Amargo Lar

3 Capítulo Dois — Ariel


Notas iniciais
Olá pessoas, o que estão achando da história? Trouxe hoje um capítulo do ponto de vista do Edward, ele estava muito exigente para ser ouvido hahah Mas não sei quando o ouviremos novamente, então aproveitem o ponto de vista dele. Aqui dois links falando sobre relacionamento abusivo para quem quiser saber mais sobre no que Bella, infelizmente, está envolvida: http://www.reporterunesp.jor.br/psicologa-explica-relacionamentos-abusivos-o-que-e-e-como-lidar-com-essa-situacao/ http://www.sosmulherefamilia.org.br/sinais-de-rela%C3%A7%C3%A3o-abusiva

Edward Masen

Café.

Uma palavra, quatro letras e uma dezena de sentimentos. Eu poderia escrever uma ode ao meu querido café, ainda que meu pai afirmasse que minha redação era bem fraca. Bom, meus professores de literatura inglesa tinham de concordar com isso também, eu era uma negação para expressar-me com palavras.

Ainda assim, eu queria gritar ao mundo sobre meu amor pelo café. Ele era quente, tinha um cheiro delicioso e, mantinha-me em pé. Eu o amava, era o relacionamento mais sério que tive em toda minha vida.

— Há quanto tempo não dorme, filho? — Ouvi a voz de Carlisle atrás de mim, ele afagou meu ombro, contornando a mesa e sentando a minha frente.

Pelo aspecto tão cansado dele, eu sabia que era outro que estava de plantão. Mas, seu cabelo loiro conseguia se manter apresentável, enquanto o meu encontrava-se uma completa bagunça.

Parece um ninho de rato, você devia ser apresentado a um objeto chamado pente, Edward! — mamãe dizia, enquanto tentava, sem sucesso, abaixar meus cabelos.

Eu sorri lembrando-me dela, bebendo mais um pouco do café, que era o amor da minha vida, para sentir-me aquecido.

— Dormir, eu amo essa palavra, mas ela não me ama de volta — falei brincando, Carlisle estava recostado a cadeira, o olhar azul perdido no meu copo de café. — O que foi? — perguntei. — Esme está bem, não é? — indaguei, querendo ter certeza disso.

— Sim — ele confirmou dando um breve sorriso ao pensar na esposa, inclinando-se sobre a mesa para apoiar seus braços na mesa. — Eu acabei de perder um paciente, só estou tentando não desmoronar.

Era uma droga, sem duvidas a pior parte de ser médico. Eu perdi um paciente, alguns meses antes, um bebê prematuro, pensei em parar com a profissão uma dezena de vezes aquele dia, mas acabei me convencendo que era normal, não podia impedir a morte.

— Sinto muito — disse para meu tio, que apenas assentiu com um aceno de cabeça. — Você vai voltar para casa, ou...

— Não, eu ainda tenho mais algumas horas de plantão. De qualquer forma, quero estar aqui até o corpo ser removido. — Carlisle suspirou. — E você? Se correr pode ir jantar com sua tia, Esme ficará exultante e, Jasper estará na cidade até amanhã, vai ser bom ter todos juntos esse fim de semana.

— Ah não, eu acho que vou prolongar meu plantão por mais algum tempo — murmurei, vendo meu precioso café acabar. — É sexta-feira, isso sempre fica uma loucura nos fins de semana. — Gesticulei para o hospital, ainda que estivéssemos na lanchonete do mesmo.

— Desde quando está de plantão? — Carlisle indagou arqueando uma sobrancelha.

— Quarta de manhã — respondi, vendo meu tio revirar os olhos.

— Vá embora Edward, você não pode morar nesse hospital — ele ordenou paternalmente. Bom, Carlisle era como um pai para mim mesmo, uma vez que eu tinha só doze anos quando meus pais faleceram, o que me fez ir morar com ele e minha tia, irmã da minha mãe. — Além do mais, eu tenho certeza de que Samuel deve estar precisando de você.

Eu ri, fazendo Carlisle sorrir.

— Nós conhecemos a fera, Carlisle, ele nunca admitiria que está precisando de mim — afirmei. — Mas tudo bem, você me convenceu, vou sair, para ir jantar com tia Esme. Deus sabe que estou definhando ao me alimentar de comida pronta, preciso do maravilhoso tempero dela. Será que ela está fazendo frango frito? Eu mataria por asinhas.

Nós nos levantamos juntos, joguei o copo vazio de café no lixo, dando adeus ao meu companheiro de plantões.

— Oh sim, eu mataria por asinhas também. — Carlisle respirou fundo, colocando as mãos dentro dos bolsos do jaleco. — Principalmente depois desse dia horrível.

Abri a porta da lanchonete, segurando para que ele passasse, então sai também. O frio ali era muito maior do que na cafeteria, eu deveria ter bebido mais um café. Maldito corpo acostumado ao calor da Califórnia, um ano morando em Forks e eu não conseguia lidar com todo aquele frio, o natural lá fora, ou o artificial do hospital, que só parecia pior ainda com a cidade mais fria do mundo o cercando.

— Vejo você amanhã no almoço, por favor, não falte e tente levar Samuel com você, okay? Esme não para de falar na vinda de Jasper, acho que ela é capaz de estender um tapete vermelho para ele na porta de casa.

— Pode deixar, estarei lá — prometi, entrando no elevador, eu sabia que ele estava indo até o necrotério resolver os assuntos do paciente que tinha perdido.

Fui direto para a pediatria, eu só precisaria repassar tudo as enfermeiras, checar os pacientes em observação, então deixar que outros médicos tomassem conta de tudo. Eu iria direto para casa de Carlisle e Esme, talvez dormisse por lá mesmo, se ela não tivesse asinhas de frango fritas eu poderia convencê-la a fritar por mim.

Era um fato, Esme me amava, ela era capaz de estender um tapete vermelho para mim também. Eu estenderia um milhão deles para ela.

Estava passando pela sala de nebulização, quando ouvi um choro fino vindo de lá de dentro. Depois de tanto tempo cuidando de crianças, meus ouvidos estavam absurdamente apurados ao choro delas, eu acreditava que poderia ouvir a quilômetros de distância.

Voltei-me para a sala, vendo uma garotinha lá dentro, sozinha. Ela não fazia nebulização, apenas estava sentada em uma das cadeiras, chorando muito, abraçando a si mesma.

Ela era fofa, com certeza a melhor palavra para descrevê-la era essa. Mas, aos prantos eu só conseguia sentir vontade de reconfortá-la. Entrei na sala, chamando a atenção dela para mim, a garota tentou limpar as lágrimas, mas não conseguia parar de chorar.

— Ei, o que houve? — perguntei gentilmente, ajoelhando-me diante dela.

Ela fechou os olhos, mas antes tive tempo de ver a cor, castanhos, lembrava-me chocolate. Abraçou-se com mais força, soluçando.

Aquilo não me assustou, eu não me assustava mais com crianças chorando como era no começo, mas me deixou realmente preocupado. Ela parecia péssima.

Afaguei seus cabelos cacheados, em um tom ruivo. Olhei para fora da sala, mas não tinha ninguém ali, a menina tinha apenas uma mochila consigo, da Ariel, que parecia bem desgastada.

— Você gosta da Ariel, né? — perguntei, eu sabia que crianças precisavam ser distraídas, isso sempre funcionava quando eu tinha de examiná-las, ainda que muitas me mordessem ocasionalmente.

A garotinha abriu os olhos castanhos, ainda chorando, mas me olhou confusa.

— Gosto. — Foi tudo que disse.

— Bom, acho que minha princesa preferida é a Bela Adormecida, por ela poder dormir tanto — falei. — Mas, eu acho a Ariel muito legal, você se parece com a Ariel. — Lancei um sorriso calmo a ela.

— Você acha?

— Está brincando? Quando eu te vi pensei: Meu Deus, é a Ariel, eu preciso de um autografo.

Ela sorriu, mas reprimiu o sorriso no momento seguinte. Tirei minha mão de seus cachos, ela parecia tão triste, eu sentia meu coração apertado ao vê-la daquele jeito.

— Qual seu nome? Mas eu ainda acho que posso te chamar de Ariel. — Sentei no chão, tentando parecer o mais descontraído possível para não assustá-la.

— Renesmee Swan — ela sussurrou, desfazendo o aperto dos braços em volta de si.

— Hey, lindo nome e diferente! — exclamei. — Sou o Edward — me apresentei. — O que está fazendo aqui? Fugindo de alguma medicação?

— Não — respondeu, balançando a cabeça, fazendo seus cachos irem de um lado para o outro.

— Oh bom, eu não a culparia por isso, uma vez me deram um remédio tão ruim que eu posso apostar que tinha gosto de meleca. — Ela voltou a sorrir, mas não pode reprimir o sorriso daquela vez.

— Você é bobo — Renesmee disse, ainda sorrindo, o choro desaparecido por hora.

— Como descobriu meu apelido, Ariel? — questionei fingindo surpresa. Estava decidido, Renesmee era um nome exótico e lindo, mas ela era a Ariel para mim. — Por que estava chorando? — perguntei em um tom de voz baixo, tentando passar confiança a ela. — Está com alguma dor? Eu sou médico, posso ajudá-la.

— Não estou com dor — murmurou, olhando para os próprios pés, ela usava botas pretas, uma calça de tecido cinza e uma blusa roxa de mangas compridas.

— Você está perdida? Tem alguém com você no hospital?

— Eu vim com meu pai. — Seus olhos continuavam fixos nos seus pés.

— E onde ele está?

— Ele morreu. — A voz dela quase desapareceu na última palavra.

Ah droga, o paciente de Carlisle era o pai dela.

— Ei, sinto muito.

Voltei a me ajoelhar, ficando mais perto dela. Ela não devia ter mais que dez anos, era mais nova do que eu quando perdi meus pais. Porra, eu sabia dizer o que ela estava sentindo, uma bagunça de sentimentos, medo, tristeza, estava tudo lá.

— Ele teve um infarto. — Renesmee continuou com os olhos baixos. — Ontem à noite, na cozinha, enquanto jantávamos. Eu liguei para a emergência como ensinaram na escola, eles prometeram que ele ficaria bem. — Voltou a chorar. — Ele não acordou desde que chegou aqui, passou o dia dormindo, então teve outro infarto.

Não me contive mais, a abraçando, sendo contemplado com cheiro de baunilha vindo dela. Renesmee não me afastou, apenas me abraçou de volta, colocando seu rosto em meu ombro, chorando mais.

Eu estava sozinho quando meus pais morreram, levou tanto tempo até meus tios cruzarem o país até San Diego, não tinha ninguém para me abraçar. Renesmee aparentemente estava sozinha ali também, a mãe dela devia estar tão ocupada e chocada com a morte do marido que perdeu a filha de vista, ficaria com ela até alguém aparecer para reconfortá-la.

Deus, ela não merecia sofrer, era só uma menina. Ainda usava uma mochila com tema da princesa da Disney, ainda sorria com piadas bobas.

— Sua mãe está aqui? — perguntei, quando ela desfez o abraço, parecendo envergonhada. Mas, assim que falei da mãe, Renesmee pareceu chateada.

— Não, eu não a conheço — falou, franzindo a testa. — Não sei onde ela está.

Assenti. Okay, eu estava totalmente deixando o plantão inacabado de lado, precisava ajudar aquela menina.

— Há outra pessoa no hospital que estava com você e seu pai?

— Tio Billy — respondeu. — Mas ele foi cuidar de bur... — Olhou para mim confusa.

— Burocracia? — sugeri.

— Isso! — ela exclamou. — Ele me mandou não criar problemas, então vim para cá.

Bufei, Renesmee não tinha cara de criadora de problemas.

— Tudo bem, você quer ir procurar por ele?

Renesmee negou, voltando a se abraçar, lágrimas silenciosas deslizando por seu rosto.

— Eu quero meu pai — afirmou.

Também queria os meus, mesmo tanto tempo depois não era algo que podia ser superado. Pais faziam falta, filhos precisavam de pais. Renesmee claramente precisava do seu, ela nem conhecia a mãe.

— Sei que sente falta do seu pai, Ariel. Mas ele está no céu agora, em um lugar melhor. — Os lábios dela tremeram enquanto chorava. — Meus pais faleceram — contei, fazendo ela olhar em choque para mim. — Eu tinha doze anos, sei como se sente, não vou ser um adulto chato, vou ser sincero. Quer que eu seja sincero, Ariel? — Ela confirmou com um aceno de cabeça. — Essa dor que está sentindo não vai passar tão fácil, mas você precisa ser mais forte do que ela. — Renesmee soltou os braços, suspirando alto.

— Eu tenho que ser forte — repetiu.

— Sim. — Sorri tristemente para ela. — Você pode chorar, você deve chorar, mas no fim precisa ser forte.

— Você foi forte?

— Eu tive de ser, acho que fiz isso bem. — Segurei na mão dela, tão gelada quanto a minha estava, mas a dela pequena e macia se perdia na minha. — Eu nunca me esqueci dos meus pais, Ariel, você não se esquecerá do seu também. Guarde memórias boas dele, isso irá ajudar.

— Não...Não tem nenhuma — gaguejou.

Aquilo me desarmou, o que tinham feito aquela menina? A mãe que não conhecia, o pai que não lhe deixou memórias boas. Eu queria poder dar a ela um pouco de felicidade, vê-la sorrindo outras vezes.

Não tive tempo de falar mais nada, uma mulher surgiu ali, parecendo zangada. E, obviamente conhecia Renesmee.

— Onde você estava menina? — A mulher perguntou, puxando Renesmee da cadeira, a fazendo ficar em pé. — Billy não pode tirar os olhos de você por um minuto que some? — Ela segurava no braço de Renesmee tão forte que eu sabia que estava machucando e, a menina chorava mais ainda com aquilo.

— Você está causando dor a ela! — exclamei, me colocando de pé. A mulher, com traços de nativos americanos, olhou para mim com desdém.

— E quem é você mesmo, doutorzinho?

Senti minha própria raiva chegar, levando minhas mãos até a da mulher e o braço de Renesmee, soltando-a dela. Puxei a menina para perto de mim, Renesmee agarrou meu jaleco, parecendo assustada.

— Eu sou um médico pediatra, sei muito bem reconhecer quando uma criança está com dor, você estava machucando Renesmee. Ela acabou de perder o pai, está sensível, você não deveria gritar, muito menos a machucar.

— Olha só, você arranjou alguém para te defender! — A mulher debochou, olhando para Renesmee. — Me dá licença, garoto, mas preciso levar essa menina comigo.

— Renesmee, ela é o que para você? — perguntei a menina que continuava segurando em meu jaleco.

— Ela namorava o papai.

Claro, toda princesa tinha de ter uma madrasta bruxa.

Agachei diante Renesmee, colocando seus cachos para trás de sua orelha, o rosto dela estava tomado por lágrimas. Aquilo só partiu ainda mais meu coração, eu não sei o que me fez sentir tanta empatia por aquela menina, mas eu estava simplesmente deslumbrado por ela.

— Você vai ficar bem, não é Ariel? — perguntei, ela deu um meio sorriso, confirmando com um aceno de cabeça. — Escute, eu trabalho aqui, então se precisar de algo pode me procurar, sou Edward Masen. Consegue gravar meu nome?

— Consigo.

— Boa. — Estendi minha mão para ela, Renesmee bateu na palma da minha. — Vejo você por ai, Ariel! — Beijei sua cabeça, ouvindo-a chorar mais.

A mulher me lançou mais um olhar de raiva, então mandou Renesmee segui-la. Entreguei a mochila da Ariel a menina, deixando com que ela fosse atrás da madrasta, eu queria poder ir junto, mas não podia, o que era uma bosta.

— Carlisle? — chamei quando ele atendeu o celular, eu estava em minha sala resolvendo tudo para ir embora, meu corpo simplesmente não aguentava mais ficar de pé, precisava dormir.

— Oi Edward, você ainda está no hospital? Acabei de falar com Esme e ela falou que você não apareceu ainda.

— Ah sim, eu estou — admiti. — Mas já estou me preparando para ir embora. Escute, o sobrenome do seu paciente era Swan?

— Sim, por quê?

— Eu conheci a filha dele, Renesmee, ela estava se escondendo na pediatria. Você pode ficar de olho nela por mim? A namorada do pai dela é grossa e estúpida.

— Ah, eu conheci a menina. — Carlisle suspirou. — Você se apegou, não é?

Era difícil para mim, eu escolhi pediatra por adorar crianças, devia ter virado ortopedista como mamãe era, não me apegaria a ossos. Mas, eu adorava crianças, eu simplesmente sabia me dar bem com elas, mas Renesmee não parecia mais uma paciente, ela tinha algo especial.

— É, acho que foi. — Suspirei também. — Eu a vi chorando, então nós conversamos. Merda, ela está passando pelo mesmo que eu, sem os pais. Sabe quando o parente mais próximo vem até ela?

— Ninguém vem — Carlisle respondeu baixo. — O amigo do pai dela é quem está cuidando de tudo, falou que o senhor Swan não tem pais, irmãos...

— Renesmee não tem ninguém? — Sentei na cadeira, pensando nela chorando sozinha novamente.

— Bom, foi o que entendi.

Apoiei minha testa na mão, aquilo era errado, ela não devia sofrer mais.

— Escute Edward, eu tenho de desligar. Vá para casa descansar, filho, você está de plantão há dois dias, não se force tanto.

— Tá, tudo bem — concordei. — Tchau! — Desliguei.

Joguei meu corpo contra a mesa, deixando o frio em minha cabeça. Pensar em Ariel sofrendo me deixava louco, ela não tinha ninguém, iria para um orfanato? Ou Billy, ou a madrasta a adotariam?

Meu celular tocou, então o levei até o ouvido, pelo toque especial sabia bem quem era.

— Onde você está? — ela indagou, sem se preocupar em dizer olá. — Carlisle falou que está há dois dias em plantão, Edward não me faça ir até esse hospital te arrastar pela orelha para fora dele.

Sorri, Esme era a melhor mãe/tia do mundo, eu era tão grato a ela.

— Eu vou até você de bom grado — falei. — Mas se me prometer preparar asinhas de frango frito.

Esme bufou.

— O máximo que vai ter é salada, Edward, venha para minha casa, vou te alimentar e te amarrar na cama. E, não pense em beber mais um gole de café que seja! — ordenou.

— Tia?

— Sim? — ela falou em um tom de voz mais calmo.

— Obrigado por ter ficado comigo, depois da morte da mamãe e do papai. — Ouvi Esme choramingar do outro lado, ela tinha perdido a irmã mais velha naquele dia, era um assunto sério para nós dois.

— Ah Edward, venha logo, eu farei asinhas de frango.

Não era minha intenção convencê-la a cozinhar quando falei sobre meus pais, eu realmente queria agradecer, mas não dispensaria a comida dela. Mais uma vez pensei em Renesmee, querendo que ela achasse alguém tão amável quanto Esme para ser sua tutora dali em diante. Eu não podia parar de pensar na garotinha de sorriso lindo chorando, não combinava com ela, Ariel merecia ser feliz.

Notas finais
Eu amo tanto esse Edward, ele conhecendo a Nessie e já a chamando de Ariel, absurdamente fofos ♥ Conto com vocês nos comentários, okay? Preciso saber o que estão achando. Acho que até sábado acabo de escrever Moon River, então semana que vem já teremos uma data para as postagens regulares de Amargo Lar. Beijos! Lola Royal. 19.07.16