Amargo Lar

37 Capítulo Trinta e Seis — Lar


Notas iniciais
Gente, eu não sei o capítulo exato, mas AL deve acabar entre os capítulos 40, 45. Por aí hahaha Então, sim, estamos bem perto do fim! :x Boa leitura ♥

Edward Masen

Tia Esme sugeriu a mim, o Edward de doze anos, que nós enterrássemos meus pais em Chicago. Era a cidade Natal deles, onde toda a família estava, para onde eu estava indo, mas eu disse que não, mesmo novo e completamente desentendido do mundo, eu sabia que aquela não era a decisão certa.

Meus pais amavam San Diego tanto quanto eu, era a nossa cidade. Nossa quente cidade, que nos acolheu muito bem quando nos mudamos para lá, eu quis que eles ficassem lá, pois aquele era nosso lugar, não queria lhes tirar de casa.

Então, foi absurdamente estranho quando o calor de San Diego me envolveu naquele sábado e, eu detestei. Tirando a jaqueta que usava no avião, esperei que aquilo melhorasse, mas não aconteceu.

O barulho intenso, o calor insuportável e, o fato de estar sozinho me incomodavam profundamente. Não era como antes, nada mais era. Eu não tinha ninguém me esperando ali, não estava indo ao encontro de ninguém e, aquilo foi horrível.

Mandando uma mensagem para Bella, avisando que estava bem depois da viagem, eu senti um pouco de paz. Mas, isso fez aumentar as saudades de casa, o que despertou minha mente.

Antes San Diego era minha casa, até mesmo quando morei em Chicago com meus tios eu tinha a cidade Californiana como meu lar, foi o que me fez voltar para lá na faculdade. E, desde que estive em Forks, na fria Forks, eu pensava sem cessar em San Diego.

Então, eu estava lá e, isso não foi bom como pensei que seria.

Enquanto o motorista do táxi me levava até o cemitério, eu rodava o celular em minhas mãos, pensando que tudo tinha que dar certo para que pudesse chegar a tempo da apresentação de Ariel. Não podia perder aquilo, ela esteve as duas últimas semanas inteiras falando sem parar no recital, eu tinha lhe presenteado com um DVD do Quebra Nozes e só comigo ela assistiu duas vezes, Bella disse que ela devia ter assistido aquilo pelo menos umas dez vezes na última semana.

— Eu quero ser a melhor Clara! — Ariel tinha dito, exalando determinação.

Porque, ela era isso, determinada. Bella tinha me contado sobre como Charlie desmotivou o balé para Renesmee, como disse que ela nunca seria uma bailarina profissional e, eu sabia que a dança era o grande amor da vida de Ariel. Era tudo que ela possuía quando estava sozinha com o pai terrível que tinha, a dança foi por três anos inteiros o que lhe fazia sorrir. Ela seria a melhor Clara de todas as adaptações do Quebra Nozes do mundo, pois mesmo inconscientemente ela estava provando a si mesma que as palavras de Charlie eram falsas, ela conseguiria o que quisesse, desde que se empenhasse para isso.

Pensar nela me fez sorrir pela primeira vez desde que cheguei a San Diego. Eu estava cansado da viagem, incomodado com o calor e, triste pela data, mas pensar no doce e puro sorriso de Ariel me deixava em paz.

— Obrigado — agradeci ao motorista, que me mandou sair logo de seu carro.

Eu entrei no cemitério ignorando as ofertas de levar flores dos vendedores, nunca as comprava. Meus pais nunca levaram flores ao tumulo de vovó Charlotte por dizer que era injusto deixá-las lá secando, morrendo aos poucos, enquanto podiam estar plantadas em algum lugar, enfeitando a vista para os que podiam vê-las.

Flores são para os vivos, Edward. Agradecimentos, carinho, amor, nós devemos demonstrar tudo isso para quem está ao nosso lado diariamente, filho — papai me disse uma vez. — Nunca deixe de dizer a alguém que o ama, viu? É importante.

Eu te amo, papai. — O jovem Edward de dez anos disse a ele naquele dia, enquanto visitávamos o túmulo de vovó.

Eu também te amo, garoto!

Meus pais foram enterrados lado a lado, debaixo de uma árvore que projetava uma agradável sombra. O nó em minha garganta se apertou assim que eu a avistei, lembrando daquele mesmo dia anos antes, naquela mesma hora.

Nós tínhamos almoçado juntos, a terrível comida de mamãe, pois era papai quem sabia cozinhar, mas ele esteve ocupado pela manhã escrevendo um pouco para isso. Mas, ainda com a comida ruim dela, nós estávamos felizes.

Eu tinha contado a eles o quanto estava animado para viajar para Chicago no Natal, pois estava com muitas saudades de vovô. Meu pai compartilhava do sentimento, fazia algum tempo desde que não víamos vovô e, nós estávamos em pura agonia para poder viajar até ele.

Eles não foram para Chicago, eu fui. Foi o pior Natal da minha vida e, todos que vieram depois não foram como antes.

— Hey, eu estou aqui! — murmurei ao chegar perto dos túmulos, sentando na grama verde bem cuidada, sob a sombra da árvore que eu nunca sabia dizer qual era. — Eu sinto a falta de vocês. — Observei as fotos dos dois, mamãe com um grande sorriso, enquanto papai tinha aquele olhar apaixonado.

Seu pai sempre fala pelos olhos, Edward — mamãe me disse uma vez. — Olhe nos olhos dele, você saberá dizer o que ele está sentido.

— Conheci pessoas incríveis desde a última vez que estive aqui. — Toquei na pedra cinza do túmulo de mamãe. — Renesmee e Isabella, ou Ariel e Bella. Eu as amo, as amo tanto que não sei explicar o sentimento. Mas, você não está surpreso, não é pai? Sempre fui péssimo com palavras. Gostaria que vocês tivessem tido a oportunidade de conhecê-las, eu sei que iriam as amar o tanto quanto eu as amo. Eu prometo cuidar delas, ouviu, mãe? Vou ser um cara incrível para elas, pois as duas merecem.

Suspirei, sentindo as lágrimas em meus olhos.

— Nunca tinha entendido como vocês podiam se amar tanto. Como mesmo sendo tão diferentes como eram, pareciam ter sido feitos um para o outro. Mas, eu entendo agora com Bella, nós somos completamente diferentes, mas nós nos encontramos e quebramos o muro que nos separava. Ela tem a melhor risada do mundo, eu estava apaixonado pela risada dela antes mesmo de me apaixonar pela dona dela. Estou tão feliz ao lado dela, parece um sonho tão bom. Eu nunca quis me apaixonar, acho que tinha medo de me ferir, mas sei que isso não vai acontecer com Bella, sei que ela é a garota certa.

As lágrimas rolaram por meu rosto e, não me incomodei em limpá-las.

— Ariel, Deus, ela é extraordinária. Eu simplesmente não acreditava em destino, ou qualquer coisa do tipo antes, não pra valer. Mas, quando eu a ouvi chorando, quando a encontrei, eu agradeci o destino por ter a colocado em meu caminho. Eu a amo tanto, quis protegê-la desde o primeiro momento e, faria tudo para ver aquela menina bem. Papai, eu repassei Pollyanna a ela, Ariel adorou, ela ontem, sabendo que eu vinha até você, pediu que te agradecesse pelo presente. Ela disse que está muito contente por eu ter tido um pai tão bacana, eu também estou, pois você é o grande exemplo de pai que quero ser para Ariel e para todos os filhos que eu tenha com Bella.

Fechei os olhos, respirando fundo.

— Sou tão grato por tudo que fizeram por mim, por todo o amor que me deram. Eu espero que esteja orgulhando vocês pelo que me tornei, era apenas um menino quando vocês partiram, tudo que fiz, os erros e os acertos, tudo foi sempre pensando depois se isso era algo que lhes deixaria orgulhosos, ou envergonhados. Vocês são parte fundamental do que sou hoje, então, muito obrigado por terem sido incríveis. Ariel está certa, vocês foram bacanas demais comigo, eu os amo, mas vocês sabem disso, né? — Ri. — Eu prometo ficar bem, okay? Eu estava só, mesmo que não admitisse antes, mas não estou mais, encontrei uma nova casa, um lugar com pessoas que eu amo, com amigos e família que me querem bem. Estou feliz, é bom estar tão bem assim novamente.

Peguei o celular no bolso da minha calça, abrindo os olhos e discando o número de vovô rapidamente.

— Edward?

— Eu o amo, você sabe disso, não é?

— Sei sim — ele disse, sua voz calma.

— Bom, eu quero que não se esqueça disso, vovô Sam. Você é incrível, estou contente que seja meu avô.

— Edward?

— Sim? — Voltei a chorar.

— Venha para casa, garoto. Sua menina precisa de você naquele teatro, ela está esperando por sua presença.

— Eu vou. — Me coloquei de pé. — Estou indo.

— Edward, eu também te amo, garoto. Não se esqueça disso nunca, você é uma parte de mim que eu estou muito orgulhoso de ter. Elizabeth e Edward fizeram um bom trabalho, eles estão orgulhosos também, acredite.

Solucei, assentindo.

— Vamos Edward, se apresse. San Diego não é mais seu lar e você sabe disso, há outro lugar que você deve estar.

— Até amanhã, vovô! — Desliguei depois de ele resmungar algo como ‘garoto chorão’. — Eu volto, não sei se nesse exato dia, mas eu volto. — Olhei para as fotos dos meus pais. — Sei que vocês vão estar comigo por onde eu vá, por qualquer que seja meu lar. Eu estou vivendo de verdade agora, eu juro de mindinho e promessas assim não são quebradas.

Sorri, sentindo a brisa da árvore uma vez mais antes de ir embora.

***

O teatro estava cheio, aconteceriam mais apresentações depois da de Ariel. Mas, ela abriria a noite e, eu estava convencido de que até mesmo aqueles ali que não estavam no teatro para vê-la, iriam terminar a noite exaltando o quanto a garota era fantástica.

Rose tinha nos reservado acentos especiais na primeira fila, para mim e para Bella, junto com os pais das outras meninas da turma, para o balé de Renesmee. Nós seriamos substituídos depois, já que eram ingressos de cortesia apenas para o Quebra Nozes, mas estávamos bem com isso, desde que pudéssemos ver Ariel dançando no melhor lugar da casa.

Eu estava quase atrasado, tinha me arrumado no meu carro, no estacionamento do aeroporto quando cheguei de San Diego e, minha cabeça estava a ponto de explodir com dois voos no mesmo dia. Só, que tudo tinha dado certo, eu veria Renesmee dançando como prometido.

Avistei meus tios, sentados juntos com Emmett e Alec algumas fileiras da primeira. Emmett tinha em mãos sua câmera de vídeos, onde ele registrava cada momento importante dos próprios filhos, então me senti grato por ele ter a levado para gravar a apresentação, Bella e eu não estaríamos dispostos a gravar quando iríamos querer apreciar cada detalhe com atenção.

Meu lugar era no corredor, então foi fácil localizá-lo, assim como a Bella sentada ao lado. Ela parecia concentrada, quando me aproximei a vi de olhos fechados, respirando de forma que vinha fazendo recentemente para manter a calma.

Sentei junto dela, sem dizer nada, a deixando continuar seu processo de respiração.

— Esse lugar está reservado, meu namorado está chegando, é bom que saia daí logo! — ela exclamou irritadiça.

— Bom, espero que seu namorado seja eu — brinquei, então ela abriu os olhos, sua respiração sendo totalmente esquecida. — Olá, Bella!

— Oh Deus, Edward, eu não posso acreditar que você chegou! — Ela me abraçou. — Está para começar, eu estava aqui surtando pensando que você não iria chegar a tempo.

— Eu cheguei — falei, afagando suas costas, apreciando seu cheiro de morango vindo de seus cabelos. — Prometi que estaria aqui, não é?

— Como foi lá? — perguntou.

— Odeio San Diego — desabafei, a fazendo arregalar os olhos em surpresa. — Sério, é tão quente e abafado, era como se estivesse preso em uma sauna. E o barulho? Há música por qualquer lugar, sério, todo lugar, mas obviamente não é música boa. E, as pessoas, elas parecem tão mal educadas, ninguém foi simpático enquanto eu agradecia os favores, onde foi parar a gentileza?

Bella riu, recostando sua testa em meu ombro.

— Mas, o pior foi estar sozinho. — O riso dela parou, então ela voltou a me olhar, com preocupação. — Aquele não é mais meu lar, Bella. Eu estava sendo cego, pensando que lá era, mas não é mais, deixou de ser tem muito tempo. Quando voltei para lá depois, para a faculdade, eu tinha amigos, mas nenhum deles era tão próximo quanto Emm e Rose, sempre acabava só na casa grande dos meus pais. Eu não achava que Forks um dia fosse se tornar meu lar, mas ela se tornou.

Ela assentiu, afagando meu rosto.

— Estou feliz que esteja aqui — falou. — E que não se sinta mais só, Edward.

Eu me inclinei para beijá-la, por um curto tempo, até que seus lábios se afastaram dos meus quando anunciaram que a apresentação iria começar.

Lancei um sorriso ansioso para Bella, eu não via Ariel no balé. Eu sempre estava no trabalho, de plantão, enquanto ela estava em seus ensaios. Tinha apenas um curto relance dela dançando na primeira e única vez que fui ao estúdio vê-la dançar, então aquilo tudo era novo para mim. Eu finalmente a veria colocar em prática, tudo que sabia por seus relatos.

Bella segurou em minha mão, nossos olhos focados no palco.

Então, começou. Ariel já devia estar ali antes, pois quando as luzes se acenderam, ela já estava posicionada no meio do palco, de cabeça baixa, usando um vestido azul e, de cabelos parcialmente presos.

Os movimentos dela, cheios de sutileza, começaram junto com a música e, quando esta atingiu um tom mais alto, o rosto dela se levantou. Renesmee sorria graciosamente, aparentemente nem um pouco incomodada com o teatro cheio olhando apenas para ela, o palco era seu lar.

***

Nunca fui um fã de balé, eu não sabia nada sobre. Tinha algum conhecimento de Óperas graças ao meu pai, que me levou algumas quando eu era novo, mas eu também não sabia muito sobre.

Eu não podia dizer como alguém com técnica, como o Quebra Nozes coreografado por Rosalie estava se saindo. Mas, para mim, um leigo, estava sendo um dos mais belos espetáculos visuais.

Obviamente meus olhos estavam fixos em Ariel, enquanto ela dominava o palco em seu papel de Clara. Sempre sorrindo e, dançando como se nenhum daqueles passos fossem difíceis de fazer.

Foi a prova ao vivo de quando todos sempre diziam que ela era magnífica no balé. Rosalie e Bella não estavam sendo apenas babonas em Renesmee, elas estavam sendo justas, eu sabia que Rose nunca iria elogiar Ness apenas por ser como uma tia para ela, balé era importante para a loira, ela o levava a sério, então se ela dizia que Ariel era boa, eu sabia que isso era verdade.

Eu estava tão submerso a dança e a música, que as poucas vezes que consegui ver Bella, ela tinha a mesma expressão de orgulho. Um orgulho quase furioso, como se ela pudesse sair daquele teatro e gritar para toda a cidade o quanto Renesmee era boa e, sabia que as palavras de Charlie para Ariel estavam em sua mente.

Quando acabou, as pessoas ao meu redor começaram a aplaudir. Bella e eu, assim como todos da primeira fila, ficaram de pé e, eu ouvi o resto do teatro ficando também.

Ariel tinha um sorriso envergonhado no rosto quando acabou, unindo-se a Rosalie e ao resto das meninas para agradecer. Eu posso jurar ter visto Renesmee com lágrimas nos olhos, mas estava escuro demais onde eu estava para ter certeza disso.

— Ela não foi maravilhosa? — Bella me perguntou sobre o som dos aplausos, enquanto a apresentadora do festival citava o nome de cada uma das meninas, agradecendo a presença de todas. Quando o nome de Renesmee foi dito, Bella e eu fizemos tanto barulho que conseguimos atrair a atenção dela, que acenou para a gente, com um sorriso empolgado assumindo o lugar do envergonhado de anteriormente.

Quando elas saíram do palco e, todos no teatro começaram a se mover para aproveitar o intervalo. Bella me puxou até os bastidores, ela estava usando a credencial sem foto de Alice, então deixaram com que a gente passasse por lá.

— Isso é falsidade ideológica.

— Ninguém mandou o segurança não me pedir minha identidade — ela rebateu, fazendo com que eu risse.

— Eddye, você veio, você veio! — Ouvi a voz de Renesmee assim que cheguei ao camarim que ela estava com as meninas, eu a peguei no colo, indo para o corredor, deixando Rose e Alice na privacidade do local para ajudar as garotas tirarem seus figurinos.

— Você tem ideia de o quanto esteve fantástica?

— Você viu tudo? — ela perguntou. — Eu errei uns passos, estava tão nervosa. Bells? — Olhou para a irmã ao nosso lado. — O que você achou?

— Você errou? — Bella indagou confusa. — Esteve tão bem, eu não vi erro algum, pequena.

— Vocês não vão admitir que eu errei. — Ariel riu. — Eddye, obrigada por vir! — Ela se agarrou ao meu pescoço. — Bells? — Renesmee, a toda carga de energia, se remexeu em meus braços, sinalizando que eu a colocasse no chão, o que prontamente fiz — Eu quero, Bella, eu quero muito mesmo ser uma bailarina para sempre. Eu posso ser, diz que eu posso ser, por favor.

— Claro que você pode ser, meu amor! — Bella se ajoelhou diante Renesmee, segurando em suas mãos, os olhos fixos nos dela. — Você pode ser até uma astronauta se quiser.

— Não. — Renesmee balançou a cabeça, fazendo uma careta. — Eu quero ser apenas uma bailarina, isso foi tão bom. Eu estou tão feliz, muuuito feliz mesmo!

Ela se jogou no colo da irmã mais velha, que prontamente a envolveu em seus braços.

— Você vai ser, Ariel, uma grande bailarina, eu tenho certeza disso.

— Eu vou ser a primeira bailarina de Seattle! — Renesmee exclamou determinada.

— Sim, você vai ser. — Bella afagou o rosto dela gentilmente e, eu pude ver muito amor em seu gesto.

— Ness, venha se trocar. E vocês dois não deveriam estar aqui! — Alice apareceu no corredor.

— Jazz está certo, seu humor de grávida é terrível — falei para Alice, que por pouco não soltou um palavrão ali mesmo.

— Vá, querida, nós te encontramos depois — Bella disse para Renesmee, que concordando entrou no camarim com Alice.

— O que é primeira bailarina? — perguntei a Bella, enquanto deixávamos os bastidores.

— É a mais importante de uma companhia.

— Oh sim, você está certa, ela vai ser isso. — Segurei na mão de Bella, que deu um sorriso vitorioso ao ouvir minha frase.

***

Meus tios tinham ido embora com Alice, que estava exausta e precisava de sua cama, logo depois da namorada regida por hormônios de Jazz e Rosalie, se despedirem de cada pai e mãe das meninas de sua turma, alguns voltariam para Forks, outros ficariam em Seattle aquela noite. Bella, Renesmee e eu ficaríamos, assim como Alec, Emm e Rose, todos no mesmo hotel, então quando chegamos lá nos dirigimos para o restaurante, para termos um jantar de comemoração.

— E não dói ficar nas pontas dos pés? — Alec perguntou a Renesmee e a mãe quando nos acomodamos em nossos lugares no restaurante.

— Ness ainda não estava nas pontas dos pés, querido — Rose respondeu. — Ela só vai poder fazer isso a partir dos onze anos de idade, quando for um pouquinho mais velha.

— Isso deve doer taaaanto! — Alec cantarolou, ganhando um sorriso da mãe.

— Eu vou aguentar, né, tia Rose?

— Claro, meu bem, você irá se acostumar as sapatilhas de ponta rapidamente — Rose afirmou para Renesmee. — O que você achou Edward?

— Balé é incrível, eu sou um viciado em balé agora. — Emmett riu, enquanto analisava o cardápio.

— Você seria tão sortudo se Bella fosse bailarina, sabe, flexibilidade e resistência — ele cochichou para mim por trás do menu. — Acho que algumas posições do kama sutra foram pensadas especialmente para bailarinas.

— Ei, seu idiota, eu ouvi isso! — Rose bateu na parte de trás da cabeça dele, por sorte, Bella estava conversando com Renesmee e Alec, o que impedia as crianças de ouvirem as considerações de Emm sobre sexo.

Quando nossas bebidas foram entregues, champanhe para Rose e Emm, refrigerante para Alec e Renesmee e água para Bella e eu, peguei minha incrível taça de água e chamei a atenção de todos. Bella sorriu para mim, sabendo que eu faria um brinde.

— Você não sabe ficar de boca fechada, né? — ela perguntou.

— Não mesmo. — Pisquei para ela. — Eu, só quero propor um brinde a duas pessoas que foram maravilhosas hoje — falei para todos. — Rose, você foi uma coreografa muito boa, todo seu esforço e dedicação sobre as meninas certamente foram compensados essa noite, sua presença no palco também foi maravilhosa. — Ela sorriu, ganhando um beijo de Emm na bochecha. — Mas, eu devo admitir que não tinha ninguém naquele palco que tinha mais minha atenção do que Ariel.

Renesmee voltou a ter seu sorriso envergonhado no rosto, olhando diretamente para a mesa.

— Você foi maravilhosa hoje, Renesmee. Eu estou muito feliz de ter conseguido chegar a tempo para ver você brilhando naquele palco. Tenho certeza de que essa foi a primeira de muitas apresentações em sua vida. — Ergui minha taça e, todos, incluindo Alec e Ariel fizeram o mesmo. — As melhores bailarinas do mundo!

— Obrigada — Ariel sussurrou para mim.

***

Bella estava na varanda do quarto, mesmo que o frio estivesse intenso graças ao dia chuvoso que Seattle enfrentou. Eu tinha reservado uma suíte com dois quartos para a gente, ela era dividida por uma sala, então tínhamos Renesmee já dormindo, do outro lado dessa.

— Tudo bem? — perguntei, indo para a varanda também.

Nós podíamos ver o Obelisco Espacial, um ponto turístico da cidade, do hotel que estávamos. Bella tinha seus olhos fixos nele e, notei o mesmo olhar perdido que ela esteve durante boa parte do jantar.

— Eu vi Renée hoje — ela disse, me pegando de surpresa.

Eu pensei que estar de volta a Seattle lhe faria pensar em James, Renée definitivamente não era algo que estava esperando.

— Na rua — continuou a falar séria, enquanto debilmente eu continuava calado, apoiado a grade de proteção junto dela. — Saindo de uma lanchonete com um homem, ela parecia muito feliz, os dois pareciam.

— Ela te viu? — consegui perguntar.

— Não — negou. — Eu estava no carro de Carlisle, ela nunca me veria pela película, mas também duvido que ela conseguisse me reconhecer. Se passaram dez anos em todo caso.

— Você acha que ela esteve em Seattle por todo esse tempo?

— Não sei. — Bella deu de ombros. — Eu não sei mesmo. Ela pode, isso é possível, eu também estava fugindo de Forks e o mais longe que cheguei foi aqui, não é? Não sei quem era o homem com ela, então acho que talvez ela nem o conhecesse quando foi embora.

— Quer procurar por ela?

Bella voltou seu olhar para mim por fim.

— Por que eu procuraria, Edward? — questionou. — Renée foi embora, não é? Ela era a mãe, eu era a criança desprotegida naquela véspera de Natal. — Procurei por lágrimas em seus olhos, mas não tinha nenhuma ali. — Não, eu nunca procurarei por ela, não por minha vontade. Se um dia Renesmee pedir isso, eu farei, odiando envolvê-la com Renée, mas farei. Mas por mim? Não, isso seria um grande retrocesso, não há nada que Renée possa trazer de bom para minha vida, Edward. Eu estou tão feliz sem ela, não quero mais me magoar.

Bella voltou a encarar a grande torre.

— Na verdade, é bom que ela esteja feliz. Ela era tão amargurada e cheia de ódio, pelo menos ela está bem, não é? Foi embora porque certamente odiava a vida dela, era infeliz, agora há felicidade na vida dela e isso é bom, até mesmo para Renée.

Afaguei as costas de Bella, depositando um beijo em sua cabeça.

— Eu estou bem, Edward — disse confiante.

— Eu sei — falei. — Só quero poder te sentir.

— Tenho um presente de Natal antecipado para você. — Ela ficou de frente para mim, suas mãos sobre meu peito. — Eu tive aquela consulta, estou tomando aquelas pílulas e, o tempo de efeito já está cumprido.

Bella mordeu os lábios, corando intensamente. Eu a beijei, enquanto Bella se agarrava a minha camisa social, suas mãos trabalhando rapidamente nos botões, enquanto eu a conduzia para o interior do quarto.

Tirei o vestido bege de seu corpo, revelando sua lingerie vermelha provocante contrastando contra sua pele branca. Ela tirou minha camisa por fim, suas mãos passeando por minha pele, meu corpo reagindo a presença dela como sempre acontecia.

— Eu te amo tanto — ela falou, beijando meu peito, descendo seus beijos para minha barriga, subindo novamente até estar em meu pescoço.

— Eu também te amo muito — falei, percorrendo seu corpo com as pontas dos dedos, tocando nos lugares certos para deixá-la arrepiada.

Bella me puxou para cama, deixando meu corpo ficar sobre o dela.

— Toque-me, Edward — pediu. — Eu preciso senti-lo — falou, voltei a beijá-la, enquanto minha mão deslizava para o interior de sua calcinha. — Sim, isso — gemeu em meus lábios com meu toque, tirando suas mãos de mim para tirar seu sutiã.

Eu a livrei da calcinha, deixando com que tivesse mais acesso ao seu corpo. Vendo as reações de prazer estamparem seu rosto com cada novo toque meu. Bella veio facilmente em minhas mãos, dando um sorriso aliviado, então me livrou do restante das minhas roupas e usou suas mãos em mim também, o suficiente para que estivesse pronto para ela.

— Porra — gemi, afundando meu rosto nos cabelos dela quando estive completamente dentro dela, sem nada nos separando. — Isso é maravilhoso! — Deslizei para fora de sua boceta, voltando a entrar.

— Sim, isso é — ela gemeu também, suas unhas curtas arranhando minhas costas de leve. — Oh, Edward! — Suas pernas apertaram-se em volta de mim.

Aquilo foi suficiente para que eu voltar a beijá-la e, mais do que nunca me sentir em casa.

Notas finais
Eu choro com tudo, mas foi tão fácil chorar com a cena do Edward no cemitério que eu até me assustei, me senti muito na pele do personagem, então espero que tenham gostado dessa cena em particular. Ariel brilhando ♥ Então, sim...Renée só irá aparecer ativamente se a Ness pedir por isso. Bella tá muito bem sem a mãe e, Renée não está procurando pela filhas. Beijos! Lola Royal. 31.08.16