Always And Forever
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Sou uma alma muito bondosa, então voltei hoje. Novo capítulo.
- Droga. – Caroline disse alto, assim que ele afastou a mão de sua boca, ainda segurando seus pulsos, como para se controlar sua reação. – Como não quer que eu grite seu idiota? – ele sorriu, enquanto ela puxava suas mãos se afastando.
- Só quero conversar com você por um instante.
- Ao menos perguntou se eu quero conversar com você? – cruzou os braços sobre o peito.
- É sobre o programa.
- Aquele que a sua irmã está tentando roubar? – disse irônica – Vão em frente. Existe algo chamado contrato, e se quebrarem, vão ter de pagar uma multa. – deu de ombros – Talvez isso seja uma benção disfarçada.
- Só queria dizer, que não há nenhuma chance de você perder o programa. Não vou permitir. E quero deixar claro, que não fazia ideia do que Rebekah estava aprontando, até ontem a noite. Eu deixei que os produtores resolvessem, achei que reprisariam um programa ou qualquer coisa do tipo.
- Não pensou nem por um minuto que sua irmã poderia ameaça-los para ter o que queria?
- Sinceramente eu não fico tentando prever o que Rebekah fará a seguir. – disse.
- Suas explicações estão sendo cada vez menos necessárias, não acredito em você. – deu de ombros — Me deixe ir embora, antes que eu grite.
- A porta está aberta – ele disse – Aliás, se quisesse gritar já teria feito.
- O que está tentando insinuar? – ela juntou as sobrancelhas. Era difícil admitir, mas ela sabia que ele estava falando a verdade. Quando estava com ele, era uma grande luta entre ficar e apreciar o show, ou simplesmente ouvir sua sensatez e correr, e no fim era sempre a primeira opção sua escolha.
- Eu? – sorriu soltando o ar. – Eu nada, mas a sua ceninha patética com Tyler, disse muito sobre você.
- Ceninha patética? – ela abriu a boca pensando em algo para dizer. — Não tente me provocar, não vai funcionar dessa vez.
- É o que você diz, mas a única provocadora aqui. Acha que eu não percebi o que estava fazendo? – começou a ficar muito próximo, daquela forma que a fazia ficar com dificuldade para respirar, ou pelo menos manter a respiração de uma forma que ele não pudesse ter certeza que a afetava. — Vamos respeitar Tyler, não vamos? – disse baixando o tom de forma provocante, enquanto beijava o canto da boca dela. Caroline fechou os olhos e então a porta se abriu, ele havia ido embora, deixando-a para ali, com aquela sensação de frustração que nem ela sabia como lidar.
...
- Onde você estava? – Tyler perguntou quando Caroline chegou à mesa.
- A fila do banheiro estava grande – deu de ombros, pegando o copo da mão dele e bebendo o uísque aguado, devido o gelo derretido. –Podemos ir agora?
- Já quer ir embora? – ficou surpreso.
- Quero.
- Achei que estivesse se divertindo.
- E estava, mas agora quero ir pra casa. Podemos? – disse amenizando o tom, já que ele não tinha culpa nenhuma. – Vou avisar as meninas e já volto.
...
- Damon? – Elena cutucou o apresentador, que estava adormecido sobre a mesa.
- Aqui está ele – disse Alaric – Bêbado o suficiente. Vou colocá-lo num táxi.
- Como ficou preso com isso?
- Stefan precisou ir pra casa mais cedo. E eu sofro desse mal de nunca dizer não pra minha irmã.
- Lexi? – Elena riu
- É sim, ela mesma. – cutucou Damon – Dá pra se equilibrar meu chapa?
- Dois patinhos dançando mambo – Damon cantarolou.
- Do que ele está falando? – Elena perguntou.
- Eu não dou atenção pra ele quando está sóbrio, o que dirá bêbado. – riu.
- Acho que vai precisar de ajuda – a morena disse, passando o braço de Damon por seu ombro e ajudando a carregá-lo pra fora.
...
Lexi e Stefan estavam sentado em frente a mansão Salvatore. O céu não estava muito bonito, as estrelas estavam escassas, mas eles encaravam o tapete azul acima de suas cabeças.
- A noite fica difícil enxergar coisas nas nuvens. – Lexi parecia contrariada. Stefan riu – O quê? Vai dizer que é velho demais pra brincar disso?
- Eu não disse nada. – respondeu.
- Mas tenho certeza que pensou. Sabe eu acho que você ia se sentir melhor se fosse menos severo consigo mesmo.
- Por que acha isso de mim?
- Você fica ai sempre tão compenetrado. Se solta – ela estava com os pés descalços.
- Eu gosto de ser compenetrado – ele deu de ombros.
- Eu sei. Mas – puxou ele pela mão – precisa voltar a se divertir. Qual era a sua brincadeira favorita quando pequeno?
- Eu sei lá... Ok futebol americano. – disse antes que ela o acertasse.
- Bom eu não entendo disso, temos outra opção?
- Pique esconde. – respondeu.
- Pronto é isso. Vou contar até dez e você se esconde.
- Tá brincando né?
- Não – o empurrou.
- Está escuro – argumentou – Eu não vou fazer isso.
- Você é adulto, escuridão faz parte do amadurecimento do pique esconde. Vamos lá seu molenga. Um... Dois... Três... – Stefan começou a andar, perguntando se realmente estava fazendo aquilo, mas só para não decepcioná-la se escondeu. – Dez... Pronto ou não ai vou eu. – disse.
...
Na manhã seguinte Caroline se levantou, tomou banho e vestiu roupas confortáveis para ficar em casa. Ligou a TV e ficou assistindo desenhos. Ou pelo menos encarando a tela. Na noite anterior, se despediu de Tyler na porta de casa. Não tinha cabeça pra nada, querendo ou não as insinuações de Klaus faziam sentido. Ela não estava muito disposta a dançar, até ver Klaus ali. Ela fez aquilo para provoca-lo. Maldição... O que aquele cara estava fazendo com ela?
Sua mãe abriu a porta do quarto.
- Achei que ainda estivesse dormindo. Você não estava em casa ontem quando cheguei.
- Fui ao Grill, mas cheguei cedo. E não bebi o suficiente para passar mal – explicou rabugenta.
- Uma boa notícia – Liz disse – Vou a delegacia pegar alguns relatórios pra ler e estarei em casa. Vai almoçar?
- Não se preocupe eu me viro – a mãe concordou fechando a porta. Caroline resolveu sair.
...
- Cacetada – disse Damon descendo as escadas, com as mãos na cabeça que latejava. O som da musica vindo da sala só piorava a situação. – Stefan vou matar você.
- Shot through the heart and you’re to blame... Yu give love a bad name. I play my part and you play your game. You give love a bad name... – Stefan usava uma garrafa como microfone para fazer uma versão cover bêbada de Bon Jovi e rodopiava Lexi que cantarolava junto com ele.
- Posso saber o que está havendo aqui? – ele disse alto para que eles ouvissem. Lexi continuou sua dança enquanto Stefan tropeçava e se sentava em uma poltrona bebendo mais da garrafa. – Você está bêbado?
- Nâo sei, estou mamãe? – Stefan respondeu.
- Você não é engraçado. Desde quando bebe tanto assim?
- Só estou me divertindo – disse voltando a se levantar e derrubando um pouco da bebida em Damon – Foi mal – riu voltando pra Lexi.
Apesar de sua dor de cabeça, Damon não ligou para aquilo. Era bom ver seu irmão sair dos trilhos às vezes. Desde que ele ficasse longe da rua, ele não tinha problemas com aquilo. Foi para cozinha vasculhando os armários e gavetas, até achar aspirinas. Tomou duas com um copo de água. Pegou um cacho de uvas só pra não ficar sem comer. Voltou para o quarto, para tomar banho e se trocar a fim de se exercitar, recuperação de ressaca à la Damon.
...
Depois de dar quatro voltas inteiras pelo parque, Damon pediu um suco e se sentou na grama para beber, apreciando a superfície calma do lago, perturbada momentaneamente por insetos. Seu corpo não estava feliz pelo esforço, mas ele sempre fazia isso, de modo que já se acostumara. E ele se lembrou de que teria de buscar seu veículo no Grill. Levantou jogando o copo em uma lixeira, e limpando a bermuda e voltando a por seus fones. Viu Elena sentada sob uma arvore, escrevendo.
- Elena? – se aproximou.
- Damon – levantou os olhos, fechando o caderno.
- Qual é? – ele riu – Acha que vou vazar sua história?
- Quem sabe? – deu de ombros – Você está legal?
- Estou – ele se sentou.
- Como consegue depois de toda aquela bebida?
- Não sou uma menininha – deu de ombros, como se correr o risco de perder os fígados fosse algo que merecesse algum mérito.
- Estúpido – ela chamou sua atenção – pensei que Caroline estivesse exagerando sobre você. Mas tudo o que faz é beber e se esfregar com qualquer garota. E depois nenhuma delas se importa em saber como vai chegar em casa. Talvez até prefiram que você acorde numa calçada com algum cachorro lambendo sua boca.
- Qual é dessa agressividade gratuita? A vida é minha e se eu acordar em uma calçada com um cachorro lambendo minha boca, o problema é meu ok? – se levantou. – Nem sei por que vim falar com você. – voltou a andar.
- Idiota – Elena bufou irritada, jogando o caderno na grama. – Maravilha acabo de perder uma página da história. – disse observando os borrados que estavam sobre a folha que caíra aberta no chão.
...
- Eu já disse que não. – Klaus disse duro.
- Nicklaus – Esther usou sua voz autoritária.
- Não há chances dela ficar com o programa.
- Desiste Bekah – Kol falou pegando a jarra de suco – Ele está a fim da Caroline.
- O quê? – Esther fitou o filho.
- Não é nada disso – Klaus disse irritado – Não sou um tolo romântico e não estou a fim de ninguém. O fato é que temos um contrato.
- E daí – Rebekah disse. – Você viu os números. – Elijah entrou na sala do café da manhã. – Diga pra ele Elijah. – pediu.
- O que há? – o mais velho sentou-se.
- Seu irmão, não quer substituir a garota por Rebekah. – Esther disse. – Mesmo com a audiência tendo sido superior a da Forbes.
- A audiência foi um pouco acima da média, não superior a Caroline. – Klaus disse – Ninguém sabia que era você apresentando o programa aquela noite. Então não é nada sobre você.
- É muito simples – Esther ponderou – Dê a ela outra chance.
- Ela não vai voltar a apresentar o programa – Klaus disse decido.
- Nicklaus – Elijah começou.
- Não e eu já tomei minha decisão. Se não querem aceitar por bem, é simples... Eu sou o maior acionista. Aquela porcaria recebeu mais dinheiro meu do que de qualquer um de vocês. Então está decidido.
- Você está cego por aquela idiota – Rebekah gritou nas costas de Klaus, que saiu da sala jogando o guardanapo de colo. – Ai que ódio. – a garota choramingou.
- Não se preocupe eu cuido disse – Elijah confortou sua irmã.
- Larga de ser chorona – Kol disse irritado – Você nunca cresce? – Elijah já havia saído atrás de Klaus. Kol deixou as duas.
- Não se preocupe, se tem alguém que pode fazer seu irmão mudar de ideia é Elijah. – Esther disse. – Vou subir e ligar para seu pai, você deveria chamar Matt pra alguma coisa.
...
Matt estava em sua casa, no sábado só abrir o Grill de noite. Vickie acabara de sair com alguns amigos, e ele estava organizado a casa.
De: Rebekah
9:28 A.M
Matt estou aqui!!
O loiro leu a mensagem indo abrir a porta.
- Rebekah? – ele deu espaço pra que ela entrasse.
- Estou com tanta raiva. – disse se jogando no sofá.
- O que houve?
- Aquela idiota da Forbes – xingou – Virou a cabeça do Nick. E ele não quer me deixar ficar com programa.
- E por que deixaria?
- Como por quê? Eu sou muito melhor que Caroline e além do mais sou dona da emissora.
- Isso não é tão simples – Matt disse – Caroline está no comando há algum tempo. As pessoas a respeitam e gostam dela.
- O que está querendo dizer? Que não vão gostar de mim? Está muito enganado. A audiência foi ótima.
- Não estou dizendo isso. Quis dizer que se quer um espaço deve conquistar o seu e não usurpar o do outro.
- O que não vai me dizer que também é apaixonado por Caroline? – ela bufou irritada. – Vocês são idiotas ou o quê?
- Isso não vai dar certo. – ele levantou mantendo-se calmo.
- O que não vai dar certo?
- Isso entre nós. Eu gosto de você, achei que era uma garota legal, que talvez valesse a pena tentar. Mas tudo o que vejo é uma garota mimada. Você me disse ontem que não tinha culpa, que fora só pra ajudar. Mas agora eu me pergunto, se você não se aproveitou da chance que teve pra pegar o programa?
- Eu só acho que mereço isso. – ela tentou se justificar.
- Há uma grande diferença entre achar que merece e merecer. – ele suspirou – Escute Rebekah, a vida é sua, o dinheiro é seu, além de tudo a emissora é sua, como você mesmo disse. Então não temos mais o que conversar.
- Está terminando comigo? – ela disse com os olhos lacrimejando.
- Não tivemos nem tempo de começar. E sinceramente estou feliz por ter descoberto sobre quem você realmente é o que acredita, antes que continuássemos.
- Não vai encontrar alguém como eu. – ela se descontrolou – Nem meus irmãos apoiavam isso. Você não é...
- Bem sucedido? – ele completou – eu não tenho tanto dinheiro quanto a sua família. Minha carreira foi interrompida antes do que eu gostaria. Mas disponho de tudo o que preciso. Caráter – completou.
- Matt –choramingou
- Quem sabe um dia quando você entender, que as coisas só tem valor quando conquistadas honestamente. – abriu a porta. A garota pegou sua bolsa, saindo. Matt fechou e se sentou sobre o sofá. Mais uma vez, havia se permitido tentar e não dera em nada. Quantas vezes mais isso teria de acontecer pra que ele entendesse? Perguntou.
...
- Hey querido? – Miranda beijou o marido, terminando de coar o café.
- Bom dia amor – ele respondeu indo até a geladeira, pegar as ultimas coisas. – Quase tarde.
- Chegou tarde, e eu aproveitei que os meninos saíram cedo e dormi até quase agora.
- Ó sim – revirou os olhos – Você não vai acreditar em quem foi me ver.
- Quem? – Miranda colocou o café sobre a mesa.
- O Lockwoods.
- O que eles queriam?
- Souberam da festa que faremos para levantar fundos para o hospital, e vieram oferecer ajuda. – cortou o pão passando geleia.
- Isso não é bom? – Miranda abriu outro pãozinho colocando peito de peru.
- Você sabe o que penso deles. São oportunistas baratos – resmungou – A festa é só um jeito de eles fingirem que se importam, e garantirem monopólio nos próximos duzentos anos.
- Não seja exagerado – ela afagou seu braço – Talvez seja bom. Sabe que não podemos arcar com tanta despesa.
- Eu sei querida, estou gastando algum dinheiro nosso, mas o hospital precisa de uma nova ala de pediatria. O nosso espaço está caindo aos pedaços.
- Eu sei querido – ela apertou sua mão – Sabe que eu o apoio. Sei o quanto aquele hospital, os seus pacientes significam pra você. Esse seu espírito altruísta, engajado, justo foi o que me fizeram me apaixonar.
- Pensei que fosse algo com os meus olhos – brincou.
- Ah esses olhos castanhos sem graça? – provocou – Mas tem razão eu amo seus olhos, e o jeito que eles brilham quando você ajuda o mundo – riu. – Mas considerar a ajuda deles, mesmo que mínima talvez seja bom.
- Ok senhora Gilbert, vou pensar na proposta. – beijou a mão dela.
...
Notas finais
Ah eu estou me dedicando sobre essa festa... espero que vocês apreciem.
Beijos e obrigada a cada um que está comentando, continuem assim!!
Beijos
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