Notas iniciais
Hey :)

– Eu não acredito que não viu o programa! – Caroline havia acabado de terminar as entrevistas com o prefeito e a primeira dama, vulgarmente chamados de sogros. E estava de volta aos estúdios.

Sinto muito, mas tive de viajar ontem de noite. Mas dona Miranda fez questão de gravar, e disse que até vai mandar cópias para meus parentes! – Elena se desculpou.

– Se preferirem, eu mesmo posso enviar uma cópia profissional pra vocês. – a loira ofertou

Se fizer isso, minha mãe vai amá-la ainda mais!

– Então eu vou enviar! Teve uma ótima audiência. Peguei os números hoje cedo! Mas me diga por que está em Nova York?

Reunião com a editora. Meu próximo livro está sendo discutido!.Mas sinto que vou ouvir um monte – suspirou – O manuscrito deveria ter sido enviado há uma semana! Eu simplesmente odeio todos esses prazos e burocracias!

– Pense pelo lado positivo, em breve você estará emplacando mais um sucesso literário.

Tomara que sim... Car sobre a entrevista, meu pai não parece muito inclinado a fazê-la.

Não se preocupe, se eu fosse ele não participaria – olhou em volta com medo de ser pega – Aquela primeira dama é uma imbecil.

Caroline chegou ao corredor que levava ao seu camarim, estranhou que a porta estivesse aberta e luz acessa. Ninguém exceto ela e a sua assistente podiam entrar lá, quando ela não estivesse. E bem, sua assistente não fora trabalhar naquela manha.

Ainda está ai?

– Sim! – respondeu vendo suas coisas bagunçadas, enquanto uma loira brincava em sua cadeira. – Que diabos é isso? – quase gritou.

O que há Car?

– Elena eu te ligo em cinco minutos, eu preciso matar alguém! – finalizou a ligação. Caroline bateu a porta com força, sua caixa de by Text-Enhance\">maquiagem mexida. – Posso saber o que está acontecendo aqui?- Rebekah virou a cadeira, cruzando as pernas encarando Caroline.

– Algum problema?

– Fora o fato, de terem aberto meu camarim sem minha autorização, tirarem minhas coisas do lugar e principalmente mexerem nas minhas maquiagens?

– Que eu me lembre essa emissora é minha. – desdenhou tirando mais ainda Caroline do sério. Não importava se ela dona da emissora, ou presidente dos Estados Unidos. Aquele era seu camarim, seu refúgio. – Ou seja, tudo que está dentro dela me pertence!

– Não queridinha – as palavras saíram como palavrões – Esse é meu camarim, as maquiagens são minhas – arrancou o gloss. das mãos dela. – Essa cadeira – apontou – Comprei com meu by Text-Enhance\">dinheiro, as cortinas, as fotos, as almofadas – apontou cada item – Tudo isso é meu! Então nem tudo lhe pertence.

– Você realmente acha que pode me desafiar?

– Não, eu acho que você deveria dar o fora do meu camarim. – enfrentou – Então... Porta da rua é serventia da casa! — gesticulou.

– Barbie? – Damon surgiu na porta. Rebekah passou por ela encarando-a. Saiu andando pelo corredor, como se estivesse em uma passarela – Ops! Terceira Guerra Mundial?

– Eu vou matar essa garota! – pegou uma almofada lançando contra parede.

– Pode ser depois de fazer média com os patrões?

– Que? – ela bufou passando as mãos pelos cabelos, tentando diminuir sua raiva.

– Os Mikaelsons mais velhos estão ai. – revirou os olhos – Vieram conhecer as instalações.

– Espero profundamente que nada mais possa aumentar minha irritação!

...

Damon e Caroline se juntaram aos novos donos que acompanhavam April a chefe das assessoras, assim como Vickie a secretária da presidência que apresentavam as instalações dos estúdios.

– Que bom revê-los! – Elijah interrompeu Vickie e beijou Caroline no rosto, e apertou a mão de Damon.

– Igualmente! – Caroline respondeu.

– Soubemos que estavam nos estúdios e resolvemos chama-los. Espero não ter atrapalhado!

– Bom eu estava estudando o script, e Caroline estava tendo uma desavença com sua irmã! – entregou.

– Rebekah? – Elijah perguntou confuso, e Caroline olhou para Damon, ameaçando-o de morte com o olhar.

– Sinto muito, mas ela entrou no meu camarim, mexeu nas minhas coisas e eu acabei me exaltando! – tentou se desculpar.

– Sinto muito por isso, Rebekah é um pouco geniosa, se houver alguma coisa que precise ser reposta... – advertiu.

– Não tudo bem! – Caroline disse. Damon e Elijah se puseram a andar, juntamente com April e Vickie. Caroline ficou um pouco pra trás, no intuito de beber água. Pegou um copo descartável, e se inclinou abrindo a torneirinha, para que a água do galão preenchesse seu copo.

Caroline? – o sotaque fez Caroline se arrepiar.

– Senhor Nicklaus! – a loira se virou com os batimentos acelerados, sem saber o motivo. Só naquele instante havia notado sua presença.

– Klaus – corrigiu.

– Klaus – repetiu – E então como vai a visita?

– Não muito interessante – confessou – Estou aguardando a chegada da minha equipe! Só então poderei ver se vale a pena ficar nesse fim de mundo!

– Uh – ela expressou – Alguém que odeia cidades pequenas?

– Realmente não costumo ter apreço por elas, a não ser que tenham um bom motivo para me prender! – expos. Antes que pudesse formular alguma resposta, Vickie se intrometeu, voltando para arrastá-lo para longe de Caroline que apenas jogou o copo fora e voltou para seu camarim. Durante o trajeto fez uma lista mental, dos motivos pelos quais odiava aquela família.

Eles haviam comprado sua emissora, a obrigado organizar uma casa em algumas horas. Podiam ser bonitos, elegantes, e charmosos, mas eram prepotentes, arrogantes. Um maldito dia, e Kol a paquerara descaradamente, Rebekah abusara de sua paciência, Klaus agira como um cidadão do mundo, que desprezava os habitantes da cidade. Por que diabos ele não iam embora simplesmente?

– Respira, respira, respira – repetiu até estar de volta em seu refúgio. Ela pensou em ligar para Stefan, mas ele estava de plantão. E ela desistiu da ideia. Mesmo sabendo que precisava ir a delegacia, preferiu adiar aquela tarefa por hora. Com Elena e seu namorado fora da cidade, ela se viu sem opções. Resolveu ir ao Mystic Grill, foi até a recepção e pediu um táxi e se encaminhou para o bar.

...

– Hey celebridade – Matt caçoou, assim que a loira passou pelas portas. Ele saltou o balcão indo beijá-la no rosto. Caroline adorava o sorriso do seu amigo que havia enfrentado muitas dificuldades na vida, sua mãe era uma desvairada que nunca tinha um relacionamento que durasse mais de um mês. Mas isso nunca a impedia de embarcar no passageiro de um caminhão, ou no avião de um piloto. Matt assumira muitas responsabilidades cedo. Cuidar da casa, pagar as contas e lidar com Vickie. A garota era uma daquelas que se metiam com drogas, festas e bebidas. Dias longe de casa, sem dar ao menos um telefonema. Mesmo com tantos problemas, ele havia conseguido terminar os estudos, ir pra faculdade com uma bolsa do futebol, até se machucar. O dinheiro que havia ganho representando times e ganhando títulos, havia possibilitado que ele pudesse ter uma vida confortável em qualquer lugar. Mas ele optara por voltar a Mystic Falls, comprar o Grill, onde trabalhara durante anos. Ninguém que o visse atendendo mesas, e se divertindo com os clientes pensaria que ele tivesse tanta grana.

– Hey, patrão que adora bancar o empregado! – devolveu, jogando uma bolsa no assento vazio. Se jogando na outra cadeira. Matt sorriu, ocupando o assento ao lado dela.

– Sabe o que é? Ricos são excêntricos – brincou – Aquele e-mail sobre uma entrevista é verdade?

– Ah é sim! – Caroline suspirou – Faz parte dos planos de divulgações da festa. – explicou.

– Não é estranho que só agora eu seja chamado pra isso? Quero dizer eu sempre fui um Donovan não?

– AH, mas só agora seus bolsos estão cheios! – ela entregou sem rodeios – Ah vamos falar sobre isso outra hora?

– Problemas?

– Só um milhão deles.

– Será que quer falar sobre eles?

– Você quer ouvir sobre eles? – Caroline respondeu perguntando.

– Quero vê-la sorrir! – ele disse, arrancando um suspiro dela.

– Você é sempre tão fofo! – falou com brilho nos olhos – É uma pena que eu tenha estragado tudo entre a gente! E tudo por conta de Tyler, que na primeira oportunidade desapareceu! E nem faz a mínima questão de dar notícias!

– Ty deve ter seus motivos. Mas não me arrependo de nada Car – disse sincero – Você e Tyler foi inevitável. Vocês se gostavam muito antes de namorarmos, ou qualquer outra palavra que defina nosso relacionamento – expos.

– Acho que é mais sobre mim do que sobre ele!

– Sabe que não é verdade. Tyler ama você e disso eu sempre tive certeza!

– Por que você sempre defende todo mundo? O caos pode estar instalado e você sempre terá uma palavra racional, um ombro amigo, um bom conselho!

– Acho que não tenho uma resposta pra isso. – desviou o olhar.

– Obrigada Matt por ser tão especial! Espero que um dia encontre alguém que o mereça! E o faça feliz como eu não pude!

– Hey Car – ele passou o braço pelo ombro dela – Não se preocupe, eu estou casado com o Grill! – riu. Caroline beijou sua bochecha, deitando sua cabeça em seu ombro, enquanto ele a puxava mais para si.

– Relembrando os velhos tempos? – a voz soou atrás deles, o que fizeram se desencaixar e fazer um movimento rotativo para encarar o dono da voz.

– Tyler! – exclamaram juntos. O moreno estava parado com as mãos enfiadas no bolso. Sua blusa apesar de larga, não escondia sua boa forma. Ele estava bicudo, um claro sinal de que estava contrariado. Matt levantou.

– Ty! Que bom vê-lo novamente. – sorriu abraçando-o. Tyler correspondeu ao gesto friamente.

– Você nem avisou que vinha. – Caroline verbalizou – Quando você chegou?

– Ó desculpe não avisar, eu não imaginei que fosse encontrá-los assim! – ironizou – Talvez eu esteja sobrando!

– Tyler – Matt estreitou os olhos – Não cara, não faça isso! – virando-se para Caroline – Ei Carre, eu vou lá dentro resolver algumas papeladas, quer que eu mande trazer alguma coisa, enquanto vocês conversam?

– Tudo bem Matt, qualquer coisa eu mesma chamo o garçom! – agradeceu.

– Sobre a entrevista é só me dizer quando! — Matt bateu no ombro de Tyler, indo para os fundos do Grill, onde ficava seu escritório.

– Posso saber por que está agindo assim? – ela juntou as sobrancelhas, indagando.

– Desculpe, se eu cheguei e vi minha namorada agarrada ao meu melhor amigo e não fiquei feliz! – seu tom de alfinetada estava irritando a loira.

– O que está achando? – ela deixou seu timbre carregado de irritação. – Eu e Matt estávamos abraçados, conversando. Nada demais, mas sua mente suja e doentia já está fantasiando coisas!

– Agora eu sou o problema?

– Não Tyler! Não você é a solução pra fome, pra guerra, pra pobreza, para as catástrofes naturais! – esbravejou – Quando você estiver sensato me procure, quem sabe então possamos conversar como um casal descente. – pegou sua bolsa – Se é que ainda somos um casal! – marchou irritada para fora do estabelecimento.

– Ops – Hayley disse se aproximando de Tyler com uma bebida. — Mal chegou e já está brigado com a namoradinha?

– Hayley não ok? – ele revirou os olhos. – Vamos logo, Klaus deve estar nos esperando!

– Quero que ele se dane! – ela xingou, terminando sua bebida e jogando uma nota sobre a mesa.

– Diga isso pra ele! – ele desafiou. Hayley cruzou seus braços, enquanto iam embora do Grill.

...

– Rebekah! – Elijah estava encarando a irmã, que lixava as unhas.

– Eu não ligo pro que aquela idiota diz! Eu sou dona dessa merda, ou seja, as coisas serão feitas do meu jeito!

– Dona Rebekah? – Elijah teria rido, se isso lhe fosse comum.

– Você tem 5% das ações – Klaus ponderou – O máximo que pode mandar aqui é colocarem açúcar no seu café! – Rebekah bufou indignada.

– Não importa quanto cada um tem de ações, e sim que vamos tomar decisões em conjunto! Rebekah, acabamos de chegar – se voltou pra ela – Pode tentar não arranjar problemas?

– Eu avisei – Klaus voltou a falar – Ela e Kol, só vivem para arranjar problemas! E falando nele, onde aquele imbecil está?

...

– Uhullllllllllllllll – Kol dirigia um conversível prata.. O som estava ligado no ultimo e ele cantarolava. Paquerando as motoristas nos semáforos, buzinando para as garotas das calçadas, e dançava atrás do volante, fazendo uma performance digna de filmes de ação. Ele ouviu seu celular tocar, e colocou no viva-voz.

– Kol? – a timbre da voz de Klaus soou.

– Irmão! – saudou cinicamente – Que bom ouvir seus gritos, já estava com saudades!

– Onde você está?

– Numa cidadezinha mais parada do que seu humor! – explicou – Mystic Falls conhece?

– Escute aqui seu irresponsável...

– Nick? Você está ai? Nick? – ele simulava – O meu pai, eu adoro falar com meu irmão, mas essas companhias telefônicas, sempre estragam a melhor parte! – fez teatro — Tchau Nicklaus – gritou desligando o aparelho e jogando no banco traseiro.

...

Tyler e Hayley estavam esperando na recepção.

– Hayley! – Tyler advertiu, já que a garota estava deitada com os pés sobre o estofado e revirando as revistas.

– Algum problema Tyler? — dissimulou piscando pra ele.

– Dá pra parar com isso? – Logo Elijah saiu da sala, seguido por Rebekah. Ele maneou a cabeça os saudando, enquanto escutava Rebekah reclamando.

– Vocês já podem entrar! – Vickie disse.

– Finalmente! – Klaus levantou os olhos, para dupla em sua frente.

– Tivemos um problema!

– Poupe-me Tyler! – ele resmungou – Eu estou cheio de coisas pra resolver! – revirou os papéis. – Já sabem onde vão ficar?

– Meus pais moram aqui! – ele disse – Vou ficar em casa!

– Posso ficar na casa dele! – Hayley disse antes de pedir permissão, revirando o pote de caneta.

– Tire a mão daí! – Klaus alertou.

– Senhor seu irmão está na linha 2! – Vickie anunciou na porta.

– Céus – apertou os olhos – Pode transferir! – disse se jogando na poltrona e pegando o telefone. – Alô?

Nick – Kol disse – Saudades?

– O que você quer Kol? – ele cortou irritado.

Tenho um pequeno problema!

...

Notas finais
Vamos lá galera comentem! Não custa nada! Quanto mais rápido comentarem, mais rápido eu posto! :)

Beijos