Always And Forever
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Eu revisei fazendo mil coisas, se algo estiver desconexo relevem se der pra entender.
Caroline chegou em casa com medo ou expectativa de encontrar Klaus em seu encalce. Mas isso não aconteceu, adentrou em seu quarto tentando ordenar seus pensamentos, seus olhos ardiam e sua cabeça parecia no meio de um furacão. Ouviu o telefone tocar repetidamente, mas ignorou. Não estava pra ninguém. Principalmente se esse alguém fosse Tyler.
Como o enfrentaria? Estava arrependida? – as perguntas preenchiam sua mente.
Não estava. Não em relação ao beijo pelo menos. Mas como separar as duas coisas? Ele era o dono do beijo. E era errado. Porém os olhos dele após o beijo ocupavam suas lembranças. Sim aqueles olhos misteriosos, aquele jeito encantador, aquela boca...
– Pelos céus o que estou fazendo? — Foi até a penteadeira apoiando suas mãos. Respirou fundo tentando afastar os pensamentos, finalmente fitou seu reflexo viu a garota... A garota que não só beijara, mas gostara do beijo do inimigo. O cara que estava atormentando a vida do seu namorado.
Uma semana atrás dissera a Tyler que o amava.
Podia duvidar disso agora? Podia negar-se?
– Não você não pode! – disse com o dedo apontado para o espelho.
...
Uma noite de sono costumava ser o remédio perfeito ou uma solução temporária, mas quando Caroline acordou topou com Stefan na porta do quarto com os braços cruzados.
– Sua mãe me chamou. – ele explicou soltando os braços e caminhando até a cama dela, que se ajeitou sobre os travesseiros. – Você estava febril.
– Ótimo. – Caroline soltou o ar.
– Anda passando por muito estresse Car. Acho que deve tirar uma licença e cuidar da alimentação e tomar isso caso a febre volte. – apontou a by Text-Enhance\">receita.
– Não posso tirar uma licença.
– Não sou o Stefan amigo – expos – Sou o Stefan médico. Preciso que se cuide, sabe que me preocupo com você.
– Eu sei, mas estou bem eu juro.
– E eu sou o médico – piscou – Estou indo para o hospital, tem meu numero se precisar. – beijou o topo da cabeça dela. Indo para porta – Caroline alguma coisa está te preocupando? – voltou – Sabe que pode me contar.
– Não – disse alarmada – Não. – diminuiu o tom. – Estou bem, eu sei que posso e eu sempre conto tudo pra você.
– Tudo bem. Só queria ter certeza – disse saindo desconfiado.
Caroline jogou sua cabeça contra a parede praguejando o ato em seguida. Fitou o teto... Uma licença era um bom jeito de evitar Klaus. No entanto quem garantia que ele seria discreto? E Se ele contasse para alguém. E se Tyler descobrisse? Provavelmente ele faria questão de contar, esse era o provável motivo de tê-la beijado. Ele esfregaria na cara dele, só mais uma forma de mostrar quem mandava.
– O meu estresse não vai embora tão cedo. – pegou um dos travesseiros sufocando-se.
...
A segunda-feira levou os Mikaelsons de volta a emissora, Klaus estava centrado em seu computador quando seus irmãos entraram. Ele levantou os olhos de suas ocupações, apoiando o queixo na mão.
– Uma licença? – Klaus observou Elijah que acabara de contar sobre a ausência de Caroline.
– Duvido que realmente esteja doente – disse Rebekah.
– Já posso ir? – Kol intrometeu-se.
– Não faz meia hora que chegou. – Elijah disse repreendendo o caçula.
– É mais do que posso suportar. – mencionou apertando ritmadamente uma bolinha, que Klaus tomou de sua mão.
– Que faremos em relação ao programa dessa semana? – Rebekah falou.
– Os produtores decidem – Klaus concluiu, tentando encerrar o assunto e se livrar deles.
– Muito bem. – disse Elijah estudando a expressão do irmão, que agora estava de pé, observando algo através da janela. — Rebekah mamãe está esperando por você. Kol você pode levá-las?
– Por que eu? – levantou da cadeira onde estivera largado.
– Pare com o drama, se não for com elas vai by Text-Enhance\">trabalhar aqui. O que prefere?
– Vamos lá Bekah. – saíram. Quando a sala estava vazia, Klaus passou a mão pelo rosto voltando a mesa. Antes de se sentar viu que seu irmão continuava ali.
– O que foi?
– Há algo que queira perguntar?
– Sim há. Por que ainda está aqui? – Elijah riu colocando as mãos no bolso.
– Esse é o endereço dela. – tirou o cartão do bolso e estendeu. Klaus olhou o papel, rindo com desprezo. Elijah negativou com a cabeça e o colocou sobre a mesa, deixando a sala.
...
Mais tarde no mesmo dia, Klaus chegou em casa. E essa estava vazia, pelo menos no que dizia respeito a sua família. Subiu direto para seus aposentos, afrouxando a gravata e jogando o paletó em cima da cama. Foi até o banheiro anexado a seu quarto, abrindo o chuveiro para que esse se aquecesse, enquanto se livrava das roupas. Tomou um banho prolongado, a fim de liberar a tensão que seu corpo estava sentindo. Finalmente encerrou de volta ao quarto, vestiu um moletom folgado e permaneceu sem camisa. Cansado de trabalhar, resolveu assistir algo na TV. Ligou o aparelho localizado em uma das paredes do quarto, a RMT estava conectada, e um compacto com a apresentação das principais atrações do canal era exibida. Caroline surgiu entre eles, foi apenas um segundo – tempo mais que suficiente para trazer tudo de volta.
Depois fuga dela, Klaus refugiara em seu quarto. Distraindo-se com música, essa era uma das armas que afugentavam os fantasmas dele, pelo menos por hora. Ele não era do tipo que se lamentava por uma rejeição. Ele superava com muita facilidade qualquer dessas provações, que vez por outra cruzavam seu caminho. Mas a verdade que a noticia da licença de Caroline, o havia pegado desprevenido. Seria uma desculpa para não vê-lo? Ela não parecia tão fraca a esse ponto. Ou ela realmente estava doente? E se estivesse?
Preocupação – essa palavra o definia. Klaus pegou seu paletó, revirando o bolso a procura de algo. Sim o papel para onde transcrevera o endereço que Elijah lhe deixara. Era simples ele só precisava ir até lá.
Esther entrou no quarto. Por instinto ele escondeu o papel.
Esther sorriu como se conhecesse seu segredo o suficiente. Caminhou até perto dele, que curvou a cabeça.
– Toalha molhada sobre a cama – puxou-a – Roupas jogadas e escondendo coisas da mamãe... Tão adolescente Nicklaus. Vim ver se vai jantar conosco?
– Não. Eu pretendo sair.
– De moletom e peito nu? – ponderou – Você é quem sabe – saiu.
...
Liz estava carregando seu café expresso, recém-trazido por um dos policiais que começaria o plantão. Quando entrou na sala sentando-se atrás de sua mesa, onde relatórios de investigações aguardavam por sua atenção.
– E então como está Caroline? – Tom um velho amigo da policia questionou.
– Está amanha acordou febril, tive de chamar o médico para vê-la.
– Acho que ela vive sobre tensão. — o velho disse. – Toda essa coisa de ser celebridade, o filho do prefeito, as obrigações e o pai.
– O que está insinuando Tom? – a xerife lançou um olhar para ele.
– Só quero dizer que você deveria dar um tempo a ela pra variar.
– E eu só queria dizer que você deveria ter começado sua patrulha há cinco minutos – Liz olhou seu relógio. E Tom bateu continência rindo.
– A senhora manda. – saiu deixando Liz olhando o aparelho telefônico fixamente.
...
Caroline desligou o celular e o deixou cair sobre suas pernas. Sua mãe acabara de ligar.
“Eu amo você, mesmo que nunca saiba demonstrar isso. Espero que esteja melhor. Nos vemos pela manha.” Era estranho, ouvir qualquer coisa parecida. Liz não era uma mãe terrível, só era uma mulher que aprendera a lidar com tudo, e isso lhe sugava qualquer tempo ou vontade de ser amistosa. Todos seus gestos vinham carregados de cuidado e proteção. Mas nem sempre é fácil ficar lendo nas entrelinhas.
Estava absorta em seus próprios pensamentos, quando ouviu alguém bater a porta. Vestindo uma camiseta e correu até a porta, arrumando os cabelos com os dedos. Quando a porta se abriu, viu Tyler.
– Hey – ele ensaiou um sorriso.
– Hey – ela estava ainda mais sem graça.
– Eu soube que não estava bem. E não atendeu minhas ligações, achei que deveria passar, mesmo que seja apenas pra que você me mandar embora. – ela sorriu sabendo que continuar evitando só pioraria as coisas.
– Na verdade e bom tê-lo aqui. – estendeu sua mão o puxando e fechando a porta. Se ela tivesse permanecido um minuto mais, teria visto um carro estacionado na esquina, com o vidro aberto. A escuridão submergia o automóvel e seu condutor, que de dedos travados sobre o volante observava sua garota levar outro pra casa. Respirou fundo concluindo que aquilo era loucura. Subiu o vidro, ligando o carro que pegara de Elijah saindo dali.
...
Na manha seguinte Elena estava se alongando nas barras próprias de exercícios no parque. Quando foi surpreendida por Damon. Ela quase saltou quando ele colocou a mão em sua cintura, e ajeitando seu braço.
– Pode ficar com dores se não fizer isso direito. – ele sussurrou fazendo-a se arrepiar.
– Muito obrigada. – disse com esforço – Posso saber o que faz aqui?
– Eu preciso de uma autorização para circular em ambiente publico? – questionou irônico
– Tem razão – riu, pegando sua garrafinha do chão.
– E você? Quer me contar o que está fazendo?
– Esperando a Car.
– Ela não está tipo doente?
– Ela só está de licença por estresse. E o que pode ser melhor do que exercício físico para afastar esse problema?
– Tem razão. Anda acompanhando o programa? – questionou ajudando-a a continuar com o alongamento.
– Não se ache Salvatore – sorriu descontraída. – Eu sou ocupada demais para ver você pagar de entendido nos esportes e todas essas coisas masculinas.
– Então você anda vendo. – deduziu, fazendo-a fazer um bico descontraído.
– Devo ter passado os olhos em algum momento.
– Sei. – riu – Acho melhor eu ir embora, sua amiga estressada vem vindo ai e eu não pretendo ter problemas. – piscou voltando a correr.
...
Caroline e Elena estavam em um quiosque depois de correr uma pequena maratona.
– Você o quê? – Elena quase engasgou, pegando um papel para limpar o suco que havia derrubado.
– Eu não vou repetir – deu de ombros – Só precisava contar para alguém, antes de explodir.
– Você beijou seu patrão? – disse alto.
– Por favor, corra até o jornal mais próximo e faça um anuncio de capa!
– Desculpe – baixou o tom – Eu só acho isso... – alargou um sorriso safado.
– Elena – Caroline bufou – Eu acho que você gosta de Klaus.
– Eu nem o conheço – ela se defendeu – Tudo o que sei vem de você e de Damon e sinceramente você parece sentir algo por ele.
– Eu? Está louca? Eu só sinto... Sinto... Ódio.
– Não quis dizer amor exatamente. Mas uma atração forte sem dúvida. Prova disso é o beijo.
– É isso que está me matando. – escondeu o rosto nas mãos. – Por que eu estou me sentindo assim? Eu não deveria. Tenho mil motivos para isso.
– Responda uma coisa. – assentiu – Se pudesse vê-lo agora o que diria?
– Eu? Eu diria que o odeio e que ele não pode simplesmente chegar e estragar a vida de todo mundo. Quero dizer ele...
– Acho melhor dizer isso direto pra ele. – Elena olhou além dela.
– O quê? – pausou seguindo o olhar dela. Quase se escondeu sob a mesa. Klaus estava andando pelo parque, ainda que suas roupas fossem sérias para o local. – Eu preciso sair daqui – disfarçando e saindo.
– Pare de ser criança – a morena advertiu – Se acha que isso foi idiotice, se odeia tanto a ideia ou a realidade de tê-lo beijado apenas vá até ele e mande-o deixá-la em paz. – Caroline a encarou confusa – A menos que tudo que esteja me dizendo não seja mais do que palavras vazias.
– Certo você venceu. – disse por fim, ajeitando o cabelo – E por isso paga a conta – piscou descendo a ladeira atrás de Klaus.
...
O presidente da RMT estava apoiando no cercado que limitava o acesso ao lago. Havia procurado um refúgio para aliviar sua mente. Era estranho que estivesse tão perturbado, mas a verdade que não se concentrava em muita coisa desde dia anterior. Sua vontade era socar Tyler e mandá-lo desaparecer da vida dela, depois de contar sobre o beijo. Mas isso provavelmente anularia suas chances com ela. Além do mais ele era cavalheiro demais para fazer tal coisa.
– Klaus Mikaelson precisamos conversar. – Klaus se surpreendeu por ouvir a voz dela
– Caroline – a olhou – Conversar?
– Não aqui. – comentou ciente da plateia. – Me siga. – disse saindo.
...
Minutos depois Caroline entrou em casa, e Klaus estacionou o carro, seguindo-a.
– Entre – ela disse quando ele apareceu na porta.– Acho que precisamos conversar.
– Sobre? – transpareceu casualidade, pegando um porta-retratos onde ela estava vestida de líder de torcida entre as amigas.
– Como sobre? Você sabe do que estou falando. – tomou o quadro da mão dele. Que sorriu a irritando mais ainda.
– Seja especifica. – disse sentando de forma aconchegada.
– Você gosta de me irritar não é mesmo – esbravejou – Escute aqui, se pensa que vai me envolver em seus joguinhos de sedução, só para importunar Tyler, você não vai. O que aconteceu entre nós... Para ser clara – gesticulou – O beijo, não passou de um nada. Se contar a alguém negarei até a morte. E quer saber eu odiei. E sabe o motivo? Eu odeio você. Odeio tudo que está ligado a você. Porque você é arrogante e acha que pode confundir as pessoas. – seus argumentos pareciam mais desconexos a cada momento.
– Então quer dizer – se levantou – Que meus joguinhos de sedução não lhe comovem – deu um passo na direção dela – Realmente aconteceu algo entre nós... – outro passo – E você me odeia e eu a confundo.
– Eu não disse isso – tentou recuar, mas caiu no sofá oposto. Klaus sorriu presunçoso.
– O que fizemos não tem nada ver com Tyler – disse se afastando de costas pra ela – Eu não perco meu tempo com ele. Ou com qualquer outro.
Caroline se levantou girando-o pelo ombro, pronta para acertá-lo em cheio no rosto. Mas ele deteve seu braço no meio do percurso.
– Não ouse fazer isso – travou os dentes.
– Me solta – disse raivosa.
– Você quis aquilo tanto quanto eu. Não aja como se fosse vítima. Aliás, já contou a ele sobre nossos beijos? – continuou segurando-a, mesmo que ela tentasse se livrar.
– Não houve beijos...Foi apenas um.
Klaus levantou o canto dos lábios em um sorriso perigoso, desestabilizando Caroline. Enquanto sua mão se adequava a curva lombar dela, a outra subia perigosamente para sua nuca, enquanto a aproximava seu rosto do dela. Mesmo que de forma instintiva, Caroline observou os lábios deles, que logo estavam sobre os seus. E então os instintos eram quem ditavam as regras. Era difícil pensar em algo enquanto Klaus dominava seus sentidos, pensou a loira que já se esquecera de todos os protestos e discursos. Inesperadamente os cabelos dele entre seus dedos era a melhor sensação do mundo. Seu corpo contra o dele, seu cheiro, tudo era incrível.
Ele se afastou ainda segurando o rosto dela.
– Agora são dois – sorriu de forma maléfica.
...
Notas finais
Gente tem outros casais na Fic, apesar do principal ser Klaroline. Então sim eu irei escrever sobre eles.
Continuem comentando tá?!
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Alguns dos meus maridos estão chegando ao Brasil. Ai meu coração \o/
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