Regina aguardava a responsável por Henry em sua sala, já estava com os papeis da alta assinados e só precisava que a mulher fosse pegar. Assim que a senhora chegou até sua sala e resolveu tudo sobre a alta, Regina quis saber como funcionava o sistema de visitas, queria continuar vendo Henry, tinha se apegado ao menino. A senhora lhe explicou que ela poderia visitar o menino quando quisesse, mas que tinha um casal interessado em sua guarda, e logo poderia ser adotado. Isso deixou Regina um pouco aflita, sentia seu coração se apertar ao saber daquela noticia e tinha medo de nunca mais ver o garoto, caso fosse adotado. Mas também sabia da alegria do menino ao ter um lar, um pai e uma mãe.

Emma estava em sua reunião, mas como pensamento no hospital, pensava em Regina e no seu sorriso junto com o pequeno, sentia como Regina tinha se apegado ao menino e também sentia como o pequeno era especial. Em apenas alguns minutos com ele, ele já tinha lhe roubado o coração também. Henry era direto e muito inteligente, falava as coisas que pensava e era carente, a única coisa que queria era uma mãe que lhe amasse e lhe desse carinho. Ela começou a se lembrar de sua infância e de como seus pais eram carinhosos, devia ser muito triste para uma criança crescer sem esse carinho. Tentava se concentrar em sua reunião, mas estava sendo em vão.

Gold que também participava da reunião a observava em outro mundo, sabia que alguma coisa estava tomando conta de seus pensamentos, mas não falaria nada até que a amiga precisasse de ajuda. Eles já tinham conversado mais cedo, e já sabia que o pedido tinha sido um sucesso. Ficava feliz por ver as duas dando um grande e importante passo.

No hospital, Regina se despedia de Henry com lagrimas nos olhos, o menino chorava enquanto lhe abraçava, tinha se apegado a medica e não queria ir embora. Regina prometeu que iria logo lhe ver, e ele aos soluços foi embora do hospital deixando para traz uma Regina inconsolável. As horas se arrastaram até o final do expediente, Regina não via a hora de abraçar Emma e ser consolada, já sentia a falta do pequeno menino que tinha roubado seu coração.

Chegaram praticamente ao mesmo tempo na academia, Emma notou que Regina tinha um semblante cansado e triste e se preocupou. Imaginava que o menino tinha ido embora. Regina ao ver sua amada, se jogou em seus braços e se aninhou ali, tentando obter um pouco de consolo. Não precisava falar nada, sabia que Emma iria lhe entender. Fizeram seus exercícios como sempre e dessa vez mais caladas do que o normal. Regina realmente estava sentindo um vazio.

Antes de ir embora, Emma pediu que se sentassem um pouco na lanchonete que tinha ali, queria conversar e entender o que se passava com sua amada. Regina lhe explicou tudo, sobre a alta do menino e sobre a notícia de uma possível adoção. Aquilo também deixou Emma um pouco apreensiva e tensa. Lhe doía ver Regina triste daquele jeito, jurou que naquele final de semana elas iriam visitar o pequeno e o levariam para o parque. Mas Regina tinha medo de ser tarde demais, de já ter sido levado por tal casal.

A semana foi se arrastando e as duas focaram no trabalho, Regina tentava não pensar tanto em Henry, e Emma tentava pensar em um jeito de deixar sua amada feliz. Era sexta feira de manhã, Emma tinha acabado de acordar, pegou seu celular e começou a trocar mensagens com Regina.

“Bom dia minha menina, está melhor?”

“Bom dia meu amor, estou levando e você?”

“Estou bem. Queria saber se tem muita coisa em sua agenda hoje.”

“Não muita, porque?”

“Aceita tirar um dia de folga com sua noiva? Quero te levar num lugar que pode te deixar feliz.”

“Claro que aceito, estou precisando mesmo de folga, e tudo ao seu lado é maravilhoso. Onde vamos?”

“Surpresa, mas passo no seu apartamento daqui meia hora, só preciso me arrumar.”

“Estou te esperando.”

“Te amo...”

“Te amo mais...”

Regina não fazia ideia do que Emma queria fazer, mas pensar na possibilidade de passar um dia com sua amada lhe deixava feliz. Ligou no hospital e pediu que cancelasse todas suas consultas daquele dia, disse que estava indisposta e que não iria trabalhar. Depois de tanto tempo de dedicação, não se sentia mal em uma mentirinha para ficar com sua noiva.

Emma estacionou na frente do prédio e lhe mandou uma mensagem avisando que tinha chegado, em poucos minutos Regina entrava no carro feliz pela surpresa. Estava ansiosa pelo dia que teriam, a muito tempo não tirava uma sexta feira de folga, precisava daquilo. Como ainda era cedo, Emma a levou a uma padaria e tomaram café tranquilamente enquanto conversavam. Algumas pessoas reconheciam Emma das capas de revistas e a cumprimentavam discretamente.

— Onde a senhorita vai me levar? Ainda não me falou – tomando seu café

— Pensei em te levar pra ver um certo menininho – erguendo uma sobrancelha enquanto fazia charme

— Você está falando sério? – colocando a xícara na mesa enquanto abria um lindo sorriso

— Sim, pensei em passarmos o dia juntos, o que acha?

— Acho maravilhoso – sentia que ia explodir de felicidade

— Você sabe qual é o abrigo que ele mora? Podemos ir até la ver se liberam ele pra passar o dia conosco

— Sei sim, ai Emma eu não sei o que seria de mim sem você

— E eu também não, não vejo mais minha vida sem você. – segurando sua mão – Sei que esse menino então pouco tempo se tornou muito importante pra você e quero te ver feliz.

— Você me faz a mulher mais feliz desse mundo, pode ter certeza.

Regina parecia uma criança, não via a hora de encontrar o menino. Emma ria de ver como sua amada estava, ela queria naquele mesmo momento até o abrigo, mas ainda era muito cedo. Resolveram andar um pouco e ver algumas lojas, Regina logo quis comprar um presente para o menino, foram até uma loja de roupas infantis e ficaram um pouco perdidas vendo tantas opções e tantos modelos diferentes. Regina ficou concentrada escolhendo algumas peças enquanto Emma olhava tudo pela loja, num canto onde haviam alguns brinquedos e itens de decoração, bateu o olho em um pequeno avião de madeira. Era pintado de azul e branco e servia para decorar ambientes, ficou olhando o pequeno avião, mas nada fez. Sentiu como se algo aquecesse seu coração e pensou que em breve aquele avião seria do menino.

Foi acordada de seus pensamentos com Regina lhe chamando, tinha escolhido uma calça jeans e algumas camisetas, estava contente e sabia que Henry ficaria feliz com o presente. Emma concordou com a escolha e logo depois de pagar a conta saíram em direção ao abrigo.