Always Be Your Girl
16 Cap 15
Notas iniciais
Emma já estava com os exames em mãos e estava sentada na recepção esperando sua hora de entrar na sala. Não sentia mais nenhuma dor e não teve mais nenhum mal estar. Estava ansiosa pra ver Regina, não se falavam desde o domingo e estava com medo da morena lhe arrancar o fígado com as mãos. Mexia em seu celular distraidamente quando ouviu seu nome, era sua vez de entrar. Se levantou e foi andando calmamente até a sala.
Regina estava sentada de braços cruzados esperando a próxima paciente, sabia muito bem quem era e estava doida pra que chegasse logo aquela consulta. Assim que viu Emma entrando na sala abriu um sorriso que logo foi retribuído.
— Oii, como devo te chamar? – se sentando- Regina, amor ou Doutora?
— Como você preferir – sorrindo e lhe encarando
— Amor então – mandando um beijo – ta brava comigo?
— Vai saber depois que eu ver esses exames – estendendo a mão para pegar o envelope
— Deus pai me proteja – entregando o envelope e se benzendo
Regina abriu e envelope e começou a ler atentamente o conteúdo, sua expressão era séria, mas ainda calma. Terminou de ler e se levantou. Emma apenas a olhava apreensiva.
— O que foi? To morrendo?
— Vai morrer
— O QUE??? – se levantando assustada
— Um dia você vai morrer, mas não vai ser hoje – rindo – vem aqui que quero aferir sua pressão
— Ai que susto Regina – se sentando na maca e esperando Regina a examinar
Regina fez o procedimento e anotou em seu prontuário, fazia tudo em silencio e Emma só ficava olhando curiosa.
— E ai, o que eu tenho?
— Bom, vamos la... – se sentando novamente a sua frente – Quero te fazer algumas perguntas só pra ter certeza de que é o que eu estou pensando Ok?
— Sim senhora
— Você ingere bebidas alcoólicas?
— Socialmente
— Costuma se estressar? – ia falando e anotando as respostas
— Vixi – fazendo careta
— Faz atividades físicas regularmente?
— Não, só quando tenho tempo, ou seja nunca.
— Dorme bem?
— Quando não tenho preocupações sim, pra que tanta pergunta?
Regina apenas a olhou séria e continuou a entrevista.
— Fuma?
— Não
— Sente dores de cabeça, tonturas, enjoos e a visão fica turva? – a olhando com um sorrisinho
— É, acho que sim – sem graça
— Pois bem – terminando suas anotações e se recostando em sua cadeira – Aqui nos seus exames vi que seu colesterol está bem alto e seus níveis de açúcar no sangue também estão alterados...
— E eu vou morrer? O que eu tenho? Porque de tantas perguntas?
— Calma, pelo que li nos exames, aferi sua pressão e suas respostas, sinto em te informar que você acaba de ganhar um presente
— Que presente?
— É hipertensa – cruzando os braços
— Ai meu Deus eu vou morrer – colocando a mão no peito
— Realmente vai um dia, mas deixa de drama. – rindo – Se não começar a se cuidar é perigoso, mas graças a Deus você tem uma namorada muito linda, gostosa e que se preocupa com você e que vai cuidar de você.
— Então o que eu senti no final de semana e a dor de cabeça eram sintomas?
— Sim. Você tem a pressão um pouco alta e o que sentiu foram alguns sintomas, mas precisa se cuidar. Não pode continuar levando essa vida de estresse. Tem que se exercitar, cuidar da alimentação.
— O que você mandar eu fazer eu faço, já disse que vou me cuidar pra você e não vou te deixar viúva tão cedo.
— Acho bom mesmo, porque se não cuidar dessa hipertensão o quadro pode evoluir e você pode sofrer um AVC.
— Então vamos começar a cuidar disso
Regina começou a prescrever o que Emma teria que tomar de remédio e as mudanças que precisaria fazer em seus hábitos. Emma estava assustada, mas sabia que sua vida a levaria a algum problema, que mais cedo ou mais tarde seu corpo cobraria por tantos abusos. Estava ciente de que tinha um problema, e que precisava se cuidar. Precisava estar bem para ela e principalmente Regina.
Estava mais aliviada, mas ainda apreensiva, iria pegar no pé de Emma. Sabia que a vida dela era agitada e estressante, mas não deixaria a amada fazer mais abusos. Indicou uma boa academia, e lhe deu o telefone de uma nutricionista que poderia adequar um novo cardápio. Emma ouvia todas as recomendações com interesse e estava disposta a fazer tudo que Regina lhe mandava.
Quando terminou de passar todas as recomendações necessárias Regina olhou seu relógio e verificou que ainda tinha tempo até a próxima consulta, foi até a porta e a trancou. Emma olhava todos os movimentos em silencio. Estava imaginando onde a morena iria chegar. Viu Regina se aproximando lentamente dela por trás e arrepiou ao sentir seus lábios tocarem seu pescoço.
— Acho que a greve pode acabar – falando baixinho no ouvido de Emma que arrepiava a cada instante – Temos 5 minutos pra aproveitar
Emma se levantou rapidamente já puxando Regina pela cintura e colando seus corpos, Regina segurava na nuca de Emma lhe puxando para o beijo. Era um beijo intenso, uma mistura de tesão, saudade e perigo. Estavam no hospital e a qualquer momento alguém poderia bater na porta do consultório.
Emma levantou Regina e a colocou sentada na maca, mais que depressa abriu o jaleco de Regina e o tirou.
— Meu Deus porque tanta roupa – tirando a blusa dela rapidamente enquanto Regina ria do desespero dela
— Calma querida, sem estresse esqueceu – lhe puxando para mais um beijo
Regina estava sentada na maca, sem blusa e com os seios à mostra, Emma tinha tirado o sutiã com uma habilidade incrível. Mordia, beijava, lambia os seios de Regina que se controlava para não gemer tão alto. Emma queria mais, queria muito mais. Tentava desesperadamente abrir a calça de Regina, quando está a segurou impedindo o ato.
— Acho que não percebeu que gosto de torturas – lhe olhando intensamente e sorrindo- hoje não.
— Regina não faz isso comigo mulher – a encarando
— Estou no meu serviço, uma pegação tudo bem, mas nada mais – rindo e tentando se recompor
— Regina eu vou morrer, olha o jeito que eu to – abrindo os braços
— Acha que eu não quero? Quero muito, mas quando se tem mais vontade é mais gostoso – piscando pra Emma que estava respirando fundo tentando se controlar
— Você me paga – passando as mãos pelos cabelos
— Claro que pago, você sabe que pago e com o maior prazer – rindo e descendo da maca, já vestindo o jaleco novamente – Só queria te lembrar que tem uma mulher cheia de fogo e é bom se cuidar pra dar conta
— Regina Regina, hora que eu te pegar vai ficar sem andar
— Pago pra ver – destrancando a porta
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