Notas iniciais
Olá.

Quando Klaus se deu conta o sol já estava se pondo. E a escuridão combinada às estrelas dominava o céu da cidade. Ele esticou os braços acima da cabeça e em resposta ao movimento suas costas reclamaram. Caminhou até a janela, perdendo meio minuto ali observando a acinzentada Londres. Depois encheu o copo com uma dose de uísque, tomando num único gole.

A casa estava silenciosa já que todos haviam saído. Ele resolveu tomar banho, abriu a porta do escritório, cruzou o corredor, pegando roupas limpas e uma toalha. Ligou o chuveiro deixando um pouco de água escorrer, enquanto se livrava das roupas. Usou as costas da mão para ter certeza que a água estava numa temperatura agradável, entrou no Box, se deixando encharcar pelo fluxo forte da água quente.

Enquanto a água levava um pouco de toda a tensão do corpo, a tensão da mente continuava.

Sweet, Amor, Caroline, Caroline Forbes... Sua Caroline.

Cada vez que pensava nela sua vontade de tê-la nos braços aumentava, a verdade era que não parava de pensar nela um só segundo. E aquilo era asfixiante, queria talvez retroceder um pouco no tempo. Aperta-la em seus braços, inalar seu cheiro, e sentir seus lábios sobre si.

Fechou o chuveiro, saindo para secar-se de forma precária. Ouviu a porta da sala sendo aberta e o falatório animado de Kol e Rebekah invadir o ambiente. Eles pareciam estar avaliando os prós e contras de algo, aparentemente havia algum tipo de esporte na TV.

Klaus fechou a porta, trocou de roupas e deitou. No entanto seu estomago protestou, resultado de um dia sem alimento. Deu-se por vencido, já que a vozes dos irmãos ainda eram ensurdecedoras e eles pareciam se divertir de algum jeito. Klaus abriu a porta chegando à sala. Kol foi o primeiro a vê-lo e se calou.

A mesinha de centro estava repleta de embalagens de salgadinhos, doces, e latas de refrigerantes. Na TV a transmissão de uma partida de Rúgbi, Klaus se aproximou e Rebekah encolheu as pernas e deixou espaço livre para ele no estofado, ele pegou uma lata, abriu o lacre e pegou uma embalagem de salgadinho, aquilo não resolvia sua fome, mas distrairia seu corpo.

- Hum... – Rebekah grunhiu.

- Não posso assistir também? – Klaus antecipou a pergunta. Eles concordaram e então Klaus se deitou sobre o colo dela e mandou Kol calar a boca, mesmo que ele estivesse mudo.

...

Elijah havia usado um táxi, para ir até a casa dos pais. Mikael dormia no quarto, e Esther lhe falou que os períodos de sono estavam ficando cada vez mais longos. O médico disse que era uma forma do corpo se preservar. Soube então que não havia grandes transformações em seu estado clinico, e muito menos no seu estado de espírito. Deixou a mãe pouco depois de se juntar a ela para o chá das cinco. Resolveu fazer o trajeto de volta a pé, mesmo que fosse uma boa distância, e o frio estivesse se agravando, ele gostava daquele tipo de exercício. E era em momentos assim que ele usava para refletir. Contudo ao invés disso para sua surpresa recebeu um telefonema.

- Katerina? – atendeu depois que o nome dela piscou na tela.

- Hey Elijah – ela disse – Hum... Como vão as coisas por ai?

- Não tão diferentes, desde ontem. – explicou – Estou surpreso com sua ligação.

- Só porque não sou uma garotinha apaixonada, não significa que não posso ser fofa de vez em quando e ligar para meu namorado... Noivo. – ela provocou, arrancando um sorriso dele.

- Não é uma garotinha apaixonada? – ele brincou.

- Sou uma mulher que deixou o cara mais incrível do mundo, ultrapassar a linha de segurança, previamente delimitada. E agora não consegue mais controlar os dedos. Tive de fazer essa ligação – confessou.

- Isso foi de longe a coisa mais melosa que você já me disse.

- A parte de ser delicado, gentil e falar a coisa certa é com você meu caro... – um incomodo silencio pairou –... Sinto sua falta. – ela acrescentou.

- Eu também querida. Mal posso esperar para vê-la novamente.

- Se eu te disser que... Hum... Fui dar uma olhada em uns vestidos hoje. – Elijah parecia ver Katherine revirando os olhos.

- Vestidos é?

- É. Uma daquelas porcarias elegantes cheia de pedrarias. – desdenhou. – Um vestido de noiva.

- Aposto que ficou linda.

- Só vai dizer isso?

- Não é o suficiente? – ele riu – Quero dizer... Você esta entusiasmada com a ideia de se casar.

- Muito mais do que eu pensei, que um dia ficaria. Seu grande filho da mãe.

...

Elijah passou no supermercado comprando alguns ingredientes para preparar uma refeição rápida, sabia que se não cuidasse da alimentação, seus irmãos passariam a delivery. Passou pelo porteiro dando boa noite, apertou o botão chamando o elevador, a caixa metálica abriu, e Elijah cantarolou e sentiu-se parcialmente feliz. A conversa com Katherine aplacara em parte a saudade, mas aumentara em outra. Quando ele chegou ao seu andar, ouviu risadas. Usou a chave destrancando a porta, e quando entrou confirmou que as risadas vinham dali. Exatamente dali.

Três Mikaelsons, latas de refrigerante, partida de rúgbi, salgadinhos, risadas.

As cenas pareciam lentas, estranhas, deslocadas.

Os Mikaelson estavam reunidos e se divertindo.

...

Elijah se espreguiçou na cama, vendo que deixara a cortina aberta e a luz do sol já iluminava boa parte do quarto. Teria enrolado um pouco mais, não fosse seu celular tocar. Era Esther, avisando que Mikael estava passando mal e sendo levado para emergência. O mais velho saltou da cama, apressando-se em mudar de roupas. Quando chegou a cozinha, Klaus lia o jornal e tomava uma xícara de café, Kol comia cereal e iogurte, enquanto Rebekah parecia travar uma luta, na tentativa de preparar torradas.

- Aqui – disse ele ajudando-a com a máquina, e pegando uma xícara para encher com um pouco do líquido escuro e amargo da cafeteira.

- Aonde vai com tanta pressa? – Klaus questionou.

- Papai não está bem, Esther acaba de ligar, eles estão a caminho do hospital. – explicou. – Vocês vão, ou ficam? – se entreolharam por alguns segundos.

- Vou trocar de roupa – Rebekah desligou a torradeira, pegando uma fruta. Klaus e Kol seguiram para seus quartos.

...

- Esther? – a voz de Mikael saiu rouca e fraca, sua visão estava um pouco desfocada.

- Estou aqui querido – a mulher usou um pouco mais de força, já que a mão dele estava entre as dela. Ele piscou algumas vezes, tentando normalizar seus olhos. – Vai dar tudo certo.

- Talvez minha hora tenha chegado. – ele disse.

- Não diga bobagens. –pediu – E pare de falar, se não vai se cansar sem necessidade alguma.

- Pare de me dizer o que fazer. – a contrariou – Meus pulmões podem ser fracos, mas ainda são meus. – abriu um pequeno sorriso, o que a fez compreender que aquilo fora uma brincadeira. – Eu tenho uma coisa pra você.

- O quê querido?

- Vai chegar a suas mãos, caso eu morra.

- Pare de falar assim, ouviu? – sua ordem, saiu como uma súplica. Mikael podia não ser o cara mais fofo do mundo, pelo contrário ele era frio e até monstruoso quando queria. Mas ela o conhecia melhor do que ninguém, ela sabia que debaixo daquele escudo, ele era um bom homem, um cara que se preocupava e mais que a amava.

- Só vou parar, porque meus pulmões estão ardendo. – contou, e pouco depois adormeceu com os efeitos dos remédios, ligado ao aparelho respiratório. Quando os quatro filhos chegaram ao hospital, não tiveram grandes notícias. O quadro de Mikael era de risco. Todos foram tomados pelo temor, era como se algo agorento se aproximasse.

...

A placa de ferro, com dizeres em bronze trazia o nome de Mikael, sua data de nascimento e morte. Um dia depois de sua internação, falecera durante o sono induzido pelos medicamentos. O velório havia sido um tanto solitário e nas primeiras horas da manhã. Além da família, de alguns empregados da mansão e o advogado Oliver, poucos haviam aparecido para dar condolências à família. Esther colocou uma rosa vermelha sobre o túmulo, e se levantou ainda sem desviar seus olhos. Oliver se aproximou, tocando-lhe o ombro.

- Meus sentimentos – disse ele abraçando a viúva.

- Obrigada. – disse Esther, baqueada demais com a situação, Oliver se afastou despedindo-se da família, e informando que os encontraria mais tarde. Deixando os cinco pra trás. Kol abraçou a mãe, enquanto Elijah amparava Rebekah.

Já Klaus estava mais distante, usava trajes escuros, uma expressão fechada e olhos úmidos. Uma lágrima acabou escapando, e escorreu por sua bochecha. Ele usou uma das mãos para afastá-la. Mikael podia ter sido terrível, mas ainda era seu pai.

E todos eles tinham de lidar com essa maldita realidade.

...

- Aqui está o envelope. – Oliver abriu sua pasta. – Mikael pediu que eu entregasse após sua morte. – explicou. Não fazia muito tempo que os Mikaelson haviam voltado para a mansão. – Eu gostaria que entendessem que ele exigiu que tão logo seu enterro fosse executado, eu lhes entregasse isso. – estendeu o envelope, e Elijah abriu começando a ler.

Há pouco mais de um ano, descobri que não comandava meus próprios pulmões. O médico disse que se eu seguisse suas indicações, minhas chances de prolongar a vida aumentariam. Mas a verdade iminente era que eu morreria. E não é essa a realidade de todos? Câncer, drogas, acidentes, ataque cardíaco... A morte leva qualquer um, a qualquer hora e em qualquer lugar. Isso significa que não havia nada de especial no meu estado. Alguns diriam que eu deveria contar a vocês. Afinal quando se toma conhecimento que seu prazo de validade esta se esgotando você faz alguma coisa! Esse poderia ter sido meu passaporte, a chance de consertar as coisas com vocês. Mas para mim significava apenas que eu estava mais vulnerável do que nunca. Portanto, resolvi que não contaria a ninguém, não quis lidar com olhos piedosos sobre mim, não quis que vocês sofressem o tanto que sofri quando minha irmã, ou mesmo meus pais se foram. No entanto sei agora que não há nada que os afasta para tão longe que vocês não possam voltar.

Os meses se passaram e eu fiz as sessões de quimioterapia, tomei os medicamentos e obviamente os malditos não surtiam efeito, e nem podiam me curar. Quando Esther resolveu ir aos Estados Unidos, eu acreditei que fosse o melhor. Se ela estivesse longe, não descobriria o que estava cada vez mais complicado de esconder. E eu teria mantido o segredo, caso Oliver não tivesse aberto a boca e ligado avisando.

Sempre tive ciência que não fui um bom pai, ou um bom marido. Eu só fui um bom Mikael, e isso não muda as coisas para perspectiva melhor. Se estão lendo isso, é porque estou morto. E isso significa que estão livres. Nunca mais terão de lidar com meu gênio, nem com minha reprovação e ainda por cima estão ainda mais ricos.

Esther, você é a melhor mulher que conheci. Seu caráter, sua força e paciência são tão admiráveis quanto seu sorriso. Se há algo que em que me gloriar, é por tê-la tido como mulher. Você podia ter escolhido a qualquer um, mas desperdiçou sua vida ao meu lado. Meu amor por você não diminuiu uma só vírgula, desde a primeira vez que a vi. No dia que cheguei a sua casa, e você usava aquele vestido azul, sapatilhas brancas e um colar de pérola. Talvez agora você encontre alguém que a ame e demonstre isso da forma que você mereça.

Elijah, sua nobreza e retidão, me faz acreditar que talvez você sempre tenha sido o homem da casa. Sei disso desde o dia em que vi você cuidando de seus irmãos, da maneira que eu deveria. Espero que você seja feliz ao lado de Katherine. Ela é realmente uma linda mulher, e se conquistou seu coração é a pessoa certa.

Nicklaus, meu garoto... Você é mesmo chorão, mas é grande por natureza. Sabe ao que veio e pra onde deve ir. Portanto não deixe sua felicidade escapar. Sei perfeitamente bem que ela atende por Caroline e apresenta um programa todas as quintas-feiras à noite na RMT. Eu sabia que algum dia, uma garota entraria em sua vida e te marcaria como nenhuma outra. Sei do que estou falando. Então, se quer provar que é tão inteligente quanto diz ser, não espere mais.

Rebekah, você tem talento. Acredito que esteja achando seu caminho, talvez não se lembre, mas desde pequena teve essa veia artística. Sempre cantando, dançando, desfilando em frente ao espelho. Tenha mais fé em si mesma, seu programa vai decolar, tenho certeza. Mattew, não? Ex jogador de futebol, teve uma boa carreira, e teria sido incrível se não tivesse se machucado tão cedo. Não vá espantar o garoto, estou contando com isso.

Kol, sua irresponsabilidade é tamanha, mas não consigo acreditar onde cabe tanta generosidade. Sim você lembra seu avô, mas tem o coração e de minha mãe. Espero que Melina não parta seu coração, ou que você não faça isso a ela. Sei que vai ser feliz, porque fará apenas o que aprecia. E nisto consiste a verdadeira existência.

Devem estar se perguntando como sei sobre tudo isso, e eu digo: Ninguém se esconde de Mikael, principalmente minha família. Como podem presumir isso não foi um pedido de desculpas, pois tenho certeza que não há desculpas suficientes que sanem os males que lhes causei. No entanto espero que sejam felizes.

Mikael Mikaelson.

Quando a carta chegou ao fim, eles estavam surpresos e como não estariam? Mikael parecia ter olhos em todos os cantos, saber sobre tudo. Já que era óbvio que Esther não lhe contara quase nada. Restava saber quem o teria feito. As palavras haviam lhes atingindo com força, arrancando lágrimas de todos.

O testamento foi lido em seguida, e como Klaus e Elijah haviam se precavido, Esther tinha plenos poderes sobre todas as ações. Além disso, até mesmo os empregados haviam herdado alguma coisa. Era difícil acreditar que Mikael era tão atencioso. As surpresas não paravam de se acumular, e eles sabiam que provavelmente havia mais coisas por vir.

...

Mystic Falls...

Faleceu na madrugada dessa quarta-feira o empresário Mikael, dono das empresas Mikaelson na Inglaterra. Informações conseguidas por uma fonte próxima a família, revelam que Mikael vinha sofrendo de câncer pulmonar no ultimo ano, sem realmente divulgar isso a ninguém. O velório ocorreu logo pela manhã, e ele foi enterrado nas primeiras horas do dia sob o silêncio das lágrimas. Esposa, filhos e algumas outras poucas pessoas se despediram dele no cemitério de Londres.

‘Mikael vinha lutando com a doença nos últimos meses, mas decidiu não contar nem mesmo a família, infelizmente os tratamentos não foram tão eficazes quanto gostaríamos.’ – comentou o advogado e amigo pessoal do falecido, Peter Oliver.

A família decidiu não se pronunciar.

A pequena matéria vinha com fotos do cemitério. Elijah e Rebekah de costas, Esther depositando uma rosa sobre o túmulo, e depois sendo abraçada por um homem. Klaus era o mais afastado, com as mãos no bolso do casaco preto. Caroline leu a matéria, e a dor estampada no semblante dele era sufocante. Ela sentiu vontade de voar até lá e abraça-lo, colocar a cabeça dele em seu colo e dizer que ficaria tudo bem. Num ímpeto pegou o telefone que ficava e seu camarim, digitou o número dele, esperou e esperou, mas a chamada foi parar na caixa de mensagem.

Caixa postal de Nicklaus Mikaelson. – a voz dele soou, sendo seguida pelo sinal. Ela não queria deixar um recado, queria falar com ele. Discou o número do apartamento, não obtendo resposta. Tornou a ligar para o celular, mas antes mesmo que ele tocasse ouviu April.

- Reunião com os patrocinadores. – bateu na porta de forma irritada. – Você está atrasada.

- Só preciso de um minuto.

- Você não tem nem um segundo. – disse, Caroline retornou o telefone ao gancho e contrariada deixou seu camarim, a caminho da maldita reunião.

...

Londres...

- As passagens foram compradas. Partimos essa noite – disse Elijah.

- Mamãe vem conosco? – questionou.

- Não vou deixa-la aqui – respondeu. – Alguém precisa ir até o apartamento pegar nossas coisas.

— Posso ajuda-los com as malas – se ofereceu a governanta. – Deixei tudo organizado por aqui, posso ir até lá, arrumar suas coisas e quando voltar preparo as malas de dona Esther. – sugeriu.

- Certo muito obrigado. – agradeceu Elijah.

- Vou buscar as chaves – disse Klaus saindo, ele encontrou as chaves na sala, e seu celular no sofá. Não se deu ao trabalho de checar se havia alguma coisa, apenas enfiou o aparelho no bolso e saiu acompanhado da empregada.

...

Todas as malas foram ajeitadas, e Klaus usou o porta-malas e os bancos traseiros para acomodar a bagagem. O almoço e o vinho eram de excelente qualidade, mas todos eles estavam sem apetite, de forma que só provaram os alimentos, pouco depois do horário do almoço. Ninguém conseguia trocar mais do que algumas palavras, então o silencio imperou.

Acordaram entre si, que iriam primeiro a Nova Orleans, e de lá decidiriam quando voltar a Mystic Falls. Elijah e Esther ocuparam os assentos juntos, enquanto Kol e Rebekah ocupavam a fileira ao lado, Klaus ficou sozinho, numa fileira depois.

- Senhores passageiros sejam bem vindos ao voo internacional 272, com destino aos Estados Unidos. Pedimos que desliguem seus aparelhos eletrônicos, coloquem os cintos de segurança, e permaneçam sentados até segunda ordem. Desejamos uma boa viajem a todos. – disse o piloto da cabine de comando. Todos os passageiros seguiram as instruções, Klaus pegou seu aparelho e antes de desligá-lo notou as ligações perdidas. Apenas checou o número, concluindo que era dos Estados Unidos. Mas quanto a quem ligava ele não tinha muita certeza.

- Senhor? – a aeromoça o interrompeu – Precisa desligar agora, e utilizar o cinto.

- Só um instante – disse desligando e apertando o cinto. Pouco depois avião decolou de volta aos Estados Unidos.

Notas finais
Eu queria ter feito uma carta melhor, mas não consegui. No fim eu queria mostrar que Mikael é frio, mas se importa. Ele só não se achava merecedor da atenção e amor da família. - Ah não vai adianta explicar hsuah

Bom tenham um pouco de paciência, falta pouco pra...

Beijos e até mais.