Notas iniciais
Hey Obrigada pelos comentários... Novo capítulo!

Caroline pegou um táxi até a delegacia, mesmo que sua vontade fosse ir pra casa e se isolar do mundo, naquele momento ela tinha muito que fazer! Pagou a corrida, descendo do carro. Cumprimentou alguns polícias que estavam no estacionamento onde as viaturas estavam posicionadas, além de uma BMW Conversível prata. Passou pela recepção, alguns policias comiam rosquinhas.

- Hey mãe! – bateu na porta da sala dos xerifes.

- Entre! – Caroline abriu a porta vendo xerife fazendo um relatório. – Qual o problema? – ela levantou os olhos dos papéis.

- Vim buscar a lista da segurança, preciso anexar todos os últimos detalhes hoje, porque depois não terei muito tempo!

- Se não deixasse tudo pra ultima hora! – Liz criticou pegando uma pasta de papelão, tirando duas listas de dentro – Aqui estão!

- Obrigada! – Caroline disse escondendo a irritação.

- Caroline Forbes! – ouviu seu nome ser gritado ali perto. Virou-se apressada seguindo a voz.

- Kol? Kol Mikaelson? – juntou as sobrancelhas, caminhando até ele.

- Nunca estive tão feliz em vê-la! – ele sorriu.

- O que está fazendo na delegacia?

- Uma bobagem!

- Dirigiu acima do limite em uma rodovia movimentada, estava sem cinto de segurança, e tentou fugir quando solicitamos que encostasse o carro. – a policial Travor contou.

- Eu não achei que fosse comigo! Querida! – puxou a mão de Caroline afagando-a. – Pode pagar a minha fiança?

- Não tem dinheiro pra arcar com sua fiança?

- Eu me esqueci de pegar a carteira!

- Já pensou em ligar para seus irmãos? – disse obvia.

- Não quero que Elijah saiba disso! Nicklaus disse que não vem!

- Ah claro! Sinto muito, mas eu não tenho grana pra gastar com uma fiança! Além disso, tenho muito o quê fazer! – ela disse mostrando as listas.

- É um empréstimo Caroline! Eu vou devolver! Podemos sair daqui direto pra casa, e eu devolvo!

- Certo! – disse vencida, pegando sua carteira dentro da bolsa – Quanto é a fiança dele?

- Mil dólares de fiança, mais quinhentos para liberar o veículo! – Loide disse depois de consultar a ficha dele no computador.

- O quê?

- Vamos Caroline eu devolvo!

- É bom mesmo! – ela disse decisiva puxando as notas – Esse dinheiro nem é meu! Eu estava indo a floricultura comprar os enfeites da festa – deu o dinheiro para mulher, que fez a contagem – É bom que me devolva! – o pegou pela gola.

- Aqui! – a mulher disse de trás do balcão, esticando o formulário que deveria ser assinado. Caroline soltou a gola dele, e assinou a papelada e ele fez o mesmo em seguida. A mulher levou a papelada para Liz assinar e logo ele estava liberado.

...

- Eu podia ter vindo dirigindo. – Kol disse abrindo a porta do carona do carro.

- Ah obrigada, mas eu não quero ser presa por sua falta de responsabilidade. – ela disse seguindo-o para mansão.

- Pare de drama Caroline – Kol desdenhou entrando na casa e deixando a porta aberta para ela. – Minha carteira está lá em cima. Eu volto num segundo. – Caroline ficou na sala esperando por ele, quando foi surpreendida pela entrada de Rebekah e Elijah.

- O que está fazendo aqui? – exigiu explicações.

- Eu só... – não pode concluir sua explicação.

- Invadiu minha casa sem autorização? – não era uma pergunta – Dê o fora daqui! – apontou a porta – Porta da rua é serventia da casa. – usou as palavras de Caroline.

- O que está havendo aqui? – Elijah entrou. – Caroline?

- Desculpe, mas eu estou aqui com seu irmão Kol.

- Com Kol? – Caroline estava tentando decifrar o tom usado por ele.

- Não! Eu quero dizer que eu paguei...

- Ela veio pegar esse livro – Kol disse entregando um volume antigo na mão da loira, que o fitou confusa. – Eu disse que era um clássico! – continuou seu teatro – Pode levá-lo e devolva apenas se conseguir não se apaixonar. – ele sorriu. – Vem eu a levo. – ele sorriu pegando a chave dela e passando pela porta.

- Eu... Vou... Adeus! – a loira saiu seguindo Kol. – O que foi isso?

- Não quero que Elijah saiba! – ele disse – Ele sempre tem um sermão, quando faço as coisas erradas.

- Suponho que isso seja recorrente!

- Eu não tenho culpa de ser espontâneo!

- Ok – a loira passou as mãos pelos cabelos, abrindo o livro e vendo o dinheiro ali – Só preciso de uma carona até a floricultura, depois ponto final.

...

- Isso não foi estranho? – Elijah observava Kol manobrando o carro.

- Eu só sei que aquela garota vai me pagar caro!

- Pode ao menos uma vez, deixar de pensar em si mesma e olhar em volta? Há algo de errado com Kol e você está falando sobre suas picuinhas Bekah. – Elijah a deixou sozinha.

...

Já era noite quando Klaus chegou em casa. Kol havia estacionado o veiculo na garagem e Elijah preparava o jantar, enquanto Rebekah assistia um programa na TV.

- Você não consegue ficar fora de confusões? – Klaus apontou Kol – Posso saber como conseguiu se safar? Aliás, porque estou perguntando – disse pra si mesmo – Aposto que Elijah o salvou como sempre.

- Do que está falando Nicklaus? – o mais velho apareceu com um guardanapo pendurado no ombro.

- Esse irresponsável, pegou o carro que eu havia reservado par uso pessoal, saiu por ai brincando de piloto, e foi pego pela polícia.

- Polícia? – o tom de Elijah subiu.

- Não foi nada irmão – Kol tentou contornar a situação. – E olhe só eu já estou em casa, o carro está inteiro. Não há nada com o que se preocupar!

- Quem pagou sua fiança? – Klaus questionou.

- Fiança? Quer dizer que ficou preso? Mas é claro, aquele teatro todo com a garota, eu nunca vi você ao menos ler um livro.

- Que garota? – Klaus se intrometeu.

- A vadia da emissora – Beckah se intrometeu – Elijah estou com fome!

- Já está quase pronto! – o mais velho voltou pra cozinha – Vamos ter uma conversinha ouviu Kol?

Kol revirou os olhos, olhando Klaus de forma cortante e afundando no sofá.

- Não pode ao menos uma vez me dar cobertura? – indagou irritado.

- Não pode ao menos uma vez largar de bancar o idiota? – Klaus devolveu.

...

Caroline estava cansada e com os pés doloridos, preparou um lanche, indo até a sala onde seu notebook estava ligado. Ligou a TV para acompanhar o noticiário, enquanto respondia os e-mails. Terminou suas tarefas, digitando um texto para primeira dama, garantindo que a segurança, os arranjos florais, e a comida estavam confirmadas. Digitou tudo furiosamente e depois de enviar a mensagem ouviu a porta. Ela pousou o computador no espaço vazio do sofá, calçando os chinelos. Pelo vidro da porta pôde ver Tyler.

Como fingir que não estava em casa não era opção, girou a chave abrindo a porta, e puxando o casaquinho sobre si e cruzando os braços. Ele fez menção de entrar, mas ela deu um passo em frente o fazendo recuar.

- Hey Car! – ele começou incerto – Desculpe por hoje cedo! – ela continuou emburrada – Eu sou um pouco impulsivo às vezes, mas eu prometo que vou me controlar! Finalmente estou de volta, e não quero perder a chance de ficar bem com você! – ela levantou as sobrancelhas, como se dissesse tanto faz. – Tudo bem, ainda está com raiva! Trouxe isso! – esticou uma sacola. Ela pegou, sem olhar o conteúdo. – Até amanhã Car! – ele tentou beijá-la nos lábios em vão, já que ela virou o rosto e o beijo acertou sua bochecha. – Boa noite! – ele desejou e ela entrou fechando a porta.

Quando o carro de Tyler deixou de ser ouvido, Caroline voltou ao sofá puxando a embalagem. Cookies com gotas de chocolates e avelã, rompeu a embalagem abrindo a caixa e vendo as guloseimas enfileiradas, mordeu o primeiro e logo o finalizou, e na sequencia outros cincos.

- Caramba isso é uma delicia! Mas se pensa que tudo se resolve com cookies! – discursava pra ninguém- Você está muito enganado! – enfiou o ultimo biscoito na boca, guardando o resto. – Pensando bem! – voltou abrir a embalagem – Mais um não faz mal!

Antes que a embalagem estivesse vazia, guardou o resto, juntando suas coisas e indo pro quarto. Deitou-se na cama, ao ouvir as chaves girarem na porta, apagou a luz. Uma tática perfeita para evitar a xerife. Em silencio fingiu dormir.

Um, dois, três, quatro, cinco – contou mentalmente, até a porta ser fechada novamente. Girou o corpo na cama comemorando o sucesso de sua façanha.

...

Na manha seguinte a equipe de TV estava no Grill para gravar a entrevista com Matt e Vickie. Ambos responderam as perguntas formuladas pela equipe.

- Então é isso pessoal – Caroline dizia segurando o microfone – Eu sou Caroline Forbes, e esses foram Matt e Vickie Donovan! – a câmera abriu o ângulo focando o trio, sentado nos bancos próximos ao balcão.

- Eeee corta – John o diretor finalizou. Logo a equipe começou a desligar os aparelhos, recolher os fios.

- E então como acha que eu fui? – Matt perguntou brincando.

- Muito bem! – Car riu – Um dos solteiros mais cobiçados de Mystic Falls, dando entrevista no seu próprio estabelecimento – tamborilou os dedos no queixo – Tenho certeza que será um sucesso. – ela o abraçou pela cintura, e ele passou seu braço pelo ombro dela.

Nesse instante Caroline ouviu seu celular tocando.

- Um segundo! – piscou pra Matt indo atender Elena. – Hey Elena!

- Ei Car como vai?

- Bem e você?

- Tudo bem! Estou ligando pra chamar você para o aniversário do meu irmão!

- Sério?

- É sim, vai ser nesse domingo! Ou seja, amanha! É um churrasco surpresa, já que Jer odeia comemorações! – explicou – Eu acho que é ótima oportunidade pra conversar com meus pais, e bem dona Miranda está ansiosa em recebê-la.

- Pode dizer a ela que também estou super entusiasmada para vê-la. Bom não se preocupe eu vou com toda certeza!

- Vamos espera-la ein? – Elena intimou.

- E ai? – Miranda questionou com a listagem nas mãos – Ela vem?

- Sim ela vem! – Elena abraçou a mãe que acresceu o nome de Car a lista.

...

Caroline e a equipe estavam reunidos novamente, faltava apenas as entrevistas dos Salvatores e as dos Gilberts. A primeira seria fácil, já que Damon adorava uma exibição, já Stefan sempre discreto daria mais trabalho. No entanto com ele seria muito mais fácil do que com os Gilberts.

- Caroline? – April abriu a porta da sala de reuniões.

- Sim! – a loira respondeu.

- Klaus quer vê-la na sala dele! – disse fechando a porta sem esperar qualquer tipo de resposta.

- Chamada na sala do chefe tão depressa – Josh disse – O que você aprontou?

- Eu aprontando? – Caroline bebeu um gole da sua água – Até parece! – disse colocando o crachá no pescoço e se levantando. Abriu a porta que levava ao corredor e posteriormente a parte onde os editores, redatores e outros profissionais similares estavam trabalhando. Ela passou por April fingindo pouco interesse, mas a verdade é que sua mente estava cheia de indagações. Pegou o elevador chegando à recepção, onde Vicky trabalhava em algo desconhecido.

- Klaus disse que queria me ver! – ela disse apoiando as mãos no balcão.

- Só um momento! – disse de mau humor como sempre. E Caroline se perguntou como ela e Matt podiam ser irmãos. A secretária voltou – Pode entrar! – ela passou pela mesa da recepção entrando pela porta já aberta. Klaus estava sentado em sua mesa.

- Queria me ver?

- Sente-se, por favor! — ele apontou o jogo de cadeiras a sua frente.

- Obrigada! – Caroline ocupou uma delas.

- Soube o que fez com Kol ontem! – ele disse sem rodeios.

- Com Kol? Eu não sei do que está falando!

- A fiança Caroline! Não precisa fingir!

- Kol disse que manteria segredo!

- Ele não precisou falar nada! Elijah estava desconfiado sobre estarem mancomunados na visita que fez a mansão. Então quando eu questionei quem fora a alma caridosa que o ajudara, não foi difícil juntar as evidências! – ergueu as sobrancelhas.

- Eu não estava mancomunada com ninguém – a loira se irritou um pouco, com os termos dele – Eu estava na delegacia, para resolver alguns assuntos da segurança, da festa que estou organizando. Então encontrei Kol, e ele me pediu ajuda. Como ele não havia matado ninguém, nem sequestrado eu dei o dinheiro! E isso porque ele disse que devolveria tão logo estivéssemos fora dali!

- Sim eu deduzi isso! – seu tom ainda estava tirando ela do sério.

- Se era só isso não havia nenhuma necessidade de me chamar aqui, para perguntar algo que já sabia! – ela disse sem pensar – Eu não gosto que me tratem como idiota!

- Acha que é isso que estou fazendo? – ele arqueou a sobrancelha, esboçando um sorriso provocante.

- Qual é o problema de vocês? –se levantou – Estão há pouco tempo na cidade e mesmo assim pra onde olho, estou metida em problemas com vocês! – ele riu se levantando e cruzando os braços nas costas. – Se me der licença! – ela marchou para fora da sala, esbarrando em... – Tyler?

- Car!

- O que esta fazendo aqui?

- Ele trabalha pra mim! – foi Klaus quem respondeu. Caroline fitou Tyler que parecia ter engolido a língua e depois girou o pescoço para ver Klaus na mesma posição que o deixara.

- Desde quando? – ela indagou.

- Car – Tyler interrompeu – Eu não contei antes...

- Porque achou que conseguiria se esconder aqui – chutou — Opa sinto informar, eu trabalho aqui, desde antes de você. Ou seja, cedo ou tarde eu descobriria.

- Não pode ficar irritada por isso – Tyler a segurou pelos ombros na tentativa de acalmá-la e olhando Klaus. – Eu prometo que vou explicar tudo.

- Tudo? – ela desdenhou

- Tudo o que quiser saber! Mas depois que eu sair ok? – ele tinha um olhar piedoso.

- Tanto faz. – ela se safou dele, sem olhar Klaus e marchou até o elevador, apertando o botão sucessivas vezes, antes que ele abrisse. Ela entrou mordendo o lado interno da boca, a porta se fechou.

- Essa é a sua garota? – Klaus questionou encostando-se a mesa.

- Sim! – ele respondeu se voltando para ele.

- Interessante nunca tê-la mencionado! – ele sorriu de um jeito malicioso, o que fez Tyler respirar fundo, totalmente desconcertado.

...

Notas finais
Comentem que os próximo saem mais rápido! Ah louca pra postar um capítulo! Falta pouco pra ele chegar, então vamos lá... Coloquem os dedos pra funcionar e me digam se estão gostando! Beijos e até breve!