Always Be Your Girl
15 Cap 14
Notas iniciais
Regina leu a mensagem e sentiu um pouco aliviada por Emma ter lhe dado um sinal de vida, mas se sentia brava por ela estar de alguma forma mal e não ter lhe avisado. Respondeu brevemente pois não queria prolongar o assunto e queria evitar uma discussão.
“Obrigada pela consideração, boa noite...”
Achou melhor não falar mais nada e nem ligar, afinal se ela estava com dor de cabeça e tinha desligado os telefones, é porque não queria papo, nem com ela. Preparou um chá de camomila e tomou enquanto observava seu gato brincando com as almofadas da sala. Tudo que tinha acontecido de ruim no dia voltava a suas lembranças e precisava de Emma, mas ela não ter lhe dado nenhuma satisfação e ainda por cima ter desligado o telefone a deixou bem incomodada.
Emma visualizou a mensagem e deu de ombros, sua dor de cabeça era muito maior do que qualquer birrinha que pudesse ocorrer. Desligou novamente o celular e tentou não pensar muito na discussão que viria a frente. Se entregou ao sono mais uma vez na tentativa de ficar livre da dor.
—
O dia seguinte ia passando sem muitos acontecimentos, Emma conseguiu ir trabalhar, mas ainda sentia vestígios de uma longa noite mal dormida. Ligou seu celular novamente, mas nada de Regina. Nenhuma ligação nem mensagem. Também não quis a procurar. No dia seguinte a encontraria e sabia que a bronca seria grande, preferia ouvir tudo ao vivo do que por um aparelho. Achou melhor se entregar ao seu trabalho já que no dia anterior havia deixado muitas coisas pendentes, precisava correr contra o tempo e não poderia mais se dar ao luxo de deixar o trabalho de lado.
Gold ficou sabendo que Emma não estava bem e resolveu procura-la em sua sala, ao chegar la a encontrou praticamente dentro do computador de tão concentrada que estava. Ficou alguns segundos a observando e quando viu que ela ainda não tinha notado sua presença ali deu leves batidinhas na porta. Emma se assustou, mas logo que viu o amigo sorriu em resposta.
— Como esta minha querida? Fiquei sabendo que ontem estava passando mal – se sentando a sua frente
— Nem fala, ontem passei praticamente o dia todo no quarto escuro com a cabeça quase explodindo de dor, mas hoje já estou melhor.
— Dor de cabeça é terrível mesmo, mas você tem essas dores frequentemente?
— As vezes eu sinto muitas dores de cabeça, por ficar demais no computador e também pelo estresse, e a uns 2 anos atrás tive uma crise de enxaqueca bem parecida com o que senti ontem.
— Tem que se cuidar Emma, é jovem e não pode ficar tão estressada assim..
— Eu sei, eu sei.. – se acomodando em sua cadeira – o pior é a Regina que fica preocupada também e fica me dando broncas.
— O que Regina achou dessa sua dor de cabeça? – a olhava com preocupação
— Não sei . – fazendo uma careta – ontem não falei com ela, na verdade desliguei meus telefones porque não queria barulho e esqueci de avisar que não estava bem, quando me lembrei já estava tarde e ela nem deu muita moral
— Emma, a Regina é uma excelente profissional e além disso é sua namorada, é normal ela te dar broncas e se preocupar...
— Eu sei mas...
— Mas nada, você tem que se cuidar, e não pode sair assim desligando tudo. Se isolando do mundo, Deus me livre se acontece algo com você...
— E tem mais... – meio constrangida
— O que? – a olhava sério
— No final de semana eu passei mal no apartamento dela e levei o maior sermão, senti minha vista embaçar e me senti um pouco tonta.
— E claro que a Regina ficou preocupada e você falou que não era nada.
— É, só que de madrugada eu passei mal de novo e não contei pra ela...- passando as mãos nervosa pelos cabelos
— Emma, você deveria ter falado..
— É...
— Querida, posso te fazer uma pergunta?
— Claro
— Você ama essa mulher?
— Mas que pergunta besta, é claro que eu a amo. – estava se sentindo confusa e não sabia onde a conversa chegaria
— Se você a ama assim como diz, não esconda nada dela, por mais simples e besta que possa ser o motivo. Não deixe que nada afaste o seu amor de você por mais 15 anos.
— Eu sei que ficamos muito tempo longe uma da outra, mas agora esta tudo bem, estamos juntas e nos amamos, e eu não deixaria nada nos separar novamente.
— Então se cuide, pois você pode não querer que se separem, mas se seu corpo da sinais... – suspirando – evite uma separação muito mais dolorosa e definitiva.
Emma entendeu o recado, sabia que com a saúde não se brinca e ela não queria que nada interferisse em seu relacionamento com Regina. Concordou com as palavras do amigo e assim que ele saiu da sala ligou para sua secretaria pedindo alguns favores.
—
Regina estava em seu consultório lendo alguns prontuários e estudando um pouco sobre alguns pacientes que iriam chegar. Gostava de se preparar para cada paciente mais antigo, o que estreitava mais ainda o vínculo de amizade e confiança que depositavam nela e em seu trabalho. Ouviu quando bateram na porta e falou que podia entrar. Estranhou pois ainda não era o horário de ninguém.
Seus olhos não acreditavam no que viam, era a moça da recepção com um lindo buquê de rosas vermelhas nas mãos. Agradeceu e assim que a moça se retirou procurou pelo cartão em meio a tantas flores. Mal conseguia segurar o buque de tão grande, o apoiou na mesa e abriu o cartão.
“ Sei que vai brigar, sei que vai querer me bater, sei que vou ouvir muito, mas primeiramente gostaria de me explicar.
Ontem não me senti muito bem, acredito que tenha sido uma crise de enxaqueca e eu não sabia o que fazer para passar a dor, pensei que me isolando de tudo seria bom, mas nada adiantava. Precisava de você cuidando de mim.
Sei que deve estar lendo esse cartão, com aquela carinha de brava que eu adoro e acho sexy, e nesse momento está sorrindo de canto do jeito que me faz querer te beijar. Me perdoa minha imaturidade e minha falta de noção, prometo não desligar mais meu celular, muito menos sumir.
Eu te amo minha menina...
p.s: até amanhã na consulta, onde realmente vai poder puxar minha orelha.
Emma”
Regina ficou rindo do cartão e abraçava as flores inalando seu perfume, realmente iria puxar a orelha de Emma pela falta de noção, mas acima de tudo estava doida pra lhe encher de beijos.
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