Notas iniciais
Olha que apareceu - u.ú
Lindas leitoras novas, lindas antigas leitoras que ressurgem e me fazem saltitar em campos verdejantes o//

Capítulo novo.

Caroline estacionou seu veículo no Grill, mandou uma mensagem de texto avisando Elena que havia chego, e a esperava. Entrou caminhando até o balcão. O movimento da hora do almoço ainda não era intenso, no entanto em pouco tempo os funcionários de escritórios próximos lotariam o recinto, fazendo com que até mesmo segredos fossem ditos em alta voz. A loira pediu um suco de laranja, enquanto pegava a pasta com o roteiro do programa. Depois de ouvir uma montanha de reclamações da equipe ficou a par dos planos para as semanas seguintes.

Mesmo que a sensação de estar em casa fosse boa, a loira não podia deixar de se sentir deprimida. Voltara de Londres um tanto decepcionada consigo e também com Klaus. Depois da discussão boba e do bilhete, Caroline acreditava que uma conversa poderia resolver tudo. Acordou ansiosa por se desculpar, no entanto Klaus não estava em parte alguma. E aquilo sim era um claro sinal do que ele queria. As lágrimas haviam encharcado seus olhos novamente. Por fim, ela pegara suas malas e usando o táxi pago por ele. Os enormes óculos escuros, fora seu trunfo na tentativa de esconder a tristeza que lhe abatia.

Oras depois de um longo voo, Liz a buscara no aeroporto, levando-a de volta para pequena e deprimente Mystic Falls. Por mais incrível que parecesse, a xerife não fora intrometida, nem a acusara de nada. Talvez, estivesse esperando o momento certo, onde a filha falasse abertamente sobre o que havia acontecido. E depois de tantos anos brigando, essa Liz compreensível parecia providencia celeste.

O almoço com Elena era uma forma de matar a saudade e de desabafar com alguém que conhecia todo o drama. Matt que estava na cozinha dando alguns comandos ao seu pessoal viu Caroline e correu até lá. Depois de abraçá-la travaram uma pequena conversa, onde ele atualizara o status de relacionamento. O quarterback e Rebekah estavam juntos, e por mais que a ideia não lhe fosse agradável, ela não podia ser egoísta ao ponto de se opor. Matt parecia feliz e era isso que importava.

Caroline recebeu um beijo estalado na bochecha, era Elena. Isso queria dizer que uma longa conversa era a previsão da próxima hora.

...

- Precisamos comemorar – disse Damon, ajudando Rose a entra no seu carro. O moreno correu até o lado do motorista, saltando na direção, com um enorme sorriso. Ele acompanhara a amiga na consulta naquela manha, e os exames haviam indicado uma melhora substancial.

- Não quero cortar seu barato – disse Ros fazendo uma careta, — mas eu já tive diversas melhoras, seguidas de pioras.

- E o que quer que eu faça? Fique deprimido? Nada disso, minha amiga acaba de ter uma melhora, e mesmo que isso signifique apenas um por cento ou cem por cento, eu vou comemorar.

- Você é completamente pirado – disse a garota contagiada pelo humor do amigo. — Onde estamos indo?

- Surpresa – cantarolou ele fazendo mistério.

...

Lexi foi abrir a porta, depois de notar que alguém batia insistentemente.

- É bom que não dependa das mãos para viver, pois vou arrancá-las fora. — a loira enxugou as mãos e correu pela casa para poder abrir a porta. Encontrou Stefan olhando o chão, com uma das mãos apoiada ao batente.

- Eu meio que preciso delas– disse gesticulando as mãos e sorrindo – Atrapalho?

- Não. – ela deu espaço pra ele passar. – Só estava cozinhando, e vou usar de misericórdia e deixarei suas mãos bem ai.

- Fico grata minha senhora – brincou ele. — Cozinhando?

- Eu sou ótima nisso – ela deu de ombros -, pelo menos Ric nunca reclamou.

- Acho que ele não tem opções. – brincou beijando os lábios dela.

- Isso é bom – ela fez referencia ao beijo – mas desconfiar dos meus dotes culinários não. Você sabe eu posso usar alguma substancia ilícita na sua comida.

- Você é má – ele fingiu estar chocado. – Primeiro quer arrancar minhas mãos e agora me envenenar.

- Você nem imagina o quanto. – ela o cutucou, pegando sua mão levando-o até a cozinha. – E como foi seu dia?

- Rose foi ao hospital hoje. – contou.

- É mesmo – a loira parou de mexer na panela e se virou interessada. – Alguma novidade? Alguma esperança?

- Sim os exames dela estão mais animadores, no entanto não quer dizer grande coisa.

- Ela não tem chances?

- Claro – ele acrescentou rápido – mas Damon está tão animado.

- Você está preocupado com ele – Lexi sorriu apoiando os cotovelos na bancada e cruzando os dedos apoiando o queixo.

- Eu... Estou mesmo. – confessou — Quero dizer, ele é tão apegado a Rose. Passou anos procurando a garota, e agora que ela está de volta, ele tem se apegado a qualquer esperança.

- Não se preocupe – ela contornou o balcão, e o abraçou por trás, colocando o queixo em seu ombro. – Você estará aqui por ele, e eu estarei aqui por você.

- Você é incrível – disse o loiro beijando-a levemente. – Agora se puder evitar eu não gosto de comer carvão

. Nesse instante o telefone tocou.

- Cuide das panelas – ela apontou – pode ser Alaric. – saiu correndo em busca do aparelho.

...

Londres...

- Esses são os documentos que me pediram – disso o advogado de Mikael, Tom Gaber. O único vínculo que Mikael ainda mantinha com o mundo dos negócios. Tudo estava sendo controlado através dele.

- Obrigado!– Elijah pegou a pasta com documentos que o homem lhe estendeu.

- Não por isso. Seu pai e eu somos amigos de longa data, mesmo assim não posso concordar que ele continue agindo como se voltasse amanha para empresa. A diretoria são como lobos famintos, ao menor descuido eles abatem e dilaceram sua vítima. E dessa vez Mikael é a vítima. Quanto antes puder tomar as rédeas melhor. – fechou sua maleta, típica de homens como ele.

- Só queremos nos certificar que se o pior acontecer, mamãe tenha o controle da própria vida.

- Tem toda a razão. Só quero pedir um pequeno favor em troca.

- Um favor?

- Mantenha isso entre nós. Não quero que Mikael ache que o estou traindo.

- Não se preocupe. Mais uma vez permita-me agradecê-lo.

- Imagine. – apertou a mão dele – Mande lembranças a Esther e seus irmãos.

Elijah se despediu do advogado, pegando o carro de volta ao apartamento onde estavam seus irmãos. Quando chegou tudo estava silencioso, o único em casa era Klaus.

- Nicklaus? – disse o mais velho batendo a porta.

- Entre. – o empresário disse.

- Gaber nos arrumou os documentos. – entregou-lhe a pasta. – Onde Bekah e Kol se meteram?

- Por ai estourando os cartões de crédito provavelmente! – disse desinteressado.

- Talvez seja um bom momento para termos uma conversa. Quero lhe dizer algo!

- Outra conversa? – desdenhou.

- Estou falando sério. – Elijah o repreendeu sutilmente.

- Certo! Vamos sábio e querido Elijah – os olhos de Klaus brincaram e ele se recostou a cadeira atrás da mesa de cerejeira que Esther escolhera para aquele cômodo. – estou ouvindo!

- Céus quando você ficou tão impossível? – Elijah previu que Klaus lhe daria uma resposta debochada – esqueça. Eu devo saber quando, mas a verdade é que precisamos cuidar de tudo. Mikael pode falecer a qualquer instante, e mamãe não pode ficar a mercê de advogados. – explicou.

- Acho que foi por isso que pedimos os papéis – Nick disse com obviedade.

- Sim. Ainda gostaria que houvesse uma maneira de Mikael deixar que nos aproximemos.

- Você nunca desiste não é? – o loiro passou a mão pelos cabelos, ao mesmo tempo em que se levantava indo pegar uma bebida.

- Desisto do que?

- De reunir, juntar e remendar essa família.

- Eu acredito na família, na nossa família. – Elijah argumentou. – Não desisto do que é importante.

- Claro! – ele revirou os olhos, bebendo tudo num só gole e voltando a encher seu copo. – Você é Elijah Mikaelson! – pronunciou o nome do irmão carregado de sotaque, enquanto abria os braços de forma teatral.

- Você pode fingir que não se importa desdenhar e fazer piadas. Mas no fundo, você deseja isso tanto ou mais que eu.

- É mesmo?

- Olhe só pra você. Veio primeiro, enfrentou papai sozinho, depois ficou incumbido de nos dar a notícia. Você cuidou de Rebekah quando ela ficou grávida, cuidou de Kol quando ele se meteu em confusão no colégio, e...

- Eles eram adolescentes e infantis. Não que isso tenha mudado com os anos. – um sorrisinho irônico pintou em seus lábios.

- Vou me casar. – soltou a novidade de supetão, pegando Klaus de surpresa. Os lábios dele formaram um círculo completo.

- Katherine? Katherine Pirce? – estreitou os olhos.

- Ela mesma.

- Conhece ela ao o que? Dois ou três meses?

- Não me venha com essa, o que eu sinto por Katerina é o mesmo que você sente por Caroline. – Klaus sentiu um pouco de amargura ao ouvir aquilo. Caroline. Há quanto tempo não se falavam? Uma semana? Um século? Tudo parecia melodramático demais.

- O que eu sinto por Caroline? Está dizendo o quê? – ele sentiu aquela estranha sensação apertar-lhe o peito.

- Mamãe me contou, ela esteve aqui o tempo todo. E no dia em que chegamos ela se foi. E a grande pergunta é por quê? – ela se foi, pensou ele.

- Acha mesmo que vamos tomar umas bebidas e eu irei abrir meu coração...

- Como fazia normalmente? – Elijah completou a frase.

- Isso foi há muito tempo. – Klaus tentou cortar.

- Exatamente, e o que mudou? Eu ainda continuo querendo conversar. Querendo saber o que te aflige? Porque continua fazendo tudo ser difícil?

- Quer saber Elijah? – o olhou – Caroline fez a escolha dela. Ela não podia viver em minha função, então dei a ela a chance de retomar sua vida e isso é tudo. – nem ele conseguia acreditar no que estava dizendo.

- Você a mandou embora?

- Ela quis ir. – justificou-se. Ele queria não queria?

- Quis? Duvido muito, já que ela praticamente abriu mão de tudo pra vir pra cá. Mamãe disse que vocês pareciam felizes juntos. Que ela te apoiou como nunca ela poderia ter imaginado. Ela realmente acreditou que Caroline te amasse, e agora não sabe mais o que pensar.

- Esther não tem que pensar nada. Eu disse a Caroline que a amava, se não foi o suficiente eu não vou ficar me lamentando. – não deixaria seu irmão, ou seu próprio cérebro lhe fazer acusações.

- Vai deixar tudo por isso mesmo? Vai abrir mão da mulher que você ama?

- Estávamos falando sobre a Pirce não? – cortou a conversa, seus pensamentos perturbados — Pra quando é o casamento?

- Ainda não marcamos uma data, eu a pedi no aeroporto, antes de vir pra cá. Quando dermos um jeito, acharmos uma solução ou qualquer desfecho para tudo isso, vamos nos casar.

- O que posso dizer? – Klaus ponderou, tentando escolher algo agradável e sincero para dizer.

- Que tal aceitar ser meu padrinho? – pediu Elijah ciente de que discussão não lhe levaria a cant algum. Klaus estreitou os olhos, lançando um olhar incrédulo.

- Por que não? – ele abriu um pequeno sorriso.

- Eu sabia. – disse Elijah.

...

Mystic Falls...

- Você me ouviu Elena? – disse Miranda um minuto depois de contar a novidade à filha.

- Acho que sim! – a escritora, jogou a bolsa totalmente surpresa – quero dizer, eu não tenho tanta certeza.

- Nem eu querida, nem eu consigo acreditar que está acontecendo – contou sorridente.

...

Lexi ligou o aparelho de som na sala e girou o botão de volume e começou a dançar por toda casa. Stefan havia desligado as panelas e escorrido o molho e ajeitado todos os legumes em uma das travessas.

- Ah céus – a loira entrou na cozinha, fazendo Stefan largar as colheres e acompanhá-la na dança inapropriada.

- Caramba, posso saber o motivo dessa dança esquisita? – o médico, questionou a namorada depois de rodopiá-la.

- Alaric vai se casar. Meu garoto vai se casar — ela saltitou, se jogando nos braços dele e beijando-o em comemoração.

...

- É isso ai pessoal, obrigado por virem e vocês ai de casa um enorme beijo e até semana que vem. – Caroline se despediu do público.

- Eeee. Corta! – disse John. A produção encerrou a gravação, e todos começaram a se ocupar de ajeitar os equipamentos.

- É isso ai. – disse April.

- Finalmente você está de volta. – disse John ajudando a apresentadora com o microfone.

- Obrigada pessoal, também senti falta de tudo aqui. – a loira agradeceu indo para seu camarim. Mas antes resolveu tomar um café, começou caminhar pelo corredor e encontrou Damon no seu espaço decorando alguma coisa e ouvindo musica.

- Pode imitar os vivos? – disse Damon depois de se assustar.

- Gosto de vê-lo assustado como uma garotinha.

- Haha muito engraçado. – disse ele revirando os olhos. – Saudades?

- Claro. Todos os dias que estive longe fiquei pensando, o porquê de eu não conseguir parar de pensar em você.

- É eu sei, é difícil me tirar da cabeça – ele continuou sua crise de autoafirmação. – E então, voltou sem o boy magia!

- Boy magia? Que tipo de revista pré-adolescente anda lendo?

- As que peguei no seu camarim – ele devolveu.

-Entrou no meu camarim? – ela estreitou os olhos.

- Você ainda lê esse tipo de revista? – ele começou a rir.

- Certo Damon não tem graça. E não eu não leio essas revistas. Não sempre – a ultima parte foi um sussurro.

- Estou realmente impressionado. Acho que vou dedicar um bloco do programa hoje, só pra falar sobre isso. Com direito a entrevista ao vivo. O que acha?

- Acho que se quiser continuar tendo seu brinquedinho é bom que fique longe de mim. – seu olhar psicopata fez Damon controlar a risada.

- Algumas coisas nunca mudam. Megeras não são domadas nunca.

- E canalhas sempre serão canalhas. – rebateu.

- Resta saber se é de mim que você está falando. – argumentou.

- Damon cinco minutos – surgiu o assistente dele. – Já para o estúdio.

- Estou indo pequeno calango. – o apresentador respondeu pegando seu texto, e dando um beijo estalado em Caroline. – Pense nisso Barbie. – desapareceu atrás do “calango”.

...

Stefan estacionou o carro na vaga livre no estacionamento do restaurante. Caroline balançou o braço chamando sua atenção. Ele ativou o alarme e seguiu em direção à amiga.

- Meu Salvatore favorito – ela abraçou o médico, que retribuiu o gesto.

- Minha apresentadora favorita. – ele respondeu bagunçando o cabelo dela.

- Hey – protestou ajeitando os fios com os dedos.

- Então, que tal pegarmos uma mesa? – sugeriu, ajustando o braço dela ao seu e caminhando até o estabelecimento. Escolheram uma mesa que ficava próxima a entrada num canto sossegado.

- E então... Como andam as coisas por aqui? Quero dizer, parece que eu fiquei anos fora. – contou.

- Realmente, ficar sem você por perto dá essa sensação.

- Meu coração acaba de parar de bater. – ela apertou a mão dele. – Você é o cara mais incrível que conheço.

- Eu sei – brincou convencido.

- Síndrome de Damon? – indagou brincalhona. – Você e Lexi, continuam firmes?

- Melhor a cada dia. Alaric e Jenna vão se casar.

- Sério? Elena não me disse nada.

- Ficamos sabendo ontem de noite, acho que não deu muito tempo. – explicou – Lexi parece tão animada, que nem imagino o que pode acontecer quando eu a pedir em casamento.

- Ó minha nossa – exclamou – Você também vai se casar?

- Não exatamente agora – Stefan corrigiu – Mas sim, eu pretendo ter uma vida dessas. Mas quero saber sobre Klaus e você. Poderia dizer que estou chateado com o fato de você ter escondido isso de mim, principalmente porque até mesmo Damon sabia.

- Desculpe. – pediu.

- Não estou bravo, você e Damon trabalhando juntos, eu posso lidar com isso. Afinal ele é meu irmão e você minha amiga. Mesmo assim, quero dizer que estou mesmo querendo saber.

- Talvez Damon saiba algo sobre ser legal uma ou duas vezes na vida. – alfinetou como sempre – No entanto, sobre Klaus...

Narrou todos os acontecimentos desde a semana em Nova Orleans.

- Não é de admirar – Stefan tomou a palavra quando ela permitiu. – No instante que o vi em sua casa, desconfiei que havia muito mais do que você estava disposta a admitir.

- Acho que ele conseguiu o que queria. Bagunçou minha vida, me fez agir como tola e agora olhe só pra mim.

- Linda e incrível como sempre – elogiou. – Sabe muito bem que eu e os Mikaelson não somos grandes amigos, e tivemos alguns dramas no passado, e se eu pudesse escolher eu não deixaria que vocês ficassem juntos. Mas você o ama, e tenho certeza que ele sente o mesmo.

- Se sente, eu acho que odeia isso. Por que tem que ser tão difícil?

- Porque estamos falando de Klaus Mikaelson e Caroline Forbes. As duas criaturas mais cabeça dura que já conheci. Além do Damon é claro – brincou – Dê algum tempo para que as mágoas se curem, aposto que encontrarão um meio de ajeitar essa bagunça.

— Espero que sim. Realmente espero que sim. – disse ela num suspiro deprimido.

Notas finais
Todo mundo casando, mas eu tenho um bom motivo.

O quê acharam das conversas? Klaus e Elijah principalmente.

Adoraria ver vocês aqui, então deem as caras. E as que estão por aqui, continuem please?!

Beijos e até o próximo.