Notas iniciais
Oi oi people, ceis tão boa? Boa leitura !!

Emma acabava de voltar do almoço quando sua secretária entrou em sua sala.

— Com licença – entrando na sala

— Pode entrar – se ajeitando em sua cadeira e olhando o computador

— Enquanto a senhora esteve fora, uma moça chamada... – olhando um pequeno papel em suas mãos – Ruby Lucas ligou te procurando, disse que é assistente social e que o assunto é de seu interesse

— Assistente Social? – tentando organizar os pensamentos – Ela deixou algum número?

— Sim, está aqui – entregando o papel – disse que a senhora poderia entrar em contato a qualquer momento, e que de preferência o mais rápido possível.

— Obrigada, vou ligar agora mesmo – olhando o papel

Assim que a secretária saiu da sala, Emma discou os números, em sua cabeça passavam muitas coisas com respeito a adoção de Henry. O que será que a assistente social queria? Será que a outra família tinha perdido? Será que elas iam ter a chance? Seus pensamentos e questionamentos foram interrompidos quando ouviu a voz do outro lado da linha.

— Alô

— Alô, gostaria de falar com Ruby Lucas...

— É ela, quem fala?

— Emma Swan. A senhora me ligou?

— Ah sim, claro, Emma Swan. Liguei, gostaria de marcar um horário pra conversar com a senhora e sua noiva se fosse possível. É a respeito do interesse de vocês na adoção do Henry.

— Ele está bem? Ele voltou pro sistema? – perguntando tudo de uma vez

— Não, ele não voltou pro sistema, mas como ainda está em processo de adaptação e passando por entrevistas, eu e a psicóloga achamos melhor marcar um dia pra conhecer vocês, já que tem interesse no menino.

— Por mim pode marcar o quanto antes, nós temos sim muito interesse em adotar o Henry.

— Pode ser amanhã?

— Sim, por mim está ótimo. Amanhã as 17h?

— Combinado, me passe seu endereço que amanhã as 17h estaremos lá. Pode ficar tranquila que é apenas um bate papo.

Emma passou o endereço para a assistente social e ao desligar o telefone, sentia algo que não sabia explicar, era um misto de felicidade, ansiedade e pavor. Sabia que seria apenas uma conversa pra se conhecerem, mas tinha uma pontinha de esperanças de que aquilo fosse algo mais concreto, que logo Henry estaria com elas. Ainda sentia um certo desconforto e um aperto no peito que não sabia o que era. Quando pensava no pequeno, sentia essa angustia. Tinha medo de que ele estivesse sofrendo, que algo pudesse estar acontecendo de ruim com ele. E de fato estava.

Depois da conversa no telefone, Ruby entrou em contato com os advogados que trabalhavam com elas no sistema e pediu que fosse feito um pedido de exames pro menino, teria que ser tudo legal, caso os “pais” pudessem discordar de algo. Tinker lia e relia suas anotações e ficava tentando entender as frases do menino, ouvia também suas gravações e sentia que a voz era fraca e com medo. Aquilo não estava normal. Uma criança de 6 anos, mesmo sendo entrevistada de modo sério, não teria aquela atitude.

Quando a casa foi comprada e a mudança foi feita, não apenas uma mudança de ambiente aconteceu, Emma e Regina sabiam que teriam que mudar suas rotinas também e ter mais tempo pro futuro filho, fizeram ajustes em suas agendas e passariam mais tempo em casa se dedicando ao lar e a família. Aquele dia era folga de Regina e ela estava em casa lendo alguns prontuários que tinha levado para estudar, quando ouviu a porta se abrindo e uma Emma muito contente entrar.

— Amooo...or? Cade voceee..ê? – Emma ia entrando e gritando de modo engraçado fazendo Regina rir

— To aquiii...ii – rindo – No escritóriooo..oo

Emma entrou no cômodo saltitante, ao ver Regina com aquele sorriso maravilhoso que tanto amava, a puxou de sua cadeira a levantando, enlaçou sua cintura e lhe deu um longo e apaixonado beijo. Regina não entendia o tamanho da felicidade da loira, mas estava adorando aquele carinho. Se beijaram até o ar faltar, Emma puxou Regina até um sofá próximo e ali caíram rindo.

— O que deu em você amor? – Regina ria deitada no peito de Emma

— To feliz, tenho a mulher mais linda desse mundo, vamos nos casar em breve... – lhe fazendo carinhos nos cabelos

— Você não existe Emma Swan – rindo- mas o que mais que aconteceu? Te conheço a 30 anos, você não me engana.

— É, realmente você me conhece e não dá pra guardar segredos de você

— Não mesmo – fazendo careta – fala

— Hoje, me ligaram la no escritório, uma moça chamada Ruby Lucas, conhece?

— Não, mas prossiga... – a olhando desconfiada

— Ruby Lucas é assistente social e ligou marcando um horário, pois quer nos conhecer...

— Mentira? – se levantando e encarando Emma

— Verdade. – sorrindo –

— Como assim? É sobre a adoção do Henry? Ele voltou pro sistema? – falando tudo de uma vez

— Bom, ele não voltou pro sistema, mas pelas minhas contas já se passaram dois meses e logo é a entrevista final. Ela disse que quer nos conhecer pois sabe do nosso interesse por ele, será apenas um bate papo.

— Nossa, eu não sei o que dizer, to com medo e to feliz – passando as mãos nos cabelos

— Eu to do mesmo jeito – to feliz – mas tenho medo de não dar nada certo, disso ser apenas uma entrevista e no final ele escolher a outra família.

— Vamos pensar positivo. Quando elas vem?

— Amanhã as 17. Marquei esse horário, pois é o horário que geralmente já estamos em casa.

Alheio a felicidade do casal, em um outro ponto da cidade, pra ser mais exato num ponto muito estranho da cidade, Henry estava sentado no chão do quarto olhando a janela, ficava tentando imaginar uma maneira de fugir daquela casa, precisava sair daquele inferno que ele vivia. Se levantou e se aproximou da janela, olhou por ela e viu que não era tão distante do chão. E o melhor, ela não estava trancada, era só questão de ter cuidado e não fazer nenhum barulho, que conseguiria fugir por ali. Não fazia ideia de onde estava e pra onde iria, mas em sua cabecinha pensava apenas em correr o mais rápido que suas pernas pudessem aguentar. Continuava distraído debruçado sobre a janela, olhando a liberdade através dos vidros quando foi chamado.

— Sai de perto dessa janela moleque – gritava a mãe – não quero que ninguém la fora te veja ai, anda sai logo.

Sem oferecer resistência, ele saiu de perto da janela e voltou a se sentar no chão. A mulher lhe jogou um pedaço de pão velho, aquela seria sua refeição do dia, mas ele nem se importava, estava decidido a fugir dali o mais rápido possível.