Always and Forever
18 17° Capitulo
Notas iniciais

17° Capitulo
Caroline Forbes
Um pouco depois de sairmos na pista convenci Hope a me deixar dirigir, já que ela estava meio que abalada, ela aceito sem muito dialogo, apenas com uma condição que eu dirigisse o mais rápido possível, então parei no acostamento e entrei no banco do motorista, eu sinceramente achei que ela fosse ser minha co-piloto mas apenas se sentou no banco de trás de mim, abriu a única bolsa que ela tinha trazido e pegou um caderno de desenho de lá
As horas passavam e eu não disse nenhuma palavra, por mais que olhar pelo retrovisor e ver Hope concentrada nos desenhos me fazia ter vontade de parar o carro ir lá trás e abraça – lá, mas Hope não parecia estar a fim de conversa. Hope havia sido clara sobre o lugar para onde eu deveria dirigir, uma cidade há uma hora de Nova Orleans, eu nem sequer entrei em Nova Orleans apenas vi as luzes de longe. Graças a minha pressa não havia nem amanhecido quando chegamos no perímetro da tal cidade, Hope ainda se mantinha concentrada no desenho, ela estava com as costas apoiada na janela suas pernas estavam perto do seu corpo e as usava com apoio, um pouco a frente dela havia vários papeis, pude notar que eram os desenhos que ela tinha feito.
– Eu não entendo você – Hope olhou assustada para mim – fica quase duas semanas sem desenhar e ai resolve desenhar o bastante para uma vida toda?
– É que eu nunca ficava sozinha ou tinha silencio – ela disse com cautela – e agora achei que fosse um ótimo momento... já que eu não quero cair no choro.
Engoli em seco. Hope estava tentando sofrer calada. Continuei guiando o carro até o fim da região urbana da cidade, então Hope me mandou parar o carro e ela tomou o lugar de motorista e eu de capitã alegando que por mais que eu fosse inteligente não tinha capacidade suficiente para encontrar o local, eu fiquei extremamente irritada com isso, mas quando Hope entrou na estrada de terra que levava ao tal lugar e começou a floresta eu entendi o que ela dizia. A floresta ficava mais densa e sempre havia dois caminhos a seguir, não sei se ela estava indo pelo caminho certo já que eu havia perdido as contas de quantas viradas demos.
–Que caminho complicado – eu comentei – Como tu consegui não errar o caminho?
– Você não consegue ver o caminho por que é uma vampira, já eu sou um membro da instituição e daí sei qual caminho seguir – ela disse se focando no caminho
– Como assim instituição? – perguntei
– É meio que um lugar para que bruxos e bruxas aprendam a magia e controlar seus poderes – ela disse
– Tipo Hogwarts? – perguntei fazendo Hope rir
– Não tipo Hogwarts qualquer bruxo pode entrar, mas na instituição não, apenas se for convidado por um membro, eu fui convidada pela Olga a dona do lugar, minha tia me trouxe aqui para passar 1 mês aprendendo. – ela disse sorrindo
Concordei com a cabeça e olhei para frente, bem ao longe notei que não havia nenhum caminho a frente apenas uma grande enorme pedra cinza que tampava tudo, eu chamei Hope, o que foi meu erro, já que ela notou que eu havia me assustado com a pedra, então Hope começou a acelerar o carro, e quanto mais perto da pedra ficávamos mais ela acelerava e eu gritava para que ela parasse. Então quando faltava alguns segundos para que déssemos de cara com a parede de pedra, segurei minha respiração e fechei meu olhos, então esperei a dor, ou alguma explosão mas a única coisa que ouvi foi a gargalhada de Hope ao meu lado, abri um olho e notei que eu ainda estava viva, olhei para Hope e ela ainda ria e tentava se focar na estrada e nas risadas
– Sua vadia por que fez isso – eu gritei – não podia dizer que não iríamos morrer, quer me matar do coração
– Caroline você é uma vampira não tem ataque de coração! – Hope disse tentando controlar o riso
– A pode acreditar meu coração parou aqui – isso fez com que Hope risse mais ainda, então depois de um longo tempo Hope conseguiu para de rir e eu olhei para frente e levei um susto, a floresta densa havia sido substituída por uma floresta com vida e cor – por que a gente atravessou uma pedra
– É uma medida de proteção, somente pessoas da instituição vêem que da para passar pessoas como você acham que vão morrer – ela sorriu e eu olhei pra ela fazendo bico, novamente quando olhei para frente me surpreendi
Havia uma mansão um pouco a frente, a mata dava lugar a uma enorme clareira. A mansão era maior que a mansão Mikaelson e me fazia perder o fôlego, logo estávamos estacionando de frente com a mansão, assim que o carro de Hope parou eu abri a porta e desci do carro, logo Hope estava ao meu lado sorrindo, ela seguiu em frente com um suspiro e bateu na enorme porta, me aproximei dela e esperei. Olhei em volta e notei que um mínimo vestígio do sol já estava aparecendo, olhei para frente e notei que Hope havia aberto a porta. Me direcionei ao lado dela e fui paralisada ao tentar passar pela porta. Hope notou o fato e olhou para mim como se pedisse desculpas, eu somente dei de ombros
Mesmo de fora pude notar o quão grande é o salão de entrada, havia uma enorme escada branca bem no meio do salão, então bem do começo da escada duas figuras de robe apareceram, duas ruivas com olhos verdes, uma aparentava 16 anos e a outra 22. Assim que a ruiva mais nova colocou os olhos em Hope se apressou nas escadas e pulou no colo dela a abraçando
– Não acredito que você cresceu tanto! Senti sua falta Hopezita minha – Hope riu e eu não consegui segurar um sorriso elas devem ser amigas de “infância”
– E você Annie não mudou nada – a ruiva riu e deu espaço para a mais velha – tia Olga – Hope disse fazendo o sorriso da face da ruiva mais velha sumir
– Não sou sua tia Hope, tenho idade para ser sua irmã – ela disse, Annie, a mais nova, tentou esconder a risada
– Okay senhorita Lewis – Hope fez com que o sorriso voltasse a face de Olga, mas logo virou de um sorriso acolhedor com um sorriso de comprimento, Olga olhava por cima do ombro de Hope me observando – Já ia me esquecendo... essa é minha futura “boadrasta” Caroline Forbes
– Olá Caroline – disse Olga me dando um sorriso amigo – vampira certo? – concordei com a cabeça
– Desculpa queridinha, mas vampiros não são bem vindos nessa casa, então acho melhor deixar a sangue e suga para fora – disse Annie seca, Olga mandou a ela um olhar furioso, enquanto Hope apenas a olhou assustada, eu apenas engoli em seco.
– Annie cadê os modos? – perguntou Olga – perdoe minha filha Caroline, mas em um ponto ela tem razão – Olga não olhou para mim ela ficou encarando a filha com aquela face de mãe brava – infelizmente não é seguro ter vampiros com autorização para entrar em casa, apenas Hope e Rebekah tiveram autorização de entrar aqui – ela finalmente olhou para mim e mandou um sorriso amigo
– Sem problemas – eu disse com uma voz vergonhosa – eu fico no carro... seria legal eu ligar para minha mãe para tranqüiliza-lá
– Não de forma alguma – disse Olga – você não pode entrar aqui mas pode ficar na área de lazer, Hope querida – ela olhou para Hope – leve sua amiga para a área de lazer, as pessoas da cozinha já estão terminando de preparar o café e logo alguns alunos já vão acordar, eu e Annie vamos trocar de roupa e encontramos vocês lá – Hope concordou com a cabeça, veio em minha direção e me puxou, fizemos a volta pela casa, o que foi levemente demorado já que a casa era gigante, mas quando finalmente vimos a área de lazer meu queixo foi a baixo, em uma área acimentada ficava uma mesa de piquenique e um pouco mais a frente uma grande piscina com cascata, eu havia ouvido barulho de água desde que cheguei mas não tinha achado que era por culpa daquilo. Assim que acabava a área acimentada começava a grama e cerca de um metro depois começava a água, é ao fundo uma cachoeira mediana, mas linda deixava o lugar mágico, Hope e eu fomos para a mesa e nos sentamos lá.
– Annie não gostou muito de mim – eu disse quando ela se sentou
– Não é que ela não goste de você ela só sente ciúmes – eu a lancei um olhar de desentendimento – é que antes de ti aparecer em minha vida ela era minha melhor amiga e meu que agora ambas são minhas melhores amigas e ela sente ciúmes – concordei com a cabeça
– Esse lugar é lindo – eu disse olhando em volta
– É... esse é o meu lugar favorito no instituto inteiro, sabe por que minha tia me trouxe aqui? – ela disse e eu neguei com a cabeça – eu tinha que aprender a controlar a magia e a melhor forma de fazer isso era aprendendo com especialistas, então ela me trouxe para cá – ela olhou ao redor – sabe o que eu achei um máximo, ter amigos, varias pessoas aqui são meus amigos principalmente a Annie, mesmo ela sendo mais velha ela foi super minha amiga, e só para te informar tanto ela como Olga são imortais mas isso é outra história – concordei com a cabeça, logo Annie e Olga se juntaram a nós
– Então Hope a que demos sua visita – perguntou Olga a Hope, logo a comida chegou enchendo a mesa onde estávamos e as outras duas que ficavam na grama
– Como você já deve saber eu fugi de casa – disse Hope
– Sei sim, as noticias correm, no começo achei que ia ver sua amada tia aqui a sua procura mais ai lembrei que tu é uma menina esperta. – ela falou sorrindo
– Então se sabe da minha fuga sabe também sobre a guerra em Nova Orleans – Olga concordou com a cabeça – então eu preciso de um feitiço para destruir os anéis da lua e fazer novos que não enfraqueçam meu pai na lua cheia, eu até pensei que fogo poderia adiantar mas percebi que não
– Eu também imaginei que tu me pediria isso, por isso já preparei um feitiço, mas agora minhas queridas se sirvam – então começamos a comer
– Desculpe Caroline mas não temos sangue para você – disse Annie, eu apenas ignorei
Comemos e depois Olga e Annie levaram Hope para pegar o grimorio que continha o tal feitiço, eu fui ao carro e peguei meu celular e fiquei ensaiando para falar com minha mãe mas enrolei tanto que Hope voltou e entrou no carro no lado do motorista
– Vamos? – perguntou ela
– Agora sim... próxima parada Nova Orleans – Hope sorriu e concordou com a cabeça
*** ***
Hope Mikaelson
A viagem para Nova Orleans mesmo sendo curta pareceu uma eternidade, mas enfim conseguimos chegar, me guiei pelas minhas memórias para chegar ao French Quarter, assim que chegamos em frente de casa meu coração disparou, eu estava a poucos passos de rever minha família, estacionei o carro e eu e Caroline nos direcionamos a porta, minha surpresa (ou nem tanto) havia dois vampiros parados na porta, andei na direção da porta seguida por Caroline e tentei passar pela porta mas um dos vampiros me segurou
– Desculpa docinho mas ninguém pode entrar ai sem autorização – ele disse com uma voz que me deixou enjoada, ele sabe que está dando em cima da filha do chefe?
– A é querido? Pena que eu não te perguntei nada – eu disse cerrando os dentes
– Olha criança me desculpe mas não dá para entrar agora são ordens expressas de Elijah – o segundo vampiro disse
– Novamente digo: Eu não te perguntei nada – eu disse sinicamente
– Dá para você ir embora? – disse o primeiro vampiro com raiva
– Não é melhor tentarmos falar com.. – Caroline começou
– Não – eu a cortei – se vocês não querem sair da minha frente eu tiro vocês – então eu olhei para o segundo vampiro e ele caiu de joelhos com a mão na cabeça, o primeiro veio em cima de mim mas quebrei o pescoço dele, abri a porta e ouvi a voz de meu pai
“Precisamos de uma arma secreta!”
Joguei o vampiro para dentro batendo em alguma coisa e a partindo ao meio, depois peguei o vampiro do chão
– Entre na hora certa Care – eu disse para Caroline e entrei lá dentro.
Assim que cheguei ao começo do salão de entrada joguei o vampiro no chão
– Prazer, podem me chamar de “arma secreta”
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