Always And Forever
14 Capítulo 14
Notas iniciais
De volta a Fic vários leitores novos, que tal darem as caras? Leitores antigos convido a fazerem o mesmo.
Valeu pelos comentários até aqui.
Tyler chegou em casa com sua camisa pendurada no ombro, estava bastante suado, devido ao exercício praticado dentro da sua propriedade. Foi até a cozinha, escolhendo um copo no armário e pegando a jarra de água na geladeira.
– Tyler? – Carol apareceu – Pode tirar a porcaria do tênis sujo querido? Você está sujando a casa inteira.
– Deixe o garoto. – o prefeito entrou na cozinha. Tyler revirou os olhos, Levando a jarra para geladeira, enquanto tirava o tênis e o levava para lavanderia que ficava depois da cozinha. – Filho o que acha de irmos ao futebol hoje?
– Não obrigado.
– Qual é? Pelos velhos tempos. – o homem continuou.
–Que velhos tempos? Aqueles que você fazia questão de me fazer de idiota?
– Tyler. – Carol tentou amenizar.
– Desculpa mãe, mas eu não vou cair nesse teatrinho.
– Eu ia contar filho. – o homem tentou se explicar.
– Claro que ia. – ironizou. — Vamos dividir a casa, a comida, o ar... Mas não vamos fingir que somos amigos. Porque a verdade é que não somos. – saiu da cozinha, subindo os degraus rapidamente para seu quarto.
Era complicado voltar pra casa depois de algum tempo. Era ruim saber que tudo estava estranhamente fora do lugar, e o mais difícil era que tanto ele quanto o pai eram geniosos além da conta. Não eram capazes de ceder, pedir desculpas um ao outro, o que ultimamente vinha tornando a convivência insuportável.
– Hey – Hayley entrou. – Se acalma.
– Não foi nada.
– Tudo bem, eu costumo fantasiar discussões entre você e seu pai com frequência – riu se sentando ao lado dele.
– Desculpe, aqui é sempre esse inferno.
– Talvez devesse dar uma chance a ele.
– Eu sei, — respirou fundo exalando sua frustração – só não consigo fingir que nada aconteceu. E você sabe, não posso simplesmente me fazer de filho magoado, eu estou no meio disso tudo.
– Vamos dar um jeito nisso seu fedorento – ela disse bagunçando o cabelo dele.
– Fedorento? — levantou a sobrancelha – Sou muito cheiroso se quer saber.
– Eu sei – instantaneamente ficaram sem jeito – mas não depois de uma corrida – completou. – Vá para o banho seu porco, vou dar uma volta pela cidade. – socou seu ombro e saiu.
...
Caroline entrou no Grill, só os funcionários da limpeza estavam organizando a bagunça da noite anterior. As mesas, pratos, copos e garrafas eram limpos.
– Matt já chegou? – a loira perguntou para Elisa a garota que ajudava o amigo na administração do Grill.
– Não, mas disse que você vinha. Se quiser pode espera-lo lá no escritório.
– Obrigado Elisa – agradeceu, fazendo o caminho conhecido, abriu a porta, e entrou no local, se sentando. Inevitavelmente se lembrou da noite anterior. Como Klaus a afetava com uma simples frase. Era frustrante se sentir daquela forma, mas ela não conseguia evitar.
– Car – Matt entrou no escritório, interrompendo seus pensamentos. Beijou seu rosto, indo ocupar seu lugar atrás da mesa.
– Vim me desculpar por ontem. Eu e Rebekah no banheiro – suspirou – Por sorte só havia aquela garota, e ela não contou a mais ninguém sobre nós duas.
– Tudo bem. Não vou dizer que não fiquei decepcionado, mas posso imaginar o motivo de você ter perdido a cabeça.
– Tudo bem – ela sorriu – Eu não vou continuar com isso, principalmente porque vocês parecem estar juntos. E não seria justo fazê-lo se sentir acuado ou obrigado a escolher um lado.
– Não estamos juntos.
– Eu pensei...
– Sim estávamos tentando até hoje mais cedo, quando descobri o que realmente aconteceu.
– Matt, não precisava terminar com ela por minha causa, vou acabar me sentindo culpada.
– Não se sinta – ele pressionou a mão dela – Você é minha amiga e sim eu gosto muito de você, mas você não foi o principal motivo da minha decisão – Caroline percebeu que fora um pouco egocêntrica – Essa decisão é minha. Por mim. Não quero uma garota que não possua valores básicos. Ela mentiu pra mim quando disse que não tinha nada a ver com a sua substituição.
– Desculpe, quero dizer por tudo. Eu não queria que se magoasse novamente.
– Estou bem. E, aliás, ela vai aprender cedo ou tarde, Klaus não vai dar o programa a ela.
– Não? Ele me disse isso, mas não acredito nele – não queria acreditar que ele não tinha nada ver com aquilo, se bem que aquilo a aliviava de um nó no peito, que nem mesmo ela notara que a sufocava.
– Há algo que ela me disse também. – Caroline o olhou de forma que ele prosseguiu – Algo sobre você ter virado a cabeça de Klaus. – a loira quase engasgou. – Tudo bem Car, não é como se eu fosse contar a alguém. Só queria ter certeza que você sabe que pode se abrir comigo.
Ótimo, primeiro Stefan e agora Matt. Alguém mais estava desconfiando deles? Pensou.
– É claro que sei, mas não tenho nada a ver com Klaus, ela só disse isso, porque ele não quis fazer a vontade dela.
– Eu pensei nisso também – sorriu – Eu tenho algum trabalho pela frente, além disso, vou ajudar na festa do hospital, preciso fazer alguns orçamentos.
– Ah é mesmo, Elena comentou algo. Vou deixá-lo trabalhar. – se despediu.
...
Caroline caminhou a pé, na tentativa de maximizar seu tempo longe de casa. Recebeu uma mensagem de texto avisando que a pauta do programa estava em seu e-mail, e que as gravações para o próximo programa começariam no domingo. Acessou a página do dispositivo móvel. A mensagem constituía-se em basicamente sobre a sua agenda de gravações que incluíam entrevistas com Grayson Gilbert e Meredith Fell os médicos do hospital, uma sessão de fotos e gravação de um comercial sobre a programação da RMT, e as reuniões de pauta e com os patrocinadores.
Ao terminar de ler tudo, concluiu que pelo menos por hora não estava sendo chutada da emissora.
...
Como mandava a programação o programa foi exibido na quinta-feira, com dois blocos destinados ao Hospital de Mystic Falls, o projeto da nova ala de pediatria e tudo relacionado. Caroline desligou a TV, lembrando-se de como a semana fora complicada.
A sessão de fotos havia sido feita juntamente com Damon, que sempre tinha piadinhas na ponta da língua. Era complicado confessar, mas ele podia ser engraçado e admirável, principalmente se não tivessem tido um passado pessimista juntos. Sem duvida aquele fora o ponto alto da semana, já que ainda houvera a reunião com os patrocinadores.
Dois velhos, um jovem e uma senhora, empresários de marcas diferentes ávidos para maximizar seus lucros, reuniram-se na sala com uma longa mesa, com mais de vinte cadeiras estofadas, para atormentá-la. Os números de Rebekah haviam ganhado atenção, e mesmo que a confusão sobre a troca de apresentadoras houvesse sido desfeita, eles não perderiam a chance de deixar o novo talento escapar. E para sua falta de sorte, a Mikaelson recebera uma proposta de se tornar repórter de pequenas matérias, um teste para terem certeza que ela era bem aceita pelo publico. Suas rezas mentais para que a rival achasse tudo aquilo uma grande ofensa, foram em vão. E então simplesmente ela teria de aguentar a cara de Rebekah em seu programa. Por sorte ela tinha algum crédito, o que lhe garantiu a benção de gravarem em ambientes diferentes.
Não bastasse isso, ela ainda tinha de lidar com Klaus e Tyler dividindo o mesmo espaço. Toda aquela aflição que corroia seu cérebro, quando os via juntos, conversando sobre algo. Ela prendia a respiração, esperando guardas surgirem do nada e a arrastarem para uma praça publica e a queimarem viva, mas é claro que isso era só um pensamento idiota, alimentada por sua mente pessimista.
Fato era que conseguira algo para preencher completamente sua agenda, uma desculpa perfeita par evitar encontrar-se com eles. Ela se tornou voluntária para ajudar na promoção da festa beneficente do hospital do pai de Elena.
...
Era sábado de tarde, quando as três garotas estavam reunidas na casa dos Gilberts, mais precisamente no quarto de Elena.
– Eu não acredito nisso – Bonnie disse deitada de bruços na cama para Caroline que sentada na janela e Elena na poltrona.
– Adivinha de quem foi a ideia? – Caroline mencionou.
– Sua? – Bonnie chutou.
– Não. – Elena acabou rindo do tom de Caroline.
– Carol Lockwood – Elena interviu – Foi ela que sugeriu o leilão dos solteiros.
– Bom ela tem meu voto para as próximas eleições. – Bonnie mordeu o lábio inferior de forma que Elena e Caroline se jogaram sobre ela, atacando-a com cócegas. — Imagina só, fazer caridade e ainda sair com um bonitão? Eu posso lidar com isso. – riu debochadamente, depois de se recuperar das risadas.
– Você não presta. – Caroline provocou.
– Meu pai não ficou nem um pouco feliz com a ideia. – Elena contou – Mas no fim minha mãe, acabou convencendo que seria um jeito divertido de arrecadar grana.
– E perguntou “São homem ou biscoitos?”.
– Adoro biscoitos – Bonnie brincou.
Naquela manha, os voluntários e organizadores do evento haviam se reunido para arranjar mais formas de arrecadar dinheiro, e como Grayson havia aceitado a ajuda da prefeitura, Carol sugeriu aquilo. Os solteiros seriam divididos em duas classes, aquele que seriam sorteados, e os que receberiam lances. Como prêmio, as garotas que ganhassem teriam direito a um jantar totalmente grátis em um restaurante da cidade.
– Não tão grátis, se você levar em conta que vai dar lances para arrematar o cara. – Elena ponderou.
– Vamos torcer pra que nem todas pensem como você – Bonnie disse. — Ou as crianças estarão com problemas.
– Onde vou arrumar solteiros que queiram ser leiloados, em nome das criançinhas? — Elena mordeu a tampa da caneta que acabara de recuperar.
– Daremos um jeito – Caroline disse – Você está falando com Caroline Forbes, quando eu entro em uma organização de evento, não sai nada menos do que o melhor.
...
A lista acabou ficando dessa forma:
Matt Donovan
Tyler Lockwood
Jeremy Gilbert
Alaric Saltzman
Damon Salvatore
Stefan Salvatore
Elijah Mikaelson
Kol Mikaelson
Tony Fell
Lucca Thompson
Henrico Juliet.
Nem todos podiam ser exatamente classificados como solteiros ou voluntários, já que haviam sido coagidos por Caroline, Elena ou Bonnie. O que não era o caso de Elijah, Kol, nem Damon, muito menos Stefan e Henrico. Os dois últimos membros da equipe médica do hospital.
...
Um dia antes do evento, enquanto o salão onde a festa seria organizada recebia os arranjos de flores, aparato acústico, mesas e cadeiras, copos, pratos, talheres e um pequeno palco por onde desfilariam os solteiros, as garotas foram às compras escolherem suas fantasias.
– O que acha dessa? – Caroline abriu a cortina do provador abrindo os braços e rodopiando.
– Eu gostei! – Bonnie disse.
– Você disse isso nas ultimas cinco – Caroline protestou.
– Talvez porque você fique bem com qualquer coisa – Bonnie de u de ombros. – Vou provar essas duas – mostrou os cabides, e as duas concordaram, enquanto ela escolhia um provador.
– Eu diria que você está incrível. – Elena comentou. – Eu não sei o que escolher, tem tanta coisa legal.
– Não pense muito no personagem, pense em estar perfeita. – Caroline deixou o provador indo até uma das araras de fantasias. Foi movimentando os cabides de forma que pudesse escolher alguma coisa pra amiga. – Que tal essa? – puxou uma.
– Sério? – Elena ergueu a sobrancelha.
– Anda vá provar que eu escolho um sapato pra combinar. – empurrou a escritora para o provador.
– E então? – Bonnie apareceu.
– Aqui – Caroline acenou de trás das prateleiras de calçado. – Elena qual é o seu número?
– 38 – respondeu.
– Aqui – pegou um par de botas. – E esse – pegou outro calçado – Vai ficar ótimo com essa que você escolheu – entregou para Bonnie.
– Acha que está bom?
– Perfeita querida. – Caroline riu quando Elena deixou o provador, com uma cara inquiridora. – Vamos arrasar.
– Meu pai vai nos matar, você quis dizer – retrucou.
Depois de decidirem os personagens, compraram acessórios e pagaram tudo, saindo da loja com várias sacolas. Almoçaram em um restaurante e se despediram.
...
Notas finais
Próximo tem Festa o/ Espero que gostem...
Gente eu não sei o que tá acontecendo, mas tenho deixado passar alguns erros idiotas. Depois quando eu vejo fico irritada, mas espero não ter errado tanto aqui. Prometo revisar mais os próximos.
Beijos
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