Notas iniciais
Olha eu aqui outra vez... Sem enrolar Boa leitura ♥

Enquanto as duas contavam tudo, Regina não conseguia conter as lagrimas e era amparada por Emma que também chorava, mas tentava se manter mais forte. Não acreditavam que tudo aquilo que ouviam tinha realmente acontecido com o pequeno. Emma queria matar com suas próprias mãos aqueles monstros. Como podiam fazer aquilo com uma criança indefesa? Como podiam ter feito tamanha crueldade com o seu filho?

— Sei que tudo isso é muito complicado e muito duro pra vocês, mas precisam ser fortes, Henry precisará de muito amor e carinho – Tinker falava com calma – o trauma que ele sofreu deixou marcas não só físicas, mas psicológicas também.

— Ruby o que podemos fazer agora? Tem como entrar com o meu pedido de adoção? – Emma perguntava

— Claro, com base em tudo isso, não tem motivos pro Henry continuar com aquele casal, irei cancelar o pedido anterior e entrar com o de vocês ainda hoje, só peço que tenham calma e que se recuperem do choque antes de ir ver o menino

— Amor – Regina falava olhando a loira – Eu quero ir ver o nosso filho

— Eu também quero, mas primeiro você precisa parar de chorar – limpando algumas lagrimas que Regina deixava cair – Temos que passar segurança pra ele, assim como a Tinker disse, precisamos ser fortes pra ele se sentir seguro e amado.

— Ruby por favor, faça com que ele seja nosso o mais rápido possível – agora Regina olhava a moça a sua frente suplicando

— Farei o que estiver ao meu alcance.

Emma pegou uma água pra Regina tentar se acalmar, sofria por ver sua menina daquele jeito e sofria mais ainda por pensar que seu filho tinha passado por tudo aquilo. O mais lhe doía era que enquanto elas planejavam tudo e sonhavam com o seu futuro em família, ele estava sendo feito de refém de dois monstros. A sua vontade era caçar os dois até no inferno e fazer eles pagarem por tudo aquilo. E era isso que ela ia fazer, assim que saísse dali entraria em contato com seus advogados e contrataria investigadores, queria aqueles monstros na cadeia, o mais rápido possível.

Regina já tinha se acalmado um pouco, já tinha conseguido parar de chorar, mas sentia seu peito se apertar mais a cada segundo. Ela não teria mais condições de trabalhar naquele dia, não sabendo que Henry estava ali e precisando dela. Pediu que Emma a acompanhasse até a direção do hospital e assim foi acompanhada pela amada enquanto as outras duas mulheres foram pra perto do quarto do menino esperar pela hora do reencontro. Regina precisava explicar a situação pro diretor do hospital e precisava pedir dispensa pra cuidar do filho.

Explicou tudo ao senhor que entendeu tudo perfeitamente, ele sabia que Regina estava noiva e era de conhecimento de todos ali no hospital o seu desejo de ter uma família. Ela não negava a ninguém que tinha Henry como filho. Pediu permissão pra ficar com ele, e dispensa por alguns dias. Queria se dedicar exclusivamente ao pequeno. O que foi concedido sem problemas. A cada palavra da amada, Emma se derretia mais, como uma pessoa poderia ser tão perfeita? Como Regina conseguia transmitir amor apenas em suas palavras? Emma tinha mais do que a absoluta certeza que tinha feito a escolha certa ao fazer o pedido de casamento. Tinha em Regina tudo que se podia esperar de alguém, ela lhe passava tranquilidade e paz, além de um amor imenso. Sabia que ela seria uma esposa perfeita e mãe maravilhosa.

Emma estava perdida em seus pensamentos olhando feito boba pra Regina e nem se deu conta que a morena lhe chamava, ao ver que estava no mundo da lua, a morena riu chamando sua atenção. Havia chegado a hora, precisavam ver Henry.

— Amor – Emma a parou no corredor perto da ala onde ele estava – antes de tudo eu preciso te falar umas coisas

— Pode falar – lhe olhando com carinho e atenção

— A partir de agora nós somos mães dele, mesmo que não oficialmente e nem legalmente.

— Mas nós já somos mães dele a muito tempo amor...

— Sim eu sei, nós sentíamos isso a muito tempo, mas existe uma diferença muito grande entre apenas sentir e ser. – tentava ser o mais calma possível – O que acontece é que a partir do momento que nós entrarmos naquele quarto nossas vidas se transformarão pra sempre e eu queria te dizer que farei de tudo pra fazer vocês dois felizes.

— Awn minha linda – Regina se derretia ao ouvir as palavras de Emma – não tenho dúvidas disso

— E também quero que seja forte, você é muita emoção e nós vamos precisar passar muita segurança pro nosso pequeno, precisamos ser fortes. E mesmo que você chore, eu vou estar do seu lado. – segurando sua mão – mesmo que seja difícil no início, eu vou estar aqui com você.

— Eu te amo muito e sei que vamos passar por isso e por muitas coisas ainda juntas. Esse realmente vai ser um passo muito importante em nossas vidas, mas eu estou disposta a dar.

— Então – respirando fundo – vamos encontrar nosso filho?

— Vamos – tentando segurar a emoção.

As duas foram de mãos dadas ao encontro das mulheres que esperavam na porta do quarto do menino, transpareciam estar nervosas, mas muito seguras do próximo passo. Ruby disse que deixaria a família a sós, enquanto isso elas iriam tratar da adoção de Henry e de encerrar o processo anterior. Emma colocou a mão na maçaneta e sentia que seu coração iria explodir, ao abrir a porta deu passagem pra Regina e logo a seguiu fechando a porta atrás delas.

Ao entrarem com calma no quarto o menino dormia tranquilamente, parecia um pequeno anjo. Se aproximaram da cama com cuidado e ambas sentiam as lagrimas cair ao ver seu pequeno filho naquela situação. Ele estava muito magro e tinha uma aparência bem diferente, parecia outra criança. Suas bochechas que antes eram cheias, agora estavam a mingua. Uma de suas pernas estava engessada e o resto de seu corpo coberto pelo lençol. Era o menino que tinha roubado os corações delas, mas ele estava muito machucado. Regina tomou a iniciativa e lhe beijou a testa, Emma segurou em sua pequena mão e ficaram velando seu sono. Sentiam uma tristeza imensa por ver o estado em que ele estava, mas sentiam um alivio muito grande por ter ele de volta. Não viam a hora de estar o três juntos em casa finalmente.