Notas iniciais
Realmente percebi que perdi a mão --' Quase td mundo desapareceu :(
Enfim vou correr com tudo pra não deixar a fic sem fim e nem abandonada. Não acho justo.
Enfim gente capítulo maior e revelando quase tudo.

Mystic Falls.

- Temos mesmo que fazer isso? – Rebekah disse contrariada.

- Eu gosto realmente da Katherine, poderia fazer isso por mim? – Elijah pediu. – Você está plenamente ciente de que provavelmente nunca poderei apresentá-las aos nossos pais, então acho que pelo menos meus irmãos podiam me ajudar.

- Você sempre precisa fazer drama Beckah? – Kol apareceu na cozinha – Precisa de ajuda Eli? – sorriu do apelido idiota que dava ao mais velho.

- Eu preciso de ajuda com as bebidas – disse, e então encarou – você estava brincando não é?

— Tenha um pouco mais de fé em mim – Kol bateu no ombro do irmão indo guardar as bebidas.

...

- Bom dia – Rose beijou o pescoço de Damon. O moreno estava olhando o quintal através da janela do quarto.

- Hey dorminhoca – ele sorriu, abraçando a cintura dela lateralmente. Rose aproveitou para fazer um cafuné nos cabelos dele. – Você está se sentindo bem?

- Como um bebê – sorriu.

- Não desceu para jantar ontem. – ele insistiu no assunto, mesmo que de forma vaga.

- Ah eu me diverti tanto ontem que acabei apagando. O que tinha para o jantar? Elena me disse que ia preparar uma lasanha de legumes.

- Argh – ele reclamou – Sim, ela me fez cortar e cortar, pra no fim servir lasanha de legumes. Stefan e Lexi chegaram e adoraram é claro.

- Então você ajudou Elena com o jantar? – Rose disse casualmente.

- Foi. – ele deu de ombros – vamos tomar café? – desceram as escadas e ocuparam a mesa. Aquele sábado era sua folga, e ele ajeitou tudo para poderem comer.

- Damon, sei que vai mudar de assunto antes que eu possa pensar, então eu vou falar mesmo assim. – Damon a fitou trazendo as frutas. – Por que não dá uma chance à Elena?

...

Klaus estava impaciente, a madrugada havia chegado em Londres. Caroline estava adormecida em seu peito. Ele sabia exatamente o que ela estava fazendo. Esther a chamara mais cedo para o almoço adiantara o assunto, quando ele se juntou a elas, sua mãe apenas contou-lhe que Mikael adoecera, mas não queria que ninguém soubesse. Ela mesma só descobrira por conta de uma internação às pressas, que causara sua volta a Londres. Ele estava decidido a acabar com o suspense naquele mesmo minuto, mas sua mãe lhe implorara para ficar. Mikael não fazia ideia que ele estava ali, e muito menos que sabia o que estava acontecendo. De modo que tudo deveria parecer ao acaso. Caroline apertara sua mão carinhosamente, pedindo que ele fosse paciente. Péssima ideia tê-la trazido, agora a garota estava o dominando.

- Hey – ela despertou sonolenta, fitando o rosto dele, acima de si.

- Volte a dormir.

- Você está inquieto. – ela se levantou, sentando sobre o colchão.

- Nem sempre eu durmo bem. – ele deu de ombros – Agora amor, volte a dormir.

- Acho que deveríamos conversar.

- Não há muito o quê conversar, é já é madrugada. – ele tentou puxá-la para que se deitasse.

- Sinto muito que isso esteja acontecendo – ela disse mais próxima, acariciando o rosto dele. – sei também que não tivemos tempo pra falar sobre nós. Mas não importa o que aconteça quero que saiba que pode contar comigo. – ele suspirou pesadamente, balançando a cabeça em negativa.

- Onde fui me meter? – sorriu. Caroline não se afastou quando sua cintura foi enlaçada pela mão dele, levando-a para mais perto. Nem tentou impedi-lo quando seu rosto se aproximou, com a evidente intenção de beijá-la. Não o empurrou quando seus lábios gentilmente foram esmagados pelos deles. Pelo contrário, ela agarrou a gola da camisa dele, na intenção de nunca mais soltá-lo.

Conforme a boca dela correspondia sua ação na mesma intensidade que ele, ele a apertou ainda mais contra si. E a sensação de estar vivo novamente, de que tudo fazia sentido o sufocou como uma avalanche. Caroline exercia sobre ele um poder impar. Ele sentia sua pele formigar e seus sentidos se entorpecerem só por sentir o cheiro dela. Quando ouvira mais cedo sobre seu pai estar doente, tudo parecia ter desmoronado. Caroline havia lhe dito que Mikael era um humano tão passível aos problemas comum, como qualquer outro humano. Fato era que há muito ele não enxergava Mikael como humano. Os olhos dela esquadrinhando sua alma, mostrando que não só Mikael era comum, mas que ele também era. Ele sentia necessidade de se sentir querido, amado, importante. E era exatamente o que aquela loira estava fazendo com ele.

Caroline puxou a barra da camisa dele, e ele a ajudou aumentando o contato.

- Sweet – ele murmurou – Eu amo você. – Caroline não conseguiu dar créditos aos seus ouvidos, talvez estivesse fantasiando aquilo, mas não teve tempo de reagir, pois Klaus estava a virando contra o colchão, pronto para demonstrar seus sentimentos.

...

Mystic Falls

Elijah estava ansioso, tudo estava pronto. Kol fora buscar a namorada, e Rebekah estava terminando de se arrumar. Para sua completa surpresa, Kol e Rebekah haviam se juntado a ele, não só na preparação do jantar, mas como lhe haviam proporcionado um tempo extremamente cúmplice e divertido. Se havia algo pelo que se lamentar, era a ausência de Klaus. Mas ele não tinha tanta certeza se seria fácil fazê-lo se juntar a eles.

...

Miranda e Grayson assistiam a um programa na TV, abraçados com uma bacia de pipoca. Jeremy havia saído com Bonnie, para surpresa de Elena. Jenna havia ligado dizendo sobre uma pilha de serviço para cumprir, uma infinidade de e-mails acumulados. Como vinha dedicando seus últimos dias a fazer companhia a Rose, ela abandonara parcialmente sua vida.

Elena decidiu se alimentar, havia rejeitado o janta na tentativa de acabar com suas pendências. Desceu até a cozinha, sorrindo ao ver seus pais, desejava sem duvida alguém que a amasse da mesma maneira como seus pais se amavam. Foi até a geladeira fez um lanche serviu um copo de suco de caixinha e se sentou. Seu celular começou a vibrar no bolso seguidas vezes. Ela puxou o aparelho lambendo o dedo sujo de maionese.

- Alô?

...

Elijah servira todas as taças de vindo para os convidados. Ele estava sentado no sofá com sua mão sobre o colo de Katherine, que ocupava o braço do sofá. Kol e Melina conversavam em pé, Kelly a convidada dividia o outro estofado com Rebekah.

Essa estava se esforçando para mostrar bom humor, mas as coisas estavam complicadas. Elijah e Kol pareciam completamente radiantes, suas namoradas eram deslumbrantes, Kath tinha aquele toque de altivez, já Mel era mais simpática. Seus pensamentos foram interrompido, quando alguém a porta interrompeu a conversação animada.

- Está faltando alguém? – Kol perguntou.

- Bekah pode atender, por favor? — Elijah pediu.

- Claro. – Não que quisesse atender, mas queria se livrar daquele maldito clima. Caminhou apressada, ficaria feliz se fosse até mesmo April Young, a garota irritante que a seguia pelos corredores da RMT. Quando girou a chave, abrindo a porta – M-a-att? – ela gaguejou.

...

- O que aconteceu? – Elena saltou do carro encontrando Damon na porta da mansão dele. Ele havia ligado para ela, chamando-a com urgência. Seu coração estava aos saltos. Talvez Rose houvesse sofrido uma piora.

- E não é que seu carro corre. – ele se levantou limpando a calça. Elena enrugou a testa confusa. — Eu não imaginava. – ele sorriu torto.

- O que aconteceu? Por que está sorrindo assim? Eu quase estourei o velocímetro. Onde está a Rose?

- Relaxa criança. – debochou – Rose está ótima, eu só estava sem o que fazer e resolvi te chamar.

- O quê? – quase gritou – Eu achei que algo sério estava acontecendo e você me chama porque está “sem o que fazer”?

...

- Será que esses dois se acertam? – Lexi observava a cena que se desenrolava lá embaixo.

- Você é tão curiosa – Stefan a abraçou pelas costas, beijando seu pescoço.

- Eu preciso ocupar minha cabeça, já que um cara ai se recusa a contar sobre sua vida pra mim. – cutucou. Stefan a soltou soltando uma o ar de frustração.

- De novo isso?

- Tá, eu não disse nada – ela saiu da janela se desculpando.

...

- Preciso ir – Katherine disse manhosa, beijando os lábios de Elijah.

- Eu sei, só não quero que isso aconteça. – ele disse ainda a segurando nos braços.

- Vamos nos ver amanhã. – ela sorriu. – Tia Kelly vai congelar lá no carro.

- Tem razão. – ele a beijou uma ultima vez, soltando sua cintura mais retendo sua mão. Ele levou os dedos delicados dela até sua boca e beijou-os. – Até amanha, querida.

- Até – ela sorriu se virando e começando a andar, quando já estava adiantada se virou. – Obrigada pelo jantar, foi incrível – piscou lançando um beijo imaginário no ar.

Elijah abriu o seu maior sorriso interno. Fez uma breve reverência, e viu Katherine sair com seu carro, voltou para dentro e viu Rebekah e Matt na sala.

- Boa noite. – ele se despediu, satisfeito por tê-lo convidado. Kol e Melina haviam escapado logo após a sobremesa. O que não o surpreendera. Ele resolveu descansar, enquanto sua irmã conversava com o ex-jogador.

-Eu amei o jantar – ele sorriu. – Mas já está tarde. – se levantou.

- Matt, por favor. – pediu.

- O que você quer? – ele disse ameno e sincero.

- Quero que não fuja. Que me deixe mostrar que não sou a terrível e mimada Rebekah.

- Sabe que não precisa me provar nada.

- Então, o que há de errado? Porque não pode me dar outra chance?

- Não quero que se sinta obrigada a se explicar, mas não quero me meter num relacionamento onde alguém não está bem resolvida. Eu soube que você tem se esforçado. Você está incrível no programa, e sem precisar sabotar ninguém...

- O que quer dizer com “alguém que não está bem resolvida”?

- Eu soube que você e Stefan tiveram um passado. E por mais que ele esteja tentando seguir em frente, você não parece querer abrir mão dele.

- Não é isso. Eu só não...

- Não – ele interrompeu – não arranje desculpas. Eu já namorei uma garota que gostava de outro, e não foi legal.

- Você não entende. – ela disse quase suplicante – Eu não gosto mais do Stefan. – por mais que fosse difícil admitir, e que as palavras saíssem pesadas ela resolveu confessar e contar sua história. – Eu fui infantil, quando descobri que ele estava aqui, namorando e bem, eu não pude deixar de me sentir traída. Eu sofri durante um bom tempo. Tivemos um passado que terminou de forma dolorosa pra mim, e eu senti vontade de me vingar, mas as coisas mudaram...

- Mudaram? O que mudou? – Matt a questionou.

- Matt – ela grunhiu.

- A primeira regra pra se viver plenamente é fazer aquilo que mais te assusta – ele disse segurando as mãos delas, e tocando seu queixo levemente. – Eu não me importo se isso não vai dar certo, eu já me ferrei tantas vezes – ele fez piada, Rebekah encarou os olhos dele admirada. – Só quero que confie em mim. Como amigo pelo menos.

Rebekah acordou sentindo algo quente e desconfortável entre suas pernas. Ela se remexeu abrindo os olhos e puxando a coberta. Cada uma das suas células foi tomada de pavor, e seu instinto foi gritar em desespero.

Elijah e Klaus estavam na sala tomando café e revisando alguns relatórios para reunião do dia seguinte com o pai, quando o grito de Rebekah os fez saltar. Rosalia a empregada se apressou, mas foi interrompida.

– Eu mesmo vou. – Empurraram as portas duplas de madeira antiga que delimitava o quarto da irmã. Rebekah estava sentada na sua cama de casal coberta por uma manta aveludada. Sua expressão era de pânico e ela chorava – Bekah? – o mais velho se apressou.

- O que há Rebekah? – Klaus disse duro, mas realmente estava preocupado. Elijah se sentou na ponta da cama abraçando a irmã, trazendo sua cabeça para seu ombro. Enquanto deslizava as mãos por seus cabelos, tentado acalmá-la. Kol entrou apressado.

- O que foi esse grito?

- Feche a porta. – Elijah disse. E ele o fez. Agora Rebekah estava rodeada por seus irmãos. Todos demonstrando suas preocupações. Ela ainda continuava a chorar, mas afastou-se do irmão puxando a coberta. Elijah foi o primeiro a ver, Klaus e Kol se aproximaram e lá estava uma enorme mancha de sangue.

- Rebekah – Kol se deteve.

- O que você fez? – Elijah complementou.

- Nada... Eu juro. – voltou a soluçar.

- Precisamos ir a um hospital. – decidiu.

- Vou pegar o carro. – Klaus disse saindo e encostando a porta.

Kol ficou responsável por tirar os empregados da casa, por sorte Esther havia saído cedo, e Mikael estava no trabalho. Elijah usou uma toalha molhada para limpar um pouco da bagunça, e pegou seu casaco envolvendo-a. Levou-a em seu colo até o carro. Klaus abriu a porta, e eles entraram no banco do fundo. Kol apareceu afoito.

- E então? – perguntou sério.

- Alguém nos viu?

- Não. Mandei Rosalia e Samara para a lavanderia, John e Leia para os fundos.

- Muito bem. Dê um jeito em toda a bagunça. – explicou.

- Seja discreto, ou corto sua cabeça. – Klaus ameaçou, batendo a porta.

...

Elijah e Klaus entraram no quarto da irmã, na companhia da médica.

- Rosalia – a médica disse. — Você teve um sangramento, não sei se estava ciente, mas – pausou – você estava grávida.

- Estava? – Elijah no momento chamado de John perguntou.

- Sim. – a médica completou.

- Quis dizer se que ela não está mais...

- Sim ela perdeu o bebê. Eu fiquei um pouco insegura, pelo que informaram você só tem 16 anos. Sinto muito querida, esse é um momento difícil. Mas precisa se atentar para não passar por esse trauma novamente. Você precisara de acompanhamento ginecológico, e posso indicar um psicólogo. – disse com suavidade, mas a garota parecia não ouvir.

- Podemos falar com ela a sós? – Klaus que dissera se chamar Travor pediu.

- Claro. Vou buscar os resultados dela e já venho. — Ela os deixou. Elijah foi para o lado da cama pegando a mão dela, e Klaus se aproximou ficando na altura de sua cabeça.

- Ele se foi? – a loira disse colocando a mão sobre a barriga.

- Vai ficar tudo bem. – Elijah afagou o rosto dela, afastando uma lágrima.

- Foi melhor assim – disse amarga – Eu nunca seria uma boa mãe.

- Sabe que não é verdade. – Elijah protestou.

- Não agora pelo menos. – explicou.

- Bekah – Klaus chamou sua atenção. – Você não... – não tinha coragem de perguntar, havia um nó em sua garganta bloqueando a passagem das palavras.

- Eu juro que não. Eu sei que eu arranjaria um bilhão de problemas, papai ia me matar, mas eu nunca faria isso. – Klaus suspirou aliviado.

Na semana anterior, ele encontrara Rebekah chorando no jardim. Um canto escondido da nova casa que eles haviam se mudado. Rebekah sempre chorava, mas não daquele jeito. Ele estava procurando-a a pedido de Esther, antes que Mikael notasse sua ausência. Fora difícil arrancar a verdade dela, ambos nunca dividiam segredos, aquele era o cargo de Elijah. Seu amor fraterno era bem disfarçado. Estavam sempre juntos, morreriam um pelo outro, mas dificilmente assumiriam isso em voz alta.

No entanto aquele dia foi diferente, Rebekah estava desesperada demais, angustiada demais... Estou grávida – foram as palavras que atravessaram os ouvidos de Klaus, como um soco. Ele teve de se conter para não julgá-la. Era obvio que a culpa não era só dela. E naquele instante Klaus sentiu sua cabeça aquecer, o sujeito deveria arcar com suas responsabilidades. Mas se por dentro seus sentimentos e emoções assemelhavam-se a uma guerra sangrenta, tudo o que ele fez e disse foi acolher ela em seus braços. Vai ficar tudo bem, eu prometo. Vou cuidar de vocês.

— Eu contei a Stefan, e ele simplesmente ficou mudo. Não disse nada, não me apoiou e foi embora apressado, dizendo que daríamos um jeito. Se não fosse meus irmãos – ela choramingou, Matt a aconchegou no peito. Rebekah não tocava naquela história desde que ela havia acontecido. De forma que seus soluços venceram suas resistências escapando junto com as lágrimas.

...

- Você tem razão – Stefan puxou Lexi fazendo-a sentar-se em sua cama. – Eu dei minha palavra que não tocaria nesse assunto, mas não quero esconder nada de você.

Ele narrou a história que Rose havia contado as meninas com alguns detalhes a mais e completou a narrativa.

Stefan estava nervoso, havia mandado um bilhete para que Rebekah se encontrasse com ele. Depois de se desesperar e procurar por Damon, agora ele já sabia o que faria e voltou para tentar convencer Rebekah a confiar nele, ele cuidaria dela e de seu filho. Mesmo que só tivesse 17 anos, e que estivesse jogando fora as expectativas do pai.

Para sua surpresa na hora marcada que e apareceu foi Klaus. Ele não estava nem um pouco contente e por pouco não cederam a violência.

- Não tem mais bebê algum – Klaus vociferou.

- Você não está dizendo que Rebekah tirou nosso filho.

- Se tivesse feito isso a culpa seria sua. Você é um irresponsável que a abandonou a própria sorte.

- Eu não a abandonei, eu só não sabia o que fazer. Mas agora posso cuidar dela.

- Você vai ficar longe dela ouviu? – ele apontou o dedo em riste. – Quero que fique longe da minha família, longe da minha irmã. – Ela tem um problema no útero, ela poderia perder o filho de qualquer maneira, mas não estaria tão devastada se pudesse contar com você.

- Me deixe vê-la? – ele suplicou – Eu preciso me explicar, quero ajudá-la, quero ampará-la. Preciso me desculpar.

- Não. – ele disse duro – Ela não quer ver você. Não quer saber de você. E é bom que você desista de procurá-la – ordenou – Já há estragos demais nessa história, Rebekah está pior do que o normal. Estamos tendo um trabalho danado para cuidar dela. – explicou. – Essa história, não pode chegar aos ouvidos de mais ninguém. Ninguém precisa saber que ela foi irresponsável. De qualquer maneira você se livrou da fúria de Mikael, cedo ou tarde ele ia descobrir e então meu caro, você estaria ferrado.

- Klaus – Elijah os interrompeu. – Stefan – o saudou calmamente.

- O que está fazendo aqui? – Klaus enfrentou o irmão.

- Kol me contou sobre o bilhete e eu vi o mais depressa possível. Stefan temo que já saiba o que aconteceu ao meu sobrinho ou sobrinha.

- Meu filho – Stefan corrigiu. – Eu ia assumir, só me apavorei. Quero falar com Rebekah. – apelou para Elijah.

- Rebekah não está nos seus melhores dias. – explicou – Os médicos pediram para que ela evite se estressar, ainda há o fato de nossos pais não saberem sobre vocês.

- Então não vão me deixar falar com ela?

- Não acho que esse seja o momento adequado. – Elijah disse.

- Certo. – ele disse frustrado. – Ao menos digam a ela que quando estiver pronta me procure, ou me deixe procurá-la.

- Daremos o seu recado – Elijah disse. – Quanto a manter a história em segredo, temos um acordo?

- Tem a minha palavra. – Stefan prometeu.

- Ela nunca me procurou. E eu havia prometido não falar a ninguém sobre o ocorrido. Quando Damon me buscou e contou sobre a chegada deles aqui em Mystic Falls, eu fiquei receoso. Elijah me procurou e perguntou se ainda podia manter a minha palavra.

- E você manteve – Lexi disse envergonhada. – até eu te obrigar a contar.

- Você está certa. Não dá pra guardar algo do tipo. Arrastei esse fardo por tantos anos. – ele encarava o nada – Estou me sentindo melhor por poder contar. Acho que isso não ia durar muito mesmo. Rebekah me procurou falou um monte de bobagens e depois houve aquela cena no Grill.

- Sinto muito deve ter sido horrível. – ela segurou a mão dele entre as suas. – Mesmo que isso é tenha sido egoísta, eu estou feliz em finalmente descobrir por você o que está acontecendo.

- E eu estou feliz por ter contado! – ele sorriu beijando-a.

Notas finais
Ah sobre Mikael é no próximo capitulo. Até quando eu escrever, espero que seja rápido.

Beijos sweet.