Notas iniciais
Hey galera, sei que estão ansiosos pelo encontro do nosso casal, mas lembrem-se eles ainda não se conhecem, e eu simplesmente não vou jogá-los num relacionamento mágico certo? Tem muita coisa pra contar, então só mais um pouco de paciência! :)

- Ó é isso mesmo Stefan! – Caroline andava de um canto ao outro pela casa. – April não consegue fazer nada sozinha, e eu que me ferre! – a loira bufou irritada, apontando a direção onde o sofá deveria ser levado. Acordara logo cedo com o celular gritando, e recebendo a notícia que os Mikaelsons chegariam pouco depois do almoço, e que a casa deveria estar pronta.

- Acalme-se Car tenho certeza que vai dar tempo! – o médico tentava ajudar.

- Tempo? – riu sem humor – Está brincando comigo? Eles estão a caminho agora mesmo! E eu ainda preciso abastecer a geladeira, e terminar de ajustar os móveis!

- Posso saber como ficou presa sozinha com tudo isso?

- Aparentemente, eu estou responsável por qualquer problema, e eu só sou uma apresentadora de TV, e soube disso só hoje!

- Você é a melhor apresentadora da cidade – observou – Além disso, você sempre dá um jeito em tudo! Mas garanto que dará tudo certo!

- Torça que sim, ou esteja preparado pra me socorrer caso eu sofra um ataque cardíaco ou mate aquela garota de olhos grandes – referiu-se a April.

- Sem exageros Car! – Stefan advertiu – Estou torcendo por você. Sabe que eu ajudaria caso pudesse, mas meu primeiro plantão em Mystic Falls começa em quatro minutos, preciso terminar de me vestir e estar na sala do chefe!

- Tudo bem! Desculpe enchê-lo tanto! – suspirou – Boa sorte Stef! Salve muitas vidas – desejou.

Desligou o aparelho, enfiando no bolso e desembrulhando alguns copos que ainda estavam em uma caixa de papelão, com um enorme aviso de frágil. Caminhou até a cozinha, quando viu o carro de Damon estacionado em frente.

- Ah não! – tentou afastá-lo com a força do pensamento.

- Bom dia adorável Caroline – Damon provocou.

- Por favor, caia um meteoro aqui e agora e me tire dessa sina! – a loira dramatizou.

- Puff, isso estragaria toda a diversão – Damon olhava o teto junto com ela. – Eu deveria deixá-la sozinha aqui com tudo isso, mas como tenho um bom coração...

- Veio fazer o que aqui? – ela questionou e só então notou a infinidade de sacolas sobre a mesa.

- Fui ao mercado! – explicou casualmente. Caroline abriu as sacolas para checar o conteúdo.

- Como sabia que precisavam disso? – mostrou as embalagens pra ele.

- Isso realmente importa? – indagou – Mas em todo caso fiz uma cópia ontem! – deu de ombros, desempacotando o resto das coisas e começando a guardar nas prateleiras da geladeira inox que ficava no canto da cozinha.

-Você sabia disso tudo desde ontem? Isso está realmente acontecendo? – Caroline estava cética. Quando ouviu um barulho vindo da sala, saiu em disparada para descobrir que um dos vasos havia se partido em milhões de cacos. – Não, não, não – estava preste a chorar.

- Podemos substituir! – Damon sugeriu. – Eu vou comprar outros! Ei cara – chamou um magrelo que estava com cara de culpado. – Pode guardar as coisas na geladeira sem causar prejuízo?

- Posso! – assentiu

- Então faça isso! – ordenou – Nada de abrir nada, se fizer direito ganha uma gorjeta!

- Feito! – o menino sorriu. Damon apontou com a cabeça a direção que ele devia tomar.

- Bom você precisa ajeitar o quadro e tirar essas caixas. Ligue para o Robert ele tem uma caminhonete e pode ajudar a remover as caixas vazias e levá-las para reciclagem. E quanto aos tapetes se vira! – explicou, procurando as chaves no bolso e saindo.

Uma hora mais tarde Caroline estava esgotada, mas os tapetes estavam no lugar, geladeira e dispensa abastecidas, vasos e quadros em seus devidos lugares. Havia quatro cestas, cada qual com um cartão, além de flores que estavam enfeitando a casa, os funcionários estavam apostos, e os trabalhadores e todo o entulho haviam desaparecido num passe de mágica.

- Deu certo! – Caroline sorriu. Damon a seguiu, ouvindo o barulho de carros estacionando.

- Na hora certa! Vamos lá! – Damon guiou Caroline até a soleira da porta, logo Rebekah, Kol desceram do primeiro táxi, assim como Elijah e Klaus do segundo. Os mais velhos caminharam na frente.

- Bem vindos! – Caroline se pronunciou, estendendo a mão para cumprimentar cada um deles.

- A casa é de vocês! – Damon fez piada, e cumprimentou todos.

- Elijah – o mais velho se apresentou – Nicklaus, Rebekah e Kol! – apontou cada um.

- Caroline Forbes e Damon Salvatore! – a loira o seguiu – Ficamos contentes em poder recebê-los. – Se puderem nos seguir, vamos apresentar a casa, e se estiverem com fome temos um lanche à espera!

- Ó, por favor, — Rebekah protestou – Estou querendo entrar, então parem de bancar os vendedores de imóveis e vamos ao que interessa.

- Rebekah! – advertiu Klaus. – Vamos conhecer a casa! – Caroline estremeceu ante o timbre do seu novo chefe. Ou um deles.

...

- Pode ser gostosa, mas é um porre! – Damon reclamou.

- Ela é uma vaca isso sim! – Caroline juntou ao coro de xingamentos. – Eu queria enfiar a cara dela na sobremesa! Ó esse quarto é mal iluminado, esse sofá é duro, esse tapete é velho, eu estou cansada, entediada... – imitava Rebekah

- Pelo menos você não teve que aguentar o papo cabeça do Elijah! O cara parece um robô. Tive que me segurar pra não cair dormindo nos pés dele!

- Ele é muito charmoso! – Caroline observou.

- Mas parece ser moralista, correto e extremamente chato! – explicou.

- Falou o malandro de Mytic Falls – Caroline provocou. – Aquele mais novo parece ser safado como você! Me cantou pelo menos uma dúzia de vezes!

- Acho que era você ou os croissants! – provocou – Mas ele vai largar do seu pé, eu garanto!

- Como sabe?

- Ele vai descobrir que você é louca!

- Por que eu estou falando com você mesmo?

- Porque eu salvei o dia! – sorriu presunçoso. E Caroline tinha que reconhecer, que ele a ajudara e muito.

- Uma alma deixou o purgatório! – não deu o braço a torcer. – Aposto que só está tentando manter o emprego!

- E você está querendo um aumento! – começaram a trocar farpas. Apesar do clima descontraído entre eles.

— Acho que estou com febre! – Stefan disse, vendo ele entrarem em casa rindo.

- Que foi doutor topete?

- Vocês dois juntos, dando risadas... E ninguém está sangrando!

- Bom eu tentei me livrar dela, mas ela pulou no meu carro, me ameaçou com uma arma, e você sabe o que os médicos dizem sobre contrariar os loucos. – entortou a boca, apontando Caroline – Se me dão licença! – subiu para seu quarto.

- O que foi isso? – Stefan ansiava por explicações.

- Ele é um idiota – jogou sua bolsa no sofá – Mas hoje, serviu pra alguma coisa! Acredita que ajudou a abastecer a geladeira, substituiu o vaso quebrado, os tapetes, e tudo pela frente?

- Estou impressionado!

- Não mais do que eu acredite!

- Pelo jeito tudo deu certo. Ninguém deu entrada no plantão em estado grave!

- Deu muita sorte! Foi por pouco! Mas pode anotar April vai ficar careca! Ela poderia ter me avisado que não conseguiria cumprir suas funções! – serviu-se de água. – Quando cheguei à mansão hoje quase cai pra traz vendo todas as pendências!

- E como foi a chegada dos Mikaelsons?

- Eu odeio a Rebekah, ela é uma insuportável!

- Ele é mimada! – o loiro se sentou.

- Como sabe?

- Quero dizer – ele explicou – Ela é a única garota certo?

- Bom isso é verdade! – a loira deu de ombros – Kol e Elijah não podem ser mais opostos do que o fogo e o gelo. Elijah é centrado, educado, intelectual e tudo o que tiver de bom! Já Kol, parece não se importar com nada, adora uma piada. Eu perdi as contas de quantas vezes me cantou! Quer saber? Aqueles irmãos são estranhos! E eu nem passei mais do que uma tarde com eles! – ela riu.

- E Klaus? – Stefan questionou.

- Bom, ele é misterioso. O tempo todo se limitando a dizer o essencial, e repreender os mais novos. Ele parece ser o chefe de todos, deve acreditar que o mundo gira em torno dele. E todos os seres que respiram lhe devem satisfações!

- Ótima descrição! – riu

- Stefan! – Caroline parecia curiosa – Você os conhece? Nada do que eu digo parece lhe impressionar! É como se você...

- Eles são uma família conhecida Caroline! – Stefan a interrompeu. – Acho que não precisa ser um gênio pra deduzir! Só estou usando suas impressões! Mas quer saber? – mudou de assunto – Estou muito chateado!

- Por quê?

- Você nem me perguntou sobre meu primeiro dia no hospital!

- Me desculpe! Eu vim aqui exatamente pra isso! Apenas me perdi com a história dos novos chefes! Vamos me conte doutor como foi tudo? Arrasou os corações das enfermeiras? Curou algumas pacientes com seu charme?

- Ah claro que sim!

- Eu sabia! – caçoou ela – Ok, pode contar como foi seu primeiro empolgante dia?

Stefan passou a contar sobre tudo que se passara em seu primeiro dia no Hospital da cidade.

...

- E então o que achou? – Elijah entrou no quarto de Klaus. Ele estava de costas para porta, olhando pela janela do segundo andar.

- Sobre o que estamos falando? – perguntou sem se virar.

- Acho que sobre tudo! – Elijah mencionou – A casa, a cidade, a garota!

- Garota? – Klaus se virou para encarar Elijah.

- Eu vi como olhou pra ela!

- Não venha com seu romantismo barato! – saiu da janela caminhando até a cama para se livrar dos sapatos. Abriu a mala, pegando suas roupas – Ela pode ser bonita, mas não é nada demais! – concluiu – E, aliás, estamos aqui pelos negócios!

- Você é sempre tão rígido quanto a isso! Talvez seja hora de abrir seu coração!

- Acho que Kol estaria mais interessado nesse discurso! – Klaus ponderou – Vou tomar banho! Então se me der licença. – Elijah concordou deixando os aposentos do irmão. Klaus foi até seu banheiro, puxando sua camisa pela barra, e passando pela cabeça, logo a peça estava no chão junto com todo resto. Ele abriu a água deixando que ela escorresse morna sobre sua pele. De olhos fechados aproveitou a sensação, mas para sua surpresa se pegou lembrando-se da risada da loira. E da forma como ela mexia o cabelo. Tratou de afastar os pensamentos, com o pretexto de que fora apenas o acaso que lhe proporcionara tais imagens. Foi pra cama ligando seu notebook, para checar seus e-mails.

...

Caroline abriu a porta e casa, colocando as chaves sobre o aparador, enquanto se livrava da jaqueta. Pegou as correspondências sobre a mesa de centro e verificou os envelopes.

- Contas, contas e mais contas – resmungou.

- Caroline? – Liz apareceu de camisola na sala.

- A senhora em casa? – Caroline se surpreendeu.

- Troquei o turno! – disse – Ando tão cansada que achei melhor descansar essa noite!

- Mãe está tudo bem? – se aproximou checando a testa da policial.

- Eu não estou brincando Carre! – advertiu

- Nem eu! A senhora parece mal realmente!

- Não se preocupe – tirou a mão da filha de sua testa – Eu só vou deitar! Se quiser tem comida no micro-ondas.

- Pediu no Joe?

- Exatamente!

- Na verdade vou tomar um chá. Algo leve apenas!

- Muito bem! Checou seu e-mail hoje? A primeira dama, parece preocupada com a festa!

- Se ela realmente estivesse, ela mesma cuidaria dos detalhes pessoalmente! – deixou sua insatisfação transparecer, enquanto colocava água pra ferver.

- Caroline, eu pedi que a ajudasse! Sabe o quanto essas festas são importantes! – Elizabeth alterou o tom da sua voz – Você sempre faz tudo pelos outros. Poderia ao menos se dedicar a algo que eu pedi? – Liz pareceu decepcionada e irritada. – Espero que não nos deixe na mão! – saiu da cozinha indo para seu quarto.

Caroline ficou pra trás totalmente frustrada. Resolveu ir pro quarto sem comer. Apagou o fogo, guardou as torradas e pegou suas coisas, caminhando pelo corredor e fechando a porta que ficava de frente para a da mãe. Um bom banho era o que ela precisava para diminuir sua irritação. Depois de lavar os cabelos, usou o secador para diminuir a umidade dos fios, e vestiu seu pijama, se enfiando sob as cobertas. Abriu o notebook para checar o e-mail.

25 novos e-mails. – Caroline leu. Apagou todas as propagandas, e classificou os que poderiam ser lidos depois.

Carol Lockwood – leu, clicando para abri-lo, mesmo sem vontade.

De: Carol Locwood

Olá querida!

Espero que sua produção já a tenha informado sobre a entrevista de amanhã! Vou esperá-los às nove horas em ponto. Um ótimo horário para podermos conversar no jardim. Achei que a essa altura não precisaria lembrá-la, mas a festa dos fundadores, é um dos eventos mais importantes – se não o mais importante- da cidade. Eu confiei em você para organizá-lo. Espero não me decepcionar!

Soube pela floricultura dos Jasper que ainda não encomendou os arranjos, espero que tenha sido apenas um equivoco da parte deles. Sabe o quanto é complicado conseguir boas flores em cima da hora.

Caroline fechou a tela, antes de terminar a leitura. Toda sua raiva estava de volta. Céus alguém podia dar um desconto? O dia dela fora cheio. Pegou seu celular discando o número conhecido.

Após o sinal deixe seu recado. Piiiiiiii

- Alô Ty, sou eu Caroline! – suspirou – Mas é claro que você sabe! Sei que deve estar bem ocupado, só isso explica o fato de não ter respondido meus últimos cinco... Ou seis recados! Hoje meu dia foi bastante complicado, os novos donos não são fáceis de lidar. Além disso, sua mãe está chateando a minha com os negócios da festa dos fundadores – afundou nos travesseiros – Eu sei lá amor, mas se não fosse pela mamãe, deixaria a sua na mão. Ela jogou tudo nas minhas costas e vive me infernizando! Ok Ty, sei que às vezes pareço uma garota mimada, mas tem sido difícil! – fungou começando a chorar – Sinto sua falta! Me liga assim que ouvir esse recado! Acho que... Bom... Eu... Tchau! – finalizou a ligação. Programando o aparelho para despertar e se cobrindo até o pescoço, enquanto chorava esgotada.

...

Notas finais
Gente desculpa, mas o capítulo ficou maior do que as 2.000 palavras, no entanto cortei tudo o que pude! ::)

Obrigada pra quem respondeu minha pergunta do capítulo anterior.

Beijos espero os comentários, é importante saber o que estão pensando, principalmente nesse inicio!