Always Be Your Girl
34 Cap 33
Notas iniciais
Tinker chegou no hospital e encontrou com a amiga na cantina, precisavam dar um jeito de dar a notícia a Regina de forma leve, mas não sabiam como. Elas sabiam que as duas não podiam interferir nesse caso, mas sabiam do amor que elas nutriam pelo menino e sabiam que ele precisaria naquele momento de muito amor. Estavam em um beco sem saída, não sabiam como agir. Rezavam pra que até aquele momento Regina não tivesse sabendo de nada.
— Tinker – Ruby falava encarando um ponto no chão – acha que devo ligar pra Emma vir até aqui?
— Porque?
— Acho que seria bom dar a notícia para as duas juntas, elas vão precisar amparar o Henry, mas precisaram ser fortes juntas – ela sabia que seria algo difícil
— Eu não sei, sei que temos que contar, sei que elas são um outro caso, e que agora o que importa é o bem do Henry
— Sim eu sei disso, mas pensa, ele ficaria bem com elas, você viu o quanto elas o amam.
— Eu não sei se seria uma boa coisa, sei que nós já cogitamos isso, mas tenho medo...
— Precisamos tentar, e nós duas sabemos que querendo ou não elas já consideram ele como o filho delas
— Liga pro John e pergunta o que ele acha...
— Ok vou ligar – pegando o celular e ligando pro policial
Ruby explicou tudo que estava acontecendo e pensando pro amigo, ele sabia que era um caso difícil e que não era bom envolver mais pessoas, ainda mais pessoas que estavam interessadas na adoção do pequeno, mas ao saber de toda história ele via que as duas poderiam ser o porto seguro que Henry precisava no momento. Ele autorizou o contato com as duas, e pediu apenas que esperassem ele chegar, queria estar junto no momento.
—
Depois de muito pensar e decidir pela emoção, Ruby e Tinker seguiram até o quarto do menino pra ver se ele tinha acordado, ao entrarem se depararam com Henry vendo TV quieto. O menino quando as viu se assustou, elas perceberam como ele ficou ao vê-las e pediram pra ter calma. Ruby com calma e paciência começou a conversar com o menino, pedindo pra ele ficar tranquilo que elas estavam ali pra ajudar ele, e não o levariam de volta ao casal. Henry chorava em silencio, tinha a cabeça baixa e não conseguia encarar as mulheres. Se sentia envergonhado por ter mentido durantes as entrevistas, tinha medo de levarem ele de volta ao inferno. Não sabia o que fazer.
As duas mulheres lhe garantiram que ele estava protegido e que ele poderia falar a vontade, que não precisava mais mentir, muito menos ter medo daquele casal. Ele aos poucos foi percebendo que elas eram sinceras em suas palavras e começou a contar tudo que viveu durante aqueles meses.
Elas ao ouvirem o menino falando com voz fraca e baixa não aguentaram e choraram junto com ele, isso fez com que o menino se sentisse aliviado e viu que ali ele tinha proteção de verdade. Ele tentou mostrar algumas marcas em seu corpo e contou como elas foram feitas. Ficaram horrorizadas com cada palavra dita por uma criança de apenas 6 anos.
Pediram pra ele ficar tranquilo que isso tinha acabado, falaram também que ele precisaria ser forte e contar tudo isso novamente para a polícia, isso o assustou um pouco, mas elas falaram que se ele quisesse ser um herói e por aqueles monstros na cadeia, ele precisaria colaborar e contar tudo. Tinker anotava o máximo de coisas que podia. E ficaram ali conversando até a chegada do policial. Juntos os 3 interrogaram o menino novamente e ele contou tudo com riqueza de detalhes. Contou sobre a casa, sobre as outras crianças e a maneira como eram tratadas como animais, dormiam amontoadas no chão e só se alimentavam de restos. Não conseguiam acreditar que aquilo tudo era real, o menino era prova viva de que existem pessoas cruéis no mundo.
O policial elogiou a coragem e bravura de Henry ao fugir do cativeiro e também por se manter nas ruas até o acidente, mas advertiu que foi muito perigoso, que ele deveria ter procurado a polícia assim que fugiu da casa. Henry assentiu e disse que sabia de todos os riscos, mas que tinha medo de ser levado de volta para eles. Ficaram ali conversando durante um bom tempo, quando Henry pareceu se lembrar de algo. Ele começou a reparar no quarto ao seu redor e se lembrou que era muito parecido com o quarto do hospital onde ele operou, do hospital onde Regina trabalhava.
— Moça eu posso te fazer uma pergunta? – perguntava a Ruby com receio
— Claro, se eu puder te responder...
— Eu acho que esse hospital é onde eu operei não é?
— Sim, é aqui mesmo, quando te trouxeram não sabiam, era o mais próximo do lugar onde você estava
— Se é o mesmo hospital, cadê a Regina? Porque ela ainda não veio me ver? – seus olhos se enxiam de lagrimas
Os 3 se olharam e não sabiam como agir, Tinker como psicóloga começou a falar. Achou melhor ser franca com o menino e não lhe esconder nada, afinal ele tinha colaborado muito com o seu depoimento. Contou a ele do amor que Regina e Emma sentiam por ele, e de como elas estavam ansiosas pra ter ele. Contou que elas queriam o adotar e serem suas mães. O menino não conseguia acreditar naquelas palavras e começou a chorar com mais força. Elas não entendiam aquela reação, mas esperaram ele desabafar.
— Eu quero muito ser filho delas – chorando
— E elas querem muito que você seja o filho delas, não faz ideia de como elas te amam – Ruby falava sorrindo
— E porque elas não estão aqui? Quero elas aqui comigo tias
— Por que tudo isso é muito delicado querido, e ainda não contamos pra ela que você está aqui. Regina chegou e está atendendo, mas não sabe que você está internado.
— Chama ela tia, por favor chama ela...- chorando- Eu quero a minha mãe.
— Eu sei que quer querido, mas espere, nós 3 precisamos conversar com elas primeiro tudo bem – lhe fazendo carinho
— Não demora – tentando enxugar as lagrimas com as mãos
Ali tiveram certeza que precisavam falar com as mulheres. Falaram que iriam resolver tudo e que logo voltariam. As duas ficaram no corredor enquanto o policial foi atrás de encontrar os bandidos, não sabiam a localização do casal, mas vasculharia aquela cidade e os prenderia. Ele queria participar da conversa com as duas, mas sabia que ali ele não ajudaria muito, seria mais útil na rua e assim ele fez.
Ruby ligou pra Emma e pediu que ela fosse até o hospital, pois precisavam conversar. Emma ficou assustada e logo perguntou se Regina estava bem, sentiu seu coração se apertar ao pensar que algo de ruim pudesse ter acontecido a amada. Ruby disse que Regina estava bem, que apenas queria conversar com as duas e achava que o hospital era um bom lugar, um lugar neutro. Não queria adiantar nada por telefone.
Emma ficou angustiada e correu pro hospital no mesmo momento, enquanto isso Tinker foi até a sala de Regina, a morena se assustou ao ver a psicóloga ali e sentiu que realmente tinha algo de errado, não foi coincidência ter encontrado Ruby mais cedo. Sentiu um frio estranho correr a espinha e seguiu a loira até a cantina, onde encontrou Ruby sentada as esperando.
Regina logo interrogou o porquê de estarem ali, mas pediram paciência e calma, logo explicariam. Regina tinha tudo, menos paciência naquele momento. Sentiu seu coração se apertar mais ainda quando viu sua noiva entrando na cantina e indo na direção delas. Se sentaram lado a lado e não sabiam o porquê de estar ali.
— O que está acontecendo? – Emma estava séria e segurava a mão de Regina que estava gelada
— Nós queremos conversar com vocês, é um assunto muito delicado...
— Por favor sem rodeios – Regina estava aflita
— O que aconteceu com o Henry? – Emma questionava
— Vocês precisam ser fortes pro que vamos falar agora – Tinker falou deixando as mulheres mais nervosas ainda
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