Always Be Your Girl
38 Cap 37
Notas iniciais
Emma e Regina riam do esforço do filho tentando andar de muletas, o menino não conseguia se equilibrar direito ainda e fazia caretas tentando andar, apesar de ser um momento novo e de total ajuda das mães, elas achavam graça do pequeno e do seu jeito desengonçado. Ele precisava ficar seguro andando de muletas, precisava ganhar pratica, só assim teria alta. Não via a hora de ir pra sua nova casa, não via a hora de começar sua nova vida. Estavam distraídos quando a porta do quarto se abriu.
— Bom dia família querida – Ruby falava animadamente
— Bom dia – responderam em coro enquanto riam da animação da morena
— Tenho uma boa noticia pra vocês – balançando um envelope no ar – alguém ai se habilita a descobrir o que seja?
— Não vai falar que é o que eu estou pensando... – Regina falava ansiosa
— Não sei o que você está pensando – rindo
— Anda logo Ruby – Emma já estava impaciente
— Eita, ok – rindo — podem ver vocês mesmas
Henry se juntou as mães enquanto Emma abria o envelope com certa pressa, era a guarda de Henry. Ele era definitivamente filho delas. Como elas já tinham dado entrada também nos documentos do casamento, foi mais fácil conseguir a guarda para as duas. Não teriam que esperar até depois do casamento como antes tinham combinado. Regina começou a chorar ao ler no papel Henry Swan Mills. O menino abraçava as duas com força, ele era filho delas legalmente, nada e nem ninguém poderia mudar aquilo. Pra felicidade ficar completa, só eles indo pra casa. Emma ficou incentivando o menino e o ajudando com as muletas, não via a hora de sair daquele hospital.
Regina vendo o desenvolvimento do filho, sabia que logo ele teria alta. Achou melhor ir pra casa e deixar tudo preparado para receber o menino. Combinou com Emma e deixou a loira cuidando do pequeno. Henry reclamou um pouco quando a mãe disse que iria pra casa, mas entendeu que ela queria deixar a casa arrumadinha. Emma já tinha levado algumas das roupas novas do menino pro hospital, afinal ele poderia sair de lá a qualquer momento. Ela terminava de pentear o cabelo do menino depois do banho quando o médico entrou no quarto querendo avaliar a habilidade do menino nas muletas. Ele estava nervoso, mas Emma incentivava com carinho. Ele andou pelo quarto todo com coragem e habilidade enquanto sorria sabendo o que aquilo significava. Emma estava orgulhosa do pequeno e sorria ao ver sua felicidade. Iriam pra casa enfim.
Assim que o médico assinou a alta e entregou pra Emma, a loira tratou de logo ajudar o filho a vestir suas roupas novas, ele se sentia o menino mais especial do mundo. Tinha as melhores mães e logo teria uma casa nova. Uma vida nova. O menino ia andando pelos corredores do hospital dando tchau para as enfermeiras que estavam por ali, a mãe o seguia atrás com cuidado, se ele se desequilibrasse ela estaria ali. Por mensagem avisou Regina que estavam indo pra casa, a morena não se cabia de felicidade e disse que tudo estava pronto para o receber.
Emma colocou Henry sentado no banco de trás do carro e prendeu o cinto, o menino queria ir no banco da frente e ali ela começou a ver como seria ser mãe e educar, falou que não era correto, afinal ele era muito pequeno, que teria que esperar até completar 10 anos pra poder andar no banco da frente. Ele obedeceu, estava amando ter uma mãe pra lhe ensinar as coisas. Durante todo o trajeto foram conversando, ele estava animado, ficava fazendo perguntas sobre a casa, mas Emma ria e falava que ele mesmo teria que ver.
Ao estacionar na entrada de uma grande casa o menino tinha os olhos brilhando de emoção e ansiedade.
— É aqui mãe? – perguntava curioso
— Sim, essa é a sua nova casa – sorrindo – vamos entrar
Ela ajudou o menino a sair do carro e ele a esperava olhando tudo enquanto ela pegava a bolsa com as coisas que estavam no hospital. Era uma casa grande e branca, com um jardim muito bonito. Além das muitas flores espalhadas pelo jardim, também tinham algumas arvores, em uma delas ele viu um balanço pendurado e aquilo lhe fez sorrir. Emma foi o guiando em direção a porta da entrada. Ao abrir a porta ele sentia que seu pequeno coração ia sair pela boca, era a casa mais linda que já tinha visto. Tinha cheiro de maçã e canela e ele se sentia acolhido, viu Regina vindo em sua direção e lhe abraçar.
— Seja bem-vindo meu filho, vem vamos conhecer a casa – o guiando
O menino olhava tudo emocionado e curioso, pensava estar em um sonho, aquilo não parecia ser real. A cada passo ele se sentia mais feliz, não acreditava que tudo aquilo seria dele também. As duas o olhavam emocionadas, sabiam o que devia estar passando em sua cabecinha naquele momento.
Elas mostraram a ele todo o andar de baixo da casa, apresentaram todos os cômodos, mas o que mais deixou feliz o menino foi um pequeno gato folgado que dormia no sofá, ele dormia todo estirado o que o fez rir. Regina lhe advertiu que ele era muito folgado, mas muito mais carinhoso, que seriam grandes amigos. Ele sorria de emoção, nunca tinha tido um bichinho.
Emma o pegou no colo para agilizar a ida até o segundo andar, chegando la Regina lhe entregou as muletas e ele continuou a exploração. Elas lhe mostraram o quarto delas que ele achou incrível, mas o melhor ainda estava por vir. Regina o incentivou a abrir uma das portas, o que ele fez com ansiedade. Ao olhar o quarto a sua frente ele não tinha palavras. Era o quarto dele, um quarto só pra ele. Cheio de coisas que ele nunca imaginou que teria. Suas lagrimas começaram a rolar pela face enquanto as duas estavam abraçadas o olhando. Ele andava com cuidado pelo quarto olhando tudo. As vezes passava as pontas dos dedos pelos moveis tentando ver se eram reais.
— É pra mim esse quarto? – perguntava sem acreditar
— Claro, nós preparamos ele especialmente pra você – Regina falava com carinho – Você gostou?
— Eu amei mamãe eu amei – seus olhos brilhavam – Eu nunca tive um quarto só meu, muito menos com tantas coisas assim – ele foi até elas as abraçando
Nada mais precisava ser dito, eles finalmente eram uma família. Quando percebeu que ia chorar mais uma vez Regina tratou de espantar o choro, chamando a atenção dos dois.
— Bom já que estamos finalmente em casa e felizes, que tal o nosso primeiro almoço em família? – dando um lindo sorriso
— Eu concordo – Henry falava – quero saber como é o sabor da comida de mãe
— Você vai gostar da comida da Regina, eu cozinho mais ou menos – Emma admitia rindo – eu me viro muito melhor ligando e pedindo pra entregar – os três riram
Emma e o menino ficaram na sala brincando com o gato enquanto Regina pela primeira vez preparava um almoço para a família, queria que o filho soubesse o que é uma comida de mãe feita com muito amor para ele. Preparou uma lasanha, receita de família que carregava a muitos anos, Emma adorava e sabia que o pequeno também ia amar.
Almoçaram entre sorrisos e elogios, Henry comia com vontade, elogiava a todo tempo a comida, deixando Regina nas nuvens. Emma observava os dois satisfeita, sabia que tinha uma família maravilhosa e faria o que fosse necessário para nunca lhes faltar nada.
O dia passou surpreendentemente rápido, passaram praticamente o dia todo se divertindo. As duas se sentiam tão crianças quanto o pequeno, mas além da diversão elas também começaram a educar com respeito ao que podia ou não ser feito e o que o menino seria cobrado. Queriam educar um homem de valores e lhe mostrar que a beleza da vida estava nas pequenas coisas e na bondade que ele teria que mostrar com os outros.
Finalizaram o dia colocando o pequeno para dormir, cada uma de um lado dele na cama enchiam de carinho enquanto ele mesmo tentava ler algumas palavras de um livro de histórias. Era a primeira de muitas noites dali pra frente.
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