Notas iniciais
Mais um capitulo hoje o/ Talvez hoje tenhamos 3 em , pq to boazinha...

A enfermeira entrou no quarto e viu a médica ao lado da cama acompanhada da loira, lhes deu um sorriso sincero e começou a falar sobre o quadro do menino para as duas que ouviam tudo atentamente. Regina se mostrava bastante curiosa com respeito aos ferimentos e sobre qual a medicação usada e quais os procedimentos que foram feitos. Emma não entendia muitas coisas, mas prestava atenção do mesmo modo. A enfermeira disse também que ele estava sedado e demoraria um pouco para acordar, havia reclamado de muitas dores em sua perna e estava muito agitado depois da conversa com as mulheres mais cedo. Acharam melhor acalma-lo um pouco.

Enquanto Regina não saia do lado da cama observando o sono tranquilo do pequeno, Emma achou melhor avisar Gold do que estava acontecendo. Foi até o corredor e ligou pro amigo contando tudo que tinha acontecido. Ele estava chocado, disse que ela poderia ficar com Regina e com o menino sem problemas, que em primeiro lugar deveria estar a família. Que ele aguentaria as pontas na editora. Pediu também um favor, que algo fosse feito, pediu ajuda pra prender os bandidos que tinham machucado seu filho. Gold sentiu compaixão da amiga e disse que faria o que pudesse pra ajudar.

Quando voltou ao quarto Regina lhe sorriu, ainda estava ao lado do menino que dormia profundamente e assim ficaria por mais algumas horas. Elas conversavam baixo, planejando como seria dali pra frente, ele ficaria com o gesso na perna por mais algum tempo, mas estaria 100% pro casamento delas. Já imaginavam ele de terno, todo fofo levando as alianças. Finalmente estavam juntos, só faltava um papel oficializando aquela família.

Depois de horas vendo o pequeno dormir, Regina continuava sentada ao lado da cama e Emma estava vendo a TV distraída, quando ouviram algo como um gemido. Ele estava acordando, se levantaram e se aproximaram do pequeno que abria os olhos com preguiça.

— Acorda dorminhoco – Emma o chamou brincando

— Acorda meu príncipe – Regina incentivou o pedido

— Mamães? – Henry chamou ainda de olhos um pouco fechados, o coração das duas se inflamou

— Somos nós – Regina falava já se emocionando

— Eu to sonhando ou vocês tão aqui mesmo? – abrindo os olhinhos com receio de acordar daquele sonho

— Se fosse sonho eu faria isso? – Regina lhe deu um beijo na testa

Emma assistia aquilo com lagrimas nos olhos. Henry foi abrindo os olhos aos poucos sem acreditar que as duas estavam ali com ele realmente, seu pesadelo finalmente tinha acabado. Ao ver o sorriso das duas ele não aguentou e começou a chorar, chorava copiosamente. Regina não aguentou aquilo e se entregou ao choro também enquanto envolvia o pequeno em seu abraço, Emma se juntou aos dois e ficaram ali durante minutos apenas chorando e deixando sair toda aquela dor que sentiram, toda aquela saudade acumulada.

Quando o choro terminou e o abraço se separou, ele sorria feliz, depois de muito tempo ele voltava a sorrir.

— É verdade que vocês querem que eu seja o filho de vocês? – perguntava curioso

— Claro – Regina falava cheia de amor

— Não queremos que você seja nosso filho – Emma falava – você já é nosso filho

— Sério? De verdade eu já sou filho de vocês? – sorria com os olhinhos brilhando

— Legalmente ainda não, mas aqui sim – Regina colocava a mão no peito

— Desde aquele dia que saímos juntos e passamos o dia inteiro passeando, você já era nosso filho sem que tivéssemos nos dado conta – Emma falava enquanto segurava a mão do menino – Quando fui até o orfanato pra falar que queria te adotar já era tarde demais, já tinham te levado – sua expressão era triste – me desculpa Henry, eu demorei...

— Não tem que pedir desculpas mãe – falou de modo natural fazendo com que Emma sentisse seu coração ser atingido com aquelas palavras – você não sabia o que ia acontecer, mas você tentou, e agora eu to aqui com vocês.

— E de agora em diante nós vamos cuidar de você com todo amor e carinho desse mundo – Regina lhe abraçava novamente – meu bebê

— Não sou bebê mamãe, mas gosto de abraços – falava rindo

O clima não podia ser melhor, o menino não parava de sorrir, sorria apenas por estar ao lado das duas, por sentir que finalmente alguém o amava e queria cuidar. Logo chegou a hora da comida dele e Regina toda protetora tomou conta de ajuda-lo com a comida enquanto Emma foi buscar algo para as duas comerem também.

Regina estava dando a comida em sua boca e rindo das caretas que o menino fazia quando ela fazia aviãozinho, apesar da comida do hospital ser ruim, ele estava achando maravilhosa, fazia muito tempo que não comia uma comida de verdade. Emma voltou com alguns lanches naturais, mas nada que fosse muito forte, pois sabia que seu menino também ia querer. Sob o olhar atento de Regina, Emma já começou a “estragar” Henry lhe dando uma comida que não fazia parte de sua dieta, mas ela pouco se importava, queria ver apenas seu filho sorrir.

Ouviram batidas na porta e viram quando Ruby entrou sorrindo.

— Olá família

— Oi tia Ruby, você conhece as minhas mamães? – falava animado

— Conheço sim querido, você está bem?

— Muito bem, tirando essa perna quebrada, mas to muito feliz.

— E vocês meninas, como estão?

— Aliviadas – Emma falava – finalmente ele está com a gente, agora só falta ser nosso legalmente

— Com relação a isso, tenho que dizer que já entrei com o pedido da guarda dele, anulei o pedido anterior e a tutela que ele tinha com o outro casal e agora é só aguardar o juiz assinar e a guarda será de vocês.

— Nossa que rápida – Regina ria – mas não vamos passar pelo processo de triagem como sempre é feito?

— Acho que no caso de vocês não é necessário, a essa altura o caso do Henry já está bem conhecido e estão todos chocados, nós já conhecemos vocês e vimos que vocês estão aptas pra cuidar dele e ele está muito feliz com vocês.

— Tia e quando eu vou poder ir embora daqui?

— Calma campeão – rindo – você está bem debilitado, vai precisar ficar aqui durante um tempo pra ganhar forças e se recuperar, pode ficar tranquilo que elas não vão fugir

— Não pode ter pressa filho – Regina falava com calma – você tem que ganhar um pouco de peso antes e ficar mais fortinho, depois vamos pra casa.

— Por falar nisso Henry, você tem que ver a casa delas – Ruby falava de modo engraçado, atiçando a curiosidade do menino

— Vocês compraram uma casa? – ele perguntava animado

— Sim, uma casa bem grande pra nós três – Emma falava animada

— Ai meu Deus eu não acredito que eu vou ter uma casa – colocando a mão na cabeça

— Pode acreditar pequeno, e é uma casona – rindo

Henry ficava mais curioso a cada palavra e mais ansioso pra conhecer a casa nova, elas acharam melhor não falar do quarto dele, seria uma surpresa.