Notas iniciais
Antes de começar AaF, eu me perguntava "Alguém vai gostar? Vão comentar? E recomendar?" Aos poucos eu to recebendo a resposta.
Então meu muuuito Obrigada :)

Elena e Serena valeu por gostarem da história e recomendá-la. Fiquei tipo "Não creio" quando vi. Valeu mesmo.

Dedico esse capítulo pra vocês :)

Klaus encarava Caroline, de forma divertida. Mas a verdade era essa, ele estava se divertindo. O rosto dela confuso misturado à raiva estava engraçado. Seu sorriso abriu ainda mais, quando ela lançou uma almofada em sua direção, e no mesmo instante alguém bateu a porta. Como bom provocador que era, jogou-se sobre o sofá, dando a entender que não sairia dali. A loira olhou ainda mais irritada, dando um passo em sua direção e depois outro para porta. Estava claramente sem saber o que fazer. Klaus observou enquanto ela abria a porta minimamente e saia pela brecha. Ele soltou o ar pelo nariz, deleitando-se.

Ela estava tentando escondê-lo.

Ele não sabia exatamente o porquê, mas de repente irritá-la era uma das suas atividades favoritas. Que só perdia para beijá-la. Ele se levantou, dando uma ultima olhadas nas fotos, uma em especial e então caminhou até a porta, girando a maçaneta. O cara que conversava com a loira, pareceu chocado ao vê-lo. E ele deu pouca importância.

– Adeus Caroline. Estimo melhoras. – disse passando pelos dois e indo pegar seu carro. O homem lhe fitou ao longe. E ele colocou seus óculos e deu partida, sentindo uma estupida felicidade. Quando estava ao longe sua cabeça pareceu dar um estalo.

...

Constrangida, era essa a palavra que Stefan usava para descrever Caroline. Assim que ela abriu a porta para ele, percebeu que havia algo de errado. E esse “algo errado”, tinha nome e sobrenome, Nicklaus Mikaelson. Por mais que houvesse ouvidos explicações, ele não se convencera. Klaus não estava ali para “estimar melhoras”, disso o médico tinha certeza.

...

– Então Jer como foi hoje? – largou o computador, onde se ocupava em escrever seu livro.

– Bem – disse se jogando sobre o sofá, enquanto sua mochila caia ao chão.

– Bem – repetiu – E Alaric? Como andam as coisas com ele?

– Normais. – deu de ombros fechando os olhos.

– Jeremy Gilbert – Elena o cutucou – Pode colaborar um pouco? – o caçula abriu os olhos se ajeitando no sofá, para que a irmã sentasse.

– Está a fim do meu orientador?

– Você não enxerga um palmo na frente do nariz não é? – revirou os olhos – Eu não, mas Jenna sim.

– Tia Jenna e Alaric? – ele sorriu.

– Vamos Jer – Elena riu – Imagine só que maravilha se Alaric arrastar tia Jenna pra cá?

– Tem toda razão. Vou ver o que posso fazer.

– O que pretende fazer? – Elena arregalou os olhos.

– Sondar ele.

– Ah Jer você sabe fazer isso sem parecer intimidador?

– Eu sou fera nisso. – fez um bico.

– Espero que não tanto quanto é observador. – provocou. Jeremy mostrou a língua pegando sua mochila, enquanto Miranda aparecia.

– E então? – estava na expectativa.

– Não descobri muito. Mas quem sabe dê certo.

...

Damon abriu a porta de casa se livrando da jaqueta e pegando a garrafa de bebida, enquanto se jogava no sofá. Então acertou o chão em cheio, depois de se assustar com o aparecimento repentino de Stefan.

– Qual o seu problema de se comportar como um vivo? – ele se levantou jogando um pequeno enfeite que espatifou na parede perto de Stefan.

– Eu não tenho culpa de você ainda achar que mora sozinho. Vai limpar isso depois. – deu de ombros indo até as bebidas, Damon observou os gestos dele até que se sentasse numa poltrona encarando o gelo dentro de seu copo.

– Qual é desse bico baby? – provocou, fingindo não se importar.

– Nada. – deu de ombros.

– Aham, deixe me ver – ponderou — Você quis roubar o pirulito das crianças que vão a pediatria, e te pegaram no flagra? – Stefan riu, e Damon estranhou. — Você nunca ri das minhas piadas.

– A maioria delas não tem graça. – retrucou

– E não me diga que você escolheu justo essa pra gostar. Anda, me conta. – socou o ombro dele, que derrubou um pouco da bebida sobre a calça.

– Já disse que não é nada. Mas me conta como andam as coisas lá na TV?

– Normais – foi a vez de Damon ser econômico.

– Continua se maquiando? – Stefan provocou olhando para longe, como quem não quer nada.

– Com maquiagem ou sem eu posso partir a sua cara – o tom divertido dominava a conversa – Além do mais, nem de jaleco você seduz mais que eu.

– O que tem a ver meu jaleco com sedução?

– Você sabe, garotas adoram fardas, jalecos, mistérios e bad-boys.

– Se você diz não vou discutir. E os Mikaelsons? – levantou indo ligar a TV.

– Eu prefiro ficar longe deles, a maior parte do tempo. – deu de ombros levantando – Rebekah é o tipo de garota linda e maluca. Pior um pouco do que Caroline. Elijah é muito culto.

– Você adora se fingir de culto. Já vi você em ação uma meia dúzia de vezes.

– Há uma diferença em ser culto de verdade. Elijah é o tipo de cara que se arrancar seu coração, você se vê na necessidade de dizer obrigado. – riu

– E os outros? – Stefan perguntou.

– Klaus é tipicamente rei. Ou se acha um – desdenhou – Enquanto ao menor eu sei lá. Mas chega dessa conversa “como foi seu dia”. – virou a garrafa na boca – Amanha vou correr cedo – virou os olhos – De noite vamos ao Grill.

– Vamos?

– Não sei se lembra de que é médico, não monge. Então finja ao menos uma vez na vida que é divertido.

– Irresponsável – você quer dizer – Beber até cair não é sinônimo de diversão pra mim.

– Então cumpra sua tarefa de responsável e não me deixe dirigir na volta – piscou saindo.

...

Caroline tinha uma longa lista de coisas que a irritavam. E “fazer nada”, era uma delas. Estava trancafiada em casa, depois de checar a resposta dos produtores do programa, que dizia que estava tudo sobre controle resolveu arrumar suas coisas. Começou organizando seu guarda-roupa, penteadeira e cômoda. Tirou roupas que não serviam e separou para doação, encontrou peças antigas que nem se lembrava da existência. Seu espirito de arrumação estava tão forte, que até mesmo os armários da cozinha ao fim da tarde terminaram arrumados.

– Caroline? – Liz encontrou a filha entre alguns sacos usados pra dispensar o lixo.

– Hey mãe – sorriu exausta.

– O que significa isso? – olhou em volta desprendendo o cinto com a arma.

– Resolvi me livrar de algumas coisas.

– Pensei que estivesse se mudando – sorriu – Eu preciso de um banho e algumas horas de sono. Vou trabalhar a noite.

– Acabou de chegar – Caroline disse.

– Mas tivemos um caso importante, então alguns sacrifícios serão necessários caso queiramos pegar os culpados. Por que não toma um banho e termina tudo amanha? Aliás, você deveria sair pra se distrair.

– Estou bem Xerife – Caroline piscou. Liz balançou a cabeça e saiu pulando os obstáculos, indo para o seu quarto.

Bem não era exatamente o sinônimo de como Caroline se sentia. Nunca agradecera tanto por Tyler estar ocupado, como nos últimos dias. Sinceramente ela andava sem cabeça para qualquer coisa. Ela precisava arranjar um jeito de ajudar Tyler a se livrar de Klaus, e consequentemente ficaria livre dele.

De: Elena

05:51 P.M

Hey Car, eu, Bonnie e Jer vamos

Pegar um cinema hoje. Quer vir?


Para: Elena

05:54 P.M

Há Há

Estarei lá. Só me mande o horário.

Seguir o conselho da mãe parecia uma boa opção naquele momento. E Caroline resolveu ir se arrumar.

...

Ir ao Shopping sempre deixava Caroline de bom-humor. Certo era que sempre encontrava alguém pedindo autografo e fotos, mas isso não a incomodava. Ela não era uma grande estrela, provavelmente não seria reconhecida se saísse de Mystic Falls, no entanto não se lamentava por isso. Acordou sentindo-se bem, vestiu suas roupas de corridas, para encontra Elena e Bonnie no parque. A ultima parecia animada em ter companhia para se exercitar.

A loira estacionou o carro numa vaga disponível, pegando seus fones, celular, garrafa com água. Passou o casaquinho leve pelos ombros e desceu ativando o alarme Cuidara de sua aparecia um pouco mais, não queria correr o risco de encontrar alguém no parque com vontade de tirar uma foto, onde apareceria monstruosa. Caminhou até o ponto de encontro, fez seu alongamento, aqueceu e nenhum sinal das garotas. Mandou uma mensagem para cada e resolveu aguardar.

– Desolada ex-apresentadora? – Damon disse perto dela.

– Por que eu não posso passar um dia sem que me atormente? – ela bufou, enquanto Damon ria.

– Eu sei que tem sentido minha falta – ele provocou. – Eu vi você aqui abandonada, e pensei em impedir qualquer ato de loucura.

– Do que está falando? A única loucura que posso cometer é espanca-lo.

– Sempre adorável – riu – A verdade é que eu fiquei pensando, Rebekah realmente pode ser boa. Um pouco mais de pratica e ela ficara melhor.

– Ok guarde suas experiências sexuais pra si.

– Não era exatamente disso que eu estava falando – deu de ombros. – Eu vou terminar minha corrida, tenho muito que fazer.

– Aquele não é o Damon Salvatore? – uma garota apontou e Damon virou para olhar.

– Em carne e osso – ele sorriu pra ela, que quase teve um ataque cardíaco. Caroline revirou os olhos, Damon era um tremendo idiota, principalmente com ela. Mas não podia negar que ele era incrivelmente encantador, tratando seus fãs e suas admiradoras com uma simpatia invejável. – Vai ficar ai ou vai me cumprimentar? – ele questionou abrindo os braços de forma teatral. A garota não pensou duas vezes, correu até ele lhe abraçando. Ele deu um beijo estalado na bochecha dela. A mãe correu pra bater uma foto, e depois pediu um autografo que foi assinado na camisa que a menina.

– E você é Caroline – a mãe reconheceu a loira, que se sentia invisível até aquele momento – Vamos Sandra tire uma foto minha com eles. – a mãe entregou o celular pra filha, Caroline se ajeitou de um lado, a mulher no meio e Damon no outro. – Não importa, eu nunca vou gostar de outra apresentadora, tanto quanto gosto de você. — Depois as duas saíram completamente sorridentes e soltando gritinhos abafados de entusiasmo.

– Adeus Barbie – Damon se despediu

– Salvatore – Caroline chamou confusa – O que ela quis dizer com isso?

– Desde quando eu sou seu tradutor? – ele sorriu cínico – Pare de inventar desculpas para continuar me segurando aqui – prendeu o nariz dela, entre os dedos – Tchau – cantarolou voltando a colocar os fones e correr.

– Filho de uma... – pegou seu celular que apitava dentro do bolso, lendo a resposta das meninas.

...

Depois do atraso das duas, elas correram um pouco menos do que o pretendido, se despediram combinando de se encontrarem no Grill pela noite. Caroline passou no mercado, comprou algumas coisas para fazer seu almoço, desceu do carro e encontrou sua vizinha pendurada na cerca.

– Está tudo bem Forbes? – a senhora perguntou.

– Sim senhora Tanner – respondeu sorridente.

– Se você diz. – sorriu.

– Vou entrar – Caroline disse confusa e justamente para se livrar dela – Tenha um bom dia.

– Igualmente – a velha desejou. Caroline abriu a casa, guardou as coisas que não usaria, deixando o que faria no almoço do lado de fora. Tomou um banho, se livrando do suor, e prendendo os cabelos. Resolveu entrar na internet. Abriu seu e-mail reservado para os expectadores do programa e a caixa estava lotada.

“O quê aconteceu com você? Espero que esteja de volta. Ela pode ser boa, mas prefiro você.”

“Não me diga que abandonou o programa?”

“Foi demitida?”

“Foi bom tê-la no comando do meu programa favorito por esses anos. Espero que tenha sucesso nos seus próximos projetos e não suma.”

Esses foram trechos de e-mails que saltaram aos olhos da apresentadora.

– Alô April – Caroline disse assim que a assistente da emissora atendeu.

Achei que ligaria – seu tom de sarcasmo estava presente.

– Posso saber por que diabos minha caixa de e-mail está cheia de pessoas pensando que eu abandonei o programa, ou dizendo que vão sentir minha falta e sei lá mais o quê?

O show não pode parar. – comentou – E outra, ela é dona e manda em nós.

– O que quer dizer com isso? – quase gritou torcendo pra que não fosse o que estava achando.

Caroline me erra ok? Você foi quem nos deixou na mão. Semana que vem esteja de volta e isso não acontecerá – desligou sem mais.

A loira digitou o site de buscas e encontrou o vídeo do programa. Rebekah Mikaelson desfilando em seu palco, ocupando sua poltrona, seu espaço. Forbes baixou a tela do notebook com violência. Aquilo não ficaria assim.

...

Notas finais
"Que comecem as disputas" hashaus

Salvatores *_*

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