Always Be Your Girl
23 Cap 22
Notas iniciais
Passaram o dia praticamente todo na cama, já era fina de tarde quando resolveram levantar. Emma estava na cozinha de seu apartamento preparando algo para comerem, enquanto Regina estava sentada sobre a mesa com seu telefone nas mãos, resolveu ligar no hospital para ter notícias do pequeno.
Emma a admirava, além de ser uma mulher incrível, era extremamente competente e dedicada a seu trabalho.
— Como ele está? – vendo Regina desligar o celular
— Está ótimo – sorrindo – a enfermeira falou que não teve mais febre e as dores diminuíram, amanhã dou alta.
— Sabia que você é a médica mais linda que já conheci? – se colocando entre as pernas dela
-Sou? – colocando suas mãos envolta de seu pescoço
— É – segurando em sua cintura e a puxando para um beijo
Comeram entre beijos e juras de amor eterno, Regina decidiu que dormiria ali mais uma noite e que no dia seguinte iria embora bem cedo direto pro hospital. Emma achou maravilhoso ter a companhia de sua noiva mais uma noite e se ofereceu para leva-la ao hospital na manhã seguinte.
As 7 da manhã Regina despertou e ao olhar pro lado se deparou com Emma lhe olhando, por quanto tempo teria ficado ali velando seu sono?
— Bom dia meu amor – Emma falava lhe tirando uma mexa de cabelo do rosto
— Bom dia minha vida – se espreguiçando – Acordou faz tempo?
— Um pouco, o necessário pra ficar te admirando dormir – sorrindo – e também pra preparar seu café – apontando para a bandeja que estava na mesinha ao lado da cama
— Você não existe Swan – lhe fazendo um carinho no rosto
— Existo sim e vou te lembrar disso todos os dias das nossas vidas – lhe roubando um selinho – agora tome seu café que vou te levar pro hospital
— Sim senhora – lhe retribuindo o beijo
Tomaram o café falando sobre o dia que teriam, Regina precisava dar alta ao pequeno e Emma teria várias reuniões durante o dia, seria bem puxado, mas tirariam de letra. Após um banho, e se arrumarem Emma levou Regina até o hospital.
— Quer entrar pra conhecer o Henry?
— Eu quero, mas não sei se é uma boa ideia
— Por que não seria?
— E se a acompanhante dele não gostar? E se ele estiver dormindo?
— Imagina, vai ser rápido. E você esta comigo então não tem problema – abrindo a porta do carro – Vamos
— Só vou estacionar direito então.
Regina desceu do carro e ficou esperando Emma colocar o carro na vaga, a loira estava se sentindo um pouco receosa de ver o menino, mas ao mesmo tempo sentia algo dentro dela que não tinha como explicar, era um misto de sensações. Entraram no hospital de mãos dadas sendo observadas por vários olhares curiosos, cumprimentavam a todos sorridentemente. Regina pediu que ela esperasse um pouco, pois precisava guardar sua bolsa e avisar que Henry teria visitar ao responsável pelo setor. Ficou sentada em um banco olhando para a parede a sua frente com um letreiro de SILENCIO.
Logo Regina apareceu, tinha amarrado seus cabelos em um pequeno rabo, o que fez Emma achar graça, usava também seu jaleco branco. Vinha sorrindo com as mãos nos bolsos.
— Vamos? – lhe chamando
— Sim – se levantando e a seguindo – E esse rabinho ai?
— Deu vontade de prender – mexendo no cabelo – gostou?
— Ta linda – sorrindo feito boba
Regina foi guiando até a frente de uma porta que estava fechada, pediu que ela esperasse um pouco antes de entrar, queria ver se o menino estava acordado antes. Entrou sozinha no quarto e o menino estava dormindo, e também estava sozinho. Achou estranho, mas depois procuraria saber o porquê. Se aproximou da cama e lhe beijou a testa de leve. Henry abriu os olhos aos poucos e ao ver Regina ali abriu um sorriso.
— Bom dia pequeno – sorrindo
— Bom dia, eu estava com saudade de você
— Estava? – lhe fazendo um carinho nos cabelos – Eu também fiquei com saudade
— Foi bom seu passeio com sua namorada? – perguntando curioso
— Foi ótimo – lhe estendendo a mão para mostrar o anel – fiquei noiva
— Nossa... – segurando sua mão – que pedra gigante
— Gostou? É lindo né –sorrindo feito boba
— Muito lindo – sorrindo também – Você está feliz?
— Muito feliz! E eu trouxe a minha noiva pra te conhecer, ela ficou curiosa quando falei de você.
— Sério? Ela quis me ver? Que gentil.
— Sim, ela está ali fora, vou chama-la. Você se importa?
— Claro que não, fala pra ela entrar logo. Quero conhecer ela – se sentia animado em ter visitas.
Regina foi até a porta chamar Emma e viu a enfermeira vindo com o café do menino, se ofereceu para dar o café ao pequeno e também quis saber onde estava a acompanhante. Emma apenas a observava segurar a bandeja e conversar com a mulher, sentia orgulho da noiva e ao mesmo tempo um frio na barriga. A enfermeira disse que a mulher tinha saído bem cedo, mas que voltaria, que precisava resolver algumas coisas no abrigo.
— Obrigada, pode deixar que eu mesma sirvo o pequeno – sorrindo
— Sim senhora, quando terminar pode deixar no quarto que eu pego – saindo de perto com o carrinho com os outros cafés.
— Vamos entrar? Ele está louco pra te conhecer.
— To com vergonha
— Imagina, Emma Swan com vergonha de um menino de 6 anos – rindo e abrindo a porta
Regina entrou no quarto e deu passagem para Emma entrar logo atrás, enquanto Regina se dirigia até o carrinho onde colocaria o café da manhã, Emma entrava timidamente.
— Henry, vou te dar o café da manhã, e esta pessoa ai com vergonha é Emma minha noiva – apontando com a cabeça para a loira que até então não tinha dito nem uma palavra
— Oi Henry – se aproximando da cama e se assustando ao ver o menino
— Oi Emma – henry também se assustou – Ei eu te conheço
— Eu também te conheço – olhando para Regina
— Da onde se conhecem? – chegando perto dos dois
— Eu vi você fazendo compras no mercado, te achei tão linda – sorrindo
— É ele o menino que te falei, do mercado, que ficou me fazendo perguntas.
— Nossa que mundo pequeno – sorrindo – Então Emma este é Henry, o pequeno de quem tanto te falo.
— Tia Regina você disse que sua namorada era linda, mas agora eu tenho certeza que é – olhando as duas juntas – Vocês são as mais lindas.
— Ve se eu aguento isso – Regina enxia o menino de beijos enquanto Emma sentia seu coração disparar.
— Você está bem Henry? – perguntava um pouco receosa
— Hoje eu to, a tia Regina cuidou muito bem de mim , ela me operou sabia? – colocando a mão na barriga – e ela me deu comida, e ficou cuidando de mim. Ela é bem legal.
— Sim, a tia Regina é muito legal. Ela também cuida de mim sabia? – tentando se soltar, via como Regina e Henry se davam bem
— A tia Emma também é minha paciente. Só que ela é teimosa demais com algumas coisas – ria vendo as caretas que Emma fazia
— Deve ser legal – olhando as duas
— O que deve ser legal pequeno? – Emma perguntava
— Vocês duas juntas, deve ser legal. Estão sempre juntas, e dá pra ver que vocês se gostam bastante – seu olhar era sincero e aos poucos foi ficando triste – Eu sou sozinho e não tenho ninguém pra cuidar de mim, logo vou embora e não vou ver mais vocês.
As duas se olharam e sentiram seus corações se apertar com o que o menino falava, sabiam que não devia ser nada fácil ser sozinho no mundo e não ter ninguém. Emma sentia algo que não sabia definir, desde a primeira vez que viu o menino no mercado e depois quando Regina falou dele, ela não sabia ainda que eram a mesma pessoa, mas sentia uma coisa estranha. Já Regina a cada segundo se sentia mais e mais apegada ao menino e não gostava da ideia do pequeno ir embora. Tentaram não falar muito sobre aquilo, Regina logo lhe deu o café e tentou mudar o rumo da conversa. Emma entendeu o que Regina quis fazer e tratou de entreter Henry com conversas enquanto ele comia.
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