Always And Forever
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Klaus estava trancado no escritório, em uma videoconferência com alguém do escritório em Nova Orleans, que Caroline desconhecia. A loira estava ajeitado as poucas peças dele no guarda-roupa. Depois se arrastou até a cozinha para desembalar as compras que haviam chegado. Dois operários terminavam de ajustar alguns detalhes na sala, enquanto ela pensava em quanto às coisas haviam mudado em poucas semanas.
Esther havia oferecido o apartamento antigo da família para que eles ficassem o tempo necessário, a verdade era que a mulher havia mandado pintar, arejar, encomendado alguns móveis e utensílios, não era tão simples dizer “não obrigada”. Então eles haviam encerrado a conta no hotel cinco estrelas, que consideravam sua casa em Londres e agora estavam ali ajeitando tudo.
A verdade era que a loira estava num grande dilema. Ela tinha uma vida... Uma vida em Mystic Falls, e por mais que tudo parecesse pequeno e distante, sua mãe, sua casa, seus amigos, seu emprego estavam todos lá. Mas quanto a Klaus? Bem ele estava bem ali trancado num cômodo ao lado, sustentando sua vida profissional como podia. Caroline suspirou pesadamente sentindo seus nervos atormentados. Abrira o e-mail pela manhã e se deparara com muitas mensagens. Fãs do programa perguntando quando ela estaria de volta, sua assistente e April quase se descabelando.
“Você não pode sumir e nos deixar no escuro. Rebekah está indo viajar. V-I-A-J-A-R e o quê quer eu faça? Vista uma peruca loira e faça seu papel?” fora o trecho mais engraçado e calmo do e-mail. Querendo ou não Caroline precisava se dar conta da realidade. Ela não podia continuar vivendo irresponsavelmente. Estar com Klaus era no mínimo a coisa mais incrível que lhe ocorrera, mesmo no meio do drama, turbilhão de emoções, um cara doente que ainda se achava o dono da verdade, a apresentadora sentia-se estranhamente segura... Feliz.
Guardou as ultimas latas e levou o leite até a geladeira, resolveu tomar um banho e relaxar, depois disso voltou a se concentrar nos e-mail, responder fofa e vagamente a cada um deles.
Elena Gilbert solicitou uma chamada de vídeo. – A janelinha de solicitação surgiu na tela.
Caroline confirmou abrindo a tela em seguida, lá estava sua amiga usando um pijama e rabo de cavalo.
– Definitivamente você não volta não é garota? – sorriu.
– Hey Elena, como você está?
– Bem, mas a minha vida não interessa, quero saber como andam as coisas entre você e Klaus. Espera que lugar é esse? Trocaram de quarto?
– Não, quero dizer talvez... Sim!
– Ual qual é o problema Car? Não, Talvez, Sim ou todas as opções anteriores – brincou.
– Sim trocamos, esse é o antigo apartamento da família do Klaus.
– Como é que é?
– A mãe dele reformou, eles têm essa mania de quererem se sentir em casa.
– E isso incluiu quaisquer países de primeiro mundo, ou no mínimo países lindos – completou. – Mas essa sua cara, está me dizendo que algo está errado – Elena observou a expressão da amiga, que escondeu o rosto nas mãos, com o cotovelo apoiado na mesa onde o notebook estava. – Hoje resolvi abrir o e-mail e me lembrei que tenho um programa pra comandar.
– Bom se serve de consolo Rebekah está fazendo um bom trabalho.
– Não serve não. – Caroline riu – Mas ai que está ela está vindo pra cá a qualquer momento e eu preciso voltar, ou vou ter que arrancar o aplique de April.
– Ela usa aplique? – Elena perguntou interessada. – Desculpe eu perdi o foco.
– Que barulho é esse? – Caroline perguntou ouvindo o repetitivo som de algo se chocando contra o vidro.
– Só um segundo – Elena se levantou saindo do foco da câmera Caroline esperou pacientemente ouvindo o som do que parecia ser uma janela sendo aberta e alguns sussurros.
– Barbie – a voz de Damon e ele próprio surgiram na tela em seguida.
– Damon. – Elena tentou tirá-lo da cadeira, mas acabou sendo puxada e se sentou no colo dele.
– Quieta Elena, olha a falta de modos. – ele repreendeu abrindo seu sorriso presunçoso.
– Falta de modos? – a morena o encarou – quem acaba de pular minha janela?
– Como é que é? – Caroline interrompeu.
– Nada da sua conta Forbes – Damon cortou encarando a tela – Me diga, você já deu um jeito no patrão? Ou precisa de algumas dicas?
– Por que eu não te atropelei quando pude? – Caroline revirou os olhos.
– Porque gostava quando usávamos seu carro – ele entregou, recebendo um soco de Elena.
– Já disse pra parar com isso – repreendeu.
– Bem feito idiota – Caroline disse – Mas o que, vocês estão juntos?
– Sim – disse Damon beijando o ombro de Elena.
– Quando mesmo ia me contar? – Caroline disse num tom reprovador.
– Car, eu ia te contar, eu só...
– Elena já é maior de idade, não precisa que uma ex neurótica diga se ela deve ou não ficar comigo – Damon se intrometeu – E então, vamos falar sobre algo casual, está tentando arruinar sua carreira?
– Não sou neurótica – Caroline começou – E eu vou dar um jeito em tudo.
– Sabe, acho que é uma ótima hora pra contar ao mundo que está pegando seu patrão. Essa história de viajem aleatória está fazendo sua caveira aqui, você sabe as pessoas estão começando a desconfiar.
– Ok, eu já sei.
– Já sabe o que fazer? Ou já sabe que está ferrada se continuar “viajando”? — fez aspas com os dedos.
– Sei que vou pensar em alguma coisa. – Caroline concluiu. – Olha casal, eu vou sair. Vou pensar em alguma coisa e depois nos falamos. Bom, Elena cuidado esse cara ai costuma ser um canalha – cutucou propositalmente – Mas disso você já sabia.
– Tchau Car – disse Elena e a loira fechou a janela. – Acha que ela vai conseguir pensar em algo? Não sei por que ficar escondendo – Elena se levantou se jogando sobre sua cama.
– Acho que não me importo – ele deu de ombros caminhando até o canto do quarto.
– Pula essa de “eu não ligo para o mundo”, se ela foi atrás dele você é bastante culpado por isso.
– Só estava tentando me livrar de uma insuportável – ele deu de ombros abrindo a gaveta de calcinhas dela.
– Para de mexer ai – Elena bateu na mão dele pegando sua calcinha vermelha e enfiando de volta.
– Elena? – a voz de Miranda soou na porta do quarto, fazendo a morena congelar. Damon abriu seu sorriso sacana, dando a volta em Elena e indo abrir a porta.
– Não – Elena o segurou – Não. – choramingou.
– Não o que Elena? – a mãe perguntou forçando a maçaneta que estava fechada.
– Eu estou indo. – apontou o banheiro e Damon caminhou até lá, Elena correu até a porta destrancando-a e pondo parte do corpo no espaço aberto.
– Desde quando tranca a porta? – Miranda olhou a filha, desconfiada.
– Achei que esse era o propósito de se ter uma porta, poder trancá-la – respondeu.
– Resposta afiada – Miranda positivou com a cabeça – O jantar está pronto, Bonnie e Jeremy estão chegando.
– Certo, eu preciso de dois minutos – respondeu ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha. Miranda saiu pelo corredor, descendo as escadas e Elena voltou a trancar a porta. – Damon, já pode sair.
– Isso é ridículo – Damon saiu nervoso – Somos maiores de idade, e eu estou pulando a sua janela e me trancando no banheiro.
– Eu sei, só não acho que seja uma boa hora pra contar para o doutor Grayson. As obras da ala infantil do hospital estão sendo trabalhosas, e mesmo assim ele está feliz.
– Se descobrir que estamos juntos vai ficar triste – Damon completou – Ótimo – revirou os olhos. – Boa noite Elena – disse beijando a testa dela.
– Damon, não vai embora! – mas ele observou o espaço abaixo, sumindo por onde entrara.
...
– Caroline? – Klaus disse procurando a loira pela casa. Sentiu o cheiro vindo da cozinha, e a encontrou arrumando a mesa.
– Finalmente saiu do escritório – a loira sorriu – Preparei algo pra matar a fome.
– Isso é ótimo, estou realmente faminto – ele lavou as mãos se sentando. Caroline ajeitou as travessas sobre a mesa, e ele serviu os dois pratos. – Falei com Elijah.
– É mesmo? – ela disse interessada. – E quando eles chegam?
– Amanha provavelmente.
– Isso é ótimo.
– Acho que sim. – disse ele se recostando e encarando-a. – Qual o problema?
– Problema?
– Sweet, qualquer um pode notar que há algo lhe incomodando.
– Bem, na verdade eu... – respirou fundo bebendo um pouco do vinho escolhido e limpando os cantos da boca com o guardanapo. – Acontece, que agora que Rebekah está vindo, o programa vai ficar vago, e eu não sei direito o que fazer.
– Está querendo ir embora?
– Não, – acrescentou rapidamente – quero ficar aqui.
– Quer? – ele ergueu a sobrancelha aparentando desconfiança.
– Quero ficar onde você estiver. Quero apoiá-lo, quero cuidar de você. Mas você há de convir que temos responsabilidades. Eu poderia ficar e adoraria. Mas talvez vocês precisem ficar em família. – argumentou desviando o olhar.
– Sei – ele continuou comendo.
– Klaus, – pediu ela — quero que me diga. Se for pra que eu fique, eu não vou hesitar.
– Você é minha família – disse ele ríspido – me importo com você, mas do que com qualquer um deles.
– Mesmo assim ninguém sabe sobre nós. – ela devolveu a hostilidade.
– O que está insinuando?
– Não estou insinuando nada – ela tratou de dizer – esse não é um bom momento pra discutir nada. Seu pai doente, seus irmãos vindo pra cá. Sua mãe precisa de apoio, vocês precisam dar conta das empresas. Mas que garantias tenho?
– Garantias?
– Quero dizer... Eu nem sei do que te chamar. Somos um casal? Ou só estamos dividindo a cama?
– Acha que é isso que estamos fazendo?
– Pare de responder minhas perguntas com outras malditas perguntas. – ralhou. – Não quero brigar com você. Estamos passando um bom tempo juntos, mas... – afastou o prato, num claro sinal de que perdera o apetite. – Quer saber? Esquece... Vamos deixar isso pra lá. – se levantou.
– Onde vai?
– Dar uma volta! – respondeu – Sozinha. – cortou as chances de ser seguida. Foi até o quarto pegando sua bolsa e voltando com um casaco pesado, já que a temperatura havia caído significativamente e o aquecedor estava ligado. Usou um lenço e passou a bolsa pelo ombro, abrindo a porta, Klaus não a impediu.
...
Chegou a calçada depois de usar o elevador e atravessar a recepção. Poderia ter usado o carro, mas resolveu caminhar um pouco a pé, encontrou um ponto de táxi depois de caminhar sem rumo, por algum tempo. O taxista perguntou-lhe o destino, e ela deixou que ele escolhesse. Acabou no centro de Londres, vagou pelas ruas, tentando-se distrair. Reconhecia sua infantilidade, mas queria saber o que significava exatamente para Klaus.
Porque para ela, ele significava quase tudo. O que começara com aversão, agora parecia ser exatamente seu ponto de apoio. Sua ligação com o mundo real. Quando estava em seus braços, quando o via dormir, quando o via sorrir ou pronunciar seu nome de forma especial. Sentia-se aquecida, protegida, amada.
AMADA.
Essa era a palavra chave. Não importava que não houvessem assumido publicamente que estavam juntos, mas que se amavam, isso era evidente em seu pensamento. Por isso resolveu que ficar longe dele era uma estupidez. Ela adentrou a uma loja de chocolates e escolheu um exemplar que ele apreciava. Embalou guardando, pegando um novo táxi e voltando para o apartamento, pronta para se desculpar. Quando entrou no apartamento, notou que as luzes estavam apagadas. Só a luz que brilhava de um abajur estava sobre a mesa, e essa mesma luz iluminava um bilhete.
Ela deixou que a bolsa escorregasse do ombro e caísse sobre o sofá, e pegou o papel nas mãos.
Você tem razão. Você tem uma vida, não pode viver em minha função. Por isso, comprei sua passagem e reservei um táxi. Seu embarque é às 08 horas.
K.M
Caroline sentiu seus olhos arderem. Fora tola o suficiente para explodir e agora ele queria que ela fosse embora, mas ainda estivesse em tempo de se desculpar. Caminhou até o quarto pronta pra concertar a pequena burrada, e como um ultimo golpe, sua mala estava pronta e a cama alinhada, Ele deveria estar em outro quarto. Sim ele queria que ela fosse embora.
...
Kol e Melina estavam pegando café para todos, enquanto eles aguardavam o horário de embarque.
– Sinto muito não poder ir Beckah – disse Matt a beijando.
– Tudo bem – ela o abraçou demoradamente – Nos vemos em breve! Você não vai se livrar de mim tão cedo – disse.
– Que falta de sorte a minha – provocou, recebendo um olhar mortal – Vou ligar pra você, assim que por os pés em Londres.
...
Elijah despachou as ultimas malas, e Katherine beijou-lhe a bochecha de surpresa.
– Desculpe fiquei presa no transito – contou.
– Sem problemas – disse ele abraçando-a. – Sinto muito.
– Qual é Elijah? – disse ela acariciando seus cabelos – Eu que deveria dizer essa frase. Vai ficar tudo bem. Eu prometo – beijou seus lábios de forma casta.
– Preciso pedir uma coisa. – ele disse.,
– Qualquer coisa — ela sorriu entrelaçando suas mãos.
– Qualquer coisa? — repetiu a frase em tom de questionamento
– Qualquer coisa! – afirmou.
– Quer se casar comigo? – os olhos da morena se arregalaram com o pedido surpresa. – Sei que não é tão romântico, talvez nem mesmo apropriado, mas quero que se case comigo.
– Aqui? – ela olhou em volta, como se esperasse saltarem convidados e um padre.
– Assim que voltar da Inglaterra – explicou. – Katherine Pirce – puxou a caixinha de veludo negro do bolso do terno – me daria a honra de se tornar minha senhora Mikaelson?
– Eu – engoliu em seco. – Sim. – respondeu fracamente – Sim.
Elijah abriu a caixa pegando a joia e deslizando no dedo anelar da mão direita dela, em seguida beijou sua testa apertando sua cintura, e depois encontrando seus lábios.
– Eu te amo – disse ele.
– Eu não sei se existe outra palavra para o que eu sinto, então eu amo você – sorriu – Ou nunca aceitaria essa tralha.
– Tralha? – Elijah sorriu.
– Desculpe, eu só não pensei que iria me casar tão cedo. Não até você aparecer.
...
Notas finais
E Elijah e Kath noivos *--*
Beijos
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