Always Be Your Girl
25 Cap 24
Notas iniciais
Estavam apreensivas, sentadas em um banco na sala da diretora do abrigo, esperando a senhora lhes atender. O presente havia ficado no carro pois não sabiam como seria, dependendo pegariam para entregar. A senhora logo lhes atendeu atenciosamente , pediram para levar o menino para passar o dia com elas, mas tinham medo do pedido ser negado. A senhora saiu da sala e disse que ia ver o que poderia fazer no caso delas. Logo a senhora que Regina já conhecia do hospital voltou a sala trazendo o pequeno, assim que ele as viu correu em direção as duas, e logo foi acolhido num carinhoso abraço.
— Nós estávamos morrendo de saudades pequeno – Regina falava enquanto lhe abraçava
— Eu também estava com muita saudade de vocês – a abraçando mais forte
— Eu não ganho abraço não? – Emma falava observando os dois
— Ganha sim – Henry a abraçou apertado, enchendo o coração da loira de alegria
— Henry – a diretora o chamava
— Sim senhora? – a olhando
— Essas duas moças vieram aqui e me pediram pra te levar pra passar o dia com elas, você sabe que geralmente isso não acontece né, mas dessa vez eu vou deixar.
— Muito obrigada – seus olhinhos brilhavam de alegria – eu prometo me comportar direitinho, comer tudo e não me sujar.
— Nós vamos cuidar muito bem dele – Regina garantia a senhora a sua frente
— Não tenho dúvidas de que vão, só estejam aqui as 18 horas e não terão problemas.
— Nós estaremos – Emma falava já se levantando e cumprimentando a mulher
Os três saíram do abrigo felizes, Henry andava sorridente no meio das duas mulheres, segurando em suas mãos. Sentia uma alegria que nunca tinha sentido antes, ao ver o grande carro de Emma parou e ficou olhando assustado.
— NOOOOOOOSSA... – colocando as duas mãos na boca
— O que foi Henry? – Emma perguntou assustada
— Seu carro é muito grande, e lindo.
— Imagina querido, você gostou?
— Muito – ainda admirava o carro
— Então vamos dar uma volta nele – Regina falava já abrindo a porta de trás dando passagem ao menino
— Coloca o cinto viu.
— Pode deixar – se acomodando e colocando o cinto
Emma dirigiu até um parque, onde ficaram brincando os três. Corriam e brincavam de pegar. As duas se sentiam completas e o menino as fazia feliz, se sentiam como crianças novamente. Henry ficou olhando para o carrinho de sorvetes que se aproximava e Emma comprou um para cada, se sentaram na grama e ficaram ali conversando e tomando seus sorvetes. Ele contou como era a vida no orfanato e como era triste ser sozinho, mas que lá tinha muitos amigos que eram bons, inclusive as senhoras que cuidavam do abrigo. Além de ser muito inteligente e esperto, Henry também era muito curioso e lhes perguntou como elas tinham se conhecido e começado a namorar. Naturalmente elas lhe contaram sua história, desde que se conheceram quando crianças, até o noivado. Ele ouvia tudo atentamente e a cada palavra ele sentia que ali em sua frente existia um amor muito grande e capaz de atravessar qualquer obstáculo.
Depois de brincarem mais um pouco, Regina achou melhor comerem algo, já estava na hora do almoço e ficar só com um sorvete no estomago não seria bom. Tinha medo da senhora do orfanato lhes proibir de ver o menino de novo. Foram até um restaurante por ali e Henry olhava tudo admirado, nunca tinha estado em um lugar tão grande, era tudo muito diferente de sua realidade. Ele parou na calçada na frente do restaurante e não entrou. As duas o olhavam sem entender.
— Vamos Henry – Emma o chamava
— Vem querido – Regina incentivava
— Tias, eu não tenho dinheiro pra pagar a comida – olhando o restaurante – deve ser muito caro
— Henry, deixe de besteira, eu vou pagar tudo – Regina lhe olhava com ternura enquanto se abaixava para ficar da sua altura
— Mas tia eu não posso, deve ser muito caro e você já é tão legal comigo
— Mas não é problema algum pra mim, nem pra tia Emma pagar. – Emma olhava a cena e se emocionava com a maneira como aquele pequeno ser via o mundo e com o cuidado e carinho que Regina tinha
— Henry, vamos, fique tranquilo que enquanto estiver com a gente nós cuidamos de você. – Emma o chamava lhe estendendo a mão
Entraram no restaurante e foram guiados até uma mesa, fizeram seus pedidos e Regina cuidava de Henry como se fosse realmente seu filho, pediu uma comida saudável para o garoto e ficaram ali conversando enquanto esperavam a comida chegar. Ele lhes contava como era na escola, gostava muito de estudar e tirava notas altas. As duas sorriam achando graça do menino que tinha orgulho de ser bom aluno, mesmo estando no primeiro ano. Sabia ler algumas coisinhas e escrever também, mas ainda era bem pouco. A cada segundo se encantavam mais com tanta inteligencia e doçura.
Comiam tranquilamente e Henry estava sentindo que tinha uma família pela primeira vez na vida. Seu pequeno coração parecia querer explodir de felicidade ao ver o carinho que as duas tinham entre si e com ele. Não queria que aquele dia terminasse.
A curiosidade do pequeno não tinha limites e a cada minuto soltava uma pergunta diferente que fazia Emma e Regina rir e explicar tudo ao garoto.
— Tias, vocês moram juntas? – as olhando enquanto comia
— Ainda não – Regina respondia – Eu tenho meu apartamento e Emma o dela.
— Mas vocês não vão casar?
— Vamos, mas ainda não moramos juntas pequeno – Emma respondia divertida
— E vocês vão me convidar pro casamento de vocês?
— Claro, se você quiser ir – Emma respondia enquanto olhava Regina que tinha os olhos brilhando
— Quero muito ir, ver vocês duas de noiva, vai ser bem lindo.
—
A tarde foi se passando rapidamente e brincaram muito e se divertiram o quanto puderam, quase no horário combinado as duas lhe entregaram o pacote com o presente, ele não se cabia de felicidade. Para ele, só o fato de ter passado o dia em família, já era uma grande presente. Ficou muito feliz quando viu as roupas, ele realmente precisava de roupas novas e aquelas vieram em boa hora.
A despedida foi um pouco dolorosa, mas prometeram que voltariam logo para leva-lo mais uma vez para passear. As duas sentiam o coração se partir ao ver o pequeno entrando no abrigo, mas sabiam que logo estariam com ele novamente.
— Emma... – Regina parecia um pouco tensa ao entrar no carro
— Oi amor – a olhando preocupada
— Se eu te falar uma coisa você não se assusta?
— Pode falar – segurando sua mão
— Eu senti que nós éramos uma família, nunca tive um dia tão bom assim. Senti que éramos completas – a olhando com os olhos já cheios de lagrimas – esse menino, ele me ganhou de uma forma que não sei explicar, só sei que sinto aqui – apontando seu coração — que ele faz parte de nossas vidas
— Own meu amor não chora – limpando suas lagrimas – eu senti a mesma coisa, pra mim nós somos uma família, mesmo que ele não seja nosso filho, eu senti a mesma coisa que você. Esse pequeno também me ganhou.
— Eu quero ser a mãe dele Emma – a olhando nos olhos
— Nós vamos ser as mães dele meu amor, confia em mim. Nós vamos! – Regina sentia a sinceridade e o amor nas palavras de Emma, tinha medo do que estava por vir, mas queria muito formar sua família.
Fale com o autor