Notas iniciais
OLHA SÓ QUEM VOLTOU!!!! UHUUUU Curiosos para saberem o que aconteceu com Graham, Regina e Emma? Antes de tudo, só queria agradecer por sempre comentarem, deixarem suas opiniões, seus elogios ou suas críticas. É muito importante saber o que pensam a respeito da estória, de seu rumo, dos acontecimentos, o que acham dos personagens, o que fazem... Obrigada a todos ;)

Regina ainda estava inerte no chão. Seu olhar estava perdido no céu e ela não piscava direito, não falava e respirava lentamente. Estava em choque. As imagens do que acabara de acontecer repetiam em sua mente como um loop maldito. Uma AK-47 apontada para si, Graham jogando-se em sua frente, uma rajada de tiros em seguida e seu olhar perdendo o brilho.

Fazia poucos dias que tinha tido uma conversa com o amigo sobre não aguentar mais perder alguém e não podia acreditar no que tinha acabado de acontecer. Agora, por sua causa, Graham Humbert estava morto. Havia perdido mais um amigo em seus braços, sem poder ter feito nada para evitar.

Com Daniel, anos atrás, não foi diferente.

— O que você vai fazer mais tarde? — Regina pergunta para Daniel, jogando-se em cima dele e o abraçando de lado. Estavam caminhando para a saída do Jardim Botânico do Brooklyn. Era dia de folga e eles estavam aproveitando o final de tarde. — Estou pensando em antecipar nossa noite de filmes de terror para hoje, para que na sexta-feira possamos ir naquele cinema que abriu ao lado da estação. O que você acha? — Perguntou com animação. Estava empolgada para ir conhecer o lugar que todos estavam falando.

— Não vai dá, Gina. — Enfiou as mãos no bolso da calça e deu um longo suspiro. — Eu pedi para fazer hora extra hoje à noite até às 11. Estou sem dinheiro. — Diz com desânimo, encolhendo os ombros.

— Dani, eu não acredito que você trabalha há mais de um ano na farmácia e não tem 5 dólares no bolso. — Solta-se do amigo e para seus passos, cruzando os braços e batendo o pé direito no chão. Apesar de sua expressão séria e sua postura, era perceptível o tom de brincadeira em sua fala. — Eu trabalho há bem menos tempo que você e tenho pelo menos 45 agora.

— Seu pai ainda te dá mesada. É claro que você tem isso tudo. — Rebate óbvio, dando de ombros.

— Dessa vez o dinheiro é todo meu, todinho pago pelo Sr. Gold na semana passada. — Devolve, arqueando a sobrancelha.

Daniel a encara por alguns segundos, vendo seu sorrisinho vitorioso e balança a cabeça negativamente, também sorrindo.

— OK! — Murmura, levantando as mãos para o ar, vencido pelos argumentos da morena. Os dois sorriem e voltam a andar em direção a saída do Jardim. — É que eu fiz uma compra muito grande no cartão do meu pai e... — A explicação do rapaz é interrompida por uma presença estranha ao seu lado e algo frio sendo empurrado em seu quadril. — O que...

— Shh... Finja que eu sou um conhecido seu. — O homem desconhecido para os amigos sussurrou, dando um sorriso forçado.

— O que você quer? — Regina pergunta. Seu tom denotava a raiva que estava sentindo.

— Não pense em fazer escândalos, garota. — Ameaça, aproximando-se mais da morena. — Eu só quero dinheiro, e se vocês colaborarem nunca mais me verão na vida. — Disfarçadamente mostrou a arma para ela. — Nem pense em fazer besteira porque eu garanto que ela é de verdade. Não sou amador para trabalhar com brinquedos.

Os dois amigos se entreolharam rapidamente, nervosos.

— Eu não iria fazer nada. — Enfia a mão no bolso e puxa sua carteira. — Aqui está tudo que tenho. — Estendeu a mão e entregou o dinheiro para o homem, que rapidamente puxou as notas de sua mão e enfiou em seu bolso, logo após olhar rapidamente quanto tinha.

— E você? — Cutucou Daniel, que se mantinha calado, com o cano da arma.

— Ele não... — Regina começou, mas Daniel segurou sua mão, dando um leve aperto, e ela se calou.

— Eu só tenho 3 dólares que sobrou do nosso sorvete. — Disse sem graça. Puxou o dinheiro do bolso e tentou entrega-lo, mas ele não aceitou, empurrando a mão dele para o lado, fazendo as notas caírem ao chão.

— Eu não estou para brincadeiras. — Aperta o seu “abraço” nos ombros de Daniel e empurra mais a arma em seu quadril.

— Se você quiser eu posso...

— Eu só quero que você me passe tudo o que tem e eu vou embora. — Falou irritado, interrompendo-o. Para ele era muito simples: os dois lhe davam todo o dinheiro que tinham nos bolsos e ele iria embora, sem necessidade prolongar aquele momento e sem machucados.

— Eu não tenho mais que isso, moço. Eu estou... — Sua fala fora interrompida pela forte dor que sentira ao receber uma coronhada no rosto, fazendo-o cair por cima de Regina. Em seguida, o homem correu para longe.

Nervosa, Mills agarra seu amigo e grita: — Polícia! Aquele homem nos roubou!

Mas ao escutar o grito da morena, o homem voltou até eles, e sem piedade, como se tivesse sido a consequência por ela ter gritado, atirou duas vezes no rapaz.

Regina grita em desespero e puxa o celular do bolso, tencionando ligar para a emergência. Mas estava nervosa demais para conseguir apertar os números certos.

— Não! Não! Não! — Diz repetidas vezes ao ver o sangue do amigo escorrer por suas roupas e mãos, que tentam, em vão, estancar o sangue.

— Re... — Dani tentou falar, mas estava ficando sem fôlego.

— Poupe seu fôlego, Dani. Eu já estou ligando para a emergência. — Respirando fundo, ela tenta mais uma vez e consegue digitar os números corretos.

— Eu... — Ele tentou pegar no rosto dela, mas não teve forces o suficiente. — Era um presente para você. — Sussurra e fecha os olhos.

— Dani? — Balançou-o, tentando fazer ele abrir os olhos.

— Eu estou com sono, Gina... — Murmurou num fio de voz.

— Fique comigo, Dani, por favor! — Pediu entre lágrimas, desesperada. Ela sabia bem o que aquele sono significava. — Alô? É da emergência? — Ao escutar a mulher confirmar, prossegue: — Meu amigo está ferido. Houve um assalto e o homem atirou nele. Estamos no Jardim Botânico. — Após ouvir a mulher dizer que já estavam a caminho, ela sorriu, esperançosa. — Dani, o socorro já vai chegar, você vai ficar bem. — Acariciou o rosto do rapaz, que parecia dormir serenamente em seus braços. Ao passar sua mão por seu nariz e não sentir sua respiração, preocupou-se. — Dani? — Balançou-o e não obteve respostas. Tentou sentir sua pulsação, mas não teve sucesso também. — Não! Não! Não! Daniel!

Ele havia morrido. Morrido em seus braços. Regina levantou a cabeça, a raiva escorrendo pelos seus olhos em forma de lágrimas, e viu o homem que tirou a vida do seu amigo, ainda correndo para longe. Ela jamais esqueceria seu rosto.

It's been a long day without you, my friend — Tem sido um longo dia sem você, meu amigo
And I'll tell you all about it when I see you again — E lhe direi tudo quando eu te vir de novo
We've come a long way from where we began — Fizemos um longo caminho desde onde começamos
Oh, I'll tell you all about it when I see you again — Oh, lhe direi tudo quando eu te vir de novo
When I see you again — Quando eu te vir de novo

Ao ver o estado em que a amiga se encontrava, Emma se aproxima lentamente temendo assusta-la e toca em sua mão fria e suada.

— Regina, ele ainda está vivo. — Sussurra com um fio de esperança em sua voz, abrindo um pequeno sorriso. — Olhe para mim, por favor. — Pede, tentando manter contato visual com a Sargento, mas sem sucesso. Mills nem se movia. — Regina... — Murmura com a voz embargada. Estava preocupada com a amiga.

Segundos depois, Ruby, Robin, Eric, Mike e outros policiais de outras divisões chegam correndo ao local acompanhados do socorro. Com muito custo, Emma se afasta de Graham e Regina e deixa os profissionais cuidarem deles.

Enquanto os paramédicos levavam um Graham em estado gravíssimo, uma Regina em estado de choque e outros policiais feridos para a ambulância, Emma se inteirava do insucesso da operação com sua equipe, Ruby, Robin e outros policiais.

Quando a ambulância saiu para ir ao hospital mais próximo, Emma não perdeu tempo em entrar em seu carro e junto com outros, seguir o veículo em escolta até o seu destino.

•§•

Duas horas depois de chegarem ao Roseland Community, Graham ainda estava em cirurgia, não se tinha notícias de Regina e Emma já estava a ponto de furar o chão, de tanto que andava de um lado para o outro, de tão nervosa que estava.

— Emma... — Ruby, que estava sentada em uma das poltronas dispostas aos visitantes, aproximou-se da loira, tocando em seu ombro gentilmente, fazendo-a parar de andar por breves segundos. — Você precisa se acalmar. — Diz com calma.

— Eu vou me acalmar quando me disserem alguma coisa sobre o Graham e a Regina. — Irritada e nervosa, falou alto o suficiente para que alguém da recepção pudesse lhe escutar.

— Por que você não vai se limpar? — Sugere, tocando em suas mãos ainda sujas de sangue. — Eu te aviso se souber de alguma coisa.

Mas antes que ela pudesse responder, um senhor se aproxima, adentrando-a a sala de espera, chamando a atenção das mulheres.

— Sargento? — Chamou pela loira, que prontamente se aproximou. — A Sargento Mills está descansando. Aplicamos um calmante e acreditamos que quando ela acordar, estará mais tranquila.

— Ótimo! — Sorri aliviada. — Quando ela acordar eu vou poder entrar? — Pergunto com animação e o homem assente rapidamente, sorrindo.

— Para evitar um novo problema, eu recomendo apenas que a Sra. evite tocar no assunto que a fez ficar nesse estado, e antes de entrar lá, procure se livrar de todo esse sangue. — Apontou para as roupas da mulher, cobertas por sangue da amiga e de Graham. Emma olha para Ruby rapidamente, lembrando de seu pedido minutos atrás, e a morena de mechas ruivas arqueia a sobrancelha, como se disse que tinha razão em ter lhe pedido isso.

— E sobre o Capitão Graham Humbert? O senhor tem alguma notícia?

— O estado dele é grave. Ele ainda está em cirurgia. — Diz com pesar, arrancando a animação de minutos atrás por saber que Regina está bem.

— OK! Obrigada pelas informações. — O homem assente, pede licença às mulheres e se afasta, voltando pelo lugar por onde veio. Emma senta-se em uma poltrona e apoia os braços nos joelhos, escondendo o rosto nas mãos.

— Eu não conheço muito bem o Capitão, mas sei que ele é um homem muito forte e vai sair dessa. — Ruby senta-se ao seu lado e pega em sua mão, fazendo-a descobrir o rosto coberto por lágrimas, e aperta-a em um ato de apoio. — Vá tomar uma água e se limpar e depois vá conversar com a Regina. Vai ficar tudo bem.

As duas se encaram por alguns segundos até Ruby puxa-la para um abraço reconfortante. Elas não tinham tanta intimidade como Lucas e Mills, mas a morena sabia o quanto a loira estava precisando daquilo no momento.

— Obrigada! — Swan sussurra emocionada.

As duas mulheres se separam e Emma se levanta, enxugando as lágrimas.

— Eu vou ao banheiro cuidar dessa bagunça. — Aponta para si e sorri, fazendo a outra sorri também. — Qualquer coisa, principalmente problema, não hesite em me ligar.

— Sim senhora! — Levantou-se rapidamente e divertida, fez uma continência. Emma sorriu mais uma vez e lhe deu as costas, seguindo para os corredores de acesso aos banheiros.

•§•

Uma hora depois, após se limpar como pôde e tomar um café, devagar, Emma abriu a porta do quarto de Mills e entrou.

A morena estava sentada na cama e olhava fixamente para suas mãos. Não parecia estar presente no recinto além do físico. Emma temeu que ela ainda estivesse no estado de choque de quando tudo aconteceu.

— Regina? — Aproximou-se hesitante com as mãos enfiadas no bolso, seu famoso sinal de nervosismo. — Você...

— Eu estou bem, Emma, pode ficar tranquila. — Interrompeu-a, sem mover um fio de cabelo. Apesar de seu tom sem emoção, Emma suspirou aliviada e se sentou na cama. — Como ele está? Ninguém quis me dizer nada. — Finalmente levanta a cabeça permitindo que Emma visse o seu rosto cansado e os olhos vermelhos.

Emma suspirou pesadamente, pensando se respondia ou não. Não queria contrariar o pedido do médico sobre não falar sobre o assunto por enquanto.

Vendo a dúvida em falar, no olhar da loira, seus olhos se enchem de lágrimas, pensando no pior. Todavia, antes que ela se desesperasse, Emma solta: — Ele ainda está em cirurgia.

Ao escutar a resposta Regina abaixa a cabeça novamente e começa a chorar silenciosamente.

Emma se arrasta um pouco na cama, ficando mais perto, e alcança sua perna, iniciando um carinho suave, segurando-se para não chorar também.

— Se eu não tivesse ido sozinha para a próxima barreira, isso não teria acontecido. — Sua voz estava embargada e raivosa. Estava com raiva de si mesma. — Eu deveria ter parado e voltado quando o escutei me chamar. — Balança a cabeça negativamente, fechando os olhos com força. — Se não fosse pelo meu erro, ele não estaria como um queijo agora, sendo operado, correndo risco de não sobreviver, e eu não estaria aqui. — Diz mais para si que para Emma, mais uma vez culpando-se por uma fatalidade que acontecera com mais um amigo seu. Quando Daniel morreu, passou mais de três meses culpando-se pelo acontecido. Acreditava que se não tivesse gritado pela polícia, Keith não teria voltado.

— Ei, não é sua culpa o que aconteceu. — Swan diz com convicção, apertando sua perna.

— E de quem é, então? — Levanta a cabeça e encara os verdes tão vermelhos quanto os seus castanhos.

— Graham é um cabeça dura, ele...

— Você está querendo dizer que a culpa é dele? — Questiona incrédula, interrompendo-a.

— Claro que não. — Apressa-se na resposta. — A culpa é minha por saber que ele é cabeça dura e mesmo assim o deixei seguir sem o colete. — Suspira pesadamente, abaixando a cabeça e encolhendo os ombros. — Era uma situação perigosa e eu o deixei ir... — Não conseguindo mais se conter, permitiu que as lágrimas caíssem.

— Acho que todos nós temos um pouco de culpa nisso tudo. — Mills puxa-a pelo braço e a abraça com força, acompanhando a amiga na emoção.

Ficam abraçadas e consolando-se por alguns minutos até se sentirem mais calmas.

— Ele vai ficar bem. — Emma diz com um pequeno sorriso, limpando as lágrimas e se afastando um pouco da outra. — Graham já passou por muitos altos e baixos, não vai ser agora que ele será derrubado.

Antes que Regina pudesse comentar algo, uma senhora enfermeira entra no quarto, interrompendo o momento para ministrar mais uma dose de calmante para Regina e lhe examinar.

— Eu vou esperar lá fora. — Emma avisa, dirigindo-se para a porta.

— Emma, vá para casa trocar essa roupa. Depois você volta. Eu vou demorar um pouco. — Mills sugere, levantando o braço com uma mangueira presa.

— Tem certeza? — A Sargento assente rapidamente. — Então... Boa noite! — Dá um sorrisinho e fecha a porta, deixando as duas sozinhas.

— É sua namorada? — A senhora pergunta de repente, surpreendendo Regina.

— É... — Regina respira fundo antes de responder: — Nós somos apenas parceira de trabalho.

— Ah sim! — Sorri para Mills e se levanta, indo ao banheiro para trocar as luvas.

Regina a observa se afastar e sorri, balançando a cabeça negativamente, percebendo bem o tom de descrença contido na resposta da senhora.

— Infelizmente... — Acrescenta triste, perdendo-se em pensamentos.

Notas finais
Será que eu peguei pesado com a música? rs Então, mores, contem-me o que acharam do capítulo, a lembrança de Regina com o Daniel, o Graham em estado grave... Aliás, surpresos por ele não ter morrido? Vocês acharam mesmo que eu matar meu bebezinho, maior swen dessa fanfic?