Notas iniciais
Oiii povo blz? Mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem e curtam a leitura.

Henry não cabia em si de felicidade, tinha passado um dia maravilhoso na companhia das duas e se imaginava fazendo parte daquela família que estava nascendo. Sabia que as duas ainda iam se casar, mas as via como suas mães. Contou para seus amigos do abrigo o quanto se divertiu e o quanto elas eram legais com ele. Não via a hora de passar mais um dia com elas. Já para as duas não era diferente, tinham adorado o dia em “família” e queriam muito ver o menino novamente, mas sabiam que precisavam ir com calma, até por que existia uma família na frente querendo a guarda do pequeno. Precisavam ter cautela.

O final de semana passou praticamente voando e logo tudo tinha voltado ao normal, as rotinas eram bastante agitadas, e suas agendas muito concorridas. Sabiam que adotar uma criança era algo muito sério e que precisariam mudar um pouco suas rotinas e suas prioridades, para dar todo amor e cuidado que uma criança precisaria.

Regina não via a hora de ver Henry novamente e já se imaginava sendo chamada de mãe, Emma já era um pouco mais racional e pensava em toda parte burocrática que enfrentaria, e pensava na responsabilidade que era um filho. Assim como Regina, ela também queria muito adotar Henry, mas tinha a noção de que não seria algo tão fácil assim. Ainda não estavam casadas e precisariam de uma casa maior, onde poderiam criar e educar uma criança com muito respeito e amor.

Emma ia saindo do elevador em seu andar na editora quando viu Gold passando pelo corredor, logo correu atrás do amigo, queria conselhos e sabia que ele poderia lhe ajudar. Pediu que ele lhe acompanhasse até sua sala, se fosse possível. Ele sempre disposto a ajudar disse que tinha algumas coisas para resolver e que logo iria até sua sala. Emma se sentiu um pouco mais aliviada, pois teria ajuda e disse que lhe aguardava.

Estava em sua sala olhando na internet alguns imóveis, não sabia se procurava por casas ou apartamentos maiores, olhava tudo aleatoriamente e quando algo chamava atenção anotava no telefone de contato. Foi interrompida de sua busca quando Gold entrou na sala chamando sua atenção.

— O que a minha editora favorita precisa? – se sentando a sua frente

— Nossa – se jogando no encosto de sua cadeira tentando relaxar – Não sei o que fazer, preciso de ajuda, preciso de um caminho

— Mas o que está acontecendo? – se sentia preocupado – Até onde eu sei você estava bem, pediu Regina em casamento e ela aceitou e estava tudo maravilhoso com vocês.

— Sim, entre nós está tudo perfeito, não tenho do que reclamar. – passava as mãos pelos cabelos – Mas Regina conheceu um garotinho de 6 anos no hospital e se encantou por ele... – suspirando- ele é órfão, e sexta feira tiramos um dia pra levar o pequeno pra passear.

— Se encantaram pelo menino e querem adotar? É isso? – sorrindo de sua dedução

— É isso mesmo! Mas não sei o que fazer e nem como fazer, não somos casadas, não temos uma casa nossa. To um pouco perdida, e Regina já se imagina até sendo chamada de mãe.

— Bom, isso é ótimo. É uma grande responsabilidade, mas vocês podem muito bem criar uma criança. Mas como ainda não são casadas, uma de vocês tem que entrar com o pedido de adoção, e depois do casamento vocês podem ser uma família. Não sei muito bem como funciona no caso de casais do mesmo sexo, mas temos ótimos advogados que podem te auxiliar.

— Eu preciso mesmo de ajuda. Quero que tudo seja feito dentro da lei, e que Henry fique logo com a gente.

— O pequeno se chama Henry? – sorrindo

— Sim, ele tem o mesmo nome do pai de Regina. Tenho certeza que isso mexeu com ela, ela está completamente encantada e doida pra ser mãe desse menino – sorrindo ao se lembrar da noiva – Ela não me falou nada a respeito do nome do menino, mas tenho certeza que ela se comoveu.

— Regina é uma mulher especial e não tenho dúvidas que ela além de já ter se apegado a esse menino, se recorda com saudade de seu pai.

— Quero fazer minha menina muito feliz e quero que nossa família aumente logo.

— Então vamos ver o que podemos fazer pra essa família.

Gold ligou para o departamento jurídico e solicitou a presença de um dos advogados na sala de Emma. Os três ficaram em reunião durante algum tempo, o advogado explicava para Emma tudo que podia ser feito e como ela deveria proceder. Precisaria mostrar ao estado que tinha condições de criar uma criança, dar educação e um lar digno. Gold lhe assegurou que ajudaria no que fosse necessário.

A semana parecia passar voando, Regina a cada dia se empolgava mais com a ideia da adoção. Emma tinha lhe explicado tudo, e concordaram que Emma pediria a guarda do menino, mas que ambas seriam suas mães no coração. Regina na verdade queria que tudo se resolvesse rapidamente. Era quarta feira e Emma decidiu que iria até o orfanato conversar sobre a adoção. Regina sabia, mas como sua agenda estava cheia, achou melhor a amada ir sozinha e depois seria informada de tudo.

Emma foi muito bem atendida ao chegar no orfanato e foi encaminhada até a sala da diretora, mesmo lugar onde conversou com a senhora pedindo para passear com Henry. Levou os documentos necessários, onde mostrava que tinha entrado para o sistema de adoções. Documentos comprovando sua renda e moradia, tudo que pudesse ser pedido, para provar que tinha condições de criar o menino. A senhora a sua frente analisava toda a documentação com calma enquanto Emma sentia seu estomago se contrair de nervoso e ansiedade.

— Bom, Senhorita Swan...- colocando os papeis na mesa e tirando seus óculos – a documentação está correta. A senhora tem condições de adotar qualquer uma de nossas crianças, tem preferência por um bebê?

— Não, a senhora não deve estar entendendo, não sei se você se lembra de mim, mas estive aqui semana passada com minha noiva. – olhando a mulher um pouco apreensiva- levamos o Henry para passar o dia conosco, eu quero ele.

— Sim, eu me lembro da senhora e também da sua noiva. Aliás ela é a medica que operou o Henry, mas eu também me lembro de ter falado a ela, que tinha um casal de olho no menino e que eles já tinham entrado com a documentação também.

— Mas senhora, eu estou realmente disposta a ficar com esse menino. – estava ficando nervosa – nós nos apegamos muito a ele, e queremos adota-lo.

— Sinto muito, mas ele se foi ontem de manhã com seus novos pais.

— Isso só pode ser brincadeira – se levantando nervosa – E agora?

— Agora pode escolher outra criança, ou se contentar em não ter filhos. – a senhora parecia não dar muita importância a situação

— Mas eu não quero outra criança, eu quero o Henry. A guarda dele já é definitiva? – perguntava aflita

— Não senhora – a olhando – todas as crianças quando vão para um lar, passam por um período de testes. São avaliadas por psicólogos e assistentes sociais durante 3 meses. Se as crianças demonstrarem que estão se adaptando e que gostam de suas famílias, a guarda é concedida, do contrário retornam ao sistema.

— Então devo esperar 3 meses pra saber se posso ter uma chance?

— Isso mesmo, mas acho muito difícil conseguir. Apesar de ter ido contra sua vontade, Henry deu sorte, o casal que o levou parece ser gente boa, ele não terá do que reclamar.

Emma não acreditava no que estava ouvindo, tinha tanta certeza de que tudo daria certo e de que logo Henry estaria com elas. Não sabia como contar a Regina a triste notícia, sabia que sua menina ficaria devastada. Precisariam contar com a sorte e com o tempo.

Notas finais
POR FAVOR NÃO ME MATEM E NEM FIQUEM DE MAL DE MIM ... O que acharam? Não me xinguem, gosto tanto de vocês :( Mas vocês sabiam que precisaria ter um drama na história. Não fiz drama até agora com o casal, mas algo precisava acontecer. Bjs amo vocês