Amargo Lar

38 Capítulo Trinta e Sete — Neve


Notas iniciais
Capítulo super dedicado a Aninha_e_Juli que recomendou, muuuuito obrigada, flor ♥ Amei muito a recomendação! :D Se eu não mudar nada de última hora, Amargo Lar acaba no capítulo 40, então, teremos um epílogo para fechar a conta. Okay? Okay...Vamos começar a trabalhar em deixar a história ir kkkk Não quero que acabe, mas né, fazer o que? Boa leitura! ♥

Isabella Swan

Eu estava quase dormindo no banco do carona do carro de Edward, assim como Renesmee que já estava devidamente apagada no banco de trás, quando vi os primeiros flocos de neve caindo na entrada de Forks. Sorri, voltando ainda mais meu rosto para a janela, apreciando o espetáculo que começava ali.

— Nós devemos fazer um boneco de neve.

— Você assistiu muito a Frozen, Elsa — Edward disse, fazendo com que eu risse. — E ainda não há neve suficiente para isso, talvez na manhã de Natal. Para a minha casa, ou para a sua? — perguntou, me olhando por um instante.

— Para a minha — respondi. — Eu quero poder conversar um pouco com Ness a sós.

Edward respirou fundo, sabendo que eu falaria sobre Renée, mas não disse nada. Ele apenas seguiu o caminho para minha casa, acatando meu pedido.

Tínhamos saído de Seattle depois do almoço, quando mais uma vez fizemos uma refeição absurdamente divertida com os McCarty. Então, deixamos a cidade para trás, indo para casa.

— Ariel, nós chegamos! — Edward chamou por ela quando estacionou seu carro na frente da minha casa. Era tão estranho estar de volta ali depois de ter visto Renée, todas as imagens dela indo embora voltando a minha mente com força total.

— Okay — Renesmee murmurou, ainda sonolenta.

— Quer que eu a leve lá para dentro?

— Sim, por favor — pedi a ele.

Nós deixamos o carro com ele carregando Renesmee e, eu levando as nossas bolsas. Edward a colocou em seu quarto, então voltou para a sala onde eu estava.

— Tem certeza de que quer ter essa conversa com ela, Bella? — perguntou apreensivo.

— Tenho — respondi suspirando. — Ela tem direito de escolher, Edward. Renée está três horas de distância daqui, não é? Vou deixar com que Renesmee saiba disso.

— Qualquer coisa, por favor, me ligue imediatamente, tudo bem? — ele perguntou, ajoelhando-se diante de mim que estava sentada no sofá.

— Eu ligo — prometi. — Agora vá para casa descansar um pouco e, ficar com seu avô, eu sei que ontem foi um dia difícil para os dois. Será bom que fiquem juntos agora.

— Eu vou. — Ele me beijou. — Amo você, Bella.

— Amo você também, Eddye!

Ele fez uma careta e, eu ri.

— Não vai superar esse apelido, né?

— Nunca — afirmei sorrindo.

— Okay, posso lidar com isso. Até amanhã — ele concordou, indo embora.

Sem Edward por perto, com Renesmee sozinha, eu chorei. Todas as lembranças ruins vividas naquela casa me dominando mais do que eu gostaria.

***

Adorava vê-la dormindo, era tão serena. O modo como seus lábios ficavam entreabertos, como fazia caretas e sorria.

Ela tinha sido fantástica como Clara na apresentação do dia anterior, sustentou-se no palco durante todo o espetáculo sempre com charme e graça, enquanto fazia aquilo que tanto amava.

Meu peito se encheu de orgulho a cada momento, pois eu não podia estar mais feliz por ela estar feliz. Eu pensei em Charlie, em Renée. Como Charlie nunca tinha sido bom de verdade, como Renée foi embora deixando para trás uma filha tão incrível como Renesmee.

Nunca vi Renée dizer a Renesmee que a amava, nem mesmo nas primeiras semanas de vida da pequena. Renée tinha me dito que me amava, uma, ou duas vezes, ela tinha me deixado seu coração. Tudo isso, por muito tempo, foi o que me deixou tão mal por minha mãe ter ido embora, pois eu pensei que a culpa era de Renesmee e, que Renée realmente me amava.

A culpa nunca foi dela, ela não tinha culpa se Renée não a amava. Não tinha culpa da nossa mãe ter ido embora. Eu podia ver isso tão claro quanto o céu no verão, minha irmã nunca foi culpada por nada que aconteceu naquela véspera de Natal, injustamente eu tinha a odiado, a colocado no mesmo patamar de Charlie e Renée.

Mas, Renesmee era apenas uma garotinha como eu. Nós duas tínhamos as mesmas feridas familiares. Eu nunca fui melhor do que ela.

— Bells? — Renesmee acordou, assustando-se me vendo junto de si em sua cama.

— Oi meu amor. — Beijei sua testa.

— Tudo bem? — perguntou confusa.

— Sim, nós podemos conversar um pouco? — perguntei, sentindo as primeiras lágrimas em meus olhos.

— Você está chorando? Bells, o Eddye está bem? — Ela se sentou no mesmo instante.

— Está sim, pequena. Ele foi para casa, então, será apenas nós duas aqui hoje — expliquei. — Eu realmente preciso conversar algo importante com você. Está com fome?

— Não, fala logo — pediu nervosa.

Assenti, afagando seu rosto ansioso.

— Eu vi Renée ontem em Seattle, Ness.

Os olhos dela se arregalaram.

— Eu não falei com ela e, ela não me viu. — Renesmee concordou com um aceno de cabeça, seus olhos fixos nos meus. — Ness, eu sei que você nunca a conheceu, então...

— Por que ela foi embora, Bells? — Renesmee perguntou séria. — Por que ela nos deixou? Papai nunca falava dela, ele sempre gritava e me mandava calar a boca quando eu perguntava.

— Eu não sei, Ness. Realmente não sei. — Senti as lágrimas em meu rosto. — Ela simplesmente foi. — Suspirei. — Renée e papai brigavam muito, praticamente todo dia e, ela sempre descontava em mim.

— Ela te batia? — Renesmee perguntou horrorizada.

— Sim — sussurrei.

— Bells — murmurou chocada.

— Renée não era feliz, Ness, isso eu posso dizer. Ela engravidou muito cedo. — Funguei. — E, a vida que tinha não era nada agradável para ela, querida. — Toquei no rosto de Renesmee. — Então ela foi embora.

— Eu não gosto de Renée — Renesmee declarou irritada. — Ele te machucava, Bells. Eu odeio que machuquem você!

Apenas continuei chorando, convencida que tinha sido um erro ter aquela conversa, eu não era tão forte quanto pensava.

— Ness, você quer conhecê-la? Eu posso procurar por Renée, posso perguntar se ela quer te conhecer.

Renesmee parou para pensar, franzindo a testa, olhando para suas mãos em seu colo.

— Eu tenho dez anos, Bells — falou. — Ela nunca procurou por mim. — Engoli em seco. — Não quero procurar por ela também. Eu não quero conhecê-la, ela não quis me conhecer.

— Ness...

— Não, Bells! — Renesmee voltou a me olhar, chorando também — Eu não acho que Renée seja uma mãe de verdade. Tia Rose, vovó Esme...Elas são mães, Renée não é, não quero ficar perto dela. Tenho você, Bells, não preciso de Renée.

— Sim. — A puxei para meus braços. — Você me tem sim, pequena!

— Eu amo você, Bells! — Renesmee exclamou, antes que nossos choros fossem tudo a ser ouvidos naquela casa.

***

Edward e eu fomos fazer compras de natal na sexta-feira, incrivelmente atrasados por já ser dia 23, mas foi o único dia que conseguimos uma folga. Eu estava submersa com a reforma da confeitaria, sempre lá com Jasper e Esme supervisionando tudo e, ele trabalhando como um louco para poder aproveitar suas férias de inverno, que com muito esforço conseguiu, em paz.

— Edward, tire esse gorro, você está se envergonhando! — pedi a ele rindo, enquanto andávamos por uma loja de conveniência, ele tinha encontrado o gorro de Natal e o usava, com fios de cabelos cobres escapando pelos lados.

— Eu pensei que ficava sexy com tudo — ele provocou, mordi minha língua, percebendo a grande idiota quando um dia disse a ele que ele ficava bonito de jaleco, smoking e até se usasse roupas minhas.

— Não com um gorro de Natal, você tem quase dois metros de altura, estão todos te olhando!

— Bom, é Natal, vou usar um gorro de Natal — falou, pegando algumas luzes e colocando no carrinho que eu empurrava. — Você vai fazer bolo?

— Claro que eu vou fazer bolo, de que você quer afinal?

— Morango!

— Não, vamos ter de chocolate.

— Bella, por favor.

Apenas ri, pegando mais alguns itens de decoração e colocando no carrinho.

— Vou pensar em uma cobertura de morango, é o máximo que terá, Masen.

— Você já tem ideia do cachorro?

— Já disse que não será um labrador.

— Bella, Renesmee irá adorar um labrador.

— Eu estava pensando em um pequeno, tipo um poodle.

— Não, ela não é uma garota de poodle, é uma garota de labrador! — teimou, eu parei de andar, me virando para ele, que tinha esse olhar fofo.

— Tudo bem, teremos um labrador! — Suspirei, sendo vencida. — Mas, você irá adestrá-lo.

— Ele pode se chamar Marley?

— Edward, você é muito clichê!

— Eu sei e, mesmo assim, você é apaixonada por mim, amor! — falou convencido, tirando o gorro de sua cabeça e colocando na minha. — Muito, muito apaixonada por mim. — Me beijou, nossas compras sendo esquecidas por hora.

***

Depois de comprar todos itens de decoração e, presentes para todos, tirando o de Renesmee que seria o bendito labrador chamado Marley, apesar de eu prever mais Edward agarrado ao bicho do que ela, nós fomos comprar o bendito presente dela. Estávamos em Port Angeles, tínhamos deixado as compras no carro de Edward, enquanto tomávamos café caminhando até nosso próximo destino.

— Nós deveríamos comprar um peixinho novo para o Alec, Rose ia surtar.

— Ele morreria antes do ano novo — falei. — O pobrezinho não merece isso. — Parei de andar quando passamos na frente de um antiquário.

— Você é uma colecionadora de objetos antigos? — Edward perguntou confuso.

— Ah, não, só achei esse medalhão tão bonito! — Apontei para o medalhão exposto na vitrine, tinha uma frase escrita em um dos lados do interior e no outro um espaço para uma pequena foto. — Ele seria perfeito para Ness, não é? Você consegue ler o que está escrito? — Me aproximei mais da vitrine, Edward colocou a mão na minha testa, impedindo que eu batesse no vidro.

— Plus que ma propre vie, é francês para mais do que minha própria vida.

— Oh Deus, eu preciso dar isso a ela — falei animada, entrando no antiquário e pedindo o medalhão para o vendedor.

— Satisfeita? — Edward perguntou quando recebi o embrulho.

— Sim, qual foto acha que ela colocará? — perguntei pagando pelo presente.

— A primeira que tirarmos do Marley, certamente. — Edward piscou para mim, segurando em minha mão e me tirando do antiquário.

— Ela pode não querer esse nome — o lembrei.

— Acredite, ela vai querer! — ele disse e, seu tom era o clássico convencido.

***

Edward e Renesmee estavam enfeitando a árvore dele, enquanto eu ajudava senhor Masen a chegar a sala. O frio sempre lhe fazia sentir muitas dores na perna, então andar era mais complicado.

Nós três, Edward, Ness e eu, tínhamos decorado minha casa pela manhã. Mas, passaríamos o resto do dia 24 na casa de Edward, então estávamos o ajudando a arrumar tudo por lá também. No dia seguinte, iríamos almoçar na casa de Esme, ela estava oferecendo um grande almoço de Natal, com os McCarty incluindo os pais de Emm e, a família de Alice como convidados.

— Tudo bem por ai, vovô? — Edward perguntou, enquanto desenrolava as luzes com Ness, que estava ficando irritada com a grande bagunça que aquilo tinha ficado.

— Sim, não estou morrendo — resmungou.

— Vou lhe fazer um chocolate quente, senhor Masen. — Estiquei as pernas dele sobre a mesinha de centro, lhe cobrindo com uma manta. — Vocês querem? — perguntei para Renesmee e Edward, que tinham desistido das luzes. — Gente, pelo amor de Deus, você são piores do que eu. — Pulei os adereços de decoração espalhados no chão, indo até eles e desfazendo os nós dos fios das luzes. — Pronto.

— Obrigada Bells!

— Não seriamos nada sem você, amor! — Edward agradeceu me beijando.

— Eca, parem com isso — Renesmee pediu fazendo uma careta.

— Menos papo, mais ação — falei para os dois. — Ou vocês não terminam de arrumar essa árvore antes da Páscoa.

— É bem provável, Ariel quebrou a estrela, vamos ter de fazer uma de papelão.

— Ei, eu não quebrei, sentei em cima sem querer! — ela se defendeu da acusação, eu os deixei debatendo sobre o caso da estrela e fui fazer o chocolate quente, iríamos precisar de energia para enfrentar o caos que transformamos a sala de Edward.

Meu celular tocou e o atendi rapidamente ao ver o número de Esme.

— Esse cachorro é maluco, ele não para de latir e já destruiu um sapato meu! — falou.

— Oh, desculpe por isso — falei, contendo um riso, como Renesmee não podia ver seu presente antes da hora, nós tínhamos deixado Marley, um labrador de pelo claro de um mês e meio de idade, sobre os cuidados de Esme, até que o déssemos a Ness no dia seguinte. — Mas, ei, ele não é fofo?

— Fofo? Bebês são fofos, esse cachorro é demoníaco.

— Nós iremos mantê-lo longe de seus sapatos — prometi rindo.

— Ah vocês vão sim, tenho que desligar agora, estou tentando convencer Jazz e Alice que dar nomes de Deuses Gregos ao bebê não é legal. Quem quer o filho se chamando Zeus? Sério, vocês todos vão me enlouquecer.

Eu ri quando ela desligou.

— O que foi? — Edward perguntou ao entrar na cozinha, tentando remendar a estrela quebrada com a fita adesiva que mantinha ali.

— Esme está maluca com Marley e, Alice e Jazz querem que o bebê se chame Zeus. — Edward fez uma careta.

— Nós estamos mantendo Elizabeth, não é? — ele perguntou.

— Definitivamente. — Entreguei uma xícara de chocolate para ele. — Zeus Swan Masen seria um péssimo nome.

— Medusa Swan Masen. — Edward riu, ainda tentando salvar a estrela quebrada.

— Eu quero ter seus filhos, Edward — falei, ele me olhou sorrindo. — Sei que ainda não estamos prontos para isso, mas eu mal vejo a hora que tudo esteja tão perfeito que a gente consiga começar a pensar em produzi-los.

— Nós vamos treinar bastante até lá. — Ele afagou meu rosto. — Mas vamos manter eles longe de estrelas, porque se forem como Renesmee, nós estamos ferrados.

Sorri, vendo a estrela destruída, mas todo o resto ao meu redor reconstruído.

***

Acordei com algo errado ao meu redor, o colchão parecia se mover, ou algo assim. Abri os olhos, vendo Renesmee pulando na cama de Edward e, ele usando o bendito gorro de Natal em sua cabeça, enquanto ria dela.

— Bells, é Natal! — Renesmee anunciou. — Vamos, acorde, tem uma pilha de presentes em baixo da árvore.

— Aham, que bom que o Papai Noel veio — resmunguei, me agarrando ao travesseiro de Edward.

— Bella, Renesmee tem dez anos, ela não acredita mais em Papai Noel — Edward falou.

— É Bells, eu tenho dez anos! — Ela fez coro. — Vamos! — Ela pulou da cama.

Me arrastando eu fui atrás deles, eu não tinha aquela energia dos dois, mesmo no Natal. Por sorte tinha deixado um bolo pronto desde o dia anterior para tomarmos café, então não precisei cozinhar nada, ou acabaria dormindo em pé, nós três tomamos café com senhor Masen, então fomos para a sala abrir os presentes.

— Muito engraçado, quem foi que teve essa ideia? — Edward perguntou ao abrir um de seus presentes que era um livro de receitas.

Eu já tinha ganhado um livro de Senhor Masen sobre Guerras, que estava louca para ler.

— É útil — falei, vendo o livro de Edward. — Quem sabe você aprende algo decente.

— A ideia foi sua? — perguntou traído.

— Ness — dedurei.

— Bells!

— Que? Você acha que eu ia assumir essa só? — Fiz cócegas nela, que logo pediu que eu parasse, o rosto vermelho de tanto rir.

Era nosso primeiro Natal de verdade, eu estava tão contente que estava indo tudo bem.

— Aqui, Ariel, esse é o meu. — Coloquei o embrulho do medalhão em sua mão, vendo Edward sorrir por eu estar usando o apelido.

Animada, Renesmee abriu o embrulho, olhando curiosa para o medalhão.

— O que quer dizer? — perguntou.

— Mais do que minha própria vida — respondi.

Ness sorriu, tocando sobre a frase com a ponta do dedo.

— É lindo, Bells!

— Você quer usar agora?

— Sim, por favor.

Eu a ajudei a colocar o medalhão em seu pescoço, então Renesmee me deu um forte abraço.

— Amo muito você, Renesmee.

— Amo muito você também, Bells — ela sussurrou de volta. — Esse é o melhor Natal de todos.

Ela estava certa.

***

A casa de Esme estava cheia aquele Natal e, com a presença ilustre de Marley, tudo parecia ainda mais barulhento. Obviamente Renesmee tinha adorado o presente, mas o cachorrinho já tinha como sua pessoa preferida Edward, eu não tinha ideia de como ia mantê-lo na minha casa se ele seguia meu namorado de um lado para o outro, talvez devesse dar uma camisa de Edward para ele dormir.

— Vem Marley, vem! — Alec e Renesmee o chamavam do topo da escada da varanda.

Marley seguiu as vozes dos dois, no meio do processo esbarrando no Olaf, meu querido boneco de neve e, o fazendo ir ao chão.

— Deus, Esme está certa, ele é demoníaco — resmunguei vendo o boneco de neve desmoronando, enquanto Alec e Renesmee entravam na casa com Marley, Edward riu, eu estava seguindo para dentro também, quando ele me manteve do lado de fora. — O quê? — perguntei vendo seu sorriso travesso.

— Tenho um presente para você — ele disse, afastando uma mecha de cabelo do meu rosto.

— Nós combinamos que não iríamos trocar presentes — falei séria. — Edward...

— Eu não gastei dinheiro algum com o meu — Edward afirmou. — Sério, nenhum dólar, prometo. E, de qualquer forma, é o que o presente significa que realmente vale.

— Do que você está falando?

Ele mexeu no bolso do seu casaco, já que o frio era insuportável demais para ficarmos sem, tirando de lá uma caixinha de joia. De um anel, eu prendi a respiração.

Não, ele ia mesmo me pedir em casamento?

— Edward... — murmurei.

Então, ele abriu a caixinha, revelando uma chave, não um anel.

— Oh, isso me pegou de surpresa. — Arfei.

— Vem morar comigo, Bella? — ele perguntou. — Você, Renesmee e agora Marley. — Um sorriso imenso rompeu por seu rosto. — Quero ter vocês ao meu lado todo dia, quero voltar para casa e poder encontrá-las lá, quero que você volte e que eu possa te receber. Nós dividiremos as contas, as tarefas, colocaremos Renesmee na cama todos os dias, iremos ler para ela, eu vou manter Marley na linha, por mais difícil que isso seja. Eu quero que a gente possa ser uma família, Bella.

Notas finais
Edward, me chama que eu vou o/ Siiim, gente, nada de Renée. Prometo. Ela é uma personagem que nem mesmo eu consigo decifrar. Durante todo esse tempo que estive escrevendo AL, pensei em Renée voltando, nas meninas procurando por ela. Mas, ai acabei sendo dominada pelos pensamentos que vimos da Bella no capítulo passado e, no de Renesmee no capítulo de hoje. Renée foi embora porque quis, passou dez anos fora e nunca se importou, aparentemente esteve todo esse tempo em uma cidade próxima e, mesmo assim não procurou pelas meninas. Então, sim...Renée é apenas um fantasma do passado das duas, mas que elas não precisam se preocupar com o retorno. Beijos! Lola Royal. 31.08.16