Always Be Your Girl
30 Cap 29
Notas iniciais
No dia da entrevista, Emma e Regina não aguentaram esperar até o horário normal no serviço, saíram mais cedo e foram pra casa, estavam inquietas e tinham medo de não passar uma boa impressão. Emma teve a ideia de preparar um lanche, pra conversarem enquanto comiam, queria ser hospitaleira e gentil, sabia que isso seria perceptível para as mulheres que iriam até ali. Regina preparou uma torta de maçãs que era uma de suas especialidades, prepararam frios e refrescos, nada muito requintado, mas de extremo bom gosto de qualidade.
Ficaram esperando sentadas na sala, quando as 17 em ponto a campainha tocou, se olharam tentando passar confiança uma para a outra e Emma se levantou e foi atender a porta.
— Olá Boa tarde – olhando as mulheres na porta – Sou Emma, entrem, essa é minha noiva Regina...- dando espaço para entrarem e apresentando a morena
— Boa tarde, sou Ruby, sou assistente social, fui eu quem te ligou ontem – se apresentando e apresentando a amiga – E essa é Tinker.
— Muito prazer, sou a psicóloga – cumprimentando as duas
— O prazer é nosso, fiquem a vontade. – Regina sorria indicando a sala – Preparamos um lanche, aceitam comer algo agora ou preferem primeiro conversar?
— Acho melhor primeiro conversar – Ruby dizia
— Se não me engano é a primeira vez que faço uma visita e sou recepcionada com um aroma de torta de maçãs – Tinker falava enquanto se sentava
— Não liguem, minha companheira é um pouco gulosa – rindo da amiga – mas realmente, nunca nos recepcionaram com um lanche
— Depois da conversa podemos lanchar, mas então por onde começamos? – Emma se sentava ao lado de Regina e segurava em sua mão
— Gostaríamos de saber um pouco mais sobre vocês, como se conheceram, o que sabemos é muito vago. – Ruby falava enquanto olhava alguns papeis, Tinker já se posicionava com seu bloco de anotações.
— Bom a história é um pouco longa, mas muito bonita – Regina falava sorrindo pra amada
— Temos todo tempo do mundo...
E assim começou a conversa, Emma e Regina contaram sobre suas vidas e onde se conheceram, as mulheres ouviam tudo com a maior atenção e pareciam se emocionar em alguns trechos. A separação e o reencontro, isso as fez suspirar, pareciam estar lendo um livro de romance que saia das prateleiras de alguma biblioteca. Contaram também como conheceram Henry e o encanto que tiveram pelo menino assim que o viram pela primeira vez, foi impossível pra Regina segurar as lagrimas ao falar do menino, sentia por ele um amor de mãe, não via a hora de poder o abraçar novamente e cuidar com todo carinho que pudesse.
A conversa foi se desenrolando e em alguns momentos Tinker anotava algumas coisas, pontos que achava importante. Lhes contaram sobre a compra da nova casa e os preparativos pro casamento que seria dentro de alguns meses. Ruby e Tinker, viam nas duas o amor que elas sentiam, parecia que era algo contagiante, e ver as duas falando de Henry com tanto carinho e amor, mostrava o quanto ele era desejado e querido.
No final da conversa, as quatro já pareciam ser amigas de infância. Foram até a cozinha, onde comeram entre conversas e risadas. Era um clima maravilhoso e descontraído, em nenhum momento Ruby nem Tinker falaram nada do estado de Henry, nem sobre sua aparente perda de peso e sobre todas suas desconfianças. Era algo confidencial e se realmente algo ruim estivesse acontecendo, elas teriam que descobrir sozinhas. Emma e Regina se sentiam tentadas a perguntar sobre o menino, mas sabiam que era algo sigiloso, e que aquela visita era apenas pra conhecerem as futuras candidatas a uma adoção.
— Bom a conversa foi ótima...
— E a torta de maçã também – Tinker interrompeu a amiga rindo
— Sim, o lanche também estava maravilhoso, mas nós já temos que ir. Já tomamos muito do tempo de vocês.
— Esperem, quero mostrar uma coisa pra vocês antes de irem embora – Emma falou e conduziu as mulheres até a sala, Regina já imaginava o que Emma queria mostrar
As quatro mulheres subiram as escadas e guiadas por Emma foram até a porta de um dos quartos, ao abrir a porta as mulheres não acreditavam no que viam. Era um quarto de criança, pra ser mais exato, um quarto de menino, todo decorado e arrumado. Tinha tudo que uma criança precisava e gostaria de ter. Regina se emocionou a entrar no quarto e se sentar na cama. Não via a hora do pequeno estar ali com elas.
— Nossa, que quarto lindo – as duas falaram quase ao mesmo tempo
— Nós preparamos um quarto pro Henry – Emma falava enquanto se sentava ao lado de Regina – Sei que pode ser que ele não seja nosso, mas nós não aguentamos, preparamos um quartinho pra ele, na esperança dele vir logo ficar com a gente. Nós realmente amamos muito esse menino e queremos ele aqui.
— Vocês não fazem ideia do quanto me dói não ver ele aqui nesse quarto, preparamos tudo com tanto carinho – Regina falava colocando a mão no peito – aqui, no meu coração eu sei que sou mãe dele. Não sei se isso serve de ajuda pra gente, mas por favor, se puderem nos ajudar. Tragam o nosso menino.
As duas mulheres olhavam tudo com atenção e sabiam pelas palavras de Regina que aquele apelo era de uma mãe desesperada. Elas viam que o amor transbordava naquela casa e que o menino ali seria muito feliz. Mas não podiam interferir em nada até o momento. Depois de algum tempo foram embora. No carro as duas tiveram as mesmas impressões.
— Elas realmente querem esse menino – Tinker falava
— Sim, elas falam dele com tanto amor. E a história delas também é linda.
— Sei que a gente tem que ser imparcial, mas eu torço por elas.
— Eu confesso que eu também torço por elas, mas vamos ver como vão se desenrolar as coisas. Aliás, ontem mesmo já mandei pra família do Henry o pedido de exames, assim no dia da entrevista nós só pegamos os resultados e dependendo levamos ele pra uma perícia.
— Você acha que ele pode sofrer maus tratos? – Tinker perguntava um pouco apreensiva
— Eu desconfio, o modo como ele falava era estranho e aqueles pais muito esquisitos também.
— Pensei que só eu tinha pensado nessa hipótese, tomara que seja só uma hipótese mesmo.
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