Always by your side
37 I'll stand by you
Notas iniciais
Jogada no chão, amparada por Catherine, estava Emma Swan, imóvel, com o olhar perdido na amiga desacordada, enquanto grossas lágrimas desciam por seu rosto. A dor que estava sentindo por vê-la daquele jeito, era maior que a dor que estava sentindo em seu braço machucado. Perguntava-se coo daria a notícia para Cora e Henry Mills.
Como foi pedido por Brian antes de sair do Departamento, as ambulâncias chegam ao local, seguidas por mais carros de polícia, para ajudar a levar os soldados de Keith, todos muito bem algemados e sentados no chão, com armas apontadas em suas direções.
Catherine afasta a Sargento de Regina assim que os paramédicos se aproximam da morena e a leva para uma das ambulâncias, logo seguindo para o hospital. Emma ainda estava sangrando muito e precisava cuidar do ferimento. Ela já estava ficando fraca.
Brian, Ruby e outros oficiais colocam os ajudantes de Thompson dentro dos carros e seguem com eles para o Departamento, enquanto Robin e mais alguns ficam para afastar curiosos e repórteres que chegaram logo depois e Mike e mais dois policiais seguem com Liam Jones, o braço direito de Keith, quem atentou contra a vida da Sargento duas vezes, para o esconderijo deles para saber se havia mais deles ou reféns.
•§•
Horas depois, enquanto Regina estava no centro cirúrgico, sendo operada já há algum tempo, Emma, já mais calma, pois, quando chegou ao hospital e viu Regina na maca, sendo levada às pressas para uma ala restrita, entrou em desespero e teve um pequeno surto, recebia os últimos pontos em seu braço atingido, ao mesmo tempo que ligava para Killian. O Bombeiro precisava saber sobre o seu irmão.
Após o quarto toque o homem atende.
― Killian, você está podendo falar? ― Vai logo perguntando, um pouco nervosa, supondo que sua demora em responder a chamada tenha sido por estar ocupado, provavelmente, no trabalho.
― Sim! Hoje é meu dia de folga. ― Responde tranquilo. ― Tudo bem? ― Pergunta claramente desconfiado, estranhando seu tom de voz.
― Killian, eu preciso te contar algumas coisas... ― Anuncia em tom hesitante.
― Pode falar... ― Ele responde prontamente, curioso.
Swan não sabia por onde começar, porém, respira fundo e começa a lhe contar sobre Liam Jones.
Alguns minutos depois, encerra a ligação após o Bombeiro lhe agradecer pelas informações e dizer que estaria indo para o Departamento, a loira joga o celular em cima da cama e dá a sua atenção para a enfermeira que já finalizava o curativo em seu braço. De repente, seus olhos descem pelo braço e param em sua mão, captando algo em seu dedo anelar. Seu coração bate acelerado e dolorido.
― Você não pode me deixar... ― Sussurra já emocionada, girando a aliança em seu dedo. ― Eu não quero enterrar mais uma pessoa que amo... ― Acrescenta com a voz falha.
Finalizado o curativo em seu braço, a enfermeira se afasta, deixando-a sozinha, e vendo o estado em que Emma estava, olhando fixamente para uma aliança em sua mão, Catherine se aproxima rapidamente.
― Ei... ― Fala baixinho e hesitante, tocando na perna da loira para chamar sua atenção. A Sargento levanta a sua cabeça com dificuldade e a encara por alguns segundos, mas logo cai num choro dolorido. Catherine a abraça apertado, escondendo sua cabeça em seu peito e beijando seus cabelos.
Quando Emma se acalma, minutos depois, elas se afastam e Emma desce da cama, encosta-se à mesma e coloca a tipoia.
― Ela não é só a sua parceira, não é? ― Cathe pergunta, quebrando o silêncio. ― Você se casou... ― Afirma, apontando para a aliança grossa e dourada no anelar da Sargento.
Swan olha para o anel e sorri, um sorriso de saudade, automaticamente se lembrando do dia em que ela foi posta ali.
— Você vai usar? — Regina negou sorrindo.
— Você que vai. — Emma arqueou a sobrancelha. — A mão, por favor. — Pediu.
— Não... — Colocou as mãos para trás como se fosse uma criança. — Isso deve ter sido provavelmente de alguém que está enterrado aqui. — Regina gargalhou. — Você a encontrou perto de um túmulo... Não vou usar a aliança de algum morto.
— Emma... É claro que isso não é de alguém que está enterrado aqui. — Aproximou-se da amiga e puxou o seu braço para frente. — Isso deve ter sido de alguém que trabalha ou vem aqui.
— Então vamos deixar na recepção. — Tentou puxar o braço, mas Regina impediu.
— Que deixar na recepção... — Balançou a cabeça negativamente. — Pelo estado que a encontrei, está aqui faz tempo. A pessoa nem deve saber que perdeu por aqui... Agora, a mãozinha. — Pegou a mão esquerda da amiga, olhou em seus olhos, sorriu e colocou a aliança em seu dedo anelar. Ao final do ato, beijou delicadamente em cima da aliança. — Agora, você será minha esposa. — Piscou para a loira e soltou um beijo. Emma arqueou a sobrancelha. — Nada de me trair, hein, esposa? — Emma gargalhou e balançou a cabeça negativamente.
Voltando ao presente, o sorriso da loira morre e a dura realidade sobre Regina estar em estado grave, correndo risco de vida, cai com tudo em cima dela, fazendo-a chorar novamente, mas dessa vez, mais contida, tapando o rosto com a mão livre.
Cathe se aproxima, encostando-se ao seu lado na cama, e aperta o seu ombro, dando-lhe apoio.
― Nós não somos casadas e nem mesmo namoramos... ― Swan responde com a voz tremida de emoção. Em seguida, funga um pouco e enxuga as lágrimas, recompondo-se. ― Nós só somos parceiras mesmo.
― Que se amam... ― A ruiva completa e Emma a encara, e apesar de não confirmar e nem negar nada, seu olhar diz tudo. ― Eu ouvi quando ela gritou que aquele tiro no rapaz, era por você... ― Devagar e hesitante, ela leva sua mão até os cabelos da loira e os coloca para trás da orelha.
A conversa é interrompida pela presença de Ruby e Robin se aproximando afobados. Emma agradece internamente por isso. Catherine estava lhe ajudando muito desde que Regina desapareceu, não queria ser grossa ou lhe tratar mal, embora nem devessem estar ali em primeiro lugar, depois de tudo que já lhe fizera no passado.
― Aconteceu alguma coisa? ― Emma pergunta preocupada. ― A Regina está bem? Já tem alguma notícia dela? ― Dispara em perguntas, deixando o nervosismo falar por si.
― Não é nada disso, Sargento. ― Lancaster se apressa em dizer. ― Ainda não sabemos nada sobre ela. ― Esclarece, deixando a loira um pouco tranquila, acreditando que, se não tinham notícia ainda, era porque, provavelmente, nada de ruim tinha acontecido e tudo estava indo bem até o momento. Ela não era muito otimista, mas estava se esforçando para ser. ― Você está bem? ― Aponta para o braço dela.
― Está doendo um pouco... ― Passa levemente a mão pelo lugar, sentindo umas pequenas furadas de dor. ― O que aconteceu para vocês chegarem assim? ― Volta a perguntar, agora mais curiosa que preocupada.
― Fomos avisados de que o Capitão acabou de acordar. ― Lucas quem responde, causando um largo sorriso na Sargento, que não perde tempo em sair em disparada atrás do médico responsável por Humbert, deixando os outros para trás.
•§•
A cirurgia de Regina, embora arriscada e complicada, corria bem até os seus sinais vitais começarem a cair rapidamente, preocupando os enfermeiros e o médico.
― Estamos perdendo ela! ― O enfermeiro responsável por supervisionar o equipamento que mostram os sinais vitais da paciente grita.
― Preparem a adrenalina. ― O médico pede com urgência e o enfermeiro responsável se apressa em atender o pedido, pegando a seringa em cima da mesa de metal. ― Fique conosco, Regina... ― O homem murmura como um apelo.
Satellite's gone up to the skies ― Satélites vão para o céu
Things like that drive me out of my mind ― Coisas como essas me desorientam
I watched it for a little while ― Eu assisti isso por um certo instante
I like to watch things on TV ― Eu amo assistir coisas pela televisão
Regina escuta a música preferida de Daniel tocar e abre os olhos rapidamente, vendo-se em um lugar escuro e desconhecido. Tateia o corpo em busca de seus machucados, mas não os encontra.
Satellite's gone way up to Mars ― Satélites vão, bem além de Marte
Soon it'll be filled with parkin' cars ― Logo será cheio de carros estacionados
I watched it for a little while ― Eu assisto isto por um certo instante
I love to watch things on TV ― Eu amo assistir coisas pela televisão
A música continua a tocar e Regina olha ao redor, querendo saber de onde vinha. Mas além do escuro, não havia nada ali.
― Regina? ― A Sargento escuta uma voz lhe chamar e seus olhos se enchem de lágrimas automaticamente.
― Daniel? É você? ― Olha para todos os lados, desesperada, mas não o encontra. ― Onde é que você está?
Uma luz aparece em sua frente e ela vê a silhueta do amigo vindo em sua direção. Sem pensar duas vezes, corre em direção a ele, conseguindo finalmente enxergar o seu rosto, e o abraça apertado, caindo em um choro de saudade. Daniel devolve o contato na mesma intensidade, mas em vez de chorar, ele sorri.
― Eu senti tanto a sua falta. ― A morena fala em meio ao choro, apertando-o ainda mais.
― Eu estou aqui agora, Gina. ― Colter sussurra, beijando seus cabelos de forma carinhosa, como ele sempre foi. A morena se afasta do amigo e toca o seu rosto, como se tivesse querendo ter a certeza de que ele era real.
― Regina?
Ao escutar a voz lhe chamar, a Sargento se vira rapidamente, surpresa, procurando a sua dona.
― Emma? ― Mills franze o cenho. Ela não via a amiga em lugar algum. Na verdade, além dela e Daniel, não havia mais nada e nem ninguém ali. Atrás de si, tudo permanecia no escuro.
― Você não pode me deixar, Regina... ― A voz de Swan volta a dizer em um tom sofrido. Regina se agonia.
― Eu vou sempre estar com você, Emma. Eu não vou te deixar. ― Rebate rapidamente, dando alguns passos na direção da voz, mas parando de repente. Não fazia ideia de para onde iria se continuasse seguindo na escuridão, e nem mesmo sabia o que teria mais na frente. Ela não via a amiga por ali. ― Onde você está? Eu não estou te vendo. ― Indaga, forçando a vista para tentar enxergar.
― Você precisa voltar... ― A voz da amiga volta a dizer e Regina olha para Daniel em busca de uma explicação, mas tudo que ele faz é sorrir para ela.
― Feche os olhos e você vai encontrar a passagem para fora da escuridão. ― Colter diz, e mesmo sem entender, assim Mills faz.
― Regina...
Escutando a voz de Emma, a Sargento anda de olhos fechados, sem medo algum, em sua direção e a inconsciência lhe toma outra vez.
― Conseguimos! ― O enfermeiro comemora, vendo os sinais vitais de Regina voltarem aos poucos.
― Você ainda tem muito para viver... ― O médico murmura sorrindo, dando continuidade ao que fazia.
•§•
Enquanto Emma Swan andava de um lado para o outro, ansiosa por alguma notícia da amiga, os outros, sentados nas poltronas, conversavam amenidades e Catherine lhe acompanhava com o olhar, agoniada por vê-la daquele jeito e não poder fazer nada a respeito. Quando, por coincidência a reencontrou dias atrás, jamais imaginou que iria vê-la solteira, sofrendo por outra mulher e ainda iria ajuda-la. Sentiu inveja do nítido amor que a ex namorada tinha pela outra e desejou desesperadamente voltar no tempo e fazer diferente, mudar suas escolhas e ser ela a receptora de todo o amor que Emma tinha para dá. Se arrependimento matasse, com certeza já não estaria mais entre os vivos. Ainda amava Emma Swan e na verdade, nunca a esqueceu, mesmo tendo se envolvido com outras pessoas. Desejava sinceramente, poder reconquistá-la e reatar o que um dia tiveram, mas com Regina em sua vida, Catherine sabia que era uma batalha perdida.
Não aguentando mais vê-la naquele estado, a ruiva pensa em se levantar para ir tentar acalmar a mulher ou ao menos lhe oferecer alguma coisa, pois, já havia amanhecido e todos tinham comido alguma coisa, exceto ela, mas o médico responsável por Graham Humbert e por alguns dos oficiais que foram atingidos no atentado na frente do Departamento, inclusive Eric, aproxima-se, interrompendo seus planos. Rapidamente, os outros se levantam e rodeiam o homem, atentos ao que ele dirá.
― Graham Humbert estará pronto para receber visitas em poucos instantes. ― Anuncia, causando euforia nos seus ouvintes, que ficaram tão distraídos que não perceberam quando Swan se afastou rapidamente em direção a saída. ― Eric Mitchell também poderá receber visitas em breve. ― Acrescenta, causando ainda mais euforia em Mike por sabe que seu parceiro estava bem. ― Um enfermeiro virá avisar quando puderem entrar.
― Obrigado! ― Robin agradece gentil, tocando no ombro do homem. O médico assente com um breve sorriso e um manear de cabeça e se afasta do grupo.
― Alguém viu a Sargento Swan? ― Catherine pergunta, sendo a primeira a perceber a sua ausência.
Todos negam.
― Eu vou atrás dela. ― Ruby anuncia, afastando-se rapidamente do grupo, sem dar chance de Catherine dizer alguma coisa.
Andando um pouco pelo hospital, não foi difícil Lucas encontrar a loira parada em frente a uma janela, olhando fixamente através dela.
― Emma? ― Lucas a chama, hesitante, mas não obtém resposta. Decide se aproximar assim mesmo e com cautela o faz, logo parando ao seu lado e percebendo que ela está chorando.
― Eu queria que a Regina estivesse aqui para comemorar a volta do Graham... ― Sussurra. Lucas não responde nada, apenas chega mais perto e a abraça apertado, tomando o cuidado necessário com o seu braço machucado, tentando consola-la.
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