Always by your side
41 Here comes the Sun
Notas iniciais
Dois meses depois.
Apressada, a Sargento Swan estaciona o carro de Regina de qualquer jeito na vaga reservada para oficiais, pega a solitária rosa no banco do passageiro e desce do veículo. Levantando a manga da jaqueta de couro preta, a sua favorita para ocasiões especiais, viu em seu relógio que faltava quatro minutos para Regina ser liberada e ir para casa. Puxando a barra da jaqueta como se estivesse desalinhada, e com passos largos e rápidos, ela caminha para a entrada do hospital. Ao passar pelas portas automáticas, para na recepção, pega o celular no bolso e abre em um aplicativo de mensagem instantânea.
”Acabei de chegar no hospital.” Digita rapidamente e envia para um pequeno grupo que fazia parte com Ruby e Cora.
Segundos depois, as duas mulheres respondem sua mensagem e ela enfia o aparelho de volta no bolso da calça. Em seguida, praticamente corre até o quarto de Regina.
Ao parar na porta, seu coração quase tem uma parada ao ver o médico responsável por Regina mexendo em suas pernas.
― Aconteceu alguma coisa? Ela não vai poder ir embora hoje? ― Dispara preocupada, guardando a rosa no bolso da calça e entrando no quarto quase sem respirar.
― Ei, calma! ― O homem sorri, demostrando tranquilidade, mas a loira se mantém aflita. ― Eu só vim auxiliar os enfermeiros a coloca-la na cadeira corretamente e aproveitei para saber como estava sua sensibilidade, os movimentos...
Ao escutar a explicação do médico, Emma finalmente respira aliviada e mais calma.
― Só veio você? ― Regina pergunta, estranhando não ver os seus pais por ali.
― Seus pais ficaram em casa para terminarem de arrumar o seu novo quarto no andar de baixo. ― Dá a desculpa que veio o caminho todo treinando para não ser pega de surpresa. Regina assente, aparentemente aceitando a resposta, e a Sargento agradece mentalmente por ela ter acreditado.
― Eu queria aproveitar também, para fazer algumas recomendações. ― O médico volta a falar, chamando a atenção das duas para si.
― Claro! ― Emma responde prontamente, dedicando toda a sua atenção ao que será dito. Era de extrema importância e de seu interesse, saber como cuidar de Regina.
― Bem, como vocês já sabem, uma lesão na coluna é complicada. Por isso, é extremamente necessário que a paciente tenha repouso absoluto nos próximos dois meses. ― Ele adverte, olhando diretamente para Mills, que faz uma careta por saber que seus dias no hospital se repetirão por pelo menos mais dois meses em casa. ― Para que, com a ajuda dos medicamentos... ― Faz uma pausa e balança uma folha no ar. Era uma receita contendo todos os remédios, dosagens e horários. ― O osso afetado pela fratura possa cicatrizar corretamente e assim ela possa dar início aos tratamentos de reabilitação. ― Conclui, assinando a receita e entregando para a Sargento, que a dobra com cuidado e guarda no bolso. ― Qualquer complicação vocês voltem para o hospital imediatamente e me procurem, ok? ― Pede, em um tom firme e sério e a loira assente prontamente. ― Estimo melhoras, Regina. ― Direciona-se para a paciente, que agradece com um breve sorriso e um leve menear. ― Até mais! ― Despede-se e sai do quarto junto com os enfermeiros, deixando as duas sozinhas.
― Ei, você está bem? ― Emma pergunta, agachando-se em frente a amiga. ― Está triste porque só eu vim te buscar? ― Segura sua mão apoiada no braço da cadeira e a acaricia suavemente.
― Não é isso... ― Regina murmura, abaixando a cabeça e fechando os olhos. ― É só que... ― Respira fundo e balança a cabeça negativamente. ― Eu ainda estou tentando me acostumar com a realidade...
― Ei... ― Emma se ajoelha para ter melhor apoio e toca o queixo da outra, levantando-o em sua direção. ― Você não vai ficar aqui para sempre, sabe disso... ― Diz, olhando fundo em seus castanhos tão tristes.
― Eu sei, mas...
― Se você seguir todas as ordens médicas e me ajudar a cuida de você, ficará melhor quando menos esperar. ― Fala por cima, interrompendo-a. ― Sei que é difícil, mas eu acredito em você. Logo vai voltar a fazer o que tanto ama. ― Abre um sorriso motivador. Então, lembrando-se da rosa que trouxera, puxa-a do bolso da calça e lhe entrega. ― Eu estou feliz que não surtou... ― Toca em sua coxa e faz um carinho.
Com os castanhos brilhando e um sorriso brotando nos lábios, a Sargento cheira as pétalas e fecha os olhos por alguns segundos, apreciando o aroma.
― Obrigada! ― Sussurra, abrindo os olhos e se perdendo nos verdes intensos que lhe observam atentamente.
O momento mágico é quebrado com dois toques na porta e um pigarrear de um enfermeiro, que ao ter a atenção das duas mulheres, oferece ajuda para levar Regina até o carro e coloca-la dentro.
Emma se levanta rapidamente e aceita a ajuda do rapaz, que rapidamente se prontifica a levar Mills até o estacionamento.
Ao chegarem no carro, Emma e o enfermeiro colocam cuidadosamente a Sargento no banco do carona, Swan agradece a ajuda dele, que rapidamente se despede e volta para dentro do hospital, e empurra a cadeira de rodas para guardar o porta-malas.
Aproveitando que não estava nas vistas da morena, a Sargento abre a porta, tira o celular do bolso e abre o grupo com Cora e Ruby.
“Estamos à caminho.” Digita rapidamente. Sem esperar por respostas, guarda o celular de qualquer jeito no bolso, coloca a cadeira dentro do compartimento e fecha a porta.
•§•
Ao abrir a porta da casa de Regina e leva-la para dentro, “Here comes the Sun” começa a tocar, as luzes se ascendem e um grande coro de vozes formado por Cora e Henry Mills, Brian Knight, Graham Humbert, Mike O’Neal, Eric Mitchell, Ruby Lucas, Robin Lancaster, a própria Emma e até Eva e Mary Swan dizem animadamente “Bem-vinda de volta Regina”
― O que...? ― A morena abre a boca e franze o cenho, olhando de Emma para os amigos e familiares, totalmente confusa e também surpresa com o que via em sua frente, os enfeites pendurados, a mesa com comida e bebida, uma faixa enorme e bonita pendurada na parede da lareira e um amontoado de presentes em cima do sofá. ― Foi por isso que só a Emma foi me buscar no hospital? ― Aponta para o seu ao redor e todos balançam a cabeça afirmativamente. ― Tem até presente... É o meu aniversário e eu não estou sabendo? ― Pergunta divertida, rodando os pneus da cadeira para se aproximar, mas logo sendo interrompida por Emma, que dá uma tapinha em sua mão e a empurra.
― É quase isso, filha! ― Cora responde, aproximando-se dela e beijando sua testa carinhosamente.
― Coincidentemente, hoje fazem dois meses que tudo aconteceu e... ― Emma faz uma pausa e engole em seco, controlando a repentina vontade de chorar. ― Bem, segundo o médico que te operava, você voltou para nós. ― Conclui com dificuldade, abrindo um sorriso forçado, sem expor os dentes. Regina lhe encara por alguns segundos, Apenas Emma sabia
― Mas chega de falar desse assunto! ― Ruby pede, saindo de junto dos outros e se aproximando da morena. ― Estamos aqui para comemorar sua volta, Sargento! ― Toca em seu ombro e abre um grande sorriso, contagiando-a.
― É isso aí! ― Mike fala animado, batendo duas palmas, chamando atenção. ― Aumenta o som, DJ! ― Pede em um tom elevado e Eric, o seu parceiro, responsável pelo som, atende o seu pedido, dando play na música animada do grupo Beatles. Então o lugar é preenchido pela música, pelas conversas e risadas das pessoas.
Com a ajuda de Robin, Swan coloca Regina confortavelmente no sofá e Graham é o primeiro a se aproximar, apoiado em muletas, para conversar com ela.
― Então... Como é a sensação de voltar para casa depois de ficar hospedada por tanto tempo em um hospital? ― O Capitão pergunta em um tom sério, mas ao olhar para a Sargento, explode em uma gargalhada junto com ela.
― Acho que você poderia responder essa pergunta muito melhor do que eu, já que passou mais tempo nesse hotel, mesmo saindo um mês antes de mim. ― Diz baixinho, como se tivesse contando um segredo, dá uma piscadinha e os dois riem novamente. ― Também teve uma para você? ― Pergunta referindo-se a festa, mudando o assunto. Mesmo que fosse uma conversa tranquila e estivessem brincando, não queria relembrar o motivo pelo qual estavam naquelas condições e nem queria falar de hospital. Já tinha passado tempo suficiente em um, para evitar colocar seus pés por lá novamente por pelo menos dois anos.
― Na verdade, deixamos para comemorar hoje para que você também pudesse participar. ― Humbert toca em sua mão e a leva aos lábios, beijando carinhosamente. ― Em hipótese alguma, eu deixaria que você ficasse de fora de mais isso. ― Fala, referindo-se ao fato de que Regina foi a única que não esteve presente quando ele acordou e sabia o quanto ela queria estar presente.
Ruby passa perto dos dois com bandejas de salgados, interrompendo a conversa, e eles enchem a mão sem se importarem. Afinal, era tudo para os dois mesmo, embora mesmo que não fosse, eles ainda fariam isso. Eles sempre faziam.
― Se estamos comemorando a sua também, por que fez parte da surpresa? Deveria ser surpresa para você também.
― Eles até tentaram me esconder, mas falharam miseravelmente. ― Responde em um falso tom de lamento, balançando a cabeça negativamente.
Em meio à mais salgados e doces oferecidos por Ruby, os dois conversam amenidades por mais algum tempo, principalmente fofocas do Departamento, embora Humbert ainda não tenha voltado ao trabalho, mas sabia de tudo porque Mike e Robin lhe contavam, até que ele precisar ir ao banheiro e Eva e Mary, ambas com seus presentes nas mãos, aproveitam para se sentarem em seu lugar e conversarem um pouco com a Sargento.
•§•
Emma saia da cozinha e seguia em direção a escada quando a campainha toca e interrompe seus passos. Ela olha ao redor, procurando se alguém tinha escutado o som e ao ver que não, vai atender.
Ao abrir a porta e ver Luz parada do outro lado, seu sangue ferve e suas mãos se fecham em punho.
O que ela está fazendo aqui? Como soube da festa? Pergunta-se mentalmente, não se importando em esconder seu descontentamento com a presenta da latina.
― O que...
― Ei, Luz... ― A voz de Mills, falando com a mulher, interrompe a sua futura grosseria com a nova convidada. Ela olha para trás, vendo Regina acenando para a morena e, a contragosto, encosta-se na porta, dando passagem para que Luz entre.
Quando estava prestes a fechar a porta, uma mão a segurou firmemente, impedindo-a de completar a ação.
― Ei Cathe, você veio... ― Emma diz com um sorriso se formando ao se virar, abrir mais a porta e ver a ruiva parada do lado de fora.
― Eu estava um pouco na dúvida se deveria mesmo vir... ― Fala sem jeito, enfiando as mãos nos bolsos do sobretudo e olhando rapidamente para dentro da casa. Tinha mais gente do que esperava.
― Sei que você não conhece todo mundo por aqui e os que conhece, não tem intimidade, mas você me ajudou a salvar a Regina e merece estar aqui também, celebrando a vida da mulher que você ajudou a salvar. ― Argumenta, torcendo para que Conor concorde com ela. Swan seria para sempre grata pela ajuda que teve e precisava agradece-la de alguma forma. Fazê-la participar da festa não era o melhor agradecimento, mas já era alguma coisa. A ruiva pensava por alguns segundos e então balança a cabeça afirmativamente, concordando com o argumento. A Sargento sorri, contente. ― Vem, entra! ― Abre passagem e a ruiva passa, sem graça, olhando para todos aqueles rostos pouco conhecidos ou totalmente desconhecidos para ela. ― Você quer beber alguma coisa? ― Pergunta solícita e Conor assente rapidamente.
Emma puxa Catherine pelo braço e a leva até a cozinha, oferecendo-lhe água, bebidas alcoólicas, guaraná e sucos. A Agente aceita um suco e Swan lhe serve rapidamente.
Após a loira lhe dizer para ficar à vontade e se virar para ir embora e voltar para a sala, Cathe segura seu braço.
― Emma, podemos conversar um pouco? ― Pergunta hesitante, soltando seu braço e deixando o copo em cima da pia.
― Claro! Algum problema? ― Swan soa preocupada, percebendo sua tensão.
― Não, é só que... ― Interrompendo-se, ela respira fundo, decidindo ser direta e criando coragem, e puxa Emma para perto de si, levando sua mão ao seu rosto e fazendo carinho. Inevitavelmente, Swan fecha seus olhos ao sentir o contato. ― Eu sei que já faz muito tempo que tudo entre nós aconteceu, sei que errei bastante e te magoei, mas eu ainda te amo, Emma... ― Sussurra, observando cada detalhe do rosto da Sargento, que estava tão perto do seu. ― Por favor, me dá mais uma chance, vamos tentar novamente... ― Pede sussurrante, fechando os olhos e aproximando o rosto ainda mais do da loira, quase tocando seus lábios. Todavia, delicadamente, Emma segura sua mão e a tira de sua bochecha, abre os olhos e se afasta.
― Eu realmente gostei de você, Cathe. ― Começa, olhando fundo nos azuis já marejados. A dona deles já sabia o que ouviria, mas não poderia simplesmente desistir sem tentar. ― Eu amei você, com cada parte de mim. Eu amei você. ― Delicadamente, a loira enxuga uma lágrima solitária que escorre pela bochecha dela. ― Mas a mágoa, a decepção, a raiva e a tristeza pelo que aconteceu, foram muito maiores e venceram a guerra com esse amor, afundou-o completamente e o expulsou daqui... ― Com a mão da Agente, Emma toca em seu peito, bem em cima do seu órgão pulsante. ― Hoje, é por outra pessoa que o meu coração está apaixonado e batendo desesperadamente sempre que está por perto. É com outra pessoa que eu tenho os melhores sonhos à noite e planejo futuro. É com outra pessoa que a minha mente passa 24 horas preenchida. É outra pessoa que eu amo com cada pedaço de mim, do meu ser, do meu coração e da minha mente. ― A menção indireta de Regina faz o seu coração reagir exatamente como disse, acelerado. ― E eu sei que você sabe quem é essa pessoa. ― Balançando a cabeça positivamente, Conor confirma que sim. ― Foi bom o que vivemos enquanto vivemos, mas é passado e eu não quero mais repeti-lo. ― Seu tom é firme. ― Espero que me entenda. ― A ruiva balança a cabeça afirmativamente e olha para baixo, fechando os olhos e deixando suas lágrimas correrem livremente. Emma beija sua testa delicadamente e sai da cozinha, deixando-a sozinha.
Alguns minutos depois, Catherine acalma os ânimos, lava o rosto e sai da cozinha também. Iria tentar se socializar com quem já conhecia.
Ao aparecer na sala, um par de olhos castanhos acompanham atentamente os seus passos até Brian, Robin, Mike e Eric.
― Ei, Regina! ― Graham chama a sua atenção e ela volta seu olhar para o círculo de conversa entre ela, Humbert, Luz, a mãe dele, seus pais e a mãe e avó de Emma. Ao olhar diretamente para o homem, percebe que Luz, que estava entre os dois, olhava atentamente para outro lugar. ― Já contou para sua mãe o que a Emma fez com você no posto de gasolina e a sua revanche depois? ― Pergunta entre risadas, tirando sua atenção de Luz.
― Você adora contar essa história para todo mundo, então vá em frente, conte mais uma vez. ― Rebate dando de ombros. Animado, Graham se volta para o grupo e começa a contar a história, enquanto Regina, discretamente olha para onde a morena observava com tanto interesse. Ao ver que era para Catherine, ela abre um sorrisinho, tendo uma ideia.
― Interessada? ― Sussurra em seu ouvido, fazendo a latina estremecer com sua voz grossa tão perto. Ela dá um sorrisinho por ver o efeito causado.
― Quem é ela? ― Sussurra de volta, ignorando os efeitos de Regina em seu corpo. Seu foco agora era outro e não mais a morena linda ao seu lado.
― Uma ex da Emma. O nome é Catherine. Ela é Agente do FBI. ― A Sargento responde, procurando passar o máximo de informações possíveis para deixar Luz ainda mais interessada.
― E você sabe se ela é solteira? ― Volta a perguntar e, no mesmo momento, Catherine olha na direção das duas e seus olhos se encontram brevemente, pois logo a ruiva desvia para outro lugar.
― Eu acho que é. Mas, por que não vai lá dá uma conferida? ― Mills a incentiva, dando-lhe um empurrãozinho com o ombro.
― Eu vou mesmo! Essa ruiva é linda demais. ― E então, sem esperar por mais algum comentário de Regina, Luz se levanta do sofá e caminha discretamente até o grupo que Catherine conversava. Apresenta-se aos que não conhecia, inclusive a Agente, e logo puxa conversa com ela. De longe, Regina observa contente a sua ideia dando certo.
•§•
― Obrigada por ficar até o final e me ajudar, Ruby. ― Emma abre a porta e a morena de mechas ruivas passa. ― Se não fosse por você, eu não sei que horas terminaria isso aqui. ― Olha para dentro da casa, vendo a sala totalmente arrumada como se não tivesse acontecido uma festa ali e suspira aliviada.
― Se precisar de mais ajuda, sabe onde me encontrar, Sargento! ― Responde, solícita, puxando o celular do bolso e o balançando no ar.
― Por favor, não me chame assim quando não estivermos em campo, eu agradeço. ― Implora, juntando as mãos e fazendo uma expressão de aflita, causando risos em Ruby por conta de seu desespero.
― Tudo bem, Emma! ― Dá uma piscadela e um sorrisinho. ― Tenham uma boa noite! ― Deseja e se vira para ir embora.
Swan espera a policial virar a esquina para poder fechar a porta. Em seguida, segue direto para o novo quarto de Regina.
― Você não sabe o que eu descobri enquanto mamãe me ajudava no banho. ― Mills diz assim que sente a presença da amiga em seu quarto. Abandonando o livro que lia, ela direciona sua atenção para a Sargento e bate ao seu lado no colchão, chamando-a para se sentar. Rapidamente Emma atende ao seu pedido. ― Mamãe acha que eu tenho algo com a Luz e que vamos namorar, e está bastante animada com a ideia. ― Conta entre risadas, não percebendo a expressão triste que surgiu no rosto da outra. ― Foi ela quem a chamou hoje.
― Então foi assim que ela soube... ― Emma comenta mais para si que para Regina. Tinha passado o tempo todo tentando saber como Luz ficara sabendo da festa e jamais imaginou que tinha sido Cora que, mais uma vez, tinha lhe chamado. Mas Emma não queria e não iria ficar com raiva da Mills mais velha, afinal, ela não sabia de seus sentimentos pela filha dela e muito menos sabia que já tiveram algo. Era certo que se soubesse não faria isso. Mas como não sabia, para ela, Regina era solteira e livre, o que de fato era mesmo, e só estava tentando ajudar a filha a ficar com alguém que havia lhe conquistado com a simpatia, alegria e inteligência.
Afinal, Emma a entendia de verdade e não sentia raiva, só tristeza mesmo.
― Mas eu deixei claro para ela que eu e Luz não temos nada e que eu até a... ― Regina é interrompida pelo toque do celular de Emma. Quando a Sargento tira o celular do bolso e Mills consegue ler o nome de quem a ligava, sua expressão muda radicalmente. Emma olha para a tela piscando e fica na dúvida se atende ou deixa passar para retornar depois. ― Acho melhor você atender... ― Incentiva-a, voltando a se encostar nos travesseiros e pegando o livro novamente. Toda a sua animação tinha se esvaído ao ler o nome de Killian na tela do celular da loira.
― Eu volto logo! ― Swan avisa e se levanta da cama, atendendo a ligação e saindo do quarto, deixando Regina sozinha com seu livro que, de repente, deixou de ser interessante. A verdade é que sua mente estava focada demais em Emma indo conversar com o cara da bochecha rosada para conseguir se focar na leitura.
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