Amanda, a cearense em South Park
1 Goodbye heat! Goodbye Fortaleza!
Notas iniciais
Era véspera da minha mudança. As malas estavam prontas e as coisas empacotadas.
Nesse dia, minha mãe estava dando uma festa de despedida na minha casa e todos os meus familiares e amigos estavam lá.
– Nossa, eu não acredito que vocês vão se mudar para uma cidade que neva todo o ano. Vocês tem muita sorte — comentou Lívia, minha prima legítima.
– Olha quem fala. Você também já viu neve — comentei.
– Eu sei — disse Lívia meio-boba — Mas, só foi no Rio Grande do Sul. O que eu quis dizer é que queria que nevasse em todo o Brasil pelo menos, uma vez por ano ou simplesmente, o ano inteiro como em South Park, que é a cidade onde vocês irão se mudar, né?
– Isso — respondi deixando escapar um sorriso.
– Armaria nãm, vou ta com saudades do calor daqui — resmungou Fernanda, minha irmã gêmea, com uma expressão tristonha. Resumindo, ela não gosta de frio.
– Igualmente, Fernanda — concordei — Mas, você não sente a emoção de ver neve pela primeira vez?
– Sim, eu sinto — respondeu — Mas, de vez em quando, sinto o trabalho que dá em morar na neve. Tipo, limpar a neve da casa todos os dias.
– É, tem essa desvantagem — concordei — Mas, mesmo assim, vai ser tão divertido conhecer um fato natural que quase nunca acontece no Brasil.
– Pois é — respondeu Fernanda dando um suspiro.
– Ei, Amanda — chamou atenção Rafael, meu melhor amigo e ex-namorado — Quantos países você já visitou mesmo?
– Hum...cinco — respondi — Que agora serão seis, contando com os Estados Unidos, claro.
– E eu nunca sai do país — comentou Lívia — Só visitei outras cidades do Brasil mesmo.
– E eu só visitei a Noruega — comentou Rafael.
– Vou te contar, hein — disse Gabriela, minha melhor amiga — Vocês tem muita sorte.
– Pois é — concordei.
– E você, Fernanda? — perguntou Rafael se virando para Fernanda que por sua vez, se encolheu — Ta animada para se mudar?
– Nem tanto — respondeu Fernanda enquanto abaixava a cabeça. Rafael logo se aproximou dela.
– Escuta, eu sei que você não gosta de frio — aconselhou Rafael — Mas, você vai ter que conviver com as mudanças.
– Não esquenta, querida — apoiou Clara, melhor amiga de Fernanda — Você vai se acostumar com o frio.
– É, né? — concordou Fernanda deixando escapar um sorriso — Obrigada — todos sorriram para ela.
De repente, um grupo de criancinhas, algumas são parentes meus e outras são parentes dos meus amigos, entrou no meu quarto fazendo zuada, correndo e brincando.
– Ei, vocês. Saem já do meu quarto! — ordenei às criancinhas.
– Estamos conversando — concluiu Fernanda.
– Ei, crianças. Vão brincar em outro lugar — ordenou minha mãe e as criancinhas logo saíram do quarto — Nossa, como vocês conversam — continuou se virando para mim e meus amigos.
– Olha quem fala — comentei e logo minha mãe deu uma grande risada.
– Então, como é que vai a conversa? — perguntou minha mãe.
– Vai bem, mãe — respondeu Fernanda.
– Só falando da mudança?
– Pois é — respondeu Lívia.
– Bom, então, venham para sala. Tiraremos uma foto em grupo — ordenou minha mãe e desde então, eu e meus amigos sairmos do quarto.
Depois da festa e de despedirmos do pessoal, eu e minha família fomos ao aeroporto à meia-noite como planejado.
Entramos no avião às 0:30 e partirmos às 0:45.
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