Always Be Your Girl
37 Cap 36
Notas iniciais
Regina praticamente tinha se mudado pro quarto do menino, não saia do dele por nada, contou a ele que tinha pego uma licença do serviço pra cuidar exclusivamente dele. O menino se sentia nas nuvens, Emma queria muito ficar o tempo todo com os dois, mas precisava finalizar algumas coisas na revista e precisava trabalhar. Mas o tempo todo entrava em contato tanto por mensagens quanto por ligações. Henry entendia que a mãe precisava trabalhar e sabia que ela era uma pessoa importante, não queria dar mais trabalho do que já estava dando. Se contentava em ficar só com uma, com a condição de muitos abraços depois.
Henry já estava ganhando peso e suas bochechas já estavam voltando a ser como eram, Regina cuidava do pequeno com o maior cuidado e carinho do mundo, já tinha alguns dias que ele estava ali no hospital, sua perna ainda doía muito e as vezes ele precisava de remédios fortes para a dor. Pra Regina o pior momento do dia, era a hora de dar banho no menino, não que não gostasse da tarefa, mas sentia seu coração sangrar ao ver as mercas em seu pequeno corpo.
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Longe dali o casal monstro ainda não tinha notícias do pequeno, tinham desistido de procurar ele e não sabiam o que fazer. Na verdade já estavam se preparando pra fugir, imaginavam que a essa altura o menino já tinha encontrado a polícia e dado com a língua nos dentes. Estavam na casa pensando pra onde iriam tentar aplicar o mesmo golpe quando ouviram batidas na porta. Acharam estranho, mas a mulher foi atender. Ao abrir a porta deu de cara com Ruby sorrindo satisfeita.
— Bom dia, então é aqui que se escondem? – Ruby falava com uns 5 policiais atrás dela
— O que você está fazendo aqui? – tentando fechar a porta que era impedida por um dos oficiais
— Bom, aquele outro endereço era falso, e eu precisava visitar o Henry, ele está? – sorrindo cinicamente
— Está dormindo – mentindo
— Realmente ele deve estar dormindo agora, mas lá no hospital onde ele está internado, e vocês estão presos – mostrando o mandado judicial
— Quem você pensa que é? – gritava, o marido já tinha pulado a janela dos fundos
— Eu sou uma assistente social que descobriu os monstros que vocês são, e graças a Deus tive a brilhante ideia de usar o rastreador do celular, já que esse era o único contato que nós tínhamos
Os policiais já invadiam a casa, um deles algemava a mulher que gritava sem parar, os outros encontraram as crianças em um dos quartos, e as ajudava a sair da casa. Viram que o homem tinha sumido.
— Você não pode me prender sua vadia – ela gritava sem parar
— Ah eu posso sim, e vadia é a senhora sua mãe que colocou um monstro no mundo. Você está presa por maus tratos e vai sofrer um pouquinho na cadeia. Quando encontrarmos o seu marido ele também vai ser preso, fica tranquila.
A mulher foi jogada dentro da viatura enquanto uma outra saia cantando pneus atrás do homem que não devia estar muito longe, Ruby estava satisfeita pela prisão, finalmente aquele inferno iria acabar. Foi ao encontro das crianças e se chocou com o estado delas. Estavam magras e choravam aliviadas, todas elas muito machucadas. Acomodou todas em uma terceira viatura e pediu que as levassem até o hospital, lá estariam preparados pra cuidarem delas.
Ela tinha pensado naquele plano simples de ataque depois de muito pensar, onde ela poderia encontrar o casal já que aquela não era a casa deles? Ela se lembrou que além do endereço eles se comunicavam por telefone através de um número de celular que eles haviam passado, ela logo perguntou pro policial seu amigo se era possível rastrear aquele número e se era algo preciso. Quando o endereço foi dado pelo rastreador, alguns policiais ficaram durante dias rondando a casa e observando os hábitos do casal. Já tinham o mandato com base no depoimento do menino e no exame de corpo de delito que realizaram. Não tinha como escapar. Naquele dia eles foram pegos. Na verdade ela foi presa, o homem fugiu, mas logo seria pego também.
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Era final de tarde quando Emma entrou no hospital carregando uma bolsa, passou direto e foi logo pro quarto do filho. Quando entrou uma bela surpresa, Regina estava sentada na cama com o menino, ele estava aninhado em seu peito enquanto ela lia uma história. Ele parecia estar bem interessado no que a mãe lia e seus olhos nem piscavam. Emma sentia uma paz enorme, sua família estava ali, seu porto seguro, seu futuro. Ficou sorrindo vendo os dois que nem tinham se dado conta da presença dela. Só foram notar que eram observados quando ouviram a porta bater.
— Mãããããe – Henry gritava animado – Você chegou
— Sim, estava com saudades? – colocando a bolsa na cadeira ao lado e se aproximando da cama, onde deu um selinho em Regina e um beijo na testa do filho
— Muita, você estava com saudade de mim? – ele perguntava
— Muita também – sorrindo
— E de mim, alguma saudade? – Regina falava fazendo bico
— Muuuuuuita saudade da minha menina – a enchendo de beijinhos – eu trouxe roupas limpas pra você, está ali na bolsa, pode tomar um banho enquanto eu cuido dele
— Muito obrigada amor, vou tomar um banho e já volto ta filho – lhe mandando um beijinho
— Fica bem cheirosa em – rindo
— Ele é realmente seu filho Emma Swan – rindo enquanto ia pro banheiro
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Ruby cuidava para que as crianças fossem atendidas com o maior cuidado possível, entrou em contato com o orfanato também falando sobre o estado em que elas se encontravam, que precisaria de ajuda para abrigá-las. A polícia ainda conversaria com cada uma delas, precisavam de seus depoimentos e precisavam saber de onde vinham. Dependendo as mandaria de volta para suas cidades de origem.
Tudo finalmente estava entrando nos eixos e se encaminhando para o final feliz. Ruby estava conversando com uma das enfermeiras quando foi avisada por um dos policiais que o homem havia sido encontrado e já estava preso. Ele falava que não tinha culpa de nada, que não sabia de nada e que a culpa era toda da mulher. Queria se livrar da cadeia, mas as coisas estavam bem feias pro seu lado. Se dependesse dela, ele iria apodrecer na prisão.
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A recuperação de Henry era ótima, só o fato de ser cheio de mimos e carinhos das mães já ajudou no processo, seu peso já estava quase normal. Tomava vitaminas diárias e se alimentava com base em uma dieta própria para a sua recuperação. Não via a hora de conhecer sua nova casa. Sabia que o casamento das mães se aproximava e não via a hora também. Ele tinha saído do inferno direto pro paraíso.
Emma já tinha entrado em contato na escola anterior pedindo a transferência dele para a escola que ficava mais próxima de sua casa. Havia comprado muitas roupas novas pro menino e mais brinquedos, queria mimar o máximo possível. Queria que seu filho fosse uma criança feliz, e que se esquecesse de todo sofrimento que um dia tinha passado.
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