorriu para mim por um segundo, então correu até a escada, indo até o quarto de Renesmee. — Ariel, eu já estava morrendo de saudades de você.

Renesmee deu um sorriso mínimo para ele, enquanto tinha mais uma crise de tosse e outra ânsia de vômito, mas não conseguiu colocar nada para fora daquela vez.

— Bells — ela me chamou e, fui me enfiar ao lado dela na cama, afagando seus cabelos e costas.

— Estou aqui — prometi. — Edward, ela está queimando.

Edward assentiu, sério, vasculhando em sua maleta médica. Pegando um termômetro e pedindo que eu colocasse embaixo do braço de Ness.

— Ariel, abra bem a boca — ele pediu, Renesmee fez um muxoxo, mas abriu, claramente com dor de garganta. — Inflamada e, aparentemente essa mocinha tem amigdalite, vamos ter que tratar isso. Ela tem asma, ou bronquite? — me perguntou.

— Asma não, bronquite eu não sei — sussurrei, voltando-me a sentir uma irresponsável, estive quatro anos longe, eu não conhecia Renesmee tão bem assim.

Edward voltou a sua maleta, fazendo mais exames clínicos em Renesmee por alguns minutos.

— Você sabe se ela tem alergia a algum remédio? — Edward voltou a me perguntar e, as lágrimas em meus olhos devem ter denunciado minha falta de conhecimento. — Ariel?

— Eu não vou ao médico desde que Sarah morreu — contou envergonha e vi revolta nos olhos de Edward. Ele checou o termômetro e constatou 39 de febre.

— Vou ter de te levar para o hospital, Ariel. — Edward afagou carinhosamente o rosto dela. — Mas eu prometo que Bella e eu estaremos lá, então não fique nervosa. Eu não posso cuidar de você em casa, preciso que os médicos, enfermeiros, até que o dono do hospital esteja perto caso alguma medicação lhe faça mal, você entende? — perguntou olhando para ela, mas sabia que era para mim também, então assenti.

Ela podia ter alergias, podia ter doenças crônicas, ele precisava de uma equipe e estrutura caso algo desse errado.

— Pode pegar minha maleta, eu a levo até o carro — Edward disse, concordei, pegando a maleta dele, a bolsa de Renesmee e a minha, o seguindo para fora de casa, então entrando no banco de trás, pegando Nessie dele.

Ela estava encolhida em seu cobertor rosa, ainda com muito frio. Edward foi cantando para ela durante todo o caminho até o hospital e, eu invejei a calma que ele conseguia se manter diante aquela situação.

Edward voltou a pegar Renesmee no colo quando chegamos ao hospital e, foi comigo até a recepção da urgência, falando com as atendentes dali e, deixando-me passar meus documentos e de Renesmee para elas.

Nós fomos deslocados para uma sala de triagem e, Edward continuava com Renesmee no colo, cantando para ela, enquanto minha irmã tinha crises de tosse e choramingava com a dor no corpo. Quando finalmente fomos para a ala pediátrica, Edward conhecia o médico que a atendeu Benjamin Tulsa.

Ele examinou Renesmee, pediu um milhão de exames. Depois explicou que precisava saber se ela tinha algo a mais além da gripe e da amigdalite e, confirmar se a gripe era uma comum, ou H1N1.

Edward me explicou tudo aquilo, enquanto íamos de um lado para o outro com Renesmee a levando para exames. Ela estava exausta, praticamente dormindo nos braços de Edward, mas chamando por mim sempre que eu não estava em sua visão.

— Agora você pode descansar um pouquinho, Ariel. — Edward a colocou com delicadeza no quarto para onde Renesmee foi levada para a observação, uma enfermeira já preparava a primeira rodada de remédios dela, principalmente da febre que não abaixava.

O braço dela já estava marcado com o lugar onde ela tinha tirado sangue, mas ela não gritou nem chorou com a agulha. O que a fez receber muitos elogios da técnica de enfermagem e de Edward, acostumado com crianças fazendo escândalos.

— Eu não sabia que tinha uma filha, Doutor Masen — a enfermeira, que se chamava Hilary, comentou.

Edward não negou e, eu também não. Ele apenas sorriu e continuou afagando o cabelo de Renesmee, enquanto eu colocava mais um par de meias nos pés dela, observando-o fazê-la adormecer.

— Ela é muito parecida com você — Hilary falou para mim, sorrindo.

— Eu sei, ela é linda, não é? — Brinquei, bem mais calma por Renesmee estar rodeada por médicos que correriam até ela se algo grave acontecesse. — Ela é minha irmã na verdade — esclareci. — Edward é apenas um amigo da família. — Eu sabia que não podia deixar aquela história longe demais, ou quando amanhecesse toda a cidade comentaria sobre a filha do Doutor Masen, mas eu vi o rosto dele se encher de tristeza quando contei a verdade.

— Ah sim! — Hilary murmurou, voltando a preparação dos remédios de Renesmee.

Minha irmã acordou com a aplicação do remédio e, daquela vez chorou, mas aparentemente mais por cansaço do que por conta da agulha em sua mão. Hilary deixou o acesso ali, para mais remédios, disse que qualquer reação poderíamos chamá-la, então saiu, nos deixando sozinhos no quarto.

Edward voltou a cantar para ela e, alguns minutos depois Renesmee estava dormindo. Eu continuava debruçada sobre a cama, próxima aos pés dela, sentindo-me exausta também, mas ainda nervosa que algo pudesse acontecer a ela.

— Obrigada — agradeci a Edward, que olhou para mim, mas desviei o olhar para os pés cobertos de Renesmee. — Por ter corrido no meio da madrugada até a gente, por ter sido inteligente, enquanto eu poderia dar a ela remédios que poderiam fazer mal. Por pensar em doenças que ela pode ter, enquanto eu nem sei como elas funcionam. Obrigada por cuidar da minha irmã tão bem assim.

Solucei, só ali me dando conta que estava chorando.

Senti a mão de Edward na minha, então vi que ele tinha se aproximado.

— Você não precisa ser uma super heroína, Bella, acredite nem mesmo Rose ou minha tia são. É normal ficar nervosa com uma criança doente, principalmente com essa sendo a primeira vez de Ariel doente com você. E, você não tem culpa de não saber sobre alergias, doenças, ou coisas do tipo, Charlie tinha de ter o histórico médico de Renesmee, ele passou anos sem sequer levar a filha ao hospital. A culpa não é sua.

— Ela vai ficar bem? — perguntei, voltando a olhar em seu rosto.

— Ela vai — Edward afirmou. — Apesar de todos os exames é apenas uma gripe comum forte, em cinco, sete dias, ela estará cem por cento de novo. Então, eu vou trazê-la para exames a cada três meses, vou te explicar sobre cada doença e, você saberá cuidar dela tão bem que nem precisará de mim.

Apertei sua mão, se minhas unhas estivessem cumpridas elas provavelmente o feririam.

— Isso é uma despedida, doutor Masen? — Fitei seus olhos verdes.

— Ainda me quer por perto, senhorita Swan? Mesmo depois do que aconteceu mais cedo.

— Quero!

Edward sorriu, levando minha mão até sua boca e depositando um beijo ali.

— O que você sente por mim, Edward? — perguntei aflita. E se fosse apenas um sentimento passageiro? O que eu ia fazer com algo que podia acabar tão facilmente?

— Rosalie ganhou cinquenta dólares essa noite, Bella — Edward anunciou sério, eu fiquei confusa, então me lembrei da aposta.

— Sério?

— Sim e, eu estou tão arrependido de ter apostado com aquela sabichona. — Nós rimos, eu estava nervosa e fora de mim, ainda uma completa bagunça, principalmente com Renesmee naquela situação, mas a mão de Edward na minha parecia um bom porto seguro que eu me atraquei. — O que você sente por mim, Bella? — Foi a vez dele de perguntar. — Você sente algo?

— Muita coisa, Edward. Estou toda bagunçada, sinto muita coisa — murmurei, ele apenas assentiu, puxando-me para o conforto dos seus braços. Eu não sabia o que faríamos, como faríamos, mas eu queria tê-lo perto.

Notas finais
Que coisinha mais fofa o Eddye todo feliz ao ser confundido como pai da Ariel ♥ Renesmee gripada me representando porque sempre é como se eu fosse morrer hahaha Beijos! Lola Royal. 07.08.16